As atividades industriais, agrárias, mineradoras e os serviços urbanos podem gerar impactos significativos ao meio ambiente. Sobre esses impactos, avalie as afirmativas abaixo:
1. A contaminação dos corpos d'água por efluentes industriais é um dos principais impactos ambientais das atividades industriais, podendo comprometer a biodiversidade aquática e a saúde humana.
2. A agricultura intensiva pode levar à degradação do solo, perda de nutrientes e aumento da erosão, impactando a capacidade produtiva das terras.
3. A extração mineral pode causar desmatamento, poluição do solo e da água, além de alterar a paisagem natural, criando passivos ambientais difíceis de remediar.
4. Os serviços urbanos, como o saneamento e a gestão de resíduos sólidos, têm um impacto ambiental positivo, contribuindo para a preservação dos recursos naturais.
5. A mitigação dos impactos ambientais das atividades econômicas deve ser realizada por meio de práticas sustentáveis, como a recuperação de áreas degradadas e o uso racional dos recursos naturais.
Alternativas:
( ) Trata-se de um arbovírus transmitido pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti.
( ) O acúmulo de água parada favorece a proliferação do mosquito e, maior disseminação da doença; consequentemente, é importante evitar água parada, todos os dias, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano no ambiente.
( ) A Dengue é uma doença de notificação compulsória, logo todo caso suspeito e/ou confirmado deve ser obrigatoriamente notificado ao Serviço de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS).
( ) Os sinais de alarme são assim chamados por sinalizarem o extravasamento de plasma e/ou hemorragias que podem levar o paciente a choque grave e óbito, incluindo, na forma grave da doença, dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, considerando as afirmativas de cima para baixo.
Esse enfoque mais atual, Saúde Única, está corretamente relacionado a uma das opções a seguir. Assinale-a.
Podemos afirmar acerca da hantavirose:
Acerca das medidas de prevenção contra a leptospirose, podemos afirmar, EXCETO:
I. A aplicação de inseticidas de forma indiscriminada é uma prática eficaz no controle de vetores, principalmente em áreas urbanas. II. O monitoramento e controle de vetores devem considerar fatores socioeconômicos, ambientais e culturais, além das características biológicas dos vetores. III. O uso de agentes biológicos para o controle de vetores é desaconselhado devido ao risco de impactos não desejados no ecossistema.
Está(ão) CORRETA(S) a(s) seguinte(s) proposição(ões):
Assinale a opção que indica a medida profilática mais recomendada para essa endemia.
ISET•
()A vigilância ambiental é responsável pela fiscalização de estabelecimentos comerciais, serviços de saúde e produtos industrializados, como alimentos e medicamentos.
()A vigilância epidemiológica tem como atribuições a investigação de surtos, o controle de doenças de notificação compulsória e a produção de informações para subsidiar ações de saúde pública.
()A vigilância sanitária concentra-se na análise da qualidade da água e na prevenção de endemias transmitidas por vetores, especialmente em regiões com saneamento precário.
()A vigilância ambiental atua na identificação e controle de fatores ambientais que possam causar agravos à saúde, como a contaminação da água, o descarte inadequado de resíduos e a presença de vetores transmissores de doenças.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
ACS•
(Organização Mundial de Saúde – OMS. Saúde Ambiental. 1993.)
Existe uma relação indissociável entre saúde e meio ambiente. A interferência inadequada das pessoas no meio ambiente traz impactos ambientais e prejuízos para a saúde. Sobre a relação meio ambiente e saúde, analise as afirmativas a seguir.
I. O descarte inadequado do lixo é uma das principais causas da Leptospirose, Dengue, Zica e Chikungunya.
II. O acúmulo de resíduo em terrenos ou o descarte de modo inadequado podem gerar proliferação de pragas, como causar alagamentos e inundações.
III. A prática de queimadas tem impacto direto nas epidemias de Cólera, além de causar problema respiratório e irritação nos olhos e garganta.
IV. O desmatamento acelera o surgimento de doenças, principalmente aquelas ocasionadas por vetores.
V. A poluição atmosférica está relacionada basicamente a doenças como Hepatite A, Giardíase, Ascaridíase e Diarreia.
Está correto o que se afirma apenas em
FGV•
Texto 1
Mudanças climáticas podem ampliar o risco da Doença de Chagas na Amazônia (trecho adaptado)
Leandro Schlemmer Brasil, Divino Vicente Silvério, Filipe França, José Orlando de Almeida Silva, Leandro Juen, Leonardo Viana de Melo, Thiago Bernardi Vieira e Walter Souza Santos
As mudanças climáticas estão alterando silenciosamente o cenário da saúde pública na Amazônia. As frequentes secas, enchentes, desmatamentos e demais problemas ambientais podem levar ao surgimento de novas doenças ou ao avanço de doenças já controladas.
Um caso emblemático é o da Doença de Chagas, que mesmo com os avanços recentes nos estudos sobre sua biologia e controle de transmissão, pode representar novamente um desafio para nosso sistema de saúde em virtude das alterações que estão sendo realizadas nas paisagens.
Um estudo publicado recentemente na revista Medical and Veterinary Entomology [...] deixa um alerta claro: o aquecimento global pode facilitar a expansão dos barbeiros, vetores da Doença de Chagas, para novas áreas da floresta.
A doença de Chagas
A doença, causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi, é transmitida principalmente por insetos conhecidos como barbeiros. A Doença de Chagas (DC) existe há milhões de anos como uma doença em animais silvestres, que passou a ser transmitida ao homem, de forma acidental, a partir da invasão dos ambientes silvestres por populações humanas.
Projeções preocupantes
Nosso estudo analisou mais de 11 mil registros de ocorrência de 55 espécies de barbeiros. Utilizamos uma técnica chamada modelagem de nicho ecológico, que cruza dados biológicos e ambientais, para prever como esses vetores podem se deslocar até 2080 sob diferentes cenários climáticos. Os resultados indicam uma tendência preocupante: os barbeiros devem expandir sua distribuição na Amazônia, especialmente em áreas já vulneráveis. Esse movimento pode surpreender os sistemas de saúde despreparados, afetando populações que já enfrentam desigualdades e condições precárias de moradia.
Uma questão de saúde climática
Um dos principais dados gerados pelo estudo é o mapeamento das áreas da Amazônia que podem ter aumento na presença de barbeiros vetores da Doença de Chagas até 2080, especialmente sob cenários de mudanças climáticas intensas. [...]
Esses dados permitem direcionar ações preventivas, como o fortalecimento da vigilância entomológica, campanhas educativas em comunidades vulneráveis e melhorias nas condições habitacionais, antes que a transmissão da doença se intensifique nessas regiões. Trata-se de uma ferramenta estratégica para antecipar riscos e evitar surtos futuros. [...]
A próxima Conferência do Clima da ONU (COP 30), marcada para ocorrer em Belém, traz uma oportunidade histórica. Precisamos colocar a saúde climática no centro das discussões. A crise ambiental também é uma crise de saúde e justiça social. E a ciência tem muito a contribuir com soluções baseadas em dados e equidade.
(Fonte: The Conversation. Disponível em: https://theconversation.com/mudancasclimaticas-podem-ampliar-o-risco-da-doenca-de-chagas-naamazonia-259641)
Na passagem acima, estabelece-se uma relação entre crise ambiental e justiça social.
Da leitura do texto 1, infere-se que essa relação reside no fato de que: