Questões de Concursos
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Nada por aqui
O período de tempo que vai mais ou menos da data de publicação do De revolutionibus de Nicolau Copérnico, isto é, de 1543, à obra de Isaac Newton, Philosophia naturalis principia mathematica, publicada pela primeira vez em 1687, é comumente apontado hoje como o período da “revolução científica”. Trata-se de um poderoso movimento de ideias que adquiriu, no século XVII, as suas características determinantes na obra de Galileu, que encontra os seus filósofos — em aspectos diferentes — nas ideias de Bacon e Descartes e que depois iria encontrar a sua expressão, agora clássica, na imagem newtoniana do universo concebido como uma máquina, ou seja, como um relógio.
Giovanni Reale e Dario Antiseri. História da Filosofia: do humanismo a Kant. São Paulo: Paulus, 1990.
Com base no fragmento de texto precedente, julgue o item que se segue, acerca da filosofia e do conhecimento científico no período moderno.
Infere-se que Francis Bacon é citado no texto por sua defesa do
estudo da natureza com características mecânicas.
São características do conhecimento científico:
1. É objetivo, pois procura as estruturas universais e necessárias das coisas investigadas.
2. É quantitativo, ou seja, busca medidas, padrões, critérios de comparação e de avaliação para coisas que parecem diferentes.
3. É homogêneo, isto é, busca as leis gerais de funcionamento dos fenômenos, que são as mesmas para fatos que parecem diferentes.
4. É diferenciador, pois não reúne nem generaliza por semelhanças aparentes, mas distingue entre os que parecem iguais, desde que obedeçam a estruturas diferentes.
5. É subjetivo, isto é, fundado em avaliação
qualitativa das coisas conforme os efeitos que
produzem nos órgãos dos sentidos ou dos
desejos que despertam ou o tipo de finalidade ou de uso atribuídos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas
corretas.
No que concerne à filosofia, à ciência e ao senso comum, relacione corretamente os tipos de conhecimentos listados a seguir com os conteúdos a eles associados, numerando a Coluna II de acordo com a Coluna I.
Coluna I
1. Senso comum
2. Conhecimento científico
3. Conhecimento filosófico
4. Conhecimento estético
Coluna II
( ) espontaneidade da razão e da imaginação
( ) harmonia entre sensualidade e razão
( ) elucidação de contradição entre teses opostas
( ) investigações sistemáticas fundadas empiricamente
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
A partir do século XIII, desenvolveu-se um cenário intelectual que adquiriria um caráter de notável unidade, sobretudo com os manuais de Toletus, de Rubio e dos conimbricenses. Trata-se, de acordo com Étienne Gilson, “daquele aristotelismo cristianizado e de método essencialmente dialético. (...) Na origem desse movimento de ideias está o ensino dos mestres da Faculdade de Artes, que não têm outra função fora comentar ou, como se dizia na época, ‘ler’ sucessivamente diante de seus alunos todos os tratados conhecidos de Aristóteles”.
O texto precedente aborda características
Sobre as proposições sobre o surgimento e evolução da Filosofia, assinale a afirmativa correta:
A pergunta sobre o que é e para o que serve a filosofia é inevitável sempre que nos confrontamos pela primeira vez com esse pensamento, que nos causa estranheza e fascínio. Na verdade, essa pergunta é tão antiga quanto o próprio surgimento da filosofia, mas claramente não possui resposta única.
Sexto Empírico, filósofo cético dos séculos II–III, foi um dos pensadores que formulou essa questão de modo mais contundente. Diz ele que em toda investigação temos três resultados possíveis: acreditamos ter encontrado a resposta, acreditamos ser impossível encontrar a resposta, continuamos buscando. No primeiro caso, nos tornamos dogmáticos e a investigação cessa; no segundo caso, somos também dogmáticos, ainda que em um sentido negativo, e a investigação igualmente cessa; só no terceiro caso, segundo Sexto, temos a autêntica filosofia, aquela que continua a investigar, para a qual a busca é mais importante que a resposta.
De certo modo, a filosofia moderna incorporou a posição cética, passando a considerar que nenhuma teoria, nenhum sistema, nenhum tipo de saber podem pretender ser conclusivos, podem querer ter a palavra final sobre o que quer que seja. A contribuição da filosofia tem sido, portanto, desde o seu nascimento na Grécia Antiga, a interrogação, o questionamento, a pergunta. Para a filosofia, não há nada que não possa ser posto em questão. Deve ser possível discutir tudo. E é o caráter inconclusivo das respostas que nos convida a retomar as questões, a repensá-las, a procurar nossas próprias respostas, fatalmente também inconclusivas.
Danilo Marcondes. Para que serve a filosofia?Prefácio do livro Café Philo:
As grandes indagações da filosofia.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, p. 9 (com adaptações).
A obra de Kant é considerada um marco, ou divisor de águas, para a filosofia moderna. No prefácio da segunda edição da Crítica da Razão Pura, Kant busca, nos moldes da revolução proposta por Copérnico na astronomia, estabelecer uma revolução completa no pensamento filosófico de modo a encontrar um, assinale a alternativa correta: