Uma paciente de 60 anos foi internada para investigação de anemia associada a déficit cognitivo. O médico percebeu lentidão de raciocínio e redução da capacidade executiva. A paciente estava atenta e cooperando com o examinador quando se queixou de parestesias (dormência e queimação) simétricas em ambos os membros inferiores. Em relação à anemia, havia macrocitose e reticulocitopenia. O nível de vitamina B12 sérica foi 125 pg/mL (normal: acima de 200 pg/mL). Diante desse quadro clínico, além da investigação da causa da anemia, deve-se proceder à reposição:
Uma mulher de 20 anos se queixa de edema generalizado iniciado há 3 semanas, que evoluiu com piora progressiva. Relata hiporexia e astenia nesse período. Desconhece ser portadora de doenças atuais ou prévias e não faz uso de quaisquer medicamentos ou drogas. Ao exame físico, PA: 160 x 90 mmHg, FC: 97 bpm, FR: 22 ipm, SpO2 98% (em ar ambiente). As mucosas estão hipocoradas, ictéricas e hidratadas. Há edema na face, pálpebras, parede abdominal e membros inferiores. Há também ascite e síndrome de derrame pleural. Exames de laboratório: sangue: Hb: 7,0 g/dL; Hct: 24%; VCM: 98 fL; HCM: 31 pg; CHCM: 32 g/dL; RDW: 18, 3%; leucócitos: 3.400/mm³; neutrófilos segmentados: 1.500/mm³; linfócitos: 700/mm³; Plq.: 201.000/mm³; PCR: 28m g/dL; FAN reagente: 1:320 padrão nuclear homogêneo; anti-DNA reagente; anti-SSA reagente; anti-SSB reagente; anti-Sm reagente; ANCA não reagente; C3: 43 mg/dL (90- 170 mg/dL); C4: 10 mg/dL (VR: 12-36 mg/dL); exame de urina: densidade 1.020; pH 6,0; nitrito negativo; proteínas ++++; hemoglobina ++; 4 piócitos/campo, 145 hemácias/campo; presença de cilindros hemáticos. Para investigação da anemia apresentada pela paciente, são solicitados os seguintes exames: LDL: 1150 UI/L (VR: 120-246 UI/L); BT: 4,2 mg/dL; BD: 0,4 mg/dL; reticulócitos: 18%, Coombs direto positivo; ferro sérico: 52 mcg/dL (VR: 65-175 mcg/dL); ferritina 650 ng/mL (VR: 10-291 ng/mL); capacidade total de ligação do ferro: 200 mcg/dL (250-425 mcg/dL).
A conduta imediata mais adequada para o tratamento da anemia é:
Um escolar de 10 anos apresenta queixa de cansaço, dores nas pernas que o acordam durante a noite e emagrecimento de 2 kg no último mês. Apresenta as seguintes alterações ao exame físico: palidez cutâneo-mucosa 3+/4+, sopro sistólico 2+/6+ em bordo esternal esquerdo, taquicardia (FC = 120 bpm), fígado a 2,5 cm do RCD, ponta de baço palpável, dor à palpação do terço proximal da tíbia bilateralmente e petéquias esparsas em membros.
O quadro clínico é sugestivo de:
Escolar, 5 anos, masculino, apresentando disúria, foi medicado com sulfametoxazol + trimetoprim em serviço de emergência. Após 48 horas, surgiu icterícia, retornando o paciente à emergência. Exames laboratoriais: Hg: 8%, reticulocitose; exame de urina: hemoglobinúria.
O mecanismo fisiopatológico da principal hipótese diagnóstica é:
Um paciente de 45 anos, com história de tromboflebite de repetição, foi medicado com warfarina, 5 mg/dia. Seis meses depois do início do tratamento, apresentou hemorragia digestiva alta de vulto, levando a instabilidade hemodinâmica e a necessidade de internação e de transfusão de hemácias. Seu coagulograma mostrava um tempo de protrombina de 20 segundos com RNI de 3,5.
Diante desse quadro, a opção terapêutica para reverter rapidamente a discrasia sanguínea é:
Paciente do sexo feminino, 22 anos, com diagnóstico de anemia falciforme, é atendida na emergência com quadro de dor torácica, febre, tosse e dispneia. Saturação de O2 86%, comprometimento de dois lobos pulmonares e melhora com transfusão de duas bolsas de concentrado de hemácias.

De acordo com esse relato, a gravidade desse quadro pode ser classificada como:

Uma criança, portadora de doença falciforme, é admitida na emergência com priapismo há 24 horas, que não respondeu ao tratamento habitual.

A conduta correta, nesse caso, é:

A leucemia mieloide crônica (LMC) ocorre devido a uma alteração no DNA das células do sangue responsáveis especialmente pelos glóbulos brancos. A superprodução dessas células anômalas afeta os mecanismos de defesa do organismo e, por consequência, a capacidade de combater infecções e manter o corpo saudável. A LMC é um subtipo de leucemia e é responsável por 15% a 20% dos casos da doença.

A LMC ocorre em três fases distintas: crônica (FC), de transformação ou acelerada (FT) e blástica ou aguda (FB). A droga de primeira linha para tratamento na fase de transformação (FT) é:

Uma paciente de 45 anos com sobrepeso foi internada na clínica médica por extensão de trombose venosa antiga com sinais de trombo recente em veia ilíaca direita em ultrassonografia com doppler. Ela havia sido submetida a cirurgia videolaparoscópica dois meses antes devido à colecistectomia (colecistite aguda). Na ocasião, retornou 1 semana depois da alta por trombose venosa profunda em femoral direita. Apesar da anticoagulação com warfarina, houve recorrência da trombose. Não houve qualquer sintoma no período, exceto por dor e sensação de peso na perna afetada. Na primeira trombose venosa profunda (TVP), além do procedimento cirúrgico, ficou mais tempo deitada e usava anticoncepcional, suspenso quando foi diagnosticada a TVP. Há história familiar de trombose.

Diante desse quadro, a condução mais acertada é:

L.M., 65 anos, foi atendida no Setor de Emergência com dor muscular na coxa esquerda. Após investigação foi diagnosticada trombose venosa profunda e a paciente foi tratada com Enoxaparina subcutânea.

Na semana seguinte, com a melhora do quadro, a paciente iniciou Varfarina por via oral e a heparina foi retirada. Dois meses depois, ela retornou ao Setor após ter apresentado uma hemorragia nasal (epistaxe).

No momento, não apresenta manifestações clínicas. A análise laboratorial revelou um tempo de protrombina bem elevado.

Assinale a opção que indica a conduta terapêutica para a referida paciente, visando prevenir hemorragias mais severas.
Mulher de 42 anos apresenta-se com fadiga de início gradual e ganho de peso. Ela não é tabagista. Ao exame físico as mucosas aparentam estar levemente descoradas e há um retorno algo lento no relaxamento ao exame dos reflexos tendíneos. Os exames laboratoriais iniciais mostraram TSH de 16,3 mUI/L (Vr = 0,25 a 5,0); T4 livre de 0,6 ng/dL (Vr = 0,7 a 1,8) e anticorpos antiperoxidade tireoidiana de 536 UI/mL (Vr <10).

Para esta paciente, o tratamento com levotiroxina deve ser iniciado com dosagem de Dados: Vr = valor de referência.
Um paciente de 60 anos de idade, 50 kg, portador de mieloma múltiplo, será submetido a um transplante autólogo de medula óssea. O volume total de células-tronco coletadas por aférese foi de 250 mL, e a contagem de células CD34+ no produto foi de 600 células/µL.
Com base nesses resultados, é correto afirmar, acerca do número de células-tronco CD34+ colhidas, que:
O TRALI – sigla em Inglês para lesão pulmonar aguda induzida pela transfusão – é um efeito adverso raro, porém muito grave, das transfusões sanguíneas.
As medidas que podem ser implementadas para a sua prevenção são:
Em relação aos efeitos biológicos das radiações, pode-se citar a leucemia em uma exposição crônica à radiação.
Em relação a essa doença, assinale a opção que indica o exame que deve ser feito, periodicamente, como um dos controles médicos ocupacionais.
As alterações que levam a trombose e caracterizam a tríade de Virchow incluem
Um paciente de 25 anos de idade, portador de doença falciforme (DF), apresenta crises vaso-oclusivas frequentes, com dor de grande intensidade que quase sempre o obriga a procurar a emergência.
Para avaliação inicial do paciente na emergência, está recomendado(a):
Anemia aplástica é um grupo de distúrbios da medula óssea caracterizado por pancitopenia periférica e medula desprovida de células hematopoéticas, mas que mantém a arquitetura medular básica, com substituição das células hematopoéticas por gordura.
A etiologia ocupacional tem sido descrita em trabalhadores expostos a diversos produtos tóxicos.
Assinale a opção que apresenta a substância mais comumente associada à anemia aplásica de origem ocupacional.
Uma paciente de 31 anos foi internada pela terceira vez em hospital de grande porte. Nas duas internações anteriores, suas queixas relacionavam-se a sangramento. Na primeira, aos 20 anos, a internação foi motivada por menorragia e metrorragia. Na época, não foi necessário procedimento, e a investigação não resultou em nenhum diagnóstico. Não havia anemia, plaquetopenia, tampouco distúrbio da coagulação pelo coagulograma. Na segunda internação, aos 25 anos, o sangramento ocorreu após procedimento dentário, com recorrência durante o 2º dia até o 5º dia de extração dentária. Recentemente, retirou o anticoncepcional na tentativa de engravidar, após 11 anos de uso, mas também apresentou um trauma em membro inferior com equimoses pela coxa e perna direita, motivando o uso de anti-inflamatório não esteroidal. Internou-se dessa vez com síndrome anêmica e epigastralgia. A paciente estava pálida, hipocorada, com frequência cardíaca de 110 bpm e pressão arterial em 100 x 50 mmHg. Estava lúcida, orientada, eutrófica e não possuía qualquer sinal de gravidade ou infecção. Não usava qualquer medicação regular e não relatou doença prévia. Seus exames demonstraram piora gradual da anemia entre os 25 anos (hemoglobina 11 g/dl) e o momento atual (8 g/dl). Durante a internação, houve melena, e a investigação de anemia demonstrou morfologia microcítica e hipocrômica, com reticulócitos corrigidos de 1,5%, ferritina 15 ng/ml, índice de saturação de transferrina 12% e TIBC (capacidade total de ligação do ferro) de 400 mcg/dl. O médico responsável prosseguiu a investigação de anemia com endoscopia digestiva alta, que revelou pangastrite aguda grave e algumas angiodisplasias sem sinais de sangramento recente. Ele logo pensou em uma hipótese diagnóstica ao ver plaquetas em 140 mil e coagulograma normal.

A condução mais apropriada no momento é:
Uma paciente de 31 anos foi internada pela terceira vez em hospital de grande porte. Nas duas internações anteriores, suas queixas relacionavam-se a sangrar. Na primeira, aos 20 anos, a internacionalização foi motivada pela menorragia e metrorragia. Na época, não foi procedimento necessário, e a investigação não foi investigada em nenhum diagnóstico. Não havia anemia, plaquetopenia, tampouco distúrbio da coagulação pelo coagulograma. Na segunda internação, aos 25 anos, o sangramento ocorreu após procedimento cirúrgico, com recorrência durante o 2º dia até o 5º dia de lesão dentária. Recentemente, retirou o anticoncepcional na tentativa de engravidar, após 11 anos de uso, mas também apresentou um trauma em membro inferior com equimoses pela coxa e perna direita, motivando o uso de anti-inflamatório não esteroidal. Internou-se dessa vez com síndrome anêmica e epigastralgia. O paciente estava pálido, hipocorado, com frequência cardíaca de 110 bpm e pressão arterial em 100 x 50 mmHg. Era lúcida, orientada, eutrófica e não possuía nenhum sinal de gravidade ou infecção. Não usei qualquer medicação regular e não específica doença prévia. Seus exames demonstraram piora gradual da anemia entre os 25 anos (hemoglobina 11 g/dl) e o momento atual (8 g/dl). Durante a internação, houve melena, a investigação de anemia demonstrou morfologia microcítica e hipocrômica, com reticulócitos corrigidos de 1,5%, ferritina 15 ng/ml, índice de saturação de transferrina 12% e TIBC (capacidade total de ligação do ferro) de 400 mcg/dl. O médico responsável encaminhou a investigação de anemia com endoscopia digestiva alta, que revelou pangastrite aguda grave e algumas angiodisplasias sem sinais de sangramento recentes. Ele logo descobriu uma hipótese diagnóstica ao ver placas em 140 mil e coagulograma normal.
A condução mais abordada no momento é:
As leucemias são as neoplasias malignas mais comuns na infância. Em relação a essas neoplasias, é correto afirmar que:
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