Segundo o 6° artigo do Código Penal “considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir o resultado”. Para o lugar do crime, o Código Penal adota:
A perda máxima potencial de uma carteira de ativos, considerando- se um horizonte de tempo definido, com um determinado grau de confiança estabelecido, recebe a denominação de:
Em escarpas rochosas a 6 quilômetros da histórica cidade de Canudos, mora uma outra arara-azul sob risco de
desaparecer, a arara-azul-de-lear. O seu hábitat é uma nascente que, no final do século XIX, Antônio
Conselheiro considerava sagrada – segundo a tradição, só ele podia beber a água de lá –, e que Lampião, mais
tarde, muitas vezes usou como refúgio. Não se sabe se, naquele tempo, a ave azulada já estava ameaçada, mas
hoje, a caça predatória e a degradação gradual do ambiente natural estão reduzindo drasticamente a sua
população.
Só existem 180 animais em liberdade e 22 em cativeiro.
O Zoológico de São Paulo, que tem onze animais salvos das mãos de traficantes, espera em breve conseguir os
primeiros filhotes.
Os mercadores de bichos são o maior perigo para a espécie, mas as queimadas e a criação de cabras pioraram
muito a situação. É que tanto o fogo quanto o gado prejudicam a reprodução da palmeira licuri, cuja semente
é a única fonte de comida das araras. Sem o vegetal e loucas de fome, elas se aventuram nas plantações de
milho da região do Raso da Catarina, no Norte da Bahia. “Com isso, provocam a antipatia dos agricultores e
acabam sofrendo mais ainda”, conta o biólogo Luiz Sanfilippo, coordenador do Comitê para Conservação da
Arara-Azul-de-Lear. “Para evitar desastres, estamos tentando integrar os sertanejos ao projeto”. Uma idéia é
pagar aos agricultores a mesma quantidade de milho devorada pelas aves – o que exige recursos financeiros.
(Superinteressante, maio 2000, p. 65)
O termos FILHOTE e CATIVEIRO são igualmente obtidos pelo processo de derivação:
“Tentou mandá-lo embora umas vinte vezes...”
O emprego do artigo indefinido na forma plural no
exemplo destacado acima tem por objetivo indicar
“quantidade de vezes”:
Em português, é importante observar a concordância de alguns verbos (e, portanto, a sua conjugação) quando indicam tempo, tempo decorrido, dia, hora ou em outras circunstâncias assemelhadas. De acordo com a Norma Culta, qual das alternativas abaixo está CORRETA quanto ao emprego do verbo ou dos verbos?
Os trechos das tubulações das instalações telefônicas, secundária e primária, devem ter os diâmetros mínimos determinados em função do número de pontos telefônicos acumulados. É correto afirmar que o diâmetro mínimo interno do eletroduto da tubulação em função desses pontos acumulados é de;
A LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei 9394/96 estabelece que os objetivos do ensino de 1º grau são destinados à formação da criança e do pré-adolescente, variando o conteúdo e método perfazendo as fases do desenvolvimento dos alunos. Se as escolas realmente trabalhassem no sentido de alcançar os objetivos legais deveriam pautar-se numa prática que priorizasse as noções de que
I- a criança é capaz de superar espontaneamente as ações egocêntricas, o pré-adolescente não, e aceitar e elaborar normas.
II- a criança é capaz de debater os princípios que norteiam as normas na escola, enquanto o adolescente, nega a aceitação da norma sem questioná-la.
III- à criança deve ser oferecida meios de manipulação e transformação de objetos, enquanto ao pré-adolescente podem ser oferecidas oportunidades de participação em discussões teóricas.
IV- a criança que se encontra na fase das operações concretas precisa ser motivada, enquanto o pré-adolescente já domina o desenvolvimento hipotético dedutivo.
V- a criança só entende aquilo que lhe é proposto através de atividades práticas, enquanto o pré-adolescente já compreende conceitos e noções abstratas.
Já ia para três anos, ou mais qualquer coisa, que as lâmpadas feriavam. Mas até que as ruas estavam claras naquela noite. Era uma Lua bonita!... Palha de Arroz, tranquila, parecia um arraial antigo dentro da madrugada. Lá no meio do céu, redonda e bonita, a Lua parecia um disco. Um disco cantando uma canção. Uma canção que poetas não escreveram nem músicos compuseram. Canção de luar de lua cheia por cima duma capital sem luz elétrica. Do tamanho mesmo da lua cheia em pleno e bruto sertão bravio. Daí aqueles pensamentos dançando nos corredores da cabeça do negro Pau de Fumo. Uma canção de luar com a mesma poesia de paragem que nunca sequer ao menos alguém sonhou com eletricidade.
Madrugada madura. Palha de Arroz tranquila mesma, serena. Calma. Dava-se que o movimento agora estava passando uns dias lá no outro lado do rio – bem ali em Timon.
Canoeiros atravessando o pessoal para o festejo. Novenas de S. José. Outrora a cidade se chamava S. José das Flores. Mais conhecida mesmo só por Flores, nome que aliás o povo ainda chamava mesmo depois de mudado o nome para Timon.
(Fontes Ibiapina: Palha de Arroz. Teresina: Corisco, 2002, p. 52-3)
Por que o narrador diz que “o movimento agora estava passando uns dias lá no outro lado do rio”?
Instruções: Para responder às questões 1 a 5, considere o seguinte parágrafo, que inicia o conto “A noite em que prenderam
Papai Noel”, de José Eduardo Agualusa:
O velho Pascoal tinha uma barba comprida, branca, esplendorosa, que lhe caía em tumulto pelo peito. Estilo? Não: era
apenas miséria. Mas foi por causa daquela barba que ele conseguiu trabalho. Por isso e por ter nascido albino, pele de osga e
piscos olhinhos cor-de-rosa, sempre escondidos por detrás de uns enormes óculos escuros. Naquela época já nem pensava mais
em procurar emprego, certo de que morreria em breve numa rua qualquer da cidade, mais de tristeza que de fome, pois para se
alimentar bastava-lhe a sopa que todas as noites lhe dava o General, e uma ou outra côdea de pão descoberta nos contentores.
À noite dormia na cervejaria, na mesa de bilhar, enrolado num cobertor, outro favor do General, e sonhava com a piscina.
A organização do parágrafo contém informações suficientes para se dizer que
A questão tomará por base a seguinte crônica, de Jolivaldo Freitas, publicada no sítio de notícias “Bahia Já” em 09/06/2015:
Salvador no seu Dog Day Afternoon: o dia em que a capital da Bahia parou
Não se trata do filme estrelado por Al Pacino (Dog Day Afternoon) datado de 1975. É que ontem foi um dia de cão para qualquer pessoa que precisou sair de casa a qualquer hora para trabalhar, namorar, correr de marido enciumado, visitar o médico, precisando de atendimento de emergência, se divertir, buscar o filho na escola, ir atrás da mulher para ver com quem ela está saindo, visitar obras, comprar tempero, procurar emprego ou ter reunião.
A cidade estava mais caótica do que nunca e não se pode acusar os rodoviários. Eles desta vez não estavam levando sua greve particular para o meio da rua. (...) A cidade estava uma piração só e todos os seus problemas viários, toda a sua falta de mobilidade que caracteriza uma espécie de labirinto grego em dias normais, foram aditivados pela chuva chata que caía sobre todos os bairros, sem nem aparecer uma nesguinha de azul ou um raíto del sol. Dei sorte porque no dia anterior mandei ajeitar o ar-condicionado do carro e havia colocado uns jazz no pen-drive. Fui dirigindo e ouvindo música, fazendo de conta que estava a passeio numa cidade bucólica.
(...) Imagine que fiz um trajeto de maluco e ficando ainda mais louco ouvindo as estações de rádio. Eu havia saído da Barra e ia pegar o Bonocô quando ouvi que a via estava congestionada e virei para a Vasco da Gama, quando fiquei sabendo pelo locutor que estava parada e voltei para o Bonocô e já ia pegando a BR em direção à Luiz Eduardo quando o motoqueiro da Metrópole falou para Bocão que estava tudo parado e virei em direção ao Iguatemi. Foi quando atentei que menos lenta era mesmo a Luiz Eduardo e lá fiquei cercado de carro e olhando a chuva no para-brisa.
Todo mundo pegou trânsito ruim na Paralela, Imbuí, Tancredo Neves, ACM, orla e até na Federação. Saí às nove horas da manhã, tive uma reunião de apenas hora e meia e cheguei em casa às quatro da tarde com a coluna lenhada e as pernas inchadas. Perguntei a um policial o que estava acontecendo na cidade e ele me disse que a Transalvador estava com algum tipo de operação no viaduto Raul Seixas. Eu pensei: do jeito que a cidade tem ficado o pessoal da Transalvador está fumando a mesma coisa que o “Maluco Beleza” fumava.
Numa urna há bolas numeradas de 20 até 31 e nenhum número está repetido. Se sortearmos uma bola dessa urna, a probabilidade de que um número menor do que 23 seja sorteado é igual a:
Se quase sempre é difícil fazer uma autoavaliação, é impossível adivinhar o estado de espírito do motorista ao lado. Assim, uma atitude preventiva - e, por que não, defensiva - é a melhor maneira de não se envolver em situações de violência. O psiquiatra forense Everardo Furtado de Oliveira afirma que é possível prevenir uma briga, evitando, por exemplo, contato de olhos com o condutor agressivo, não fazer ou revidar gestos obscenos, não ficar na cola de ninguém e não bloquear a mão esquerda, por exemplo.
Medalhista olímpico em 1992, o judoca Rogério Sampaio não pensa muito diferente: "Respire fundo, tenha consciência de que não vale a pena brigar e, principalmente, pense em sua família". Com o objetivo de entender o comportamento do motorista e do pedestre capixaba e desenvolver ações para melhorar o tráfego, o Detran do Espírito Santo entrevistou quase 400 motoristas. A pesquisa, coordenada pelo antropólogo Roberto DaMatta, mostrou que desprezo às regras, agressividade e despreparo são características dos motoristas entrevistados. "O que o condutor pensa quando está dentro do carro é que a ele é dado o direito de ser imprudente de vez em quando. Para os nossos erros, procuramos muitas desculpas. Aquele que cumpre a lei é visto como alguém em uma posição inferior, um fraco", diz Luciene Becacici, diretora-geral do órgão.
Em Brasília (DF), a tese de doutorado sobre o trânsito da cidade defendida pela psicóloga Cláudia Aline Soares Monteiro envolveu uma pesquisa com 923 motoristas. "Dos entrevistados, 84% afirmaram sentir raiva enquanto dirigem. Pessoas que tinham mais tempo de habilitação e dirigiam com maior frequência cometiam mais erros e eram mais agressivas", diz Cláudia. Segundo o trabalho, quanto maior o nível de escolaridade da mulher, mais ela se irrita no tráfego. A situação é inversa para o sexo masculino.
Além disso, os que mais cometem infrações são jovens com idade entre 18 e 27 anos, solteiros e sem filhos. A situação que mais deixa os homens nervosos é ter avanço impedido do veículo. Já as mulheres se irritam com direção agressiva por parte de outros motoristas.
[...]
O trânsito é um ambiente de interação social como qualquer outro. "O carro é um ambiente particular, mas é preciso seguir regras,
treinar o autocontrole e planejar os deslocamentos. É um local em que é preciso agir com civilidade e consciência", diz a hoje
doutora em trânsito Cláudia Monteiro.
Ao contrário do que pode parecer à primeira vista, o carro não é o escudo protetor que se supõe. Exercitar a paciência e o
autocontrole não faz parte do currículo das autoescolas, mas são práticas cada vez mais necessárias à sobrevivência no trânsito.
Internet: http://quatrorodas.abril.uol.com.br/reportagens/conteudo_288447.shtml.
Acesso em 29/8/2009, com adaptações.
No trecho "O psiquiatra forense Everardo Furtado de Oliveira afirma que é possível prevenir uma briga, evitando, por exemplo, contato de olhos com o condutor agressivo", verifica-se o emprego do infinitivo verbal, cujo papel gramatical é
Sejam A e B os conjuntos dos números naturais múltiplos de 2 e 3, respectivamente, e C o conjunto formado pela interseção de A e B. Com respeito às proposições I, II e III, apresentadas a seguir, é correto afirmar que
I- Se x pertence a A então x+1 pertence a B.
II- Se x pertence a C então x+6 pertence a C.
III- Se x pertence a A e x+1 pertence a B então x+4 pertence a C.
Os acidentes automobilísticos ocorridos em duas autoestradas (E1 e E2) são classificados, pela idade do motorista que provoca o acidente, em três faixas etárias distintas (A, B e C). As quantidades de acidentes nas faixas etárias A, B e C seguem, nessa ordem, uma progressão aritmética decrescente para a estrada E1, e uma progressão geométrica de razão 0,5 para a estrada E2. Sabendo-se que 51% de todos os acidentes ocorrem na estrada E1, a probabilidade de um motorista pertencente à faixa etária B provocar um acidente é de
Tendo começado quase ao mesmo tempo a vida de escritor e a de professor, bem se pode imaginar quanto me vi às voltas com as
regras ditadas durante todos aqueles anos por filólogos e gramáticos. De modo geral, faço justiça a eles, reconhecendo que os bons são indispensáveis: é necessário que alguém coloque alguma ordem no modo de um Povo falar e escrever seu idioma. (Ariano
Suassuna: “Receita para Escrever Nomes Próprios”, 2000)
Assim como está adequado o emprego do acento de crase no sintagma "às voltas", também está correto esse uso do acento em:
Nas últimas cinco décadas, o "peso ideal" foi um dos indicadores mais importantes da boa saúde. O excesso puro e simples de tecido adiposo era tido como o vilão responsável por uma série de doenças - de infartos e derrames a apnéia do sono, de vários tipos de câncer a problemas na coluna. Os estudos mais recentes, no entanto, mostram que a relação entre o peso corporal e saúde é bem mais complexa do que se supunha.
Mais importante do que a quantidade de gordura é o modo como ela se distribui pelo organismo. E não há gordura mais perniciosa do que aquela que se concentra no abdômen, a famosa barriguinha – "de chope", no caso dos homens. No jargão médico, ela é conhecida como gordura visceral ou intra-abdominal. Os perigos oferecidos por ela decorrem de sua proximidade com órgãos vitais como fígado, intestino, rins e pâncreas. "O papel desta gordura no organismo é um campo que a ciência investiga há muito pouco tempo", disse à VEJA o endocrinologista canadense Jean-Pierre Després, um dos principais pesquisadores de gordura visceral do mundo.
Paulo Neiva
"... a ciência investiga há muito pouco tempo."
Com o mesmo sentido do período acima o vocábulo em destaque completa a opção:
Segundo o Manual do Técnico e Auxiliar de Enfermagem, a aplicação local do frio é usada após contusões, contorções,
distensões e para limitar o acúmulo de líquido intersticial, com a finalidade de, entre outras,