A respeito da distinção entre letramento e alfabetização, leia o
trecho a seguir.
Há, assim, uma diferença entre saber ler e escrever, ser
alfabetizado, e viver na condição ou estado de quem sabe ler e
escrever, ser letrado. Ou seja: a pessoa que aprende a ler e a
escrever – que se torna alfabetizada – e que passa a fazer uso da
leitura e da escrita, a envolver-se nas práticas sociais de leitura e
escrita – que se torna letrada – é diferente de uma pessoa que não
sabe ler e escrever – é analfabeta – ou, sabendo ler e escrever, não
faz uso da leitura e da escrita – é alfabetizada, mas não é letrada,
não vive no estado ou condição de quem sabe ler e escrever e
pratica a leitura e a escrita.
SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica,
1998, p. 36.
Sobre o processo de letramento, analise as afirmativas a seguir.
I. Indica o resultado da ação de ensinar e aprender as práticas
sociais de leitura e escrita.
II. Indica o domínio do sistema convencional de escrita, como
representação gráfica associada a um valor fonético.
III. Indica a condição adquirida por um grupo social ou por um
indivíduo, como consequência de ter se apropriado da escrita
e de suas práticas sociais.
Leia a descrição sobre a dificuldade de aprendizagem
diagnosticada em relação à consciência fonológica de um aluno:
O aluno tem dificuldade de reverter sílabas invertidas e descobrir
qual é a palavra. Por exemplo, dificuldade de ouvir as sílabas /be/,
/ca/, /lo/ e dizer /cabelo/.
Com base no exemplo citado, assinale a opção que indica
corretamente qual a habilidade de consciência fonológica ainda
não foi desenvolvida pelo aluno.
A compreensão leitora é o processo por meio do qual são postas
em funcionamento as estratégias cognitivas e as habilidades
necessárias para compreender, que permitem que o leitor extraia
e construa significados do texto, simultaneamente, para fazer
sentido da língua escrita. É um processo que se caracteriza pela
utilização de conhecimentos prévios e deve ser favorecido em
ambiente escolar. Podemos ensinar a compreensão? Podemos
ensinar um processo cognitivo? Evidentemente, não. O papel do
professor nesse contexto é criar oportunidades que permitam o
desenvolvimento desse processo cognitivo.
Adaptado de KLEIMAN, A. Texto e leitor. Aspectos cognitivos da leitura. Campinas:
Pontes, 2004, p. 7-10.
A respeito do conceito de compreensão leitora, analise as
afirmativas a seguir.
I. A compreensão leitora é uma faculdade manifestada por um
“leitor” (indivíduo portador de saberes, experiências e
capacidades) em relação a um “texto”, entendido como objeto
linguístico e cultural portador de um significado.
II. A compreensão leitora envolve uma “situação comunicativa”
de interação entre leitor e autor mediante o texto escrito, a
qual determina em grande parte o que e como se compreende.
III. A compreensão leitora implica uma “atividade de leitura”,
realizada em ambiente e tempo específicos, com objetivos e
propósitos determinados, visando alcançar determinados
resultados.
Leia o trecho a seguir de Maria Montessori a respeito de sua
experiência na Casa dei Bambini (Roma, 1907).
O método de observação há de fundamentar-se sobre uma só base:
a liberdade de expressão que permite às crianças revelar-nos suas
qualidades e necessidades, que permaneceriam ocultas num
ambiente adverso à atividade espontânea. Para tanto, urge
predispor as condições que tornam possível a manifestação dos
caráteres naturais da criança. Comecei, pois, a estudar um padrão
de mobília escolar que fosse proporcionada à criança e
correspondesse à sua necessidade de agir inteligentemente.
Mandei construir mesinhas de formas variadas, que não
balançassem, e tão leves que duas crianças de quatro anos
pudessem facilmente transportá-las; cadeirinhas, igualmente
leves, e que fossem uma reprodução, em miniatura, das cadeiras
de adultos, mas proporcionadas às crianças.
RÖHRS, Hermann (org.). Maria Montessori. Recife: Fundação Joaquim Nabuco,
Editora Massangana, 2010, p. 63.
Assinale a opção que apresenta corretamente o princípio da
pedagogia montessoriana analisado no trecho.
Processo intencional e sistemático de coleta, análise e
interpretação de informações sobre conhecimentos, capacidades,
atitudes e processos cognitivos dos sujeitos, em que se estima o
valor ou mérito desses processos e/ou resultados, com a finalidade
de orientar a tomada de decisões relativas ao processo
educacional.
Um dos desafios da educação nos anos iniciais é fazer as crianças
perceberem as diferentes lógicas de funcionamento da enunciação
oral e da enunciação escrita.
As afirmativas a seguir descrevem corretamente essas lógicas de
funcionamento, à exceção de uma. Assinale-a.
A respeito das metodologias ativas na Educação Infantil, analise as
afirmativas a seguir.
I. São pautadas na interação direta das crianças com o ambiente
de aprendizagem, propiciando a associação entre os conceitos
e as experiências práticas vivenciadas.
II. São fundamentadas na ideia de que o aprendizado é mais
eficaz quando os alunos estão ativamente engajados no
processo, utilizando estratégias como aprendizagem baseada
em problemas, estudos de caso e metodologia de projetos.
III. São embasadas na memorização como fundamento para
aprendizagens mais complexas, encorajando o
aprimoramento da fluência e da automação de habilidades
fundamentais para o aprendizado contínuo.
Leia o trecho a seguir e reflita sobre a função social da escola
pública.
A função social da escola é a de propiciar a aquisição dos
instrumentos que possibilitam o acesso ao saber elaborado
(ciência), bem como o próprio acesso aos rudimentos desse saber.
As atividades da escola básica devem organizar-se a partir dessa
questão.
SAVIANI, D. Pedagogia histórico-crítica: primeiras aproximações. Campinas: Autores
Associados, 2011, p.14.
Segundo o trecho, assinale a opção que apresenta a principal
função social da escola.
Um importante aspecto da experiência do desenvolvimento
infantil, do ponto de vista da criança, são as habilidades que ela
adquire ao brincar, seja com objetos ou com pessoas.
Por intermédio do brincar, nos primeiros meses de vida, a criança
aprende as habilidades a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.
Os atos de reconhecer e ser reconhecido são eminentemente humanos, por isso possuem um caráter político-pedagógico, constituindo nossa condição humana de criação e reconstrução de saberes em que o outro é parte imprescindível. Ao inserirmos a compaixão, a empatia e a dignidade humana como princípios da arte de educar, nos damos conta de que a exclusão dos outros significa a redução da capacidade de apreender de nós mesmos.
HABOWSKI, A. C.;CONTE, E.;PUGENS, N. de B.A perspectiva da alteridade na educação.Conjectura, Caxias do Sul, v. 23, nº 1, p. 179-197, jan./abr. 2018.
Sobre a importância doreconhecimento da alteridade no processo educacional, assinale a opção que reflete, corretamente, o que se afirma no trecho acima.
I. Faculdade cognitiva exclusiva da espécie humana que permite
a cada indivíduo representar e expressar simbolicamente sua
experiência de vida, assim como adquirir, processar, produzir e
transmitir conhecimento.
II. Todo e qualquer sistema de signos empregados pelos seres
humanos na produção de sentido, isto é, para expressar sua
faculdade de representação da experiência e do conhecimento.
As competências elementares não deixam de ter relação com os
programas escolares e com os saberes disciplinares: exigem noções
e conhecimentos de matemática, geografia, biologia, física,
economia, psicologia; supõem um domínio da língua e das
operações matemáticas básicas; apelam para uma forma de
cultura geral que também se adquire na escola. Uma parte das
competências que se desenvolvem fora da escola apela para
saberes escolares básicos (a noção de mapa, de moeda, de ângulo,
de juros, de jornal, de roteiro etc.) e para as habilidades
fundamentais (ler, escrever, contar).
Adaptado de PERRENOUD, P. Construir as competências desde a escola. ArtMed,
1999, p. 2.
A respeito da pedagogia por competências, assinale a afirmativa
correta.
Se as pedagogias ativas, centradas na criança, estabeleciam a
crítica à pedagogia tradicional a partir dos conhecimentos sobre a
criança produzidos pelas investigações do campo da biologia e da
psicologia evolutiva, uma Pedagogia da Infância compreende que
toda e qualquer ação educativa exige considerar as crianças e os
contextos socioculturais que definem sua infância. A Pedagogia da
Infância admite como pressuposto básico a criança como um
sujeito de direitos, com base na Convenção dos Direitos das
Crianças (1989).
Adaptado de https://gestrado.net.br/verbetes/pedagogia-da-infancia/
A respeito da função social da alfabetização, leia os trechos a
seguir que sintetizam a posição de dois importantes teóricos,
Paulo Freire e Delia Lerner.
I. Minha impressão é que a escola está aumentando a distância
entre as palavras que lemos e o mundo em que vivemos. Nessa
dicotomia, o mundo da leitura é só o mundo do processo de
escolarização, um mundo fechado, isolado do mundo onde
vivemos experiências sobre as quais não lemos. A leitura da
escola mantém silêncio a respeito do mundo da experiência, e
o mundo da experiência é silenciado sem seus textos críticos
próprios.
Adaptado de LEITE et al. Uma entrevista polifônica e virtual com Paulo Freire. In:
ZACCUR, E. (Org.). A magia da linguagem. Rio de Janeiro: DP & A, 1999, p. 22.
II. O ensino gradual de elementos isolados fragmenta e
descontextualiza a leitura. Ler é entrar em outros mundos
possíveis. É indagar a realidade para compreendê-la melhor. É
se distanciar do texto e assumir uma postura crítica frente ao
que se diz e ao que se quer dizer. É tirar carta de cidadania no
mundo da cultura escrita. Adaptado de LERNER, Delia. Ler e escrever na escola: o real, o possível e o
necessário. Porto Alegre: Artmed, 2002, p. 73. Considerando os trechos, é correto afirmar que, para ambos,
As afirmativas a seguir a respeito das teorias e práticas de
alfabetização em diferentes momentos históricos, estão corretas,
à exceção de uma. Assinale-a.
O Art. 29 da Convenção dos Direitos das Crianças, estabelece que
os Estados Partes reconhecem que a educação da criança deve
estar orientada no sentido de:
- desenvolver a personalidade, as aptidões e a capacidade mental
e física da criança em todo seu potencial;
- imbuir na criança o respeito aos direitos humanos e às liberdades
fundamentais, bem como aos princípios consagrados na Carta das
Nações Unidas;
- imbuir na criança o respeito por seus pais, sua própria identidade
cultural, seu idioma e seus valores, pelos valores nacionais do país
em que reside, do país de origem, quando for o caso, e das
civilizações diferentes da sua;
- preparar a criança para assumir uma vida responsável em uma
sociedade livre, com espírito de entendimento, paz, tolerância,
igualdade de gênero e amizade entre todos os povos, grupos
étnicos, nacionais e religiosos, e populações autóctones;
- imbuir na criança o respeito pelo meio ambiente.