Uma professora experiente com longa carreira em escolas tradicionais recebeu a oferta para lecionar em certa escola com características da pedagogia crítica e com abordagem progressista. Embora empolgada com a oportunidade, ela enfrentou um dilema: suas práticas de ensino eram atravessadas por paradigmas e concepções tradicionais. Para se adaptar à nova realidade educacional, haveria de compreender os conceitos e levá-los aos seus planejamentos e práticas em sala de aula. A abordagem pedagógica alinhada com o que se espera da atuação da docente na nova escola é aquela que:
Infelizmente, muitas pessoas pensam que bullying é uma grande bobagem, que tudo é uma grande brincadeira e se apresenta como situações comuns da idade, servindo até mesmo para reforçar a personalidade, ignorando o sofrimento das vítimas. Assim, o que poderia ser apenas uma brincadeira de mau gosto pode trazer consequências sérias na vida das crianças e adolescentes. Provavelmente, quando se tornarem adultos, reproduzirão esta violência, agredindo física e verbalmente seus cônjuges e filhos, maltratando as pessoas com palavras duras, sendo grosseiros com os colegas no ambiente de trabalho. É importante saber e reconhecer que existem diferentes tipos de bullying, que pode assumir várias formas. Dentre elas, o bullying relacional
A gestão educacional desempenha um papel fundamental na organização e otimização das atividades escolares. Em uma escola com sérios desafios de desempenho acadêmico e administrativo, um novo diretor é nomeado para liderar uma transformação significativa. Para implementar mudanças táticas, ele decidiu adotar uma abordagem de planejamento estratégico. No entanto, ele se depara com resistência e desconfiança da equipe escolar. Para superar essa resistência e promover a eficácia do planejamento estratégico, é essencial que a nova gestão:
Buscando conseguir elementos para análise e melhor compreensão do processo educativo, identificado no comportamento do professor numa situação de ensino aprendizagem, Mizukami (1986), buscou evidenciar as tendências mais específicas e gerais, de forma tal que possibilitasse caracterizar adequadamente o tipo de aula e de abordagem subjacente a cada segmento do cotidiano didático-pedagógico do professor. Como resultado de seu trabalho encontrou cinco abordagens que considera ter influenciado professores, são elas: abordagem tradicional; abordagem comportamentalista; abordagem humanista; abordagem cognitivista; e, abordagem sociocultural. Assim, possibilita uma interpretação da realidade educacional que fundamenta a ação docente.


(Disponível em: Journal of Management of Roraima Revista de Administração de Roraima Vol. 5, n. 1, Jan/jun. 2015. p. 4-14 ISSNe: 2237-80 5)
“Na abordagem ______________, a educação tem em primeiro lugar a finalidade da criação de condições que facilitem a aprendizagem, de forma que seja possível o desenvolvimento tanto intelectual quanto emocional do estudante. Tudo o que estiver a serviço do crescimento pessoal, interpessoal ou intergrupal é educação. O objetivo da educação será uma aprendizagem que abranja conceitos e experiências, tendo como pressuposto um processo de aprendizagem pessoal. Nesse processo, os motivos de aprender deverão ser os do próprio aluno.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
O termo técnico deriva do grego tékhne, sendo seu significado “arte ou habilidade”. A técnica no âmbito educacional passou a ser o método pelo qual se pretende realizar o processo ensino-aprendizagem, em que se destacam a partir dos anos 70, do século anterior, a pedagogia tecnicista, cujo enfoque são as técnicas, das quais os professores deveriam aprendê-las. Todavia, a técnica de ensino não é um método concreto, ou uma receita que garanta sucesso sempre que aplicada. Algumas técnicas, dependendo do ambiente, se tornam inadequadas para a realidade. As técnicas se organizam em torno de procedimentos didáticos, que são passos, atividades, ações que o professor e os alunos desenvolverão durante a realização da aula. Pode-se dizer que uma técnica de ensino é um conjunto de procedimentos sistematizados a partir das aprendizagens que serão desenvolvidas pelos alunos.

(Disponível em: https://www.ufrgs.br/psicoeduc. Adaptado.)

Acerca do exposto, é possível afirmar que a técnica da aula expositiva dialogada, pode se transformar num equívoco, quando o professor
Por muito tempo a escola foi considerada a instituição social que seria capaz de minimizar as diferenças de origem e aumentar a igualdade de oportunidades para as pessoas. De fato, é esta a função social da escola em uma sociedade democrática e justa. O direito à educação, tal como definido pela Constituição Federal de 1988 e por outros instrumentos legais, como a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB (Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996), busca assegurar que todas e todos tenham oportunidades de acessar as instituições escolares e que encontrem nelas as condições propícias para concluir suas etapas, na idade certa, com níveis satisfatórios de aprendizagem para que possam exercer plenamente sua cidadania, ter cotidianos saudáveis e se inserir no mundo do trabalho. A educação é direito fundamental e ao mesmo tempo um dos pilares para o desenvolvimento das pessoas, do ponto de vista social, cultural, político e econômico.

(Disponível em https://desigualdadeseducacionais.cenpec.org.br.)


Considerando que todo os estudantes, público-alvo da modalidade de educação especial, ou seja, educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, devem ter a garantia do seu direito de acesso e permanência a uma educação de qualidade, são recomendações prioritárias, EXCETO:
A riqueza e a complexidade da história da educação brasileira decorrem da interação de uma variedade de fatores históricos, culturais, sociais e políticos ao longo do tempo. Isso torna o estudo e a compreensão deste contexto educacional uma tarefa complexa, mas fundamental para o desenvolvimento do sistema educacional do país. A partir dos anos 1500, a Companhia de Jesus começou a implantar colégios por todos os continentes mais de um século antes de Comenius escrever a Didática Magna. O Brasil não ficou de fora desta ação. Linha de frente da Contrarreforma manteve no trabalho didático, em grande parte, as fontes utilizadas na época medieval. Os textos clássicos ainda alicerçavam os estudos de gramática, de humanidade, de retórica e de filosofia. No entanto, novos condicionamentos mudavam profundamente a forma de operá-los no âmbito do trabalho didático. Considerando as informações anteriores, analise as afirmativas a seguir.

I. A invenção e o avanço da imprensa de caracteres móveis, que, desde então, baratearam e difundiram o livro impresso como o suporte mais apropriado dos textos.

II. A necessidade do expurgo daqueles passos das obras clássicas que feriam frontalmente a doutrina católica. Esse controle ideológico tornava providencial o uso de extratos.

III. A forma de organização do trabalho didático difundida pelos colégios jesuíticos, na medida em que a relação educativa passava a se dar entre professor, de um lado, e discípulos de outro.

IV. A relação individual, típica do ensino preceptorial, que assegurava ao mestre controle absoluto sobre leituras do discípulo, dava lugar à relação de caráter coletivo, que limitava a ação controladora do professor.

V. O elevado número de alunos em sala de aula impunha tanto por motivos didáticos quanto por motivos ideológicos emergência de instrumento de trabalho dotado, ele próprio, de recursos de controle sobre as informações veiculadas.

Está correto o que se afirma em
Em certa escola situada em uma região urbanamente diversificada, os educadores estão profundamente empenhados em cultivar um ambiente educacional que celebra o multiculturalismo. A comunidade escolar é notavelmente heterogênea, abrigando alunos provenientes de uma ampla variedade de origens étnicas, culturais e religiosas, refletindo a riqueza da diversidade presente na sociedade. Durante uma reunião pedagógica, os professores discutem a importância de incorporar diferentes perspectivas culturais no currículo para enriquecer a experiência educacional dos alunos. No contexto do multiculturalismo, qual é a principal finalidade da inclusão de diferentes perspectivas culturais no currículo escolar?
A Lei nº 14.230/2021, que alterou sensivelmente a Lei nº 8.429/1992 – Lei da Improbidade Administrativa (LIA), dispõe sobre as sanções aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade administrativa, além de conceituar e definí-los. A respeito das inovações legislativas preceituadas na Lei nº 14.230/2021, é correto afirmar que:
Supervisão escolar e orientação educacional são funções pedagógicas que surgiram de modo a cada um fazer o seu papel, de forma fragmentada, com campo de atuação distinto. O primeiro, durante muito tempo, teve o seu campo de trabalho voltado exclusivamente aos professores; já o segundo tinha como função exclusiva trabalhar com os alunos. Mas, segundo Urbanetz & Silva (p. 61) “a fragmentação do trabalho [...] em supervisão escolar e orientação educacional, característica do período tecnicista, foi intensamente denunciada em inúmeros estudos, artigos, pesquisas [...] e encontra-se em plena superação nas diferentes alternativas de ensino”. Em função desta reflexão, hoje, a função da supervisão escolar e da orientação educacional precisa ter o mesmo discurso e a mesma ação, de maneira que o seu trabalho dê sentido ao conhecimento do aluno, inserindo--o na realidade e tornando-o crítico, criativo e cidadão. O supervisor escolar, tanto quanto o orientador educacional, é sujeito de uma ação dentro de um espaço em transformação e transformador – a escola, e precisam ser competentes em muitos aspectos.

Considerando tais aspectos, analise o fragmento de texto a seguir.

“No aspecto _________________, estes profissionais precisam compreender os processos de organização do trabalho. No aspecto ___________________, devem articular a verdadeira função da escola em relação à ‘vida’, pois é um espaço de geração de mudanças para a transformação da sociedade. Já no aspecto __________________, compete aos profissionais a participação nas decisões de todas as ações da escola. É justamente neste aspecto que se destaca a participação do supervisor e do orientador junto à gestão escolar; estes profissionais devendo se mostrar competentes dentro de seu papel, mas de maneira coletiva. No aspecto ______________, toda a ação de tais profissionais deve estar voltada para o sucesso do processo ensino-aprendizagem, em uma relação dialética com os professores e demais profissionais da educação, articulando um processo que os permita repensar ações e garantir a qualidade do ensino.”

Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
Segundo Veiga (2013), o Projeto Político-Pedagógico – PPP, é um instrumento que descreve e revela a escola, para além de suas intenções e concepções; trata-se de uma forma de organizar o trabalho pedagógico. A responsabilidade da construção deste projeto de sociedade e de educação é de toda a comunidade escolar, sendo um processo democrático de decisões, preocupa-se em ministrar uma forma de organização do trabalho pedagógico que supere os conflitos, buscando eliminar as relações competitivas, corporativas e autoritárias, rompendo com a rotina do mundo impessoal e racionalizado da burocracia que permeia as relações no interior da escola. De acordo com a autora, o PPP deve estar embasado em princípios que norteiam a escola democrática, pública e gratuita, dando identidade à instituição escolar. Tais princípios possuem um caráter permanente e fundamentado nas ações pedagógicas. Considerando os princípios que norteiam o PPP, assinale a afirmativa correta.
Considere determinada escola organizada sobre a lógica dos saberes disciplinares; o resultado dá-se da seguinte forma: o professor de geografia não toca nos aspectos biológicos da formação de um relevo em estudo; o de história não considera a influência dos fatores geográficos na compreensão do declínio de uma civilização histórica; o professor de biologia não recupera os processos históricos e sociais que interagem na formação de um ecossistema natural, e assim por diante. Tendo em vista a situação hipotética apresentada e as estratégias de integração disciplinar para reunir as possibilidades de produção de conhecimento, em oposição ao conhecimento monodisciplinar, relacione adequadamente os conceitos às suas respectivas características.

1. Multidisciplinar. 2. Interdisciplinar.

( ) Recorre-se a informações de várias matérias para estudar um determinado elemento, sem a preocupação de interligar as disciplinas entre si.

( ) Permanecem os interesses próprios de cada disciplina; porém, busca soluções dos seus próprios problemas através da articulação com as outras disciplinas.

( ) Busca o intercâmbio mútuo e interação de diversos conhecimentos de forma recíproca e coordenada; perspectiva metodológica comum a todos, bem como integrar os resultados.

( ) Requer a obtenção de informações de uma ou mais ciências ou setores do conhecimento e a solução de um problema sem que as disciplinas evocadas sejam alteradas ou enriquecidas.

A sequência está correta em
Três amigas recém-formadas na universidade – Amanda, Betina e Clarice, foram admitidas para os cargos de psicóloga, farmacêutica e nutricionista, mas não necessariamente nesta ordem. Elas têm idades diferentes: uma tem 28 anos, a outra tem 29 anos e, a terceira, 34 anos. Considere as seguintes afirmações:

• A nutricionista tem 28 anos. • Clarice tem 34 anos. • Amanda é farmacêutica.

Considerando que tais afirmações são verdadeiras, é correto afirmar que:
A palavra “Pedagogia” tem origem na Grécia, paidós(criança) e agodé (condução). A palavra grega Paidagogos é formada pela palavra paidós(criança) e agogos(condutor). Portanto, “pedagogo” significa condutor de crianças, aquele que ajuda a conduzir o ensino.
(Disponível https://educador.brasilescola.uol.com.br/trabalho-docente/professor-pedagogo-condutor-de-criancas-a-empreen.htm.)

Assim sendo, a pedagogia está ligada ao ato de condução do saber. Na visão da professora Amelia Hanze (2011), até hoje a preocupação da pedagogia é encontrar formas de levar o indivíduo ao conhecimento. A Grécia clássica pode ser considerada o berço da pedagogia, pois é na Grécia que têm começo as primeiras ideias acerca da atuação pedagógica, ponderações que vão influenciar por muitos anos a educação e a cultura ocidental. Segundo a autora, partindo desse princípio, surgiram novas visões do ser pedagogo, como todo profissional sempre influenciável pela sociedade e as mudanças no mundo ou, ainda, as tendências pedagógicas ao longo dos tempos, sejam elas de cunho liberal ou progressista. O século XXI é o século do conhecimento, que exige métodos e atitudes empreendedoras na educação. No mundo tecnológico em que vivemos, é imprescindível desenvolver novas competências para ensinar, pois essa é a exigência de um mundo que tem compassos apressados de transformações.

Considerando o exposto, são atitudes indevidas do pedagogo na educação contemporânea, EXCETO:
O uso de tecnologia na educação tem desafios e preocupações inerentes aos profissionais da área. A tecnologia possibilita uma variedade de processos de ensino e aprendizagem, mas ao mesmo tempo tem seus riscos e desafios. Apesar de o ensino-aprendizagem mudar de acordo com a evolução da sociedade, nunca houve tantas alterações como nas duas últimas décadas. E essas transformações só ocorreram por conta da Revolução Digital, que trouxe smartphones, computadores, notebooks e tablets, que facilitaram, e muito, o acesso a conteúdos, agora disponibilizados em diversos formatos, outra consequência dessa evolução. Ao incorporar a tecnologia na educação amplia-se o potencial de transformar o processo de aprendizagem, tornando-o mais envolvente, acessível e adaptado às necessidades individuais dos alunos. O uso de tecnologias aliado às práticas pedagógicas se enquadra dentro da cultura digital, que é uma das dez competências definidas como essenciais para a transformação da educação na BNCC.
(Disponível em: https://www.educamundo.com.br/blog. Adaptado.)


Sobre o exposto e, ainda, considerando o uso da tecnologia no âmbito da aprendizagem, assinale a afirmativa INCORRETA.
Consumismo e baixa autoestima formam círculo vicioso


Comprar faz você feliz? Ninguém consegue negar o prazer de entrar em uma loja e comprar um produto ou serviço muito desejado. Mas, será que, passada a euforia momentânea, esta satisfação vai de fato ajudar a sustentar a sua felicidade?
Numa visão mais panorâmica, consumir não é sinônimo de bem-estar. Apesar de ter aumentado o seu poder de consumo nos últimos 50 anos, a população dos Estados Unidos não sente uma melhora no seu bem-estar, segundo uma pesquisa da American Psychological Association. Em comparação às condições da década de 50, hoje os norte-americanos podem ter o dobro de carros por pessoa e comer fora de casa com uma frequência duas vezes maior – mas esse conforto não veio acompanhado de uma maior felicidade.
E o que explica esse aparente contrassenso? Cientistas vêm constatando uma relação muito próxima, praticamente de retroalimentação, entre consumismo e baixa autoestima, além de ser relacionado a patologias como depressão e ansiedade.
A relação entre baixa autoestima e materialismo é relativamente fácil de entender: a autoestima pode ser definida como o apreço que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios atos e pensamentos. Uma pessoa com baixa autoestima tende a “externalizar” o seu processo de valorização, ou seja, superestimar fatores externos.
Isso pode ser ainda mais pronunciado nesta era das redes sociais, quando é comum buscar reconhecimento na aprovação de terceiros, por meio de curtidas e compartilhamentos. Além disso, somos bombardeados com imagens superproduzidas de viagens, eventos e refeições maravilhosas a todos os momentos, que muitas vezes alimentam um sentimento de inferioridade em relação aos “amigos” da rede social.
Será que só eu sou inadequado na sociedade?
Somado a isso, propagandas e anúncios trazem essa vida perfeita retratada de maneira muito acessível – basta adquirir o produto que está sendo vendido e tudo está resolvido. Mas, a expectativa é frustrada e a viagem divertida com os amigos não se manifesta magicamente após a compra daqueles óculos de sol, não nos tornamos executivos de sucesso imediatamente após comprar “aquele” carro e não entramos em forma apenas por comprar o tênis mais leve do mercado, insatisfações provocadas pelo discurso da publicidade de que comprar vai nos deixar mais felizes. Mas, neste sonho delirante, a única coisa que se torna realidade são as contas, que nem sempre se fecham no fim do mês. E os sentimentos de inadequação e frustração continuarão, afinal, as pessoas das redes sociais e das propagandas seguem levando as suas vidas aparentemente perfeitas, diminuindo ainda mais a autoestima. Continuaremos navegando pelas redes sociais e estaremos expostos a propagandas. E então, o que podemos fazer?
Em primeiro lugar, ter consciência de que este é o processo já é um grande passo. Passamos a ter elementos para entender melhor o que se passa, ao menos racionalmente. Depois, vem o mais difícil: apropriarmos, com a mente e o coração, um sentido para a vida que vá muito além do consumo, que responda ao que é realmente importante na vida de cada um.
Nesse sentido, a pesquisa Rumo à Sociedade do Bem-estar, do Instituto Akatu, perguntou aos entrevistados o que eles consideravam ser felicidade. A resposta, para dois terços dos entrevistados, foi estar saudável e/ou ter sua família saudável.
Conviver bem com a família e os amigos também foi apontado como fator de felicidade para 60% do público que respondeu à pesquisa. Isso mostra que a maior parte da sociedade brasileira compartilha a noção de que, uma vez satisfeitas as necessidades básicas, a felicidade é encontrada no que temos de mais humano, o bem-estar físico próprio e daqueles de quem gostamos e o afeto em si pelos amigos e pela família. Não inclui o caminho do consumismo.
Um outro fator a ser trabalhado no dia a dia, de maneira a enfraquecer ou quebrar o círculo vicioso da insatisfação no consumo e da autoestima, é estimular um diálogo aberto sobre a nossa autoimagem, nossos valores e a importância da aceitação da diversidade nos círculos dos quais fazemos parte, abrindo espaço para a autorreflexão e, por meio da troca de sentimentos e experiências, criar espaço para a percepção de que todos vivemos essas mesmas emoções e, com isso, nos valorizarmos a nós mesmos e aos outros.
Inicia-se outro círculo, dessa vez virtuoso, que tende a ficar mais forte conforme as pessoas se sintam mais à vontade de ser quem elas de fato são. E assim, podendo identificar com mais facilidade o que realmente faz feliz ou pelo menos traz contentamento suficiente, a cada um de nós. E quase que certamente descobriremos que isso está muito longe de ter o último modelo de smartphone.

(Folha de S. Paulo. HÉLIO MATTAR. Acesso em: outubro de 2023.)
Nesse sentido, a pesquisa Rumo à Sociedade do Bem-estar, do Instituto Akatu, perguntou aos entrevistados o que eles consideravam ser felicidade.” (9º§) De acordo com a norma padrão da língua, caso fosse necessário substituir o termo “entrevistados” por um pronome, a expressão “perguntou aos entrevistados” seria reescrita de acordo com a seguinte alternativa:
As teorias de aprendizagem são fundamentais para compreender como as pessoas adquirem conhecimento e desenvolvem habilidades. No entanto, tais teorias podem variar em suas bases empíricas, metodológicas e epistemológicas. Lev Semionovitch Vygotsky, principal representante da chamada Psicologia Histórico-Cultural, enfrentou o desafio de construir uma nova psicologia e deste embasamento científico também à pedagogia, a partir de sua nova concepção de homem como forma de aportar as relações sociais à educação, à mediação com a cultura, um caráter diligente do processo de desenvolvimento de todos os indivíduos em sociedade. No desenvolvimento de sua teoria, Vygotsky:

I. Buscou superar as vertentes subjetivistas e objetivistas, a dicotomia entre mente-corpo, visões que, no geral, desconsideram as relações sociais e a história das transformações socioculturais.

II. Utilizou-se do método materialista histórico e dialético como forma de compreender os elementos que historicamente influenciaram a consolidação da psicologia enquanto ciência da vida concreta dos indivíduos, mediante o resgate da história do desenvolvimento pessoal e da relação desta com a história social dos homens.

III. Entende que os processos psicológicos devem ser compreendidos em sua totalidade e em movimento, em uma visão dialética do processo integral do comportamento, que se dá a partir de processos biológicos vinculados ao fato de que o homem é um ser social e histórico que realiza ações sobre a natureza, com o intuito de constituir-se numa forma de ser e de agir e suprir as necessidades colocadas pelo meio em que vive.

Está correto o que se afirma em
A gestão da aprendizagem, um componente essencial do ambiente educacional contemporâneo, engloba um conjunto de estratégias e práticas que visam promover a eficácia do processo de ensino e aprendizagem. Isso inclui a criação de ambientes de aprendizagem estimulantes, a seleção de recursos educacionais adequados, a definição de metas claras de aprendizagem, a avaliação constante do progresso dos alunos, dentre outros. Na gestão da aprendizagem, um dos princípios fundamentais é a personalização do ensino, que envolve adaptar o processo de aprendizagem de acordo com as necessidades individuais dos alunos. No entanto, a personalização da aprendizagem pode ser desafiadora para a implementação de uma forma eficaz. Considerando uma abordagem bem-sucedida para promover a personalização da aprendizagem, o professor deve
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