A verdadeira revolução

     Qualquer pessoa da década de 60 sabe: os
anos 60 foram os melhores do século. A gente
nunca ouve alguém dizer que é “da década de
80” ou qualquer outra. Só o pessoal dos anos 60
viveu um decênio inteiro de uma vez. É
verdade que uma pá de novidades apareceu lá
nos anos 60, mas também não vamos exagerar:
eu tinha um estilingue, mas se pudesse optar
teria preferido um videogame. E só pulava mura
para comer goiabas no pé porque as redes de
fast food ainda não tinham chegado ao Brasil.
      De uma coisa eu nunca tive dúvida: foi na
década de 60 que aconteceu a transição entre o
velho e o novo estilo de convivência
corporativa. Também foi lá que os empregados
se deram conta de que “carreira” poderia ser
uma questão de escolha, que tudo provia sem
admitir réplicas nem súplicas.
      Foi nessa fase de ruptura que eu consegui
meu primeiro emprego. Pude observar as
mudanças sem influir nelas, de uma posição no
rodapé do organograma, a de aprendiz de
arquivista (Office boy seria mais charmoso.
Mas o título só surgiu na década de 70). E hoje
acredito que as grandes mudanças no cotidiano
dos empregados nada tiveram a ver com teorias
revolucionárias ou com novas técnicas de
administração de pessoal. Tudo isso foi apenas
o efeito. As verdadeiras causas foram às
pequenas mudanças às quais ninguém deu
muita importância:
      Diploma de datilografia – Durante
décadas, para alguém ser admitido no
escritório, o único requisito era “ser
alfabetizado” (um enorme plus curricular em
um país de analfabetos). Depois veio a
obrigatoriedade de ser diplomado em
datilografia. Mas foi nos anos 60 que se
introduziu a exigência do “algo mais”: o
Certificado de Proficiência Datilográfica. Ele
era concedido aos poucos capazes de bater 150
toques por minuto, com os dedos certos nas
teclas certas. Nas décadas seguintes, os
certificados de proficiência foram sendo
gradativamente substituídos por outros
símbolos mais alegóricos de “algo mais”, sendo
que o atualmente em moda se chama
MBA.(continua)

(Max Gebringer. In: Exame – com adaptações).
De acordo com as idéias do texto, assinale a opção correta acerca da década de 60.
São privativos de brasileiro nato, dentre outros, os cargos de

Julgue os itens a seguir, relativos ao gerenciamento de conflitos nas organizações.

A estratégia de evitar o conflito é a melhor maneira de garantir o "ganha-ganha" quando uma das partes não quer negociar.

Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
seguinte.

A propósito de uma aranha

Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
franguinho. Sua morte, vida nossa.

Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
do vento? Sua morte, vida nossa.

Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
boa alma tomará partido entre duas mortes.

A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
natureza está a todo momento explicando suas verdades para
nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

(Virgílio Covarim)
Todas as formas verbais estão corretamente flexionadas na frase:
O turismo brasileiro saiu lucrando com a
desvalorização do real, ocorrida no início deste
ano. No primeiro trimestre, 870 vôos fretados por
turistas pousaram no Brasil. No mesmo período
de 1998, foram apenas 493 pousos. Dos 870 vôos
do primeiro trimestre de 1999, 664 foram
argentinos, enquanto, em todo o ano passado, 493
vôos fretados vieram da Argentina.
Segundo a EMBRATUR, a América Latina é
responsável por 66% dos estrangeiros que visitam
o Brasil atualmente. Seguem-se a Europa, com
21%, e os Estados Unidos, com 11%. Os
continentes africanos e asiáticos contribuem
somente com 2% do turismo internacional no
Brasil. Os turistas norte-americanos ficam no
Brasil 5 dias em média e gastam 50 dólares por
dia. Os latinos, de 10 a 15 dias, e gastam 50
dólares diariamente.

(Correio Brasiliense, 18/4/99 – com adaptações.).Com base nas informações do texto, assinale a opção correta.
Em janeiro de 1999, estando em Fortaleza, Pedro remeteu, por via postal, para Gabriel, que mora em Brasília, pacote contendo artefato explosivo. O artefato somente chegou a seu destinatário no mês seguinte. Entre a data da remessa e o recebimento, entrou em vigência lei que agravou a punição aplicável à conduta de Pedro. Em face dessa situação hipotética, assinale a opção correta.
Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
seguinte.

A propósito de uma aranha

Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
franguinho. Sua morte, vida nossa.

Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
do vento? Sua morte, vida nossa.

Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
boa alma tomará partido entre duas mortes.

A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
natureza está a todo momento explicando suas verdades para
nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

(Virgílio Covarim)
É preciso corrigir a redação da seguinte frase:
Em matéria penal, a lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores,
Um empregado trabalhou de 15 de janeiro de 1996 a 28 de outubro de 2005. Considerando a prescrição, poderá ajuizar reclamação trabalhista até 28 de outubro de
A respeito das pessoas jurídicas analise:

I. As autarquias, os partidos políticos e as organizações religiosas são pessoas jurídicas de direito público interno.
II. Em regra, se a pessoa jurídica tiver administração coletiva, as decisões se tomarão pela maioria de votos dos presentes.
III. Se a administração da pessoa jurídica vier a faltar, o juiz, a requerimento de qualquer interessado, nomear-lhe-á administrador provisório.
IV. As fundações somente poderão constituir-se para fins religiosos, morais, culturais ou de assistência.

É correto o que consta APENAS em
Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
seguinte.

A propósito de uma aranha

Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
franguinho. Sua morte, vida nossa.

Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
do vento? Sua morte, vida nossa.

Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
boa alma tomará partido entre duas mortes.

A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
natureza está a todo momento explicando suas verdades para
nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

(Virgílio Covarim)
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se numa forma do PLURAL para preencher corretamente a lacuna da frase:
Considere que, após aprovação em concurso público de provas e títulos para cargo de professor da Fundação Universidade de Brasília, universidade pública federal, Frederico, que não possuía qualquer vínculo com o serviço público, entrou em exercício e, conseqüentemente, submeteu-se ao estágio probatório, durante o qual cometeu crime contra a administração pública. Nesses termos, servidor deverá ser:
Acerca das características gerais dos diversos tipos de comunicação oficial, julgue os itens seguintes.

Comunicações oficiais, utilizadas para a comunicação entre órgãos do serviço público ou entre órgãos do serviço público e o público em geral, podem ser emitidas tanto pela administração pública quanto pelos cidadãos.
Considerando o disposto na Constituição Federal, é correto afirmar que, a partir de 05 de outubro de 1988,
Uma empresa de transporte de cargas foi constituída da seguinte forma: o primeiro sócio investiu um capital de R$ 600.000,00; passados seis meses, ingressou o segundo sócio na empresa, com um capital de R$ 400.000,00; decorridos outros seis meses, um terceiro sócio foi admitido, com um capital de R$ 1.000.000,00. Após dois anos de funcionamento, a empresa apresentou um lucro de R$ 700.000,00. Considerando que, de acordo com o contrato de formação da empresa, 4% do seu lucro destinam-se a constituir um fundo de reserva e que a participação de cada sócio no restante do lucro é proporcional ao capital investido e ao tempo de permanência na sociedade, assinale a opção correta em relação ao rateio do lucro obtido pela empresa.

A respeito de Internet e intranet, julgue os itens subsequentes.

Um modem ADSL permite que, em um mesmo canal de comunicação, trafeguem sinais simultâneos de dados e de voz. Por isso, com apenas uma linha telefônica, um usuário pode acessar a Internet e telefonar ao mesmo tempo.
Maria Berlini não mentira quando dissera que não trabalhava , nem estudava. Mas trabalhara pouco
depois de chegada ao Rio, com minguados recursos, que se evaporaram como por encanto. A tentativa de entrar
para o teatro fracassara. Havia só promessas. Não era fácil como pensara. Mesmo não tinha a menor .
experiência. Fora estrela estudantil em Guará. isso porém era menos que nada! Acabado o dinheiro, não podia
viver de brisa! Em oito meses, fora sucessivamente chapeleira, caixeira de perfumaria, manicura, para se
sustentar. Como chapeleira, não agüentara dois meses, que era duro!, das oito da manhã às oito da noite, e
quantas vezes mais, sem tirar a cacunda da labuta. não era possível ! As ambições teatrais não haviam
esmorecido, e cadê tempo ? Conseguira o lugar de balconista numa perfumaria com ordenado e comissão. Tinha
jeito para vender, sabia empurrar mercadoria no freguês. Os cobres melhoravam satisfatoriamente. Mas
também lá passara pouco tempo. O horário era praticamente o mesmo, e o trabalho bem mais suave - nunca
imaginara que houvesse tantos perfumes e sabonetes neste mundo! Contudo continuava numa prisão. Não
nascera para prisões. Mesmo como seria possível se encarreirar no teatro, amarrada num balcão todo o santo
dia? Precisava dar um jeito. Arranjou vaga de manicura numa barbearia, cujo dono ia muito à perfumaria fazer
compras e que se engraçara com ela. Dava conta do recado mal e porcamente, mas os homens não são exigentes
com um palmo de cara bonita. Funcionava bastante, ganhava gorjetas, conhecera uma matula de
,E gente, era muito convidada para almoços, jantares, danças e passeios, e tinha folgas - uf , tinha folgas!
Quando cismava. nem aparecia na barbearia, ia passear, tomar banho de mar, fazer compras. ficava dormindo...
Em nenhuma parte do texto está expressa a idéia de que
Atenção: As questões de números 1 a 14  referem-se ao texto
seguinte.

A propósito de uma aranha

Fiquei observando a aranha que construía sua teia, com
os fios que saem dela como um fruto que brota e se alonga de
sua casca. A aranha quer viver, e trabalha nessa armadilha caprichosa
e artística que surpreenderá os insetos e os enredará
para morrer. Tua morte, minha vida − diz uma frase antiga,
resumindo a lei primeira da natureza. A frase pode soar amarga
em nossos ouvidos delicados, enquanto comemos nosso
franguinho. Sua morte, vida nossa.

Os vegetarianos não fiquem aliviados, achando que,
além de terem hábitos mais saudáveis, não dependem da morte
alheia para viver. É verdade que a alface, a cenoura, a batata, o
arroz, o espinafre, a banana, a laranja não costumam gritar
quando arrancados da terra, decepados do caule, cortados e
processados na cozinha. Mas por que não imaginar que
estavam muito bem em suas raízes, e se deleitavam com o
calor do sol, com a água refrescante da chuva, com os sopros
do vento? Sua morte, vida nossa.

Mas voltemos à aranha. Ela não aprendeu arquitetura ou
geometria, nada sabe sobre paralelas e losangos; vive da
ciência aplicada e laboriosa dos fios quase invisíveis que não
perdoam o incauto. Uma vez preso na teia, o inseto que há
pouco voava debate-se inutilmente, enquanto a aranha caminha
com leveza em sua direção, percorrendo resoluta o labirinto de
malhas familiares. Se alguém salvar esse inseto, num gesto de
misericórdia, e se dispuser a salvar todos os outros que caírem
na armadilha, a aranha morrerá de fome. Em outras palavras: a
boa alma tomará partido entre duas mortes.

A cada pequena cena, a natureza nos fala de sua
primeira lei: a lei da necessidade. O engenho da aranha, a
eficácia da teia, o vôo do inseto desprevenido compõem uma
trama de vida e morte, da qual igualmente participamos todos
nós, os bichos pensantes. Que necessidade tem alguém de ser
cronista? − podem vocês me perguntar. O que leva alguém a
escrever sobre teias e aranhas? Minha resposta é crua como a
natureza: os cronistas também comem. E como não sabem
fazer teias, tecem palavras, e acabam atendendo a necessidade
de quem gosta de ler. A pequena aranha, com sua pequena
teia, leva a gente a pensar na vida, no trabalho, na morte. A
natureza está a todo momento explicando suas verdades para
nós. Se eu soubesse a origem e o fim dessas verdades todas,
acredite, leitor, esta crônica teria um melhor arremate.

(Virgílio Covarim)
Quando a aranha tece sua teia, ela "faz sua teia" com fios muito finos, de modo que os insetos não "vêem esses fios", e não conseguem desvencilhar-se "desses fios".
Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo- se os elementos DESTACADOS, respectivamente, por

Luís é prisioneiro do temível imperador Ivan. Ivan coloca Luís à frente de três portas e lhe diz: "Atrás de uma destas portas encontra-se uma barra de ouro, atrás de cada uma das outras, um tigre feroz. Eu sei onde cada um deles está. Podes escolher uma porta qualquer. Feita tua escolha, abrirei uma das portas, entre as que não escolheste, atrás da qual sei que se encontra um dos tigres, para que tu mesmo vejas uma das feras. Aí, se quiseres, poderás mudar a tua escolha". Luís, então, escolhe uma porta e o imperador abre uma das portas não-escolhidas por Luís e lhe mostra um tigre. Luís, após ver a fera, e aproveitandose do que dissera o imperador, muda sua escolha e diz: "Temível imperador, não quero mais a porta que escolhi; quero, entre as duas portas que eu não havia escolhido, aquela que não abriste". A probabilidade de que, agora, nessa nova escolha, Luís tenha escolhido a porta que conduz à barra de ouro é igual a

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