“Desde o final dos anos de 1980 as linguagens
vêm ganhando destaque em publicações sobre o
ensino de história no Brasil. Sob a denominação
de ‘linguagens’ ou ‘novas linguagens’, o olhar do
professor e do pesquisador do ensino de história
tem se ampliado em busca de novas alternativas
didáticas para a aula de história”
Fonte: ROCHA, Helenice; MAGALHÃES, Marcelo;
GONTIJO, Rebeca. O ensino de história em questão: cultura
histórica, usos do passado. Rio de Janeiro: FGV, 2015, p.
97(adaptado).
Sobre a perceptiva do ensino e história, o debate
sobre a inserção das novas linguagens
correspondeu a um contexto em que:
A historiografia sobre a preparação para a boa
morte registra ser essa uma prática de longa data.
No Brasil, no século XIX, ante à eminência da
morte, dívidas antigas eram confessadas.
Confessava-se dívidas nunca pagas às casas
comerciais, caixeiros confessavam ter negociado
indevidamente, há anos, com o dinheiro da
esposa. Assim, a morte corrigia os
declaradamente desonestos. Dessa forma, a
morte:
“Memória, história: longe de serem sinônimos,
tomamos consciência que tudo opõe uma à outra.
A memória é a vida, sempre carregada por grupos
vivos e, nesse sentido, ela está em permanente
evolução, aberta à dialética da lembrança e do
esquecimento (...). A história é a reconstrução
sempre problemática e incompleta do que não
existe mais”
Fonte: NORA, Pierre. Entre memória e história: a
problemática dos lugares. Projeto História, São Paulo, v. 10,
dez., 1993, p.9.
O debate pontuado no campo da historiografia
sobre os conceitos de memória e história, adverte
que:
“No caso específico da relação escravista, arguiu
Godwyn, o batismo e o exercício das práticas
religiosas, ao tornarem o escravo mais
disciplinado, mais que compensariam os gastos
envolvidos na sua conversão: sendo doutrinado,
nos ofícios divinos dos domingos, no princípio da
obediência aos poderosos, o cativo
desempenharia suas tarefas ao longo da semana
sem questioná-las”
Fonte: MARQUESE, Rafael de Bivar. Feitores do corpo,
missionários da mente: senhores letrados e o controle dos
escravos nas Américas, 1660-1860. São Paulo: Companhia
das Letras, 2004, p. 45.
A partir da expansão da produção açucareira nas
Antilhas Francesas e Inglesas, bem como na
Colônia Portuguesa, no século XVII, aumentou,
cada vez mais, a necessidade de justificativa do
governo dos escravizados. Entre as formas
legitimadoras desse tipo trabalho estavam:
“Houve espíritos práticos – cruéis – que não viram
as pobres gentes a não ser como instrumentos
maléficos de um desígnio destruidor da ordem
construída”
Fonte: ROMERO, José Luís. Crise e ordem no mundo
feudoburguês. São Paulo: Editora Palíndromo, 2005, p. 123.
Entre os primórdios do século XIV e as primeiras
décadas do século XV, as tensões da vida social
na Europa ficaram explícitas. Os camponeses se
revoltaram contra a miséria a que estavamsubmetidos, explodiram conflitos entre os
príncipes e as cidades, a Igreja Católica passou a
ser questionada pelo apoio à ordem. Esse
contexto evidenciava:
“Cartago ficava no litoral mediterrâneo, perto da
atual Túnis, defendida por um sólido circuito de
muros com perímetro de 35 quilômetros (os muros
que Roma construiu após a invasão dos gauleses
tinham menos que a metade disso). Apenas
quando Cipião Emiliano isolou a cidade do mar,
cortando o acesso a suprimentos, foi que, depois
de dois anos de cerco, os romanos conseguiram
fazer o inimigo se render e então tomaram a
cidade de assalto
Fonte: BEARD, Mary. SPQR: uma história da Roma antiga.
São Paulo: Planeta, 2023, p. 205.
A partir da conquista de Cartago, Roma expande
o seu domínio, contrapondo sua cultura e poderio
militar no Mediterrâneo. A conquista final de
Cartago ocorreu durante:
Uma das formas de organização cultural anterior à
modernidade europeia era a rede de proteção
envolvendo o cavaleiro. Quando esse estava em
perigo, apelava aos amigos carnais. Essa rede de
proteção remete:
Com o fim do primeiro regime constitucional
espanhol, em 1814, e a volta de Fernando VII ao
poder, irromperam vários movimentos de
independência na América Hispânica. Na década
de 1820, houve esforços para a ruptura da
situação colonial de Cuba. Entre os motivos que
derrubaram as tentativas de independência
cubana nesse período estavam:
No Brasil, a Primeira República foi marcada por
conflitos envolvendo, entre outros, sertanejos,
marinheiros, religiosos. Conflitos ora opondo o
novo e o antigo sistema de governo, ora o
estabelecimento da nova ordem, bem como o
questionamento de situações sociais injustas.
Considere os seguintes itens. I. Guerra de Canudos. II. Revolta dos Tenentes. III. Coluna Prestes. IV. Revolta da Chibata. V. Guerra de Contestado. Entre os conflitos sociais do regime republicano, de1896 a 1917, estão os itens:
Cultura, representação, imagem, sensibilidades,
memória e subjetividades constituem conceitos
que formam um marco e um guia na percepção do
historiador diante da pesquisa histórica. Ambos,
contemplam uma corrente historiográfica marcada
por:
A disciplina de História se caracteriza como um
tipo de conhecimento científico construído
continuamente (...) proporcionando aos
educandos o contato com diferentes saberes
através de variadas metodologias. Nesse aspecto,
o estudante deve ser incentivado a descobrir os
avanços, os limites, as ambiguidades e as
incertezas que o homem carrega ao longo do
tempo”.
Fonte: Documento Curricular do Tocantins, 2019, pp. 57-58. Entre as orientações postuladas no referido
documento curricular, cabe ao ensino de história: