Leia o caso a seguir.
Paciente, G.M, 24 anos, sexo feminino, chega ao Pronto
Socorro, acompanhada pelo esposo, que relata que nas 5
últimas semanas, a paciente vem se tornando gradativamente
mais reclusa, calada, de maneira insidiosa. Na semana anterior,
chorava bastante, não sabendo explicar o motivo do choro e
das suas emoções. Há cerca de 15 dias, vem recusando se
alimentar, de maneira ativa, com perda ponderal importante
(cerca de 10 Kg nesse período). Há dois dias, tentou tirar a
própria vida, com enforcamento, sendo salva pelo esposo.
Durante a entrevista, apresentava fala lenta, com grande
latência nas respostas. A paciente relata que não quer comer
porque não sente nada. Não sente fome, nem sente dor. Refere
que se sente tão vazia, que “queria sentir pelo menos tristeza”.
Diz que sabe que está assim por culpa sua, pois nada mais na
vida vale a pena, e embora não saiba explicar o porquê, tem
certeza que sua vida é tão inútil que faz as outras pessoas
sofrerem. Relata que há cerca de 15 dias, quando parou de se
alimentar, começou a sentir nitidamente os seus órgãos
internos ficando “ocos” por dentro. Relata que está vazia por
dentro, e que por isso, vai tentar se matar novamente. A
paciente foi encaminhada para interação pelo risco elevado de
autoextermínio.
Elaborado pelo(a) autor(a). Com base no quadro apresentado, o exame psíquico
correspondente aos planos afetivo, intelectivo e volitivo são,
respectivamente:
Klaus Konrad (1992) propõe haver um processo sequencial
no desenvolvimento do delírio, com períodos pré-delirantes,
delirantes e de reorganização da personalidade. Segundo
Konrad, o fenômeno no qual ocorre o deslocamento das
coisas em relação ao indivíduo delirante, no qual tudo se
volta para o indivíduo para significação da atividade
delirante é:
O diagnóstico de depressão em pacientes oncológicos pode ser difícil, uma vez que é esperado que eles se sintam tristes
frente à doença. São considerados fatores de risco adicionais para a depressão em pacientes oncológicos, EXCETO:
Leia o caso a seguir.
Estudante de medicina, quarto ano, homem, 29 anos, chega ao
serviço de perícia da universidade, pois estava na iminência de
perder o vínculo com a faculdade por inúmeras reprovações, já
que estava, há mais de 10 anos, no curso. Chega ao Serviço
de psiquiatria sem familiar, alegando que sempre teve
depressão e que as pessoas não entendiam isso. Relata que
começou a se cortar há anos, com várias tentativas de suicídio.
Relata que desmaia e que tem convulsões, por isso falta muito
às aulas. No exame psíquico, o estudante não apresenta
alteração do humor congruente com suas queixas. As lesões
que mostram são recentes e superficiais. Não há sinais de
lesões antigas. Foi solicitado EEG, que se mostrou normal.
Avaliação Neuropsicológica sem alterações cognitivas.
Elaborado pelo(a) autor(a).
Leia o caso a seguir.
Paciente C., sexo masculino, 21 anos, chega ao pronto
atendimento para ser avaliado. Trata-se de um estudante de
medicina, que, há cerca de 5 dias, iniciou quadro de alteração
do comportamento, dizendo que é dotado de poder de
reconhecer a verdade por trás das escrituras bíblicas, e já sabe
toda a literatura médica. Segue dizendo que tem uma missão,
que se resume a salvar a todos os pecadores. Durante a
avaliação, por várias vezes, C. para de falar e permanece
olhando para o lado, desconfiado. Diz que recebe ordens
explícitas para jejuar e salvar os outros. Às vezes, na entrevista,
levanta-se da cadeira, mostrando-se como em êxtase. Ao
exame, não apresenta alteração do humor, com pensamento
não linear. A família esclarece que o quadro se iniciou há cerca
de 10 dias, com isolamento e insônia.
Elaborado pelo(a) autor(a).
A terapia cognitiva comportamental (TCC) é uma ferramenta
clínica de inestimável auxílio no tratamento de diversas
condições em saúde mental, desde quadros fóbicos até
transtornos de personalidade. Várias técnicas, dentro da
TCC, são aplicáveis para intervenções terapêuticas, com
utilização e resultados variados, estimulando o paciente a
buscar respostas para análises de seus comportamentos
alterados. Um dos métodos utilizados pela TCC é a
utilização de perguntas ou questionamentos sequenciados
para o paciente, com a finalidade de ajudar o indivíduo na
definição de problemas e na identificação de pensamentos
e crenças. Esse método é conhecido como:
Os processos mentais dos seres humanos, dentro da
perspectiva analítica, ocorrem em níveis conscientes e
inconscientes. Isso ocorre, muito visivelmente, nas relações
interpessoais, que são nutridas de inferências afetivas que
podem estar em consonância ou dissonância com o self.
Durante a avaliação, esses processos podem ser
verificados. O processo que, na relação médico-paciente,
pode ter natureza tanto consciente quanto inconsciente é
Leia o caso a seguir.
Paciente de 10 anos chega ao consultório com queixas
importantes de atenção e concentração. Não termina as
atividades que inicia, perde as coisas com facilidade, está
sempre aéreo, tanto em casa quanto na escola. Não consegue
copiar os deveres na escola. Tem estado mais irritável nas
últimas semanas. A mãe refere que antes tinha um
desempenho bom na escola, com notas acima da média, sem
queixas escolares. Em casa, também não apresentava maiores
problemas. Relata que percebeu os sintomas de desatenção
nos últimos 6 meses, com reclamações da escola, pela queda
do rendimento acadêmico e pelo comportamento mais “avoado”
em sala de aula. Em casa, tem ficado mais no quarto, jogando
em seu computador. Tem diminuído o apetite e, à noite, diz que
não dorme bem já há duas semanas. Ao exame, a criança
apresentou-se mais quieta, tímida. Diz que está com dificuldade
em prestar atenção na escola, pois parece que “está tudo lento”.
Queixa-se de que a escola “está sem graça”. Relata que não
sabe o que quer ser no futuro.
Elaborado pelo(a) autor(a).
Com base na história clínica, a conduta terapêutica
adequada preconizada pelos consensos de tratamento em
psiquiatria da infância para esse caso é:
A psicoterapia é a primeira linha de tratamento para o
transtorno de personalidade Borderline. Psicoterapias como
a terapia comportamental dialética (TCD), a psicoterapia
focada na transferência (PFT) e a terapia focada no
esquema (TFE) são os tratamentos mais efetivos, mas são
poucos disponíveis e acessíveis. Para otimizar o acesso às
abordagens psicoterápicas, surgiu o Good Psychiatric
Manegement (GPM), que se mostrou tão eficaz quanto a
TCD. O GPM incorpora 3 elementos essenciais, que são:
A cetamina é um anestésico derivado da fenciclidina, sintetizado pela primeira vez em 1962. Tem evidência consistente
de eficácia em algumas doenças psiquiátricas via IV ou SC. Sobre a cetamina, assinale a afirmativa INCORRETA.
O caso clínico a seguir contextualiza a questão.Leia-o atentamente.
AS, sexo feminino, 62 anos, viúva, 3 filhos, funcionária pública aposentada. Mora sozinha. Trazida pela filha em consulta que afirma que a paciente se mudou três vezes de residência em um único ano. Comunicou aos filhos que se mudaria, pois o vizinho estava invadindo a sua casa na sua ausência, pois ele fez uma cópia de sua chave. Mudou-se para um apartamento; afirma que em novo endereço as peças de seu carro foram trocadas por peças velhas: “três homens invadiram e trocaram as peças do meu carro”. Mudou-se novamente; em novo prédio passou a apresentar crises ansiosas, insônia e hiporexia afirma que não tem paz em casa, uma vez que dois vizinhos colocaram câmera no seu apartamento e querem fazer de tudo para tirá-la do condomínio. Exames laboratoriais e de imagem sem alterações. Filha nega histórico de doença psiquiátrica prévia. Tem apresentado prejuízo funcional, uma vez que devido aomedo e crises de ansiedade tem evitado sair; parou de frequentar a igreja e o serviço voluntário; por vezes, dorme na casa da filha com receio de invadirem o seu apartamento durante a madrugada. Afirma ficar triste, porque nunca causou mal a ninguém para ser perseguida dessa forma. Tio materno com esquizofrenia; nega histórico de abuso de álcool ou drogas.
Consoante o Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999, atualizado com redação dada pelo Decreto nº 5.296/2004, é considerada pessoa portadora de deficiência a que se enquadra em: