(…) O imperialismo é um capitalismo na fase de
desenvolvimento, quando tomou corpo a dominação dos
monopólios e do capital financeiro, quando ganhou
significativa importância a exportação de capitais, quando
se iniciou a partilha do mundo pelos trustes internacionais
e terminou a repartição de toda a terra entre os países
capitalistas mais importantes.
Fonte: HOBSON, J.A. apud BRUIT, Hector. O imperialismo. São Paulo:
Atual, 1994, p. 6.
No contexto dos anos finais do século XIX, a expansão
imperialista ocorreu em virtude da (o):
Leia o texto que segue abaixo:
A diáspora africana é o nome dado a um fenômeno
caracterizado pela imigração forçada de africanos, durante
o tráfico transatlântico de escravizados. Junto com seres
humanos, nestes fluxos forçados, embarcavam
nos tumbeiros (navios negreiros) modos de vida, culturas,
práticas religiosas, línguas e formas de organização política
que acabaram por influenciar na construção das
sociedades às quais os africanos escravizados tiveram
como destino. Estima-se que durante todo período do
tráfico negreiro, aproximadamente 11 milhões de
africanos foram transportados para as Américas, dos quais,
em torno de 5 milhões tiveram como destino o Brasil.
Fonte:https://www.gov.br/palmares/pt-br/assuntos/noticias/diasporaafricana-voce-sabe-o-que-e (Último acesso dia 21/10/2024 às 19 horas).
Considerando as informações apresentadas no fragmento
acima e o contexto que marcou a expansão da escravidão
e do tráfico de escravizados, é correto afirmar que:
TRF4 mantém condenações por falta de preservação de
sítio arqueológico em Florianópolis
Dois empresários, o IPHAN (Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional) e a Prefeitura de
Florianópolis tiveram mantidas as condenações pelo TRF4
(Tribunal Regional Federal da 4ª Região) por danos ao
patrimônio cultural. Os réus foram denunciados pela falta
de preservação do sítio arqueológico Sambaqui Aldeia
Fúlvio Aducci, localizado na rua que leva o mesmo nome,
no bairro Estreito, região Continental de Florianópolis. (...)
A mesma decisão pediu ao município, ao Iphan e aos
comerciantes dentro da área do sítio para garantirem a
salvaguarda do local. Além disso, os réus devem financiar a
elaboração de um estudo arqueológico e museológico que
identifique, delimite, investigue e analise a integralidade
do sítio arqueológico para poder indicar as medidas a
serem executadas.
Fonte: ND Rádio. Justiça. TRF4 mantém condenações por falta de
preservação de sítio arqueológico em Florianópolis Disponível
em:https://ndmais.com.br/justica/trf4-mantem-condenacoes-por-faltade-preservacao-de-sitio-arqueologico-em-florianopolis/ (Último acesso
dia 22/10, às 13 horas).
Com base no texto, assinale a alternativa correta.
De acordo com o historiador britânico Eric Hobsbawm, o
período de 31 anos que vai do início da Primeira Guerra
(1914) até o fim da 2ª Guerra (1945) marca o arranjo das
forças do cenário mundial ao longo do século XX. Esses
anos são primordiais para a consolidação das formações
econômicas, sociais e ideológicas de todo o século XX.
Fonte:https://www.cartacapital.com.br/educacao/licoes-da-primeiraguerra-mundial (último acesso dia 21/10/2024, às 13 horas.).
A partir das considerações apresentadas no texto acima,
analise as sentenças abaixo:
I - A Revolução Russa marcou a ascensão de uma nova
experiência política e ideológica no cenário europeu e
global;
II - O Fascismo foi uma ideologia de base marxista e
vinculada às demandas do movimento operário europeu;
III - As duas guerras mundiais alteraram profundamente a
divisão geopolítica da Europa e do mundo, contribuindo
também para a ascensão econômica e militar de países
como os Estados Unidos;
IV - A Guerra Fria foi caracterizada por um processo de
bipolarização das relações políticas globais, sendo Estados
Unidos e União Soviética as principais potências em
destaque.
Para Pierre Lévy, a cibercultura será capaz de criar uma
inteligência coletiva:
[...] uma inteligência distribuída por toda parte,
incessantemente valorizada, coordenada em tempo real,
que resulta de uma mobilização efetiva das competências,
tendo como objetivo o reconhecimento e o
enriquecimento mútuos das pessoas, e não o culto de
comunidades fetichizadas ou hipostasiadas.
Fonte: LÉVY, P. A inteligência coletiva: por uma antropologia do
ciberespaço. 3. ed. São Paulo: Loyola, 2000, p. 26
David Lyon, por sua vez, afirma que:
Geralmente, vemos a vigilância como uma espécie de
alienígena que invade nossas vidas. Na verdade, ela hoje é
parte de nós. Sequer percebemos as câmeras ao nosso
redor, e achamos que elas têm a capacidade de nos
proteger, o que é falso. Ninguém vai dizer: “Eu quero ser
vigiado.” Mas nossas atividades criam as informações que
empresas e agências querem. Muitas pessoas ainda acham
que vigilância é grampear o telefone. Não é o conteúdo
que interessa, mas os metadados. Quem são seus amigos,
para quem liga, quanto tempo fica no telefone, para onde
viaja (...).
Fonte: O Globo. David Lyon, sociólogo: ‘A vigilância hoje é parte de nós’.
Disponível em: https://oglobo.globo.com/brasil/conte-algo-que-naosei/david-lyon-sociologo-vigilancia-hoje-parte-de-nos-16143232. (Último
acesso dia 18/10/2024 às 17 horas)
Compare as duas visões sobre a cibercultura e assinale a
alternativa que indica corretamente a visão de cada um
dos filósofos.
Leia atentamente o texto a seguir aborda as relações entre
o espaço e suas dinâmicas socioculturais.
Gentrificação
Embora o fenômeno da gentrificação também envolva
casos de áreas de ocupação recente, sua dinâmica se
estabelece em urbanidades consolidadas por várias
gerações e diferentes situações históricas de apropriação
em zonas mais centrais das cidades. Muitos desses espaços
passam a ser conhecidos como “centros históricos”. São
construídos conceitualmente a partir do crescimento das
cidades e a consequente formação de outras centralidades
políticas e comerciais (os bairros ditos “nobres”), seguida
pela valorização que as classes médias e abastadas
atribuem a essas novas centralidades, formadas, na
maioria das vezes, com respaldo do planejamento
municipal. Os bairros e centros históricos são, comumente,
alvos de ações de reconhecimento patrimonial histórico
que passam a regular (por meio de trabalhos de
fiscalização) aspectos estéticos e paisagísticos das
edificações e da própria urbanidade.
Fonte: IPHAN. Gentrificação. Dicionário do Patrimônio. Disponível em:
http://portal.iphan.gov.br/dicionarioPatrimonioCultural/detalhes/78/gentrificacao#:~:text=Embora%20o%20fen%C3%B4meno%20da%20gentrifica
%C3%A7%C3%A3o,conhecidos%20como%20%E2%80%9Ccentros%20hist
%C3%B3ricos%E2%80%9D. (Último acesso dia 23/10 às 16 horas)
Indique a alternativa que relaciona corretamente os
centros históricos ao processo de gentrificação.
Patrícia Collins e Sirma Bilge buscam sintetizar os sentidos
de interseccionalidade enquanto um conceito fundamental
para, entre outros fins, a construção de uma educação
crítica. Nas palavras das autoras:
O principal entendimento da interseccionalidade é saber
que, em determinada sociedade, em determinado período,
as relações de poder que envolvem raça, classe e gênero,
por exemplo, não se manifestam como entidades distintas
e mutuamente excludentes. De fato, essas categorias se
sobrepõem e funcionam de maneira unificada. Além disso,
apesar de geralmente invisíveis, essas relações
interseccionais de poder afetam todos os aspectos do
convívio social.
Fonte: COLLINS, Patricia Hill; BILGE, Sirma. Interseccionalidade. Tradução
de Rane Souza. 1. ed. São Paulo: Boitempo, 2021, p. 15
Segundo o trecho, é possível entender a relação das
categorias de raça, classe e gênero como:
O documento dos Parâmetros Curriculares Nacionais,
referente ao Ensino Fundamental, define que:
(...) Na prática pedagógica, interdisciplinaridade e
transversalidade alimentam-se mutuamente, pois o
tratamento das questões trazidas pelos Temas
Transversais expõe as interrelações entre os objetos de
conhecimento, de forma que não é possível fazer um
trabalho pautado na transversalidade tomando-se uma
perspectiva disciplinar rígida. A transversalidade promove
uma compreensão abrangente dos diferentes objetos de
conhecimento, bem como a percepção da implicação do
sujeito de conhecimento na sua produção, superando a
dicotomia entre ambos. Por essa mesma via, a
transversalidade abre espaço para a inclusão de saberes
extra escolares, possibilitando a referência a sistemas de
significado construídos na realidade dos alunos.
Fonte: Parâmetros curriculares nacionais: apresentação dos temas
transversais, ética / Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília:
MEC/SEF, 1997, p.31. 146p. Disponível em:
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ttransversais.pdf (Último
acesso em 19/10/2024 às 16h)
Segundo o documento citado, os temas transversais são
importantes pois:
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (2018) e
a Lei 10.639 de 09/01/203 marque a alternativa que
apresenta corretamente um objeto do conhecimento que
responde às duas regulamentações citadas.
No ano de 1894, o governo do estado de Santa Catarina
decidiu modificar o nome da cidade de Desterro,
intitulando-a de Cidade de Floriano, ou como conhecemos,
Florianópolis.
Fonte: http://portal.iphan.gov.br/ (último acesso: 18/10/24 às 10 horas).
Considerando o contexto histórico que marcou o início da
1ª República no Brasil, é correto afirmar que a troca de
nome da cidade ocorreu em virtude da (o):
Leia o fragmento abaixo:
“O nosso sertanejo disfarça, esconde, mistifica sua
culinária quando tem visitas. Crê ficar desonrado servindo
coalhada com carne de sol, costelas de carneiro com pirão
de leite, paçoca com bananas, milho cozido, feijão verde, o
mugunzá que o africano ensinou e a carne moquecada que
ele aprendeu com o indígena. Nada mais antipatriótico e
desumano que esta modéstia criminosa”.
Fonte: CASCUDO, Luís da Câmara. Viajando o sertão. 4ª ed. São Paulo:
Global, 2009, p.39.
A partir da leitura do fragmento acima e dos diferentes
contextos históricos que marcaram a colonização
portuguesa do Brasil, assim como os períodos posteriores,
é correto afirmar que o autor identifica, a partir da
culinária sertaneja e suas características:
Leia o fragmento abaixo:
(...) Quantos eram e de onde vinham os africanos? É inútil
buscar informações sobre a presença africana entre os
escravos de Santa Catarina na historiografia. Graças a
Oswaldo Cabral, Walter Piazza e Fernando Henrique
Cardoso, a escravidão africana em Santa Catarina é vista
como diferente daquela de outras regiões do país, por
causa de um supostamente distinto “sentido da
colonização”. Para esses autores, a ocupação efetiva da
ilha de Santa Catarina e do litoral adjacente em meados do
século XVIII, por política expressa da Coroa portuguesa,
que implicou na fortificação da Ilha e na vinda de casais
açorianos como colonos, ter-se-ia resumido a interesses
militares estratégicos. Partindo desse distinto “sentido da
colonização”, tais autores mostraram a escravidão na ilha e
no litoral adjacente sempre como menos importante do
que aquela das regiões agroexportadoras. Não tendo esse
território sido explorado para produção voltada à
exportação, os “poucos” escravos teriam servido como
apoio à produção de alimentos para o abastecimento, e
sido elementos de distinção social, predominantemente
domésticos e urbanos.
Fonte: MAMIGONIAN, Beatriz. Africanos em Santa Catarina: Escravidão e
identidade étnica (1750-1850), p.570. In: FRAGOSO, João; FLORENTINO,
Manolo; JUCÁ, Antônio Carlos e CAMPOS, Adriana (Orgs.). Nas rotas do
Império: eixos mercantis, tráfico e relações sociais no mundo português.
Vitória: EDUFES, 2014.
A partir da análise do texto e considerando o debate
historiográfico apresentado pela autora, podemos concluir
que:
O texto a seguir é um trecho do relato de experiência das
professoras Mariana Brito - Geografia - e Letícia Ferreira -
História - em uma aula de campo no Cais do Valongo,
Patrimônio da Humanidade, localizado no Rio de Janeiro.
Neste ponto, nos aproximamos dos vestígios arqueológicos
que atestam o funcionamento do maior complexo
escravista das Américas. Através de pinturas antigas,
enviadas previamente aos alunos pelo aplicativo de celular
WhatsApp e de informações colhidas nos pontos
anteriores, fizemos o exercício de imaginar aquela região
como epicentro do comércio negreiro e local de grande
concentração de pessoas negras cativas ou não. (...) Após
isso, os alunos interrogaram sobre as razões de existirem
diferentes níveis, pisos e materiais no sítio arqueológico.
Narramos então os motivos que deram origem a diferentes
rugosidades naquela paisagem, especialmente as obras de
1843 que deram origem ao Cais da Imperatriz. (...) Durante
o projeto de reformas urbanísticas no Centro da Cidade,
promovidas entre 1902 e 1904, pelo Prefeito Francisco
Pereira Passos, o local foi novamente aterrado e por fim
afastado da borda d’água, passando a se chamar Praça
Jornal do Comércio. Nesse ponto de parada, usamos a
metáfora do Palimpsesto, comparando o Cais/Praça a um
documento histórico, um papiro que foi apagado, rasgado
e reutilizado para um reescritura subsequente.
Fonte: FERREIRA, Letícia dos Santos; BRITO, Mariana Vieira de.
EDUCAÇÃO DECOLONIAL:: a paisagem e a História negra nas narrativas do
centro do Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Educação em Geografia, [S.
l.], v. 11, n. 21, p. 05–32, 2022. DOI: 10.46789/edugeo.v11i21.1152.
Disponível em:
https://revistaedugeo.com.br/revistaedugeo/article/view/1152. (Último
acesso em: 23/10/2024 às 15h)
Marque a alternativa que indica corretamente o uso da
interdisciplinaridade na atividade relatada.
O coronelismo, enquanto um fenômeno político e social,
marcou a história do Brasil, especialmente durante a
Primeira República (1889-1930).
A respeito desse fenômeno, assinale a alternativa correta.
Leia a notícia que segue abaixo:
Um relatório da Comissão Pastoral da Terra divulgado
nesta segunda-feira (22) mostra que o número de conflitos
no campo bateu recorde em 2023, primeiro ano do
governo Luiz Inácio Lula da Silva. Foram 2.203 ocorrências
e 31 mortes. É o maior número da série histórica, iniciada
em 1985.
De acordo com o levantamento, o recorde anterior foi
registrado em 2020, com 2.050 casos. Naquele ano, houve
um número maior de óbitos do que em 2023: 47. Segundo
os números divulgados pela Comissão, na última década, a
tendência registrada foi de ritmo ascendente nos conflitos,
com reduções nos anos de 2015 e de 2021.
Segundo a Comissão, nos conflitos por terra, os indígenas
são a categoria que mais sofre violências: 29,6%. A falta de
demarcação de terras e as invasões são uma realidade
constante enfrentada por essa população, o que contribui
para as mortes violentas (...)
O relatório destaca que não há proteção por parte do
Estado e “nem condições necessárias para produção e
reprodução da vida em territórios livres da ação do
agronegócio”, outro setor que pressiona os territórios
indígenas.
Fonte: Nexo. Conflitos no campo batem recorde em 2023, diz a Pastoral
da Terra. Disponível em:
https://www.nexojornal.com.br/extra/2024/04/22/conflitos-camporecorde-2023. (Último acesso dia 18/10/2024 às 16 horas)
De acordo com a Proposta Curricular da Rede Municipal de
Ensino de Florianópolis (2016), orienta-se que a prática
do/a professor/a de História procure:
Mais produtivo do que simplesmente criticar os traços
característicos das culturas juvenis é assumir nossa
ignorância acerca delas, e desenvolver estratégias para
compreender suas demandas e os modos pelos quais a
juventude é vivida na escola (Dayrell, 2007). Isso não
obriga ninguém a gostar das marcas das culturas juvenis,
muito menos a se inserir nelas, e nem elimina a
possibilidade de que se possa criticá-las. Querer conhecer
as culturas juvenis, nas quais nossos alunos estão imersos,
é uma atitude de respeito para com eles, mesmo que
venhamos a discordar de muito do que elas propõem. (...)
A coleta de dados recaiu sobre os elementos visuais mais
destacados ao observar os alunos da escola. (…) Os alunos
ficaram francamente admirados, e suas opiniões oscilaram
entre desconfiar que eles estivessem sendo vigiados e
valorizar que finalmente o que eles diziam e pensavam
fazia parte das aulas. De todo modo, houve um nítido
interesse na discussão e uma renovada atenção nas
atividades.
Fonte: SEFFNER, Fernando. De fontes e mananciais para o ensino de
História in: RODRIGUES, Rogério Rosa. Possibilidades de pesquisa em
História. São Paulo: Contexto, 2017, p. 253-254.
A partir do texto, avalie as frases a seguir acerca das
relações entre os docentes e as identidades juvenis.
1. Compreender as culturas juvenis presentes na escola é
uma forma de respeito aos alunos, mesmo que o professor
discorde de certos aspectos dessas culturas;
2. Para se relacionar com as culturas juvenis, os
professores precisam necessariamente gostar e se inserir
nessas manifestações, eliminando qualquer crítica
possível;
3. Ao demonstrar interesse pelas culturas juvenis, os
professores podem despertar maior engajamento e
atenção dos alunos nas atividades escolares;
4. Assumir a ignorância sobre as culturas juvenis e buscar
conhecê-las contribui para uma postura mais produtiva e
dialógica em sala de aula, ampliando a compreensão das
demandas dos jovens;
5. Observar e coletar dados sobre as expressões visuais dos
alunos leva os estudantes a se sentirem vigiados, sem
gerar discussões produtivas ou interesse nas atividades
escolares.
Assinale a alternativa que indica as frases que estão em
acordo com a proposta do texto:
Com base no texto sobre os eixos temáticos para o ensino
de História, presente na Proposta Curricular da Rede
Municipal de Florianópolis (2016), assinale a alternativa
correta.