Questões de Concursos

selecione os filtros para encontrar suas questões de concursos e clique no botão abaixo para filtrar e resolver.

Publicidade
Leia o texto a seguir:

 “Frau Diller era uma mulher irritadiça, de óculos grossos e olhar implacável. Tinha criado esse olhar nefando para desestimular a própria ideia de alguém roubar sua loja, que ela ocupava com postura militar, voz gélida e até uma respiração que cheirava “heil Hitler”. A loja em si era branca e fria, completamente exangue. A casinha espremida ao seu lado tremia com um pouco mais de severidade do que as outras construções da Rua Himmel. Frau Diller administrava esse sentimento, servindo-o como o único produto grátis de suas instalações. Ela vivia para sua loja, e sua loja vivia para o Terceiro Reich. Mesmo quando começou o racionamento, mais para o fim do ano, sabia-se que ela vendia por baixo do pano algumas mercadorias difíceis de obter e doava o dinheiro para o Partido Nazista”.
(ZUSAK, Markus. A menina que roubava livros. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2008. p.37.)

O texto retrata o comportamento de uma comerciante na Alemanha nazista. Com base nos conhecimentos sobre a Segunda Guerra Mundial, assinale a alternativa incorreta:
A garantia constitucional que protege o cidadão cuja liberdade de ir e vir seja cerceada por ato administrativo praticado sem a devida observância do princípio da legalidade é

Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta. Sobre a franco-colombiana Ingrid Betancourt pode-se afirmar que:


I. Foi sequestrada em 2002 durante sua campanha à presidência da Colômbia.


II. Foi uma das mais importantes reféns das FARC (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).


III. Permaneceu em cativeiro por quase 4 anos.


IV. Lançou uma autobiografia onde narra o cotidiano no cativeiro, e a intervenção política dos presidentes da Venezuela Hugo Chavez, e da França, Nicolas Sarkozy, que foram determinantes para sua libertação.


A alternativa que apresenta os itens corretos é:

Um rio do Éden
29 de agosto de 2013 | 2h 19. Luiz Fernando Veríssimo - O Estado de S. Paulo.

 O meu relógio biológico é um Rolex. Não, brincadeira. Nós todos temos um relógio dentro de nós que sempre "sabe" exatamente que horas são, embora nem todo mundo saiba que ele sabe, ou confie nele. O relógio biológico funciona mais ou menos como uma portaria de hotel, à qual você pede para ser acordado a certa hora. Ou como um despertador, que você marca para acordá-lo. O relógio interior pode falhar - as portarias de hotel e os despertadores também falham -, mas sempre que não acreditei no meu me arrependi. O que aconteceu mais de uma vez foi que o relógio biológico me acordou e fiquei na cama, aflito para saber se a portaria iria se lembrar ou o despertador funcionar, e acabei me atrasando. E minha tese é que quando o relógio biológico não nos acorda é porque, no fundo, não queremos acordar. Algum outro instrumento instintivo que carregamos sem saber prevaleceu e neutralizou o relógio.

 É fascinante essa ideia de que trazemos nos genes recursos, impulsos, fobias e encargos dos quais não nos damos conta, como relógios embutidos ligados a alguma fonte inimaginavelmente precisa de tempo certo. Somos portadores de mensagens cifradas que não conhecemos, e não entenderíamos se conhecêssemos. Há uma teoria segundo a qual o pavor universal de cobras vem de um resquício do passado reptiliano que ficou num dos cantos primitivos do nosso cérebro. E a mais nobre e misteriosa missão que nossos genes realizam à nossa revelia é a de trazer nosso DNA desde as origens da espécie humana até agora. Ninguém nos contratou, mas nossa função no mundo é transportar DNA.

 O famoso biólogo darwinista Richard Dawkins deu um título poético a um dos seus livros: River Out of Eden. Tirado de Gênese 2:10 "E saía um rio do Éden para regar o jardim, e dali se dividia". O rio do Éden de Dawkins e de DNA, e passa por todos nós.

Disponível em http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,um-rio-do-eden-,1069085,0.htm. Acesso em 6/9/2013. 
Considerando o uso das palavras no texto, numere a segunda coluna de acordo com a primeira. 

(1) Rolex
(2)gene
(3) DNA
(4) darwinista
(5) Gênese
(6) Éden

(...) sigla que abrevia o termo ácido desoxirribonucleico (ADN, em portuquês).
(...) que está de acordo com a teoria evolucionista do naturalista inglês Charles Robert Darwin (1809-1882).
(...) marca de relógio suíço de luxo, considerado, por muitos, um símbolo de status. 
(...) menos usado que Gênesis: é o primeiro livro tanto da Bíblia Hebraica como da Bíblia Cristã
(...) jardim em que Adão e Eva viveram; paraíso.
(...) unidade fundamental, física e funcional da hereditariedade.

A sequência numérica correta é:

Na Antiguidade, Grécia e Roma forneceram as bases para a Civilização Ocidental. Com o fim do Império Romano, a Europa conheceu, ao longo da Idade Média, uma forma de organização da sociedade denominada feudalismo, assentada na terra, no domínio da nobreza e no trabalho servil. A Idade Moderna foi a transição do sistema feudal à moderna era capitalista, assinalada pelo absolutismo político, pela expansão do comércio e da exploração colonial, além da intolerância religiosa e política.

A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra, consolida o capitalismo como sistema dominante, que se universaliza, atingindo todas as regiões do planeta. A Primeira Guerra Mundial deveu-se, em larga medida, às disputas entre potências imperialistas. A crise econômica que se seguiu ao conflito gerou a Grande Depressão dos anos 1930, que estimulou o surgimento de regimes políticos totalitários e foi decisiva para a Segunda Guerra. Nas décadas que se seguiram, o mundo se dividiu em dois pólos de influência sob o comando de Washington e Moscou, situação que se encerra formalmente com o fim da União Soviética. Foi também nesse período que as antigas colônias asiáticas e africanas tornaram-se independentes e surgiu o conceito de Terceiro Mundo. A expansão capitalista em escala universal permite que se fale, nas décadas finais do século XX, em globalização. Mais do que nunca, o domínio do saber impulsiona o avanço da economia.

Tendo essas informações como referência inicial e considerando aspectos marcantes da história mundial, julgue os itens seguintes.

O fim da URSS não alterou o sistema de poder existente no mundo.

       A República foi proclamada, no Brasil, em 1889. Até 1930, o regime republicano foi caracterizado pelo elitismo oligárquico, por eleições fraudulentas e pela exclusão social. Durante a Era Vargas, o país entrou em processo de modernização, mas conviveu, durante muito tempo, com a ditadura do Estado Novo. A redemocratização de 1945 possibilitou o surgimento de grandes partidos políticos, de eleições periódicas, mas também de crises sucessivas, entre as quais a que levou Getúlio à morte e a suscitada pela renúncia de Jânio Quadros. A Era JK (1956-1961) foi marcada pelo desenvolvimentismo, mas com forte dependência dos capitais estrangeiros e com crescente inflação. Em 1964, um golpe de Estado derrubou o presidente Goulart e deu início a vinte e um anos de regime militar. Em 1985, a eleição indireta de Tancredo Neves e José Sarney iniciou a nova fase democrática, que teve na Constituição de 1988 seu marco jurídicoinstitucional.

A partir dessas informações e considerando a História do Brasil contemporâneo, julgue os itens subseqüentes.

Na chamada República Velha (1889-1930), a democracia era plena e o voto, além de secreto, era direito de todos.

Desde 1648, as Forças Armadas do Brasil têm sido invocadas a lutar em defesa da soberania brasileira e para suprimir rebeliões civis. A respeito da organização das Forças Armadas do Brasil, assinale a alternativa INCORRETA.
Sobre o crime de ameaça:
Sobre a ação penal nos crimes militares, verifica-se que
Considere que um cidadão alemão de vinte e um anos de idade, em viagem de turismo ao Brasil, tenha sido preso em flagrante delito, pelo crime de furto, por policial militar. Nessa situação,
Assinale a alternativa correta:
Assinale a alternativa correta no que concerne às atribuições do presidente da República previstas no texto constitucional.
Marque a alternativa CORRETA:
No que se refere a períodos significativos da história do Brasil, julgue os itens subsequentes.

Durante o período colonial, predominou o trabalho escravo indígena nos engenhos de açúcar do Nordeste brasileiro.
A Amazônia é frequentemente alvo de debates ecológicos mundiais de caráter generalista e que negligenciam aspectos mais simples e diretos relacionados com seu meio ambiente. Uma relação simples no ecossistema amazônico é estabelecida entre o enunciado abaixo e a alternativa correta.

Assinale-a.

Evitar o processo de desmatamento para evitar:
Em um sistema hermeticamente fechado observou-se que a temperatura passou de 120 a 300 graus. Notou- se também que a pressão aumentou.
 
Neste caso, podemos afirmar que
A contemporaneidade iniciou-se, entre fins do século XVIII e ao longo do XIX, sob o impacto de dupla revolução: a econômica, representada pela Revolução Industrial, e a política, com a Revolução Francesa de 1789 e as Revoluções Liberais Burguesas de 1820, 1830 e 1848. A moderna industrialização consolidou o capitalismo como sistema econômico dominante, expandindo-se rapidamente (imperialismo e neocolonialismo). Disputas entre potências levaram às duas guerras mundiais do século XX. O Brasil, independente em 1822, foi a única monarquia americana e manteve a escravidão até 1888. Proclamada a República, o país não deixou de ser elitista e socialmente excludente (República Velha). A Era Vargas iniciou a modernização do país. Entre 1945 e 1964, o Brasil viveu conturbado processo de democratização, interrompido por um golpe de Estado. Depois de 21 anos, a nação recuperou o sentido da democracia e procura avançar em termos de direitos sociais, o que a Constituição de 1988 procura expressar.

Considerando as informações do texto acima e a História Contemporânea mundial e brasileira, julgue os itens de 104 a 114.
O tenentismo foi um movimento militar que, nos anos 20 do século XX, levantou-se para sustentar os governos da República Velha.
Texto I
Aí pelas três da tarde
(Raduan Nassar)

Nesta sala atulhada de mesas, máquinas e papéis, onde invejáveis escreventes dividiram entre si o bom-senso do mundo, aplicando-se em ideias claras apesar do ruído e do mormaço, seguros ao se pronunciarem sobre problemas que afligem o homem moderno (espécie da qual você, milenarmente cansado, talvez se sinta um tanto excluído), largue tudo de repente sob os olhares à sua volta, componha uma cara de louco quieto e perigoso, faça os gestos mais calmos quanto os tais escribas mais severos, dê um largo “ciao" ao trabalho do dia, assim como quem se despede da vida, e surpreenda pouco mais tarde, com sua presença em hora tão insólita, os que estiveram em casa ocupados na limpeza dos armários, que você não sabia antes como era conduzida. Convém não responder aos olhares interrogativos, deixando crescer, por instantes, a intensa expectativa que se instala. Mas não exagere na medida e suba sem demora ao quarto, libertando aí os pés das meias e dos sapatos, tirando a roupa do corpo como se retirasse a importância das coisas, pondo-se enfim em vestes mínimas, quem sabe até em pelo, mas sem ferir o pudor (o seu pudor bem entendido), e aceitando ao mesmo tempo, como boa verdade provisória, toda mudança de comportamento. Feito um banhista incerto, assome depois com uma nudez no trampolim do patamar e avance dois passos como se fosse beirar um salto, silenciando de vez, embaixo, o surto abafado dos comentários. Nada de grandes lances. Desça, sem pressa, degrau por degrau, sendo tolerante com o espanto (coitados!) dos pobres familiares, que cobrem a boca com a mão enquanto se comprimem ao pé da escada. Passe por eles calado, circule pela casa toda como se andasse numa praia deserta (mas sempre com a mesma cara de louco ainda não precipitado), e se achegue depois, com cuidado e ternura, junto à rede languidamente envergada entre plantas la no terraço. Largue-se nela como quem se larga na vida, e vá fundo nesse mergulho: cerre as abas da rede sobre os olhos e, com um impulso do pé (já não importa em que apoio), goze a fantasia de se sentir embalado pelo mundo.
Os parênteses, geralmente, introduzem um comentário acessório no texto. Assim, em “(espécie da qual voce, milenarmente cansado, talvez se sinta um tanto excluído)”, considerando o contexto, com o trecho em destaque; o autor pretende dizer que o interlocutor:
A colonização do Brasil assentou-se, fundamentalmente, no latifúndio, na monocultura e no trabalho escravo. Proclamada a independência, não houve efetiva ruptura com o passado colonial. A abolição da escravidão, por exemplo, somente se deu em fins do século XIX, ainda assim inconclusa. A República Velha, nascida de um golpe de Estado, representou o domínio das oligarquias, com forte exclusão social e processos políticos viciados. A Revolução de 1930 inaugurou a Era Vargas e o início da modernização do país. Depois da ditadura do Estado Novo, o país iniciou o processo de aprendizado democrático em meio a crises agudas, que culminaram com o golpe de 1964. Após 21 anos de regime militar, restaurou-se a democracia, cujo grande marco definidor é a Constituição de 1988.

Considerando as informações acima e os aspectos significativos da História do Brasil, julgue os itens de 36 a 55

O centro-oeste foi a primeira área do território brasileiro a ser ocupada pelos colonizadores.

Página 45
Publicidade