Diógenes de Sinope refletia que a natureza é o grande paradigma para qualquer conduta, diz Rachel Gazolla, professora de
História da Filosofia Antiga da Pontifícia Universidade Católica
de São Paulo (PUC-SP). Eles, os cínicos, se declaravam cidadãos
do mundo. Acreditavam que o homem deve ser autônomo e
autossuficiente tratando o mundo com indiferença, pois a
felicidade deve vir de dentro do homem e não do seu exterior. (Filosofia Antiga. departamentodeantiga.blogspot.com. Adaptado.)
Um fato peculiar de Diógenes seria seu encontro com Alexandre, O grande, homem mais poderoso conhecido na época. São
concepções de Diógenes de Sinope e de outros seguidores do
Cinismo:
Algo que me deixava irritado era a improdutiva polêmica se
cinema é arte ou não: já não me irrito, porque percebi que os
que dizem não, o fazem apenas por esporte. O esporte de irritar
os outros. Todo filme em potencial faz pensar. Do mais bobo ao
mais hermético. E o mais bobo pode ser muito mais filosófico do
que o hermético. Entretanto, quando a função é exclusivamente
entreter, ainda que faça pensar (acidentalmente), será mais
pobre. Então, se a função é de saída pensar, a chance de ser
mais rico é maior. (Paranhos, 2003.In: Revista Filosofia, Ciência & Vida. Nº 4. Editora
Escala Educacional, p. 56.) Em pouco tempo o cinema se tornou uma indústria; e hoje não
podemos falar sobre ela sem mencionarmos a indústria cultural. Nos deparamos, às vezes, com uma banalização generalizada e com uma crescente padronização dos produtos culturais, que cada vez mais se apresentam simplificados. Na
lógica da indústria cultural:
Resolvido o problema de relação entre filosofia e mito, temos
ainda um outro problema a solucionar: o que tornou possível o
surgimento da filosofia na Grécia no final do século VII a.C.?
Quais as condições materiais, econômicas, sociais, políticas e
históricas que permitiram tal coisa? Esse tem sido, ao longo do
tempo, um ponto comum nos questionamentos e estudos
acerca da emergência da Filosofia, quando se trata dos gregos.
(CHAUÍ, 2003.)
A política estimula um pensamento e um discurso que não
procuram ser formulados por seitas secretas dos iniciados em
mistérios sagrados. A ideia de um pensamento que todos
podem compreender e discutir, comunicar e transmitir foi fundamental para a chegada da filosofia, que teve, também, entre
condições históricas favoráveis para seu surgimento:
Fazei, ó Senhor, que voltemos já para Vós para nós não submergirmos, porque o nosso bem, que sois Vós mesmo vive, sem
deficiência alguma, em Vós. Apesar de nos termos precipitado
do nosso bem, não temos receio de o não encontrar quando
voltarmos; porque, na nossa ausência, não desaba a nossa morada — a vossa eternidade. (STO. AGOSTINHO: Confissões (397/401) Confissões – Santo Agostinho
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O tempo é, e sempre tem sido, um problema filosófico de
grande interesse, principalmente em nossa época. Aliás, não
só para filósofos e cientistas, mas também para o indivíduo
comum, que está acostumado a organizar e realizar suas tarefas e experiências de acordo com a ideia de tempo concebida
como sucessão de instantes traduzida em presente, passado e
futuro. Agostinho de Hipona (354-430) foi um dos grandes pensadores a se preocupar com esta problemática e, dentre suas
reflexões sobre o tema, é possível afirmar que:
O que é ser moral? Para que ser moral? As respostas a essas
duas questões são cruciais para orientarmos nossa conduta
em relação aos outros e a nós mesmos. O que entendemos
por “bem” ou por “mal” pode definir que tipo de pessoa
queremos ser e que compromisso temos com os valores
éticos e morais. Os conceitos de moral e ética, ainda que
diferentes, são com frequência usados como sinônimos. Em
um primeiro momento, o sujeito moral é o que age bem ou
mal ao acatar ou transgredir as regras morais admitidas em
determinada época ou por um grupo de pessoas. No
entanto, essa definição é incompleta. A moral refere-se à
ação moral concreta, quando nos perguntamos: o que devo
fazer? Como devo agir nessa situação? O que é certo? O que
é condenável? [...] (FREITAG, Bárbara, 1989.) Podemos estabelecer algumas diferenças entre valores éticos
e morais, bem como, em relação às teorias que se estabelecem
acerca do tema, já que essas definições variam de acordo com
a abordagem de cada filósofo. Em Aristóteles, por exemplo:
De acordo com o que pensou Thomas Hobbes (ibid., p. 41-42), o
“pacto de união” logo no começo da sua história política formalizaria uma importante declaração contratual: “autorizo e
cedo meu direito de governar a mim mesmo a este homem ou
a esta assembleia de homens, com a seguinte condição: que tu
também lhe cedas teu direito e autorize todas as suas ações do
mesmo modo”. (Leviatã: 112 apud Bobbio.)
Thomas Hobbes foi um filósofo e teórico político inglês,
sendo um dos formuladores da teoria contratualista. Trata-se de um dos pensamentos essenciais no modelo político
de Hobbes:
A política do “pão e circo” (que no capitalismo apresenta de
forma nítida sua extemporalidade), as execuções escabrosas de
condenados e outros atentados contra a dignidade humana
constituem um elemento indissociável do desenvolvimento civilizatório. Todos esses fenômenos sociais apresentam o ponto
comum de associarem intrinsecamente a exaltação da visibilidade, da crueldade e do entretenimento público como mecanismos de poder sobre a subjetividade popular. O espetáculo
apropriado pelo poder estabelecido muitas vezes apresenta uma
capacidade de submissão das massas mais intensa que uma
violência legítima do Estado. (Bittencourt, 1996. In: Revista Filosofia, Ciência & Vida. Nº 8-EditoraEscala Educacional, p. 56.) Dentre os grandes debates da contemporaneidade, a questão
do desenvolvimento midiático e as suas influências no cotidiano são sempre pauta importante. Jean Baudrillard dedica
seus estudos, dentre outros assuntos, à compreensão da sociedade de massa e à massificação da sociedade. Aponta para o
que ele qualificou de hiper-realidade, que condiz com a ideia:
Ser artista de vanguarda, ainda que de vanguarda em crise,
significa, em primeiro lugar, acreditar no conteúdo de verdade
da arte. Isto é, acreditar que a arte expressa algo de essencialmente verdadeiro que não pode ser alcançado por outros
caminhos. Em segundo lugar, significa acreditar que esse algo,
uma vez revelado, possa mudar a relação entre as pessoas e as
coisas. (MAMMI, Lorenzo. In: TASSINARI et al. Nuno Ramos. São Paulo: Ática,1977. p. 200-1.) A relação que se estabelece entre arte e filosofia está presente
nas discussões sobre estética desde os primórdios da teoria da
arte (e mesmo antes de que ela assim fosse nomeada). Observa-se uma constante necessidade de discutir a prática criativa através das discussões filosóficas. Platão e Aristóteles trouxeram importantes considerações sobre a estética, sendo que:
Radioactive, filme sobre a vida e a obra da cientista Marie Curie,
estreou na Netflix; é o tipo de cinebiografia que consegue
fascinar e irritar o espectador em proporções quase idênticas.
Quando todos os elementos são postos na balança, o saldo
acaba sendo positivo – por pouco. Para quem já sabe uma coisa
ou outra sobre a trajetória de Curie, talvez o maior problema
seja a gana de temperar com toneladas de dramaticidade uma
vida que já é suficientemente extraordinária sem qualquer
adorno extra – e isso tanto no pessoal quanto no profissional,
como diria um certo apresentador de TV. Nascida na Polônia,
Curie passou anos lutando para se sustentar como estudante
pobre em Paris até iniciar uma carreira científica de tremendo
impacto. (Disponível em: noticiasaominuto.com.br.) Marie Skłodowska Curie, mais conhecida como Marie Curie, foi
uma cientista que descobriu os elementos químicos rádio e
polônio. Ela também:
Na obra “A estrutura das revoluções científicas”, o filósofo estadunidense Thomas Kuhn desenvolve uma nova noção de paradigma para a ciência. Não se trata de um conceito simples. O
importante é compreender que o trabalho científico desenvolve-se com base no modelo consensual adotado pelos cientistas. Sua primeira obra intitula-se “A revolução copernicana”;
mas foi no livro “A estrutura das revoluções cientificas” que
assentou seu público filosófico. (Aranha, 2016.) Para kuhn, a ciência progride pela tradição intelectual do
seu tempo. Uma das suas conceituações – Paradigma – é:
A fusão das telecomunicações, da informática, da imprensa, da
edição, da televisão, do cinema e dos jogos eletrônicos em uma
indústria unificada da multimídia é o aspecto da revolução digital que os jornalistas mais enfatizam. Mas não é o único, nem
talvez o mais importante. Escolhas políticas e culturais fundamentais abrem-se diante dos governos, dos grandes atores
econômicos, dos cidadãos. Não se trata apenas de raciocinar em
termos de impacto (qual o impacto das “infovias” na vida política, econômica ou cultural?), mas também em termos de projeto (com que objetivo queremos desenvolver as redes digitais
de comunicação interativa?).
(LÉVY, Pierre. A inteligência coletiva. Por uma antropologia do ciberespaço. 4.
ed. São Paulo: Loyola, 2003. p. 13. Adaptado.)
As preocupações sociológicas e filosóficas com as questões relacionadas à expansão e dominação que as mídias impunham, já
era uma das pautas dos filósofos da Escola de Frankfurt, cujas
reflexões ainda orientam estudos até hoje. Foi nessa escola
filosófica que surgiu o termo “indústria cultural”, dentre outros.
São ideias de seus representantes: