Questões de Concursos

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Sobre o período Pré-socrático, assinale a alternativa CORRETA.
Se os filósofos não forem reis nas cidades ou se os que hoje são chamados reis e soberanos não forem filósofos genuínos e capazes e se, numa mesma pessoa, não coincidirem poder político e filosofia e não for barrada agora, sob coerção, a caminhada das diversas naturezas que, em separado buscam uma dessas duas metas, não é possível, caro Glaucon, que haja para as cidades uma trégua de males e, penso, nem para o gênero humano.
PLATÃO. A República. São Paulo: Martins Fontes, 2014.
A tese apresentada pressupõe a necessidade do conhecimento verdadeiro para a
Leia o fragmento para responder à questão
“É verdade que nas democracias o povo parece fazer o que quer; mas a liberdade política não consiste em se fazer o que se quer. Em um Estado, isto é, numa sociedade onde existem leis, a liberdade só pode consistir em poder fazer o que se deve querer e em não ser forçado a fazer o que não se tem o direito de querer. Deve-se ter em mente o que é a independência e o que é a liberdade. A liberdade é o direito de fazer tudo o que as leis permitem; e se um cidadão pudesse fazer o que elas proíbem ele já não teria liberdade, porque os outros também teriam esse poder.” (MONTESQUIEU. O espírito das leis. São Paulo: Martins Fontes, 1996, p.166)
O artigo 7o , inciso IV, da Constituição Federal determina o salário mínimo como uma quantia em dinheiro capaz de suprir uma família com “moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo”. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), essa quantia seria, em maio de 2017, R$ 3.869,92. É correto afirmar, com base no fragmento e nos dados apresentados, que a demanda de uma categoria de trabalhadores por esse salário
Vivendo em um período em que as teorias do ensino de Filosofia possuíam uma tendência pragmática, esse filósofo desenvolveu sua atenção para o ensino de Filosofia, esboçando três textos sobre o assunto: o primeiro é um parecer manifestando o significado da Filosofia para os jovens do ginásio. O segundo é uma breve carta dirigida ao conselheiro Niethammer, com poucas linhas, mas em tom bastante marcante, posicionando com respeito o conflito entre forma e conteúdo. Por fim, o terceiro é uma carta dirigida ao real conselheiro do governo prussiano e ao professor Friedrich V. Raumer, explorando o ensino da Filosofia nas universidades. Segundo o filósofo, a universidade é o local mais adequado para o ensino da Filosofia, porque nesse lugar se pode esperar e exigir dos alunos determinadas posturas que somente a maturidade proporciona. A qual filósofo o contexto apresentado se refere?
“(...) Em primeiro lugar, como ninguém pode amar uma coisa de todo ignorada, deve- -se examinar com diligência de que natureza é o amor dos estudantes, entendendo-se por estudantes os que ainda não sabem, mas desejam saber. Naqueles casos em que a palavra estudo não é usual, podem existir amores de ouvido: como quando o ânimo se acende em desejo de ver e de gozar devido à fama de alguma beleza, porque possui uma noção genérica das belezas corpóreas pelo fato de ter visto muitas delas, e existe no interior dele algo que aprova o que no exterior é cobiçado. Quando isto acontece, o amor não é paixão de uma coisa ignorada, pois já conhece seu gênero. Quando amamos um varão bondoso, cujo rosto nunca vimos, amamo-lo pela notícia das virtudes que conhecemos na própria verdade”

SANTO AGOSTINHO, De Trinitade, livro 10.

A partir do texto de Santo Agostinho, assinale a alternativa CORRETA.
No seu primeiro dia de aula, o professor de Filosofia se deparou com a seguinte pergunta de um aluno: “por que estudar Filosofia? Filósofo é alguém louco, professor?”. Acrescentou outro aluno: “não gosto de Filosofia porque tira a fé da gente”! Para responder os questionamentos, considerando a definição, a função e a forma de considerar a disciplina de Filosofia, o professor fez as seguintes afirmações:
I. Prezados alunos! Quem nunca se perguntou um dia sobre a finitude da vida? II. Quem aqui já ouviu ou já fez uma crítica ao governo? Ou até mesmo uma autocrítica as suas atitudes e suas ideias? III. Quem já não teve dúvidas ou angústias ao tomar uma decisão ou pensar sobre algo da vida? IV. É natural ao ser humano ter certezas, dúvidas, viver e construir realidades. Portanto, alunos, a Filosofia não é apenas uma disciplina, ela é um olhar que o ser humano tem sobre a própria realidade, manifestando-se em forma de perguntas, dúvidas, certezas ou angústias.
Quais estão corretas?

Do nascimento do Estado moderno até a Revolução Francesa, ou seja, do século XVI aos fins do século XVIII, a filosofia política foi obrigada a reformular grande parte de suas teses, devido às mudanças ocorridas naquele período. O que se buscou na modernidade iluminista foi fortalecer a filosofia em uma configuração contrária aos dogmas políticos que reforçavam a crença em uma autoridade divina.

(Thiago Rodrigo Nappi. “Tradição e inovação na teoria das formas

de governo: Montesquieu e a ideia de despotismo”.

In: Historiæ, vol. 3, no 3, 2012. Adaptado.)


O filósofo iluminista Montesquieu, autor de Do espírito das leis, criticou o absolutismo e propôs

Considere o fragmento a seguir.

“Indubitavelmente, quando lograssem introduzir na consciência dos felizes sua própria miséria, toda a miséria, de modo que estes um dia começassem a se envergonhar da sua felicidade, e dissessem talvez uns aos outros: é uma vergonha ser feliz!”

(NIETZSCHE, Friedrich. Genealogia da Moral. Tradução de Paulo Cézar de Souza. São Paulo: Companhia de Bolso, 2018, pg. 105)

Nesse fragmento, Nietzsche faz referência aos
TEXTO I
Gerineldo dorme porque já está conformado com o seu mundo. Porque já sabe tudo o que lhe pode acontecer após haver submetido todos os objetos que o rodeiam a um minucioso inventário de possibilidades. Seu apartamento, mais que um apartamento, é uma teoria de sorte e de azar. Melhor que ninguém, Gerineldo conhece o coeficiente da dilatação de suas janelas e mantém marcado no termômetro, com uma linha vermelha, o ponto em que se quebrarão os vidros, despedaçados em estilhaços de morte. Sabe que os arquitetos e os engenheiros já previram tudo, menos o que nunca já aconteceu.
MÁRQUEZ, G. G. O pessimista. In: Textos do Caribe. Rio de Janeiro: Record, 1981.

TEXTO II
A situação é o sujeito inteiro (ele não é nada a não ser a sua situação) e é também a coisa inteira (nunca há mais nada senão as coisas). É o sujeito a elucidar as coisas pela sua própria superação, se assim quisermos; ou são as coisas a reenviar ao sujeito a imagem dele. É a total facticidade, a contingência absoluta do mundo, do meu nascimento, do meu lugar, do meu passado, dos meus redores — e é a minha liberdade sem limites que faz com que haja para mim uma facticidade.
SARTRE, J.-P. O ser e o nada: ensaio de ontologia fenomenológica. Petrópolis: Vozes, 1997 (adaptado).

A postura determinista adotada pelo personagem Gerineldo contrasta com a ideia existencialista contida no pensamento filosófico de Sartre porque
“Há crianças vendidas por pais extremamente pobres a quem tem dinheiro e falta de escrúpulos para as comprar; pessoas cujo rendimento não permite fazer mais do que uma refeição por dia; jovens que não têm a menor possibilidade de adquirir pelo menos a escolaridade básica; cidadãos que estão presos por terem defendido as suas ideias. Perante casos destes, sentimos que as nossas intuições morais de justiça e igualdade não são respeitadas. Surge assim a pergunta: Como é possível uma sociedade justa? Este problema pode ter formulações mais precisas. Uma delas é a seguinte: Como deve uma sociedade distribuir os seus bens? Qual é a maneira eticamente correta de o fazer? Trata-se do problema da justiça distributiva. A pergunta que o formula é a seguinte: Quais são os princípios mais gerais que regulam a justiça distributiva? A teoria da justiça de John Rawls é uma das respostas mais influente a este problema”. (VAZ, 2006). John Rawls, na sua obra Uma teoria da justiça (1971), argumenta que a maneira pela qual podemos entender a justiça é perguntando a nós mesmos – como pessoas racionais e com interesses próprios – com quais princípios de organização da sociedade concordaríamos em uma situação originária. De acordo com o argumento contratualista proposto por Rawls, a situação originária é concebida como:
Todo o poder criativo da mente se reduz a nada mais do que a faculdade de compor, transpor, aumentar ou diminuir os materiais que nos fornecem os sentidos e a experiência. Quando pensamos em uma montanha de ouro, não fazemos mais do que juntar duas ideias consistentes, ouro e montanha, que já conhecíamos. Podemos conceber um cavalo virtuoso, porque somos capazes de conceber a virtude a partir de nossos próprios sentimentos, e podemos unir a isso a figura e a forma de um cavalo, animal que nos é familiar.

UME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1995.

Hume estabelece um vínculo entre pensamento e impressão ao considerar que


Ora, em todas as coisas ordenadas a algum fim, é preciso haver algum dirigente, pelo qual se atinja diretamente o devido fim. Com efeito, um navio, que se move para diversos lados pelo impulso dos ventos contrários, não chegaria ao fim de destino, se por indústria do piloto não fosse dirigido ao porto; ora, tem o homem um fim, para o qual se ordenam toda a sua vida e ação. Acontece, porém, agirem os homens de modos diversos em vista do fim, o que a própria diversidade dos esforços e ações humanas comprova. Portanto, precisa o homem de um dirigente para o fim.

AQUINO, T. Do reino ou do governo dos homens: ao rei do Chipre. Escritos políticos de São Tomás de Aquino. Petrópolis: Vozes, 1995 (adaptado).

No trecho citado, Tomás de Aquino justifica a monarquia como o regime de governo capaz de


Disciplina é um tema que não pode ficar fora de nossas licenciaturas. Em seus estudos sobre a disciplina Foucault discute temas como a repartição disciplinar e os controles disciplinares da atividade. Afirma o autor: “Vimos como os processos da repartição disciplinar tinham seu lugar entre as técnicas contemporâneas de classificação e de enquadramento, e como eles aí introduziam o problema específico dos indivíduos e da multiplicidade. Do mesmo modo, os controles disciplinares da atividade encontram lugar em todas as pesquisas, teóricas ou práticas, sobre a máquina natural dos corpos” (Vigiar e punir). Entre as formas de controle disciplinar da atividade, segundo Foucault, encontramos: I) Tática: permite ao mesmo tempo a caracterização do indivíduo como indivíduo, e a colocação em ordem de uma multiplicidade dada. Ela é a condição primeira para o controle. II) Elaboração programada do ato: para cada movimento é determinada uma direção, uma amplitude, uma duração. É prescrita também sua ordem de sucessão de forma condicionada. III) Corpo e gesto postos em correlação: um corpo disciplinado é a base de um gesto eficiente. IV) Articulação corpo-objeto: a disciplina define cada uma das relações que o corpo deve manter com o objeto que manipula. Ela estabelece engrenagem entre um e outro. V) Utilização exaustiva: importa extrair do tempo sempre mais instantes disponíveis e de cada instante sempre mais forças úteis. Estão CORRETAS as afirmações:
A justiça é a primeira virtude das instituições sociais, como a verdade o é dos sistemas de pensamento. Cada pessoa possui uma inviolabilidade fundada na justiça que nem mesmo o bem-estar da sociedade como um todo pode ignorar. Por essa razão, a justiça nega que a perda de liberdade de alguns se justifique por um bem maior partilhado por todos. HAWLS, J. Uma teoria da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2000 (adaptado).
O filósofo afirma que a ideia de justiça atua como um importante fundamento da organização social e aponta como seu elemento de ação e o funcionamento o

Identifique os termos que completam CORRETA e respectivamente as lacunas do trecho a seguir:



“O conceito é o começo da filosofia, mas o ______ é a sua instauração. (…) é um plano de ___________ que constitui o solo absoluto da filosofia (…) sobre os quais ela cria seus ______.”


Fonte: Deleuze; Guattari, 2010, p. 58.

“Pois uma estátua não é apenas um documento histórico. Ela é sobretudo um dispositivo de celebração. Como celebração, ela naturaliza dinâmicas sociais, ela diz: ‘assim foi e assim deveria ter sido’. Um bandeirante com um trabuco na mão e olhar para frente é a celebração do ‘desbravamento’ de ‘nossas matas’. [...] Quando a ditadura militar criou o mais vil aparato de crimes contra a humanidade, dispositivo de tortura de Estado e assassinato financiado com dinheiro do empresariado paulista, não por acaso seu nome foi: Operação Bandeirante. Sim, a história é implacável. Como disse no início, o passado é o que não cessa de retornar.”

SAFATLE, Vladimir. Do direito inalienável de derrubar estátuas. In: El país, em 26-07-2021. Disponível em: https://brasil.elpais.com/opiniao/2021-07-26/do-direito-inalienavel-de-derrubar-estatuas.html.

Nas passagens acima citadas de seu artigo de opinião, o filósofo Vladimir Safatle faz uso, por duas vezes, do conceito de dispositivo. Sobre este conceito, formulado por Michel Foucault (1926-1984), é correto afirmar que

Com relação à noção de estado de natureza, que é o estado em que os seres humanos se achavam antes da formação da sociedade, podem-se identificar, na filosofia política moderna, três tendências:
1. Os seres humanos são naturalmente egoístas e, no estado de natureza, se achavam numa guerra de todos contra todos daí que, por medo uns dos outros, aceitam renunciar à liberdade e constituir um Soberano, o estado, que garanta a paz. 2. Não é por medo uns dos outros, e sim para garantir o direito à propriedade e à segurança que os seres humanos consentem em criar uma autoridade que possa tornar isso possível. 3. No estado de natureza, os seres humanos eram felizes e foi o advento da propriedade privada e da sociedade civil que tornou alguns escravos de outros.
Podem-se atribuir essas três concepções, respectivamente, a

[...] Há uma dificuldade em instaurar instrumentos avaliativos que verifiquem a aprendizagem dos conhecimentos específicos de filosofia, uma vez que essa averiguação costuma ser feita numa abordagem que privilegia a história da filosofia. Sendo assim, vários professores têm por objetivo “ensinar a filosofar” e não “ensinar filosofia”. O primeiro conceito se baseia em saber “pensar bem”, com criatividade, criticidade e autonomia, enquanto o segundo condiz ao acúmulo dos conteúdos formais dessa disciplina.

(DIAS, 2010.)


Sobre essas questões ligadas à avaliação em filosofia, é necessário:

Se a tragédia havia absorvido e assimilado todas as formas de arte antecedentes, o mesmo se pode dizer do diálogo platônico. Mistura de todos os estilos e de todas as formas precedentes, o diálogo oscila entre a narrativa, o lirismo e o drama, entre a prosa e a poesia. Platão conseguiu realmente legar à posteridade o modelo de uma obra de arte nova, o do “romance”. Neste gênero literário, a poesia existe gradualmente subordinada à filosofia e durante muitos séculos, mais tarde, a mesma filosofia esteve subordinada à teologia.
(Friedrich Wilhelm Nietzsche. A origem da tragédia, 2004. Adaptado.)
Pode-se exemplificar o argumento sobre a submissão da filosofia à teologia, com
Assinale a alternativa correta sobre Filosofia e Ensino.
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