Existe uma distância entre o saber escolar e o conhecimento que o aluno possui. A transposição didática expressa bem o que ocorre com os saberes a serem ensinados na escola. Há uma passagem da cultura extraescolar ao currículo formal, do currículo formal ao currículo real e do currículo real à aprendizagem efetiva dos alunos. Essa passagem acontece quando o professor realiza um processo de:
A brincadeira é uma linguagem natural da criança, sendo importante que esteja presente na escola desde a Educação Infantil para que o aluno possa se expressar por meio de atividades lúdicas. Segundo Oliveira et al. (2002),
Diversos autores da área da educação concordam em dizer que a institucionalização da profissão docente coincide com a feminização do magistério, e com sua consequente desvalorização. Com essa constatação é possível inferir que:
Sonia Kramer (2005) sustenta que há questões e tensões na formação de profissionais de Educação Infantil. Para ela, um dos desafios centrais é que tal formação tenha também um caráter
A educação infantil tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de zero a cinco anos de idade, sendo oferecida em creches e pré-escolas. Considerando essa premissa, a Educação Infantil deve realizar-se mediante
Quando se fala em alfabetização, de crianças ou adultos, já faz parte de uma compreensão comum a ideia de que é preciso levar em consideração o contexto real dos estudantes. Se uma cartilha apresenta a frase: “Eva viu a uva” e por acaso o estudante que a recebe nunca viu essa fruta ou não a conhece, fica mais difícil levantar hipóteses sobre a leitura partindo de sua vivência. Seria mais fácil, então, lidar com palavras ou frases daquele grupo específico, que possivelmente seriam entendidas por todos, o que tornaria o ensino mais autêntico. Essa percepção revela uma preocupação constante, por parte do professor, em relacionar o conteúdo que será ensinado
Estudiosos da didática (Carlos e Gil, 1993; Castro, 2001, entre outros) entendem que o professor precisa dominar os saberes conceituais e metodológicos de sua área, pois dessa maneira produzirá uma "educação científica". Tal pressuposto indica que o professor deve:
As escolas deverão estabelecer como norteadores de suas ações pedagógicas: a) os princípios éticos da autonomia, da responsabilidade, da solidariedade e do respeito ao bem comum; b) os princípios políticos dos direitos e deveres da cidadania, do exercício da criticidade e do respeito à ordem democrática; c) os princípios estéticos da sensibilidade, da criatividade e da diversidade de manifestações artísticas e culturais. Estes três princípios estão previstos:
De acordo com a Declaração Mundial sobre Educação para Todos, escrita em Jontiem, em 1990, “a educação básica deve ser proporcionada a todas as crianças, jovens e adultos. Para tanto, é necessário universalizá-la e melhorar sua qualidade, bem como tomar medidas efetivas para reduzir as desigualdades. [...] é mister oferecer a todas as crianças, jovens e adultos, a oportunidade de alcançar e manter um padrão mínimo de qualidade da aprendizagem.” Esse documento internacional, que ainda se apresenta tão atual no século XXI, aponta para a necessidade de
Friedmann (2006), ao pesquisar o brincar no cotidiano da criança, trata de dois temas básicos. Um diz respeito à importância da utilização do brincar como meio educacional, enquanto o outro tema refere-se
No livro Creches: crianças, faz de conta & Cia, Oliveira et al. (2002) tratam de questões importantes relativas à educação infantil. Entre elas, enfatizam o seguinte aspecto:
O debate sobre o modelo de atuação polivalente do pedagogo revela benefícios e limites. Constituem, respectivamente, um problema e uma vantagem da chamada polivalência:
Kishimoto (2005) discute sobre os encontros e desencontros na formação dos educadores. A formação profissional requer o equilíbrio entre conhecimentos pedagógicos e conteúdos destinados à apreensão dos conhecimentos do mundo. Para ela, os desencontros expõem dois problemas básicos, que são:
Os contatos diários entre educadores da creche e a família das crianças geram um tipo de relacionamento singular e muito especial. Segundo Oliveira et al. (2002),
"Sou professor. Tenho uma profissão: ensino. Tenho um espaço onde realizo a minha atividade profissional: a escola." A paráfrase acima está baseada no pensamento de Manoel Oriosvaldo de Moura. Nela são destacadas características inerentes à profissão professor, como:
De acordo com Maria Teresa Estrela (1994), ao tecer considerações sobre a disciplina e a indisciplina na sala de aula, o professor desenvolve dois papéis básicos: "agente normativo e organizador da aula". Este entendimento corresponde à afirmação de que:
O Ensino Fundamental, com duração de nove anos, objetiva a formação inicial do cidadão, tendo como meio básico para este desenvolvimento o pleno domínio