Questões de Concursos
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Nada por aqui
Leia o texto a seguir que o professor de ensino religioso irá aplicar na sua próxima aula.
O autoconhecimento, segundo a psicologia, significa o conhecimento de um indivíduo sobre si mesmo. A prática de se conhecer melhor faz com que uma pessoa tenha controle sobre suas emoções, independente de serem positivas ou não. Tal controle emocional provocado pelo autoconhecimento pode evitar sentimentos de baixa autoestima, inquietude, frustração, ansiedade, instabilidade emocional e outros, atuando como importante exercício de bem-estar e ocasionando resoluções produtivas e conscientes acerca de seus variados problemas.
Toda pessoa possui o refúgio dos seus recursos pessoais, mas esse pode ser acionado de forma a não se desgastar se houver o controle das emoções ou ainda ser utilizado de forma a obter futura recomposição. Ela também consegue permanecer equilibrada em casos de fatores externos como críticas, perda de emprego, término de relacionamento e outros que vulneram o emocional. O conhecimento de si próprio não dá prioridade a opiniões ou respostas e sim estimula seus fatores positivos a detectar os negativos a fim de modificá-los favoravelmente.
Pode-se buscar o autoconhecimento a partir da detecção dos defeitos e qualidades, sendo esses externos (corporais) e internos (emocionais). O equilíbrio entre os fatores internos e externos deve ser buscado para que não haja espaço para manipulação e fragilidade. Também pode haver reflexão de vida, analisando o comportamento obtido até então e as atitudes tomadas para que se consiga detectar maus atos e comportamentos, a fim de que não mais ocorram.
(Por Gabriela Cabral. In: https://brasilescola.uol.com.br/psicologia/autoconhecimento.htm. Acesso em julho de 2024.)
Qual dos objetivos do ensino religioso, segundo os PCNER (2002, p. 30-31), o professor procura lograr com este texto?
De acordo com Eduardo Girotto (2024), buscar compreender o diálogo entre a geografia escolar e acadêmica é importante para que “possamos construir elementos para uma análise crítica e propositiva dos efeitos que as políticas educacionais neoliberais têm produzido, principalmente, sobre as geografias feitas desde a escola e a formação docente neste campo. (...) É fundamental entendermos o lugar da geografia, como saber sistematizado, no processo de constituição da ciência moderna. Em nossa perspectiva, tal processo não pode ser entendido descolado das grandes transformações socioespaciais, ocorridas no contexto europeu a partir do século XVIII”.
(GIROTTO, Eduardo D. A geografia entre a escola e a universidade: diálogos e tensões. In: COSTA, C. R.; ARAUJO, M. R.; OLIVEIRA E. C. de. (Orgs.).Currículo e ensino de Geografia: métodos, conceitos e metodologias na prática de ensino. Teresina: Ed.UESPI, 2024, p. 19-35.)
A partir do excerto de Girotto e de outros conhecimentos a respeito da relação entre geografia, método, geografia escolar e acadêmica e políticas públicas para a educação no Brasil, assinale a afirmativa correta.
Leia o texto e analise as asserções a seguir.
A ciência tem privilegiado o trabalho mental referenciado em princípios de pensamento que enfatizam análise objetiva de dados, busca organizada de explicação para fatos registrados e controlados, método disciplinado conduzindo a organização e explicação para fatos registrados e controlados, método disciplinado conduzindo a respostas apropriadas em direções previamente hipotetizadas segundo o conhecimento existente. Por outro lado, pode-se trabalhar a partir de uma postura oposta para captar o que está acontecendo, isso implica em pensar com dados, mas não necessariamente sobre eles, gerando configurações, ideias, conhecimentos e construções mentais novas, não derivados dos dados presentes, embora, em sentido amplo, tendo a ver com o assunto estudado. Jerome Bruner investigou a questão do pensamento nas ciências matemáticas, mostrando a dificuldade de aceitação do trabalho mental mais subjetivo, embora ele seja marcante nas áreas mais férteis de pesquisa, precisamente nas ciências exatas, e faça contribuições relevantes às ciências. É nesse aspecto que a educação para alunos superdotados/com altas habilidades encontra um lugar realmente especial. Por suas características, modo próprio de ser, responder e agir, adquirem a instrumentação mais rápida e prontamente que os outros; portanto, sobra-lhes uma boa parcela do tempo escolar, e há a tendência de simplificar a instrumentação, o que abre espaço de ação ainda mais amplo. Aí também está um grande desafio para os educadores: visualizar vias para estimular o pensamento, cultivar a intuição, libertar e exercitar a imaginação criadora, prover tempo, espaço e meios apropriados para que o aluno talentoso possa efetivamente pensar. Pensar nos seus próprios termos, da maneira mais produtiva e satisfatória para ele, sobre aspectos de seu mundo físico, psicológico e social que lhe captaram o interesse e estimularam a curiosidade.
(Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/altashabilidades.pdf. Acesso em: junho de 2024. Adaptado.)
I. Em âmbitos científicos, o pensamento intuitivo tem sido preterido em relação ao analítico.
II. O pensamento subjetivo e intuitivo, embora relacionado aos dados disponíveis para estudo, tem alcance além deles.
III. Absorver conhecimentos e memorizar dados deve ser o objetivo primordial da educação direcionada aos superdotados/com altas habilidades, tendo em vista sua capacidade e produtividade excepcionais.
Está correto o que se afirma apenas em
A rua, a fila, o acaso
Eu ia dando a minha voltinha num silêncio interior de paz. Está difícil flanar nas ruas de hoje. Muito barulho, carros voando ou atravancando a calçada, anda sobrecarregado o ar que respiramos. Mas há sempre o que ver, se levamos olhos desprevenidos, de simpatia. Me lembrei do tempo em que o pai de família saía depois do jantar pra fazer o quilo. A expressão tem a ver com o mistério da nossa usina interior.
Com o perdão da palavra, tem a ver com as nossas tripas. Hoje é o cooper, que traz um afã de competição. Cronometrado e exibido, tira o fôlego e impede a conversinha mole. É mais uma fábrica de ansiedade nesta época que fabrica estresse. Pois eu ia andando pra clarear as ideias, ou pra pensar em nada. Nessa hora de entrega e de inocência é que acontece a iluminação. A luzinha do entendimento acende onde quer.
Sem nenhum objetivo, ia eu bem satisfeitinho na minha disponibilidade. Aberto a qualquer convite, podia comprar um bombom, ou uma flor. Ou uma dessas canetinhas que acertam comigo e, bem ordinária, me traz um estremecimento de colegial. A gente sabe que o endereço da felicidade é no passado e é mentira. Mas é bom que exista, a felicidade. Nem que seja um momentinho só. Tão rico que dá pra ir vivendo. E se renova com qualquer surpresa boba. Encontrar por exemplo na banca uma revista fútil e dar com a foto daquela moça bonita. Olhar seus olhos e entendê-los, olhos adentro.
A vida é um mundo de possibilidades. Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência. Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da lua. Quando dei comigo de volta, estava espiando uma fila que coleava pela calçada. Curioso: etimologicamente, aposentado é quem se recolhe aos aposentos. De repente, os aposentados saíram da toca e estão na rua, pacientes em fila ou irados aos magotes.
Mas aquela fila não podia ser de aposentados. Tinha uma moça de short e pernas fortes de atleta. E muitos jovens. E vários boys. Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo. Misterioso caminho, esse, que aproxima as pessoas por um instante e depois as separa. Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram e, distraídas, disso não se deram conta. O acaso, o destino, quanta coisa passa por uma cabeça vadia! Ou por um frívolo coração.
(Otto Lara Resende. Folha de São Paulo. Publicada no livro Bom dia para nascer, Companhia da Letras, 2011.)