Pedro e Paulo combinam de praticar um crime d...

Pedro e Paulo combinam de praticar um crime de furto em determinada creche, com a intenção de subtrair computadores. Pedro, então, sugere que o ato seja praticado em...


Pedro e Paulo combinam de praticar um crime de furto em determinada creche, com a intenção de subtrair computadores. Pedro, então, sugere que o ato seja praticado em um domingo, quando o local estaria totalmente vazio e nenhuma criança seria diretamente prejudicada.

No momento da empreitada delitiva, Pedro auxilia Paulo a entrar por uma janela lateral e depois entra pela porta dos fundos da unidade. Já no interior do local, eles verificam que a creche estava cheia em razão de comemoração do “Dia das Mães”; então, Pedro pega um laptop e sai, de imediato, pela porta dos fundos, mas Paulo, que estava armado sem que Pedro soubesse, anuncia o assalto e subtrai bens e joias de crianças, pais e funcionários. Captadas as imagens pelas câmeras de segurança, Pedro e Paulo são identificados e denunciados pelo crime de roubo duplamente majorado.


Com base apenas nas informações narradas, a defesa de Pedro deverá pleitear o reconhecimento da

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  • Matheus Fernandes
    Matheus Fernandes
    31/12/1969 • 21:00
    Gabarito: c)

    No caso apresentado, Pedro e Paulo combinaram a prática de um furto, que é um crime contra o patrimônio, previsto no artigo 155 do Código Penal. No entanto, durante a execução do crime, Paulo cometeu um roubo, que é um crime diverso e mais grave, previsto no artigo 157 do Código Penal, utilizando arma e subtraindo bens de pessoas presentes.

    Pedro não sabia da arma e da intenção de Paulo de praticar roubo, portanto, sua conduta está vinculada ao crime menos grave, o furto. Isso configura uma cooperação dolosamente distinta, pois cada um praticou um crime diferente, com dolo diverso.

    A doutrina e a jurisprudência reconhecem que, em situações de cooperação dolosamente distinta, o agente que praticou o crime menos grave deve responder por este, não podendo ser punido pelo crime mais grave praticado pelo outro.

    Assim, a defesa de Pedro deve pleitear o reconhecimento da cooperação dolosamente distinta, para que ele seja punido pelo crime menos grave (furto), e não pelo roubo praticado por Paulo.

    Checagem dupla confirma que as alternativas que falam em participação de menor importância não são adequadas, pois Pedro teve participação ativa e consciente no furto, não sendo mero partícipe de menor importância. Portanto, a alternativa correta é a letra c.
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