Maria Joaquina, empregada doméstica de uma residência, profundamente apaixona...

Maria Joaquina, empregada doméstica de uma residência, profundamente apaixonada pelo vizinho Fernando, sem que este soubesse, escuta sua conversa com uma terceira pessoa acordando o furto da casa e...


Maria Joaquina, empregada doméstica de uma residência, profundamente apaixonada pelo vizinho Fernando, sem que este soubesse, escuta sua conversa com uma terceira pessoa acordando o furto da casa em que ela trabalha durante os dias de semana à tarde. Para facilitar o sucesso da operação de seu amado, ela deixa a porta aberta ao sair do trabalho. Durante a empreitada criminosa, sem saber que a porta da frente se encontrava destrancada, Fernando e seu comparsa arrombam a porta dos fundos, ingressam na residência diversos objetos.

Diante desse quadro fático, assinale a opção que apresenta a correta responsabilidade penal de Maria Joaquina.

🚀 Desbloqueie a explicação completa

Veja comentários detalhados e resoluções exclusivas para entender o gabarito desta questão.

  • Letícia Cunha
    Letícia Cunha
    31/12/1969 • 21:00
    Gabarito: c) A questão trata da responsabilidade penal de Maria Joaquina, que, apesar de ter facilitado o furto ao deixar a porta aberta, não participou diretamente do crime nem tinha conhecimento do arrombamento pela porta dos fundos.

    Para que haja responsabilidade penal como partícipe, é necessário que o agente tenha contribuído de forma consciente e voluntária para a prática do crime, conforme artigo 29 do Código Penal. Maria Joaquina não sabia do arrombamento pela porta dos fundos, e sua ação de deixar a porta aberta não foi uma contribuição consciente para o furto.

    Além disso, a omissão de denunciar um crime não configura, em regra, crime, salvo em situações específicas previstas em lei, o que não ocorre no caso. Portanto, sua participação é considerada irrelevante para o sucesso da empreitada criminosa.

    A alternativa a) está incorreta porque não há prova de que Maria Joaquina tenha consciência e vontade de participar do crime.

    A alternativa b) está incorreta porque não há concurso de agentes nem qualificadora aplicável à sua conduta.

    A alternativa d) está incorreta porque o crime de omissão de socorro não se aplica ao caso, já que não há situação de socorro a ser prestado.

    A checagem dupla confirma que a conduta de Maria Joaquina não configura crime, pois não há dolo nem participação consciente no furto.
🔒
Conteúdo restrito

Cadastre-se para visualizar comentários e resoluções.

Criar conta grátis

Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência. Política de Privacidade.