Alguém apagou o vídeo em que mostra
imagens de mulher nua Arregou Uma amiga comenta: Todo covarde é arregão... Todo estuprador é
covarde... logo, todo estuprador é arregão...
Observe que esse comentário constitui um
argumento, com premissas e conclusão. Supondo
que a palavra “covarde” tenha o mesmo significado
nas duas premissas, a forma do argumento é
A Lógica é o ramo da filosofia que estuda princípios e métodos de inferência.
De acordo com Mortari, em sua obra Introdução à Lógica (2017), define-se um
argumento válido como aquele em que
Karl Popper, em sua crítica à metodologia
científica tradicional, problematiza a utilização do
método indutivo no contexto da ciência. Assinale
a alternativa que melhor reflete a posição de
Popper.
Sobre a articulação entre ética, física e epistemologia no pensamento de Epicuro,
filósofo helenístico, analise as assertivas abaixo:
I. A ética do “filósofo dos jardins” propõe a busca da eliminação do medo como condição para a
felicidade. O medo deve ser dissolvido pelo conhecimento racional das causas naturais e pelo
esclarecimento quanto à natureza da alma e da morte.
II. A Física de Epicuro não tem apenas função teórica. Ela também é, de certo modo, terapêutica:
conhecer que tudo se reduz a átomos e ao vazio ajuda o indivíduo a se libertar dos temores em
relação às divindades religiosas ou em relação àqueles de fundo metafísico.
III. A teoria do conhecimento epicurista sustenta que os sentidos são enganosos, e, por isso, a razão
pura deve ser o único critério válido de verdade e ação.
IV. O ideal ético epicurista do prazer, compreendido como aponia e ataraxia, não é incompatível com
a prudência e a virtude, que são instrumentos para o cálculo racional da melhor forma de vida.
Quando Édipo nasceu, seus pais, Laio e Jocasta, os reis
de Tebas, foram informados de uma profecia na qual o
filho mataria o pai e se casaria com a mãe. Para evitá-la,
ordenaram a um criado que matasse o menino. Porém,
penalizado com a sorte de Édipo, ele o entregou a um
casal de camponeses que morava longe de Tebas para
que o criasse. Édipo soube da profecia quando se tornou
adulto. Saiu então da casa de seus pais para evitar a
tragédia. Eis que, perambulando pelos caminhos da
Grécia, encontrou-se com Laio e seu séquito, que,
insolentemente, ordenou que saísse da estrada. Édipo
reagiu e matou todos os integrantes do grupo, sem saber
que entre eles estava seu verdadeiro pai. Continuou a
viagem até chegar a Tebas, dominada por uma Esfinge.
Ele decifrou o enigma da Esfinge, tornou-se rei de Tebas e
casou-se com a rainha, Jocasta, a mãe que desconhecia. Disponível em: http://www.culturabrasil.org. Acesso em: 28 ago. 2010 (adaptado). No mito Édipo Rei, são dignos de destaque os temas do
destino e do determinismo. Ambos são características do
mito grego e abordam a relação entre liberdade humana
e providência divina. A expressão filosófica que toma
como pressuposta a tese do determinismo é:
Em uma conversa sobre felicidade, Maria proferiu o
seguinte argumento: “A população da cidade onde nasci é feliz,
porque fiz uma pesquisa com meus conhecidos que moram lá e
todos, sem exceção, disseram que são muito felizes.”
Nessa situação, a falácia que se identifica no argumento
proferido por Maria é conhecida como
No contexto do empirismo de David Hume, suas
teorias sobre a origem do conhecimento e a
natureza das ideias revelam uma crítica às
concepções anteriores sobre a razão e a
percepção. Assinale a alternativa correta a
respeito do pensamento de Hume.
Analise o trecho a seguir, retirado de “A Razão na História”, de Hegel (2004):
“O único pensamento que a filosofia traz para o tratamento da história é o conceito simples de Razão,
que é a lei do mundo e, portanto, na história do mundo as coisas aconteceram racionalmente. Essa
convicção e percepção é uma pressuposição da história como tal; na própria filosofia a pressuposição
não existe. A filosofia demonstrou através de sua reflexão especulativa que a Razão – esta palavra
poderá ser aceita aqui sem maior exame da sua relação com Deus – é ao mesmo tempo substância e
poder infinito, que ela é em si o material infinito de toda vida natural e espiritual e também é a forma
infinita, a realização de si como conteúdo. Ela é substância, ou seja, é através dela e nela que toda a
realidade tem o seu ser e a sua subsistência. Ela é poder infinito, pois a Razão não é tão impotente
para produzir apenas o ideal, a intenção, permanecendo em uma existência fora da realidade – sabese lá onde – como algo característico nas cabeças de umas poucas pessoas. Ela é o conteúdo infinito
de toda a essência e verdade, pois não exige, como o faz a atividade finita, a condição de materiais
externos, de meios fornecidos de onde extrair-se o alimento e os objetos de sua atividade; ela supre
seu próprio alimento e sua própria referência. E ela é forma infinita, pois apenas em sua imagem e
por ordem sua os fenômenos surgem e começam a viver. É a sua própria base de existência e meta
final absoluta e realiza esta meta a partir da potencialidade para a realidade, da fonte interior para a
aparência exterior, não apenas no universal natural, mas também no espiritual, na história do mundo.
Que esta Ideia ou Razão seja o Verdadeiro Poder Eterno e Absoluto e que apenas ela e nada mais,
sua glória e majestade, manifeste-se no mundo – como já dissemos, isto já foi provado em filosofia e
aqui está sendo pressuposto como demonstrado”.
Com base no trecho acima e nos conhecimentos sobre a filosofia da história em Hegel, analise as
assertivas abaixo:
I. Hegel entende que a Razão é a substância, forma e conteúdo de tudo que é real, manifestando-se no tempo por meio do processo histórico.
II. A história do mundo é racional apenas quando guiada por princípios morais universais, sendo
irracional quando determinada por interesses particulares ou conflitos.
III. Para Hegel, a história deve ser compreendida como a manifestação progressiva da liberdade do
Espírito, sendo a filosofia capaz de apreender racionalmente esse desenvolvimento necessário.
IV. Os acontecimentos históricos, ainda que pareçam caóticos, fazem parte da manifestação
necessária do Espírito no tempo.
V. Hegel rejeita qualquer abordagem que pretenda aplicar a reflexão racional à história, pois
considera que isso comprometeria a fidelidade aos dados empíricos.
A filosofia ética contemporânea tem debatido
intensamente os limites e interseções entre diferentes
perspectivas normativas e suas aplicações em contextos
profissionais. Considerando as abordagens deontológica,
consequencialista e da ética do cuidado no contexto da
saúde pública, analise as asserções a seguir e a relação
proposta entre elas:
I.A deliberação moral no serviço público de saúde
frequentemente transcende os limites da deontologia
profissional codificada, exigindo uma integração entre o
respeito a princípios universalizáveis e a sensibilidade às
particularidades contextuais e relacionais de cada
situação.
PORQUE
II.A ética do cuidado complementa as abordagens
principialistas ao enfatizar a importância das relações deinterdependência, da receptividade às necessidades do
outro e da compreensão situada, elementos essenciais
para uma prática profissional responsiva em contextos
de vulnerabilidade.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Em “Livro dos méritos da vida”, a autora faz uma advertência aos vivos para que não abandonem o
caminho do Bem. Para seguir esse caminho, a autora indica que se deve aprofundar em componentes
do campo ético extraídos da tradição aristotélica, como, por exemplo, as noções de Virtude e Vício. A
filósofa que escreveu esse livro e propôs essas ideias chamava-se
Sobre a ética de Aristóteles, analise as
afirmativas abaixo e assinale “V" para
VERDADEIRO e “F" para FALSO.
( ) A ação correta do ponto de vista ético deve
evitar os extremos, tanto o excesso quanto a falta,
caracterizando-se assim pelo equilíbrio, ou justa
medida.
( ) Nitidamente teleológica, a ética afirma que os
seres humanos buscam a felicidade (eudaimonia).
Assim sendo, a felicidade (eudaimonia) é o fim ao
qual conscientemente tendem todos os homens.
( ) A possibilidade de agir corretamente e de tomar
decisões éticas depende de um conhecimento do
Bem, que é obtido pelo indivíduo por meio de um
longo e lento processo de amadurecimento espiritual.
( ) A ética, ao pertencer ao domínio do saber
prático, possui o intuito de estabelecer sob que
condições podemos agir da melhor forma possível
tendo em vista o nosso objetivo principal que é a
felicidade (eudaimonia), ou a realização pessoal.
( ) A virtude não pode ser ensinada: ou já a
trazemos conosco ou nada será capaz de incuti-la
em nós. Assim, a virtude dever ser inata. Porém,
encontra-se adormecida em cada uma das pessoas,
e o papel do filósofo consiste exatamente em
despertá-la.
A sequência correta de cima para baixo
encontra-se em qual alternativa?
De modo a propor um debate contemporâneo com seu
estudantes do 2º ano do Ensino Médio, uma professora de
Filosofia apresenta uma reportagem sobre o uso de
reconhecimento facial em escolas públicas para fins de
segurança. Alguns estudantes se mostram entusiasmados com a
aplicação da tecnologia, enquanto outros demonstram
preocupação com possíveis abusos e perda de privacidade. A
professora aproveita o debate para introduzir uma questão
filosófica: “Toda inovação científica deve ser adotada
simplesmente porque é possível?”
Qual aprendizado a professora busca promover em seus
estudantes com a atividade planejada?
Em sua obra O que é Utilitarismo, John Stuart Mill, ao abordar a concepção de felicidade
utilitarista, conclui que “É melhor ser um ser humano insatisfeito do que um porco
satisfeito, é melhor ser Sócrates insatisfeito do que um tolo satisfeito”
in: BONJOUR, L; BAKER, A. Filosofia – Textos fundamentais comentados. 2 ed. São Paulo:
Artmed, 2010. p. 405.
“Sabemos, historicamente, que o saber científico, em áreas como medicina, psiquiatria e biologia, produziu categorias patologizantes
para mulheres, homossexuais, pessoas trans e sujeitos considerados fora da norma. Com isso a ciência não apenas silenciou, mas
produziu o silêncio ao enquadrar certas existências como “anomalias”, “doenças” ou “desvios” [...]” (Fiocruz, 2025).
Fonte : FIOCRUZ. Storie s do Canal de Comunicação do Centro de Apoio ao Docente (CAD) Fiocruz. 2025. Disponível em:
(Adaptado).
Considerando conhecimentos epistemologicamente adequados de Natureza da Ciência ao contexto é CORRETO afirmar que esta é
uma crítica à ideia de que a ciência é:
“Cantar, dançar e viver a experiência mágica de suspender o
céu é comum em muitas tradições. Suspender o céu é ampliar o
nosso horizonte; não o horizonte prospectivo, mas um
existencial. É enriquecer as nossas subjetividades, que é a
matéria que este tempo que nós vivemos quer consumir. Se
existe uma ânsia por consumir a natureza, existe também uma
por consumir subjetividades – as nossas subjetividades. Então
vamos vivê-las com a liberdade que formos capazes de inventar,
não botar ela no mercado. Já que a natureza está sendo assaltada
de uma maneira tão indefensável, vamos, pelo menos, ser
capazes de manter nossas subjetividades, nossas visões, nossas
poéticas sobre a existência”.
KRENAK, Ailton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia
das Letras, 2019.
No excerto, Ailton Krenak articula uma crítica que pode ser
compreendida, do ponto de vista filosófico, como parte do
esforço de descolonização epistêmica, pois
O estudo das condições a priori do conhecimento foi
denominado por Kant “transcendental”, que nada tem a ver com
o “transcendente”, mas com aquelas condições que, de parte do
sujeito, contribuem constitutivamente para a possibilidade da
experiência. A demonstração da necessidade a priori para a
experiência ocupou o centro da Crítica da razão pura sob o nome
de “Dedução transcendental das categorias”
ROHDEN, Valério. O criticismo kantiano. In: REZENDE, Antonio (Org.).
Curso de Filosofia: para professores e estudantes dos cursos de ensino
médio e de graduação. Rio de Janeiro: Zahar, 1986. p. 131.
Com base nesse trecho, assinale a alternativa correta.