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A filosofia grega tipifica a racionalidade humana e o conhecimento a partir de elementos naturais que representam a luz; conhecer envolve um discernimento relacionado à visão e nitidez, como podemos perceber nas citações abaixo, exceto:

Da antiguidade até o início da modernidade, a ética sempre esteve associada à capacidade de conhecimento do homem. Acerca desse tema, julgue o item seguinte.

Para Platão, a virtude se identifica com a sabedoria, por isso não pode ser aprendida.

Assinale a alternativa correta.
Incapaz de contentar-se com as coisas transitórias desta vida, o ser humano se torna totalmente cético em relação a valores habituais que até então aceitara sem hesitação. No momento desse desespero divino, toma a decisão importante de descobrir e compreender o propósito da vida. É então que principia a verdadeira busca dos valores duradouros.

Maria L. S. Teles. Filosofia para o ensino médio.
Petrópolis – RJ: Vozes, 2010, p 17 (com adaptações).
Tendo o texto anterior como referência inicial, julgue o item a seguir, a respeito da relação entre os conceitos filosóficos das escolas do período helênico e sua aplicação no ensino médio.
O ceticismo é interpretado popularmente como descrença e, quando relacionado à postura do jovem estudante do ensino médio, como descrédito quanto ao que está sendo partilhado ou vivido; contudo, o ceticismo é uma corrente filosófica que questiona ocorrências, pensamentos e ideias.
A partir do excerto do texto que se segue, assinale a opção correta.

“O termo grego logos (λoγos) significa literalmente discurso, e é com tal acepção que o encontramos por exemplo em Heráclito de Éfeso. O logos enquanto discurso, entretanto, difere fundamentalmente do mythos, a narrativa de caráter poético que recorre aos deuses e ao mistério na descrição do real. O logos é fundamentalmente uma explicação, em que razões são dadas.”

MARCONDES, D., Iniciação à história da Filosofia: dos Pré-Socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro, 2015: Jorge Zanar, 13.a. Ed., p. 26.
Para a antiga filosofia grega era mais importante a questão “por que ser moral?” do que a questão “o que é moral?”. O paralelo que Platão realiza entre as partes da alma e as partes da sociedade reduz estas duas perspectivas para uma só ______. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Aristóteles agrupava pensadores como Heráclito e Empédocles não por terem pensado antes de Sócrates, mas por terem pensado
Considere que a professora discute com os alunos sobre a contribuição de Parmênides para o pensamento filosófico. Ela propôs a seguinte situação hipotética: imagine que um estudante acredita que a realidade muda constantemente e que o movimento é uma característica fundamental de tudo o que existe. No entanto, Parmênides:

O surgimento da filosofia na Grécia Antiga consistiu em um momento único na civilização ocidental. Com ele, novos temas passaram a ser considerados explicitamente e outros tantos, antigos, foram retomados sob novas percepções e teorizações. Acerca do surgimento da filosofia e de seus desdobramentos na Grécia Antiga, julgue o item.

Aristóteles, discípulo de Platão, seguiu a perspectiva de seu mestre ao dividir o mundo em dois planos: o das formas e o das substâncias.

Empédocles estabelece quatro elementos corporais — fogo, ar, água e terra —, que são eternos e que mudam aumentando e diminuindo mediante mistura e separação; mas os princípios propriamente ditos, pelos quais aqueles são movidos, são o Amor e o Ódio. Pois é preciso que os elementos permaneçam alternadamente em movimento, sendo ora misturados pelo Amor, ora separados pelo Ódio.

SIMPLÍCIO. Física, 25, 21. In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural, 1996.

O texto propõe uma reflexão sobre o entendimento de Empédocles acerca da arché, uma preocupação típica do pensamento pré-socrático, porque

O homem toma conhecimento do sagrado porque este se manifesta, se mostra, como algo absolutamente diferente do profano. O homem ocidental moderno experimenta certo mal‐estar diante de inúmeras formas de manifestações do sagrado: é difícil para ele aceitar que, para certos seres humanos, o sagrado possa manifestar‐se em pedras ou árvores, por exemplo. Mas não se trata de uma veneração da pedra como pedra, de um culto da árvore como árvore.

Mircea Eliade. O Sagrado e o Profano. Martins Fontes:
1992, p. 13 (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial e considerando as múltiplas implicações do tema por ele abordado, julgue o item a seguir.
Sabendo‐se que, para Aristóteles, o tempo é a medida do movimento segundo o antes e o depois, infere‐se que este filósofo ainda adotava estruturas caras à descrição mítica do mundo.
Uma das várias questões sobre as quais os filósofos se debruçaram, desde os primórdios da filosofia, diz respeito à vida feliz. Considerando as respostas dadas a essa questão pela tradição filosófica, julgue o item.

Platão defendia que a vida feliz e a vida moral são indissociáveis.
Assinale a alternativa INCORRETA. De acordo com a teoria de Platão, as ideias apresentam algumas características básicas, a saber:
A relação entre os princípios filosóficos e éticos e a prática da Naturologia remonta às origens da medicina e da filosofia ocidental, tendo como uma de suas bases as teorias de saúde e doença que permeiam a obra de Hipócrates e a escola pitagórica. Considerando a abordagem holística da Naturologia, que integra aspectos físicos, mentais, emocionais e espirituais do ser, analise as proposições a seguir e assinale a opção correta em relação à aplicação desses princípios na prática contemporânea da Naturologia:
“A preocupação em perguntar e compreender a natureza do mundo (a physis) era comum. Queria entender a origem, aquilo que originou todas as coisas, o princípio delas.” (Disponível em: mundoeducacao.bol.uol.com.br.)
Essa afirmação se refere estritamente à filosofia:
A respeito da filosofi a em sua origem, julgue as afirmativas abaixo como VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F) e marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
I - Havia, em torno a Protágoras, filósofos de inclinação matemática cujas investigações tomaram um rumo bem diverso. Uma receita, antes de nomear seus ingredientes, deve conter uma porção de números — tantos gramas disto, tantos litros daquilo. Os pitagóricos tinham mais interesse nos números da receita do mundo do que nos próprios ingredientes. Eles supunham, diz Aristóteles, que os elementos dos números eram os elementos de todas as coisas, e que o universo inteiro era uma escala musical.
II - Os primeiros filósofos, que viviam na área costeira da Grécia, na Ásia Menor, concentraram-se na causa material: eles buscavam os ingredientes fundamentais do mundo em que vivemos. Tales e os que o sucederam propuseram a seguinte questão: Em um nível fundamental, seria o mundo feito de água, ar, fogo, terra ou de uma combinação de todas essas causas?
III - Os milésios não são, portanto, físicos de fato, mas também não são construtores de mitos. Eles não abandonaram os mitos, mas estão se distanciando deles. (...) eles são especuladores, e em suas especulações se misturam elementos de filosofia, ciência e religião, em uma rica e borbulbante poção.
IV - Tudo o que existe, tudo o que possa ser pensado não é para Heráclito senão o Ser. O Ser é um e indivisível, não possui começo ou fim e não está sujeito ao câmbio do tempo.
Texto I

“(...) concebo umas particularidades referentes aos números, às figuras, aos movimentos e a outras coisas semelhantes, cuja verdade se revela com tanta evidência e se acorda tão bem com minha natureza que, quando começo a descobri-las, não me parece que aprendo algo de novo, mas, antes, que me recordo de algo que já sabia anteriormente, isto é, que percebo coisas que estavam já no meu espírito, embora eu ainda não tivesse voltado meu pensamento para elas.

E o que, aqui, estimo mais considerável é que eu encontro em mim uma infinidade de ideias de certas coisas que não podem ser consideradas um puro nada, embora talvez elas não tenham nenhuma existência fora do meu pensamento, e que não são fingidas por mim, conquanto esteja em minha liberdade pensá-las ou não pensá-las; mas elas possuem suas naturezas verdadeiras e imutáveis.”

(DESCARTES, René. Meditações Metafísicas. Tradução de Maria Ermantina Galvão. São Paulo: Martins Fontes, 2005. p.98-97)

Texto II

“Consiste numa opinião estabelecida entre alguns homens que o entendimento comporta certos princípios inatos, certas noções primárias (...). Seria sufi ciente para convencer os leitores, sem preconceito da falsidade desta hipótese, se pudesse apenas mostrar como os homens, simplesmente pelo uso de suas faculdades naturais, podem adquirir todo conhecimento que possuem, sem ajuda de quaisquer impressões inatas, e podem alcançar a certeza, sem quaisquer destas noções ou princípios originais.”

(LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. Tradução de Anoar Aiex e E. Jacy Monteiro. 2.ed. São Paulo: Brasil Cultural, 1978. p.145. (Coleção Os pensadores)
Na história da filosofia, muitos filósofos, de Platão à Gadamer e Marcuse, ocuparam-se com reflexões sobre a arte. Sobre essas reflexões e concepções, podemos AFIRMAR que:
Uma fase significativa do desenvolvimento da filosofia antiga, quando a polis grega deixa de ser o centro político e referência principal dos filósofos, uma vez que a Grécia estava sob o domínio do Império Romano, é também conhecida como Período:
Uma das várias questões sobre as quais os filósofos se debruçaram, desde os primórdios da filosofia, diz respeito à vida feliz. Considerando as respostas dadas a essa questão pela tradição filosófica, julgue o item.

Para Aristóteles, bois e cavalos são capazes de ter uma vida feliz.
A escola Jônica se destaca como uma das primeiras a iniciar o pensamento filosófico que, no século VI a.C., concentrava-se na investigação da noção de:
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