Magda Soares, em sua obra “Linguagem e escola – uma perspectiva social”, busca analisar aspectos de linguagem na
escola com o objetivo de argumentar a razão da existência de problemas do sistema de ensino brasileiro, propor e
evidenciar soluções na aplicação dos estudos das ciências sociais e da linguística. Para tanto, a autora aponta alguns
argumentos para compreendermos os motivos do fracasso escolar; analise-os.
I. Ideologia do dom: visa atestar a mensuração de aptidões intelectuais que, naturalmente, levam o ser humano ao
fracasso.
II. Ideologia da deficiência cultural: o meio social do menos favorecido é extremamente pobre do ponto de vista cultural,
responsável pelo fracasso na educação.
III. Ideologia das diferenças culturais: ressalta que os padrões culturais oriundos das classes desfavorecidas são considerados subculturas inferiores; a escola passa a avaliar e a declarar como modelo ‘certo’ a seguir o que a classe favorecida
passa a ditar.
IV. Ideologias do comportamento: busca relacionar o fracasso na escola com determinados problemas comportamentais,
que representam risco constante para o desenvolvimento da aprendizagem, gerando falência do sistema escolar.
Jean Piaget propôs uma teoria do desenvolvimento cognitivo cujos estágios representam uma visão geral do desenvolvimento cognitivo, indicando as mudanças fundamentais nas formas como as crianças pensam e compreendem o mundo. A progressão através
dos estágios é geralmente sequencial, podendo variar entre os indivíduos. Neste contexto, analise o caso hipotético a seguir: “uma
estudante de 15 anos de idade demonstra dificuldades em compreender plenamente princípios abstratos e conceitos mais complexos. Seu raciocínio é prevalentemente baseado em características visíveis e concretas e ela possui dificuldade em entender situações
que envolvem conceitos mais abstratos ou hipotéticos. Além disso, ao interagir em grupo, prefere brincadeiras que envolvem regras
simples e atividades concretas”. Considerando as características comportamentais descritas, segundo a teoria de Jean Piaget, assinale a afirmativa correta.
Orientando-se pelo raciocínio trilhado por Vygotsky sobre a interação entre o desenvolvimento e a aprendizagem, é possível avaliar
não apenas o nível de desenvolvimento da criança, mas também o que é mais importante, os processos que ainda estão ocorrendo. De
acordo com Vygotsky, essa hipótese adquire fundamental importância na medida em que põe em questão as teorias sobre a relação
entre desenvolvimento e aprendizagem que defendem o tradicional princípio da aplicação de uma orientação pedagógica desejável,
uma vez diagnosticado o desenvolvimento. Contrapondo-se a esta visão, caracteristicamente Piagetiana, Vygotsky acreditava que a
aprendizagem cria uma zona de desenvolvimento proximal, ou seja, ela ativa processos de desenvolvimento que se tornam funcionais
na medida em que a criança interage com pessoas em seu ambiente, internalizando valores, significados, regras, enfim, o conhecimento
disponível em seu contexto social. A compreensão de zona de desenvolvimento proximal encaminha os estudos psicológicos para uma
reavaliação do(a)
Na história da psicologia e da educação, a compreensão do que é uma criança – de como uma criança constrói desenvolvimento
e como a linguagem se articula a esse processo – modificou-se nestas ciências e nas práticas sociais. Se uma visão instrumental
da linguagem a colocava como uma coisa que estava fora do sujeito e que este acrescentava a si mesmo como mais uma
aquisição, a qual funcionava como uma soma de elementos estanques que iam compor o construto maior do desenvolvimento
do pensamento, alguns autores passam a atribuir novos contornos a tal perspectiva, mostrando como os processos cognoscitivos
irão funcionar ao modo de uma equilibração majorante. Isso significa que o modo de funcionamento da linguagem articulada ao
pensamento do sujeito se refaz a cada nova etapa, incorporando as aquisições anteriores em níveis de complexidade crescentes
e reorganizando-as de maneira que a díade pensamento e linguagem se apresenta sutilmente estruturada. Nesse contexto,
Piaget, Wallon e Vygotsky mostram que o conhecimento se dá a partir do sujeito em sua ação no mundo e conferem a esse
processo sujeito-mundo uma dialeticidade ímpar nas teorizações sobre como conhecê-lo. Particularmente, para teoria
walloniana:
I. Existem quatro fatores universais que explicam o desenvolvimento humano: maturação; experiência física com objetos;
experiência social; e, equilibração.
II. Sua teoria psicogegética adota um enfoque interacionista, destacando a importância dos processos relativos à gênese da
consciência na infância em interface com o desenvolvimento humano. Pauta-se na premissa de que tal processo baseia-se
na articulação entre características genéticas e condições de existência.
III. O desenvolvimento ocorre pela apropriação ativa do conhecimento disponível em seu meio social, um processo que
depende, inicialmente, de como esse conhecimento é organizado e apresentado ao indivíduo. A direção do desenvolvimento
baseia-se não apenas nas condições às quais está exposto, mas também em sua percepção de mundo, que será mediada
pelo outro. IV. Os processos “desenvolvimentais” são decompostos em estágios com características específicas, as quais são responsáveis
pela aquisição de novas maneiras de pensar, sentir e agir. As configurações pilares do desenvolvimento humano são: conjunto
cognitivo; conjunto motor; conjunto afetivo; dimensão instrumental; e, dimensão expressiva.
Está correto o que se afirma apenas em
A professora mostra um livro de literatura infantil a Miguel, aluno autista com bom nível de expressão oral, e solicita a leitura
do trecho: “o rato falou para a pata: o céu pegou fogo”.
Professora: Leia Miguel.
Miguel: Rato. E este nome aqui é o pato. (aponta para a palavra pata)
Professora: Muito bem, é isso mesmo.
Miguel: Falou com a pata...
Professora: Falou o quê?
Miguel: Falou que o céu pegou fogo!
Professora: Quem disse isso?
Miguel: O rato falou para a pata que o céu pegou fogo.
A análise da interação permite afirmar que o aluno empregou estratégia de:
Para Piaget (1964/2014), a explicação do desenvolvimento cognitivo e afetivo fundado na ação é impulsionado por um
motivo, que se traduz sob a forma de uma necessidade que manifesta uma situação de um desequilíbrio. O autor
trabalha com as noções de Esquema, Assimilação e Acomodação. Segundo o autor:
I. “_____________ são estruturas mentais referentes a um todo organizado, relacionam-se a uma estrutura cognitiva
específica [...]; têm uma plasticidade adaptam-se à realidade de modo a assimilá-la.”
II. “_____________ concerne à capacidade de o sujeito incorporar objetos da cognição à sua estrutura cognitiva.”
III. “_____________ concerne ao reajustamento ocorrido na estrutura de modo a poder incorporar o novo objeto.”
IV. “_____________ se encontram presentes em todo processo de interação do sujeito com o objeto.”
Diante do exposto, assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as afirmativas anteriores.
A teoria do desenvolvimento criada por Wallon está alicerçada nos fundamentos da “psicogênese da pessoa completa”,
afirmando que a criança deve ser compreendida de forma integral, percebendo seus aspectos afetivos, biológicos e intelectuais.
Ele criou o conceito de “campos funcionais” que seriam categorias de atividades cognitivas específicas. Considerando o exposto,
assinale a afirmativa correta.
As diversas teorias do desenvolvimento proporcionam insights sobre como os alunos aprendem e se desenvolvem em diferentes idades.
Elas orientam estratégias pedagógicas, permitindo aos educadores adaptarem métodos de ensino de acordo com as necessidades cognitivas, emocionais e sociais dos alunos. Particularmente, as contribuições da psicologia à compreensão do processo de aprendizagem são
vastas e refletir sobre as diversas teorias psicológicas, seus conceitos e métodos, sua compreensão de homem e educação, nos aspectos
que interessam aos processos de ensino e aprendizagem, nos coloca inevitavelmente diante das contribuições de Jean Piaget, Lev Vygotsky
e Henri Wallon. Apesar das diferenças em suas abordagens teóricas, Jean Piaget, Lev Vygotskye Henri Walloncompartilham alguns pontos
comuns em relação ao desenvolvimento infantil; analise-os.
I.Ênfase na importância do ambiente: os três reconhecem a influência do ambiente no desenvolvimento da criança. Eles concordam
que as experiências e interações com o ambiente desempenham um papel significativo na formação de habilidades cognitivas e
sociais.
II. Reconhecimento da fase sensório-motora: Piaget e Wallon valorizam a fase sensório-motora do desenvolvimento, na qual as crianças exploram o mundo por meio dos sentidos e do movimento. Vygotsky, embora não tenha uma fase específica equivalente,
também reconhece a importância da experiência sensorial no desenvolvimento cognitivo.
III.Ênfase na interconexão de aspectos do desenvolvimento: os três teóricos reconhecem a interconexão entre os aspectos emocionais, cognitivos e sociais do desenvolvimento. Wallon, especialmente, destaca essa interdependência ao integrar emoções, cognição e socialização em sua teoria. IV.Valorização do papel ativo da criança: Piaget, Vygotsky e Wallon concordam que a criança desempenha um papel ativo em seu
próprio desenvolvimento. Eles reconhecem que a criança é um agente ativo na construção de seu conhecimento e na participação
em atividades que promovem o aprendizado.
V.Importância do jogo no desenvolvimento infantil: todos valorizam o papel do jogo no desenvolvimento infantil, embora com abordagens diferentes. Piaget destaca o jogo como uma atividade que reflete o desenvolvimento cognitivo; Vygotsky enfatiza o jogo
como uma zona proximal de desenvolvimento; e, Wallon considera o jogo simbólico como uma expressão do pensamento
simbólico na infância.
Na perspectiva de Piaget (1978), o jogo é uma condição vital para o desenvolvimento da criança; inicialmente egocêntrico e espontâneo, vai se tornando cada vez mais uma atividade social, na qual as relações individuais são fundamentais. Através do jogo a criança assimila e se apropria daquilo que percebe na realidade. Segundo Piaget, “a fase que a criança interage com objetos de forma muito intensa, necessitando pegar e compreender intuitivamente seu formato, efeitos que produz e relações com outros objetos, em que o ato de brincar da criança nesta faixa etária é puramente pelo prazer do movimento da interação com o brinquedo”, se refere ao estágio:
Pensando o papel do psicólogo na educação inclusiva, Vygotsky (1997) menciona que “a deficiência em si não decide o destino
da personalidade e, sim, as consequências sociais e sua realização sócio-psicológica”.
(CFP, 2013 P. 59.)
“Promovendo uma discussão sobre a _____________ e o respeito à _______________ humana, pode-se ter uma
compreensão ___________________ do significado da deficiência, do preconceito, das práticas excludentes, superando
intervenções focadas na atuação clínica, individual. A intervenção focada no ____________, na instituição, certamente
colaborará para a inclusão daqueles que estão alijados do processo de escolarização, estudantes com ou sem deficiências.”
Sobre atuação do psicólogo na educação inclusiva, assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a
afirmativa anterior.
Para Piaget, a equilibração das ações desempenha um papel extremamente importante no processo de desenvolvimento,
consistindo no alicerce de sua teoria e sendo, inclusive, necessário para explicar todos os demais fatores. Quando a
assimilação e a acomodação estão em harmonia (ocorrem simultaneamente), o sujeito está adaptado, ou seja, em equilíbrio.
Na medida em que as estruturas disponíveis se tornam insuficientes para operar uma nova situação, ocorrem contradições
e discrepâncias, indo em direção a um estado superior e mais complexo de equilíbrio. Piaget denomina esse movimento de:
Piaget(1996), em seus estudos, afirmou que as crianças não pensam como adultos, aprendem durante seu desenvolvimento que se dá por estágios cognitivos e sensório-motor, se preparando para ser pessoa adulta e ser inserindo no mundo adulto. Aprende nesses estágios valores morais e éticos, regras sociais e adquirindo uma maturidade psicológica; é neste contexto que acontece o mecanismo de processo de assimilação que é a incorporação de objetos do mundo exterior a esquemas mentais preexistentes; e acomodação, que se refere às modificações dos sistemas de assimilação influenciadas pelo mundo externo. Considere uma criança entre dois a sete anos aproximadamente, que apresenta o surgimento da capacidade de dominar a linguagem e a representação do mundo por meio de símbolos. Ainda continua egocêntrica e, além disso, não é capaz, moralmente, de se colocar no lugar de outra pessoa. Pode-se afirmar que, segundo Piaget, ela se encontra no estágio
Tendo como plano de fundo a Teoria das Inteligências Múltiplas, leia atentamente o caso de Breno. Breno, o segundo filho de um casal que teve uma menina como primogênita, desde que nasceu, mostrou-se
tranquilo. Dormia sozinho no aconchego de seu berço e sempre abraçado à um “piu-piu” de pelúcia que era quase do seu
tamanho. Após os seis meses, passou a dormir mexendo na orelha, mas com o brinquedo de pelúcia sempre ao lado.
Estranhava com facilidade as pessoas que não eram de seu convívio social. Ao sair de casa, não era o tipo de criança que
saía correndo e pulando, estava sempre “grudado” com a mãe, de quem quase não largava a mão. Aos três anos foi
matriculado na natação com o intuito de fazer amizades, mas isso se tornou um castigo, pois, ao perceber que iria para a
academia, já começava a chorar. Sua mãe então o colocou no judô. Novamente isso virou uma tortura para Breno. Depois
de muita conversa sua mãe conseguia que Breno entrasse na sala de judô; porém, tinha que ficar na janela do salão
olhando para ele que não tirava os olhos dela. Se porventura ela olhasse para o lado, ele saía da aula e corria em sua
direção, perguntando se ela iria continuar ali. Ela insistiu por três meses e depois não o levou mais. Resolveu então
matriculá-lo na educação infantil. Foi outro suplício. Ele chorou por meses. Não se identificava com nenhum amigo, com
nenhum brinquedo e nem com a professora. O tempo passou e sua mãe, dessa vez, insistiu e não o tirou da escola. Ele
levou muito tempo, mas se adaptou. Sempre foi organizado com seus brinquedos – que raramente estragava ou quebrava
– e com suas coisas. O seu quarto sempre esteve arrumado. Quando ia brincar, tirava os brinquedos do baú e passava um
bom tempo se entretendo com eles; se resolvia mudar de brincadeira, guardava tudo organizadamente no baú. Quando
convidado para o aniversário de um coleguinha da escola sua mão o levava para festa e ele ia bem animado. Ao entrar no
salão de festas, Breno se encostava a uma parede, de preferência que tivesse uma boa visão do que acontecia, e lá ficava
observando tudo. Não brincava, não participava das brincadeiras proporcionadas pelos animadores da festa, não comia
nada, só ficava ali, parado, observando. Quando sua mãe chegava para buscá-lo, encontrava-o no mesmo lugar,
praticamente na mesma posição. Ao levá-lo embora, ela perguntava o que tinha acontecido na festa e ele relatava as
brincadeiras sucintamente, limitando-se a responder o que ela lhe perguntava, sem florear e nem destacar nenhum fato.
Quando lhe perguntava se tinha gostado da festa, respondia que tinha gostado muito. Nunca demonstrou qualquer
sentimento de tristeza por não se comportar da mesma forma que os outros amiguinhos que brincavam em grupo,
corriam, dançavam e faziam qualquer peripécia da idade. Breno se sentia uma criança feliz, embora sua mãe ficasse muito
preocupada com seu comportamento. Ele sempre administrou bem seus sentimentos, sempre teve opinião própria, não
se deixando influenciar por ninguém; ao tomar uma decisão, desde pequeno, não voltava atrás. Esse tipo de comportamento
gerou, por diversas vezes, atrito entre ele e seus pais.
Breno, entre os sete e oito anos, finalmente se identificou com um amigo que era seu vizinho de prédio. Foi uma
amizade forte que dura até os dias atuais. Essa amizade veio dar um colorido novo à vida de Breno, principalmente sob a
ótica de sua mãe, que começou a se sentir mais tranquila. Estavam sempre juntos, amavam ir ao clube, brincavam, e
faziam muita “arte” no prédio onde moravam. Sempre revezavam dormindo um na casa do outro. Só não estudavam na
mesma escola, mas isso não interferia em nada. Esse amigo de Breno, a um olhar superficial, apresentava características
de inteligência corporal-cinestésica, interpessoal e espacial. Breno continuava com o mesmo comportamento. Sempre muito observador, detendo-se aos detalhes e se esmerando
em tudo o que fazia. Essas características encantavam seu amigo que era o próprio “moleque” na real expressão da palavra.
Eles se completavam, pois Breno era sempre o autor intelectual das ideias e seu amigo as colocava em prática; porém, os dois,
sempre juntos, assumiam a autoria das “artes” e sofriam as consequências dos seus atos, ou seja, ficavam de castigo juntos
(porém separados). Quando Breno tinha 12 e seu amigo 13 anos, começaram a frequentar as domingueiras do clube. Quando
voltavam para casa, os dois vinham conversando animadamente ao som de muitas risadas. Breno contava tudo o que tinha
observado, e posso dizer que tinha uma visão completa de tudo o que tinha acontecido no salão, e seu amigo contava seus
peripécias e suas experiências com as meninas.
Nos estudos Breno ia sempre muito bem, embora nunca estudasse. Prestar atenção na aula era o suficiente. Em
compensação, seu amigo passava de série ano sim, ano não. Quando tinha dezesseis anos, Breno se apaixonou. Era sua
primeira namorada, enquanto seu amigo aparecia, a cada semana, com uma namorada nova. Breno teve uma atitude que
surpreendeu a todos: foi pedir a menina em namoro para o pai dela. O espanto foi geral, tanto da família de Breno quanto
da família da menina. Breno continuou com o temperamento centrado, sempre muito responsável, com opinião formada,
sabendo bem aonde queria chegar. Continua sendo de poucas palavras, mas quando fala tem conteúdo. Tem facilidade
em raciocínio lógico e cálculo e optou por engenharia elétrica com ênfase em telecomunicações, trabalhando, hoje, em
uma empresa de telefonia.
(Caso retirado do Livro: Inteligências na Prática Educativa. Editora Intersaberes, 2012 p. 173 a 175. Adaptado.) “Diante dessas observações, podemos afirmar que Breno tem a inteligência ____________ como a mais potencializada;
porém, se tivesse sido estimulado nas demais inteligências, hoje poderia ter outro tipo de comportamento. Poderia ser
uma pessoa mais comunicativa ao ter a inteligência ____________ estimulada, utilizando a ____________ ou a
____________ para fundamentar de forma decisiva suas ideias, teorias e convicções. Usaria a ____________ concomitantemente com a ____________ e a ____________ no desenvolvimento e no aprimoramento da telefonia, que
abrange estes tópicos de forma integrada. Teria um pensamento atento e voltado para ____________, uma vez que
vivemos em uma época decisiva quanto à conscientização ecológica, e seu ramo de trabalho utiliza peças que normalmente contêm metais pesados e substâncias tóxicas que contaminam o solo, as águas e o ar. Também a inteligência
____________ lhe propiciaria uma manipulação totalmente eficaz nos testes desenvolvidos em sua profissão, uma vez
que a superação e o lançamento de novos modelos acontecem numa velocidade ímpar.” Assinale a alternativa que
completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
Além de contribuírem para melhor compreender as crianças e seu desenvolvimento, as pesquisas de Piaget levaram
ao aperfeiçoamento dos métodos de ensino. Dessa forma, ele foi importante não somente por ter estudado as diferenças entre adultos e crianças, mas também por ter investigado especificamente como se constroem certas estruturas
lógico-matemáticas que fazem parte de todas as formas evoluídas do pensamento adulto. De acordo com sua teoria,
assinale a afirmativa INCORRETA.
Relações interpessoais, segundo Antunes (2014, p. 9),são “[...] o conjunto de procedimentos que, facilitando a comunicação
e as linguagens, estabelece laços sólidos nas relações humanas”. Para o autor, as relações interpessoais têm bases emocionais e psicopedagógicas e podem criar um clima favorável na escola ou não.
Segundo Lück (2009, p. 82), “[...] são as pessoas que fazem diferença em educação, como em qualquer outro empreendimento humano, pelas ações que promovem, pelas atitudes que assumem, pelo uso que fazem dos recursos disponíveis,
pelo esforço que dedicam na produção e alcance de novos recursos e pelas estratégias que aplicam na resolução de problemas, no enfrentamento de desafios e promoção do desenvolvimento”.
Considerando as relações interpessoais, assinale a afirmativa INCORRETA.
Para Wallon, “a dimensão afetiva ocupa lugar central tanto do ponto de vista da construção da pessoa quanto do conhecimento”. Para ele, a emoção, uma das dimensões da afetividade, é instrumento de sobrevivência inerente ao homem, é
“fundamentalmente social” e “constitui, também, uma conduta com profundas raízes na vida orgânica”.
(In MAHONEY & ALMEIDA.)
Para o autor, o desenvolvimento humano acontece em cinco estágios, nos quais são expressas as características de
cada espécie e revelam todos os elementos que constituem a pessoa. Diante do exposto, relacione adequadamente as
colunas a seguir.
1. Categorial.
2. Puberdade.
3. Personalismo.
4. Impulsivo-emocional.
5. Sensório-motor e projetivo.
( ) A criança de zero a um ano (0 a 1): revela sua afetividade por meio de movimentos, do toque, em uma comunicação
não-verbal.
( ) A criança de um a três anos (1 a 3): já fala e anda, tendo o seu interesse voltado para os objetos, para o exterior,
para a exploração do meio.
( ) A criança de três anos a seis anos (3 a 6): fase da diferenciação, da formação do “eu”, da descoberta de ser diferente
do “outro”.
( ) A criança de seis anos a dez anos (6 a 10): a organização do mundo em categorias leva a um melhor entendimento
das diferenças entre o “eu” e o “outro”.
( ) A adolescência (11 anos em diante): ocorre uma nova crise de oposição, ou seja, o conflito “eu-outro” retorna, desta
vez, como busca de uma identidade autônoma, o que possibilita maior clareza de limites, de autonomia e de dependência.
A psicopedagogia é uma área de conhecimento e de atuação profissional voltada para a temática da aprendizagem ou, mais
precisamente, para a temática do sujeito que aprende. Em princípio, seu foco eram as dificuldades de aprendizagem e o fracasso
escolar e, atualmente, sua preocupação se configura de forma mais abrangente.
(Ramos, 2007, p. 16.)
Sobre a história da psicopedagogia e as influências das teorias educacionais, é correto afirmar que:
A teoria psicossocial do desenvolvimento humano surge do reconhecimento de que os atributos de natureza biológica, social
e individual são, invariavelmente, influenciados pelas experiências sociais, o que resulta na proposição de que o desenvolvimento humano ocorre em meio a crises próprias de cada faixa etária. A forma como o indivíduo vivencia essas crises
influencia diretamente a formação de sua personalidade. Assim, quando o desfecho de uma crise é positivo, o ego tende a ser
fortalecido; quando é negativo, o ego tende a ser fragilizado. Como resultado, a personalidade inclina-se a se reestruturar, de
modo que o ego vai adaptando-se tanto aos sucessos quanto aos fracassos. O psicanalista e pesquisador do desenvolvimento
psicossocial, Erik Erikson, argumentava que era possível mudanças pessoais e também mapeou esses estágios ou etapas.
Analise algumas características destas etapas.
I. Espera-se que a criança tenha incorporado a seu repertório de comportamentos algumas noções sobre regras e limites
e sentimentos provenientes da resolução das crises anteriores, mostrando um raciocínio mais sofisticado, articulando
ideias e ações, tornando-se mais proativa, pois já conquistou a autonomia, e a iniciativa deve surgir como capacidade
de refletir, estabelecer objetivos, planejar e executar planos a fim de alcançá-los.
II. Espera-se que o ser humano tenha alcançado a maturidade e avançado em suas conquistas. O indivíduo maduro
necessita da convicção de que suas vivências anteriores tiveram significado, e disso surge o sentimento que se traduz
na genuína preocupação e no cuidado em orientar a geração seguinte durante sua jornada de desenvolvimento.
III. O controle da criança exerce sobre o mundo é relativamente limitado em razão de sua imaturidade física e neurológica,
o que torna necessária a atuação de uma figura que proporcione cuidados primários, como supervisão adequada,
higiene, alimentação e afeto.
Considerando as denominações das fases, em acordo com a teoria citada, assinale a associação correta.
Com bases sólidas em teorias da aprendizagem e do desenvolvimento, tais quais a Teoria Sociocultural de Lev Vygotsky e o
Construtivismo de Jean Piaget, bem como em teorias da área da linguística, a exemplo da Linguística Sistêmico-Funcional de
Michael Holliday, a “Content and Language Integrated Learning” foi proposta enquanto abordagem em 1994 a partir de
pesquisas científicas nos contextos europeu e canadense. Desde então, a abordagem vem ganhando cada vez mais popularidade – inicialmente na Europa e, posteriormente, na Ásia e América Latina. É pautada em diferentes pressupostos, dentre
os quais;
I. O repertório e as habilidades que um aluno desenvolve devem ser construídos ativamente a partir de seu conhecimento prévio.
II. A linguagem é a base de toda aprendizagem e independe do contexto.