Um paciente de 22 anos apresentou quadro clínico com início abrupto de febre, cefaleia, mialgia, anorexia, náuseas e vômitos. Foi avaliado na UPA e liberado com prescrição de sintomáticos. Vinte e quatro horas depois, apresentou diarreia, artralgia, dor ocular, fotofobia e hemorragia conjuntival, além de tosse. Foi internado, recebendo hidratação venosa e sintomáticos venosos. Foram solicitados exames complementares, com os seguintes resultados: leucocitose, neutrofilia e desvio à esquerda, plaquetopenia, aumento de ureia e creatinina, CPK elevada, baixa densidade urinária, proteinúria, hematúria microscópica e leucocitúria. Foi então iniciada antibioticoterapia com sulfametoxazol + trimetoprima. Logo a seguir, o paciente apresentou exantema, eritema macular, papular purpúrico, distribuídos no tronco ou na região pré-tibial. USG exibiu hepatomegalia, esplenomegalia e linfadenopatia. Na ocasião, reclamou de intensa mialgia, principalmente em região lombar e nas panturrilhas. Apesar do uso de antibiótico, não apresentou melhora, com evolução para tríade insuficiência renal, icterícia rubínica e hemorragia pulmonar discreta (síndrome de Weil). Foi intubado e no CTI iniciou penicilina G cristalina em dose plena e cuidados intensivos. Após 10 dias, apresentou melhora clínica, sendo transferido para enfermaria até concluir seu tratamento.
A doença descrita acima é:
Após internação prolongada por sepse, um rapaz da enfermaria de clínica médica, tratado para tumor de células germinativas, persistia em neutropenia grave e prolongada. Já havia feito amoxicilina com clavulanato e estava atualmente com piperacilina com tazobactam. Seu quadro iniciou-se com febre, dor torácica tipo pleurítica, dispneia e tosse com hemoptoico. Ele estava piorando clinicamente ao longo dos últimos 3 dias, agravando com hipoxemia. Prontamente, foi realizada tomografia de tórax, com os seguintes achados: múltiplos nódulos, alguns com cavitação, consolidação irregular em segmento do lobo inferior esquerdo e infiltrados peribrônquicos com padrões de árvore em brotamento predominantemente em lobo inferior direito. A equipe de clínica médica levantou a possibilidade de aspergilose pulmonar invasiva.
Diante dessa possibilidade, e considerando o agravo do paciente descrito, é correto afirmar que:
Jovem de 17 anos procura a unidade básica de saúde por causa de icterícia, colúria e fadiga. Apresenta transaminases superiores a 2000, bilirrubina total de 10 mg/dl e história epidemiológica de contato sexual não protegido recente, embora em uso de PREP com o emprego de lamivudina e emtricitabine.
O tipo de hepatite de que se suspeita e seu período de incubação são, respectivamente:
Um paciente de 33 anos, praticante de artes marciais, sem histórico de doenças, compareceu ao pronto-socorro queixando-se de dor em região de trajeto do nervo ciático. A dor era constante e não modificava com o movimento. Observou-se, no local, exantema vesicular e pústulas muito dolorosas. Relatou também que vinha apresentando febre há cerca de um mês e perda ponderal de 2 Kg. O plantonista que o atendeu elaborou um diagnóstico clínico e solicitou alguns exames com hemograma, exames básicos de bioquímica do sangue e mais alguns para complementar seu raciocínio clínico e elaborar o melhor plano terapêutico para esse paciente.
Considerando o relato acima, a doença em questão e um exame que deveria ser solicitado adicionalmente são, respectivamente:
Uma gestante de 20 semanas, moradora de área endêmica, chegou à admissão da maternidade com sinais e sintomas sugestivos de dengue.
Após o exame clínico-obstétrico e laboratorial, a equipe de plantão resolveu internar e tratar a paciente, pois identificou corretamente o seguinte sinal de alarme:
As manifestações extraglandulares (sistêmicas) são vistas em um terço dos pacientes com síndrome de Sjögren e podem ser classificadas da seguinte forma: inespecíficas, periepiteliais (linfócitos ao redor de tecidos epiteliais), mediadas por imunocomplexos e linfoma.
A manifestação extraglandular mais prevalente nos pacientes com síndrome de Sjögren é:

Uma jovem de 24 anos apresentou odinofagia associada a fadiga e uma cervicalgia mais pronunciada à esquerda, identificando ser um caroço de aproximadamente 1 cm. O quadro progrediu durante os três dias com piora dos sintomas, além de febrícula – de até 37,8 °C – constante. A seguir, ocorreu dor em hipocôndrio direito. No quinto dia de sintomas, foram prescritos amoxicilina e anti-inflamatório não esteroidal devido a hiperemia de orofaringe com placas brancacentas – a paciente teve diagnóstico de amigdalite bacteriana, apresentando náuseas e anorexia. Com aproximadamente 1 semana de sintomas e 3 dias do uso do antibiótico, a jovem decidiu procurar novo atendimento médico, que revelou: sinais vitais estáveis, porém com taquicardia (FC 110 bpm), eutrófica, sem evidência de emagrecimento, eupneica. Rash eritematoso maculopaular difuso estava visível em tronco, abdômen e porção próxima de membros superiores e inferiores. Havia presença de edema periorbitário bilateral. Linfonodos posteriores aos músculos esternocleidomastoideos estavam aumentados e pouco dolorosos (1,5 e 1,2 cm), fibroelásticos, móveis. Havia também micropoliadenopatia em outras cadeias cervicais superficiais. Orofaringe apresentava hipertrofia amigdaliana, petéquias em palato e exsudato membranoso. Ao exame ginecológico com ectopia em colo uterino, foi detectado corrimento fisiológico, sem presença de outras alterações como úlceras. O abdômen era doloroso em andar superior à palpação profunda com hepatimetria de 14 cm e borda romba e dolorosa e espaço de Traube ocupado.

Sobre as hipóteses diagnósticas e complementação da investigação, é correto afirmar que:

Um paciente de 55 anos, portador de doença de Crohn há mais de 10 anos em remissão com adalimumabe (anti-TNFalfa), foi internado na enfermaria de clínica médica para investigar síndrome consumptiva. O grupo de residentes notou linfadenomegalias cervicais sem sinais inflamatórios, presença de hepatoesplenomegalia e estertores crepitantes em ambos os hemitórax. Foi feito diagnóstico de tuberculose a partir de teste rápido molecular do lavado broncoalveolar, cujo material foi positivo para micobactéria tuberculosa (sensível à rifampicina). Mesmo durante o tratamento padrão com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol, o paciente apresentava febre vespertina frequente de aproximadamente 38 graus. Logo no diagnóstico, fora suspenso o adalimumabe. A despeito de a investigação para outros agentes infecciosos ter sido negativa e de não haver resistência da micobactéria, a febre ficou mais frequente e houve piora clínica com derrame pleural e hipoxemia, além de piora laboratorial com aumento de aminotransferases (em torno de 3 vezes o limite superior da normalidade) após 1 mês do início do tratamento contra micobactéria.
O manuseio adequado do quadro é:

Um marco na direção do acesso universal e gratuito à terapia antirretroviral no Brasil foi a Lei Federal nº 9.313/1996. Essa lei foi construída pela aliança entre a sociedade civil organizada, pesquisadores e gestores comprometidos com o enfrentamento da epidemia de Aids. Essa estratégia contribuiu para modificar o cenário epidemiológico da doença no país, aumentou a expectativa de vida e melhorou a qualidade de vida das pessoas vivendo com HIV e Aids (PVHA).

Conforme o protocolo clínico e as diretrizes terapêuticas para manejo da infecção pelo HIV em adultos, um critério para a classificação da PVHA como gravemente doente é:

Um paciente de 34 anos é levado ao pronto-socorro por sua esposa, pois vem apresentando cefaleia intensa e convulsões sugestivas de crises parciais complexas. Há presença de leve paresia braquiocrural à direita. É realizada uma tomografia computadorizada de urgência. Diante da história epidemiológica, sintomas, exame físico e achados na tomografia computadorizada de crânio, há a suspeita de neurocisticercose.
O próximo exame complementar para avaliação dessa hipótese diagnóstica é:

O residente de clínica médica foi chamado para responder um pedido de parecer da equipe cirúrgica referente a uma senhora de 70 anos com novo episódio de diarreia há 7 dias. Ela foi internada com diverticulite aguda complicada por abscesso, o qual não respondeu ao primeiro ciclo de antibiótico (ciprofloxacina e metronidazol) e ao segundo ciclo (piperacilina com tazobactam), ambos por 14 dias. Apresentou nova infecção peritoneal com deiscência da anastomose primária, sendo necessária abordagem cirúrgica para drenagem do abscesso. A paciente apresentou o segundo episódio de diarreia na internação (60 dias) intervalado com 7 dias de constipação. A idosa se queixou de cólicas, distensão abdominal e tenesmo há pelo menos 2 semanas. Estava febril (38,0 °C), mas estável hemodinamicamente. As morbidades eram apenas uma doença renal crônica (Cr 1,5 mg/dl). Os episódios eram frequentes (em torno de 5 por dia) e mais aquosos. A calprotectina fecal era de 1500 mg/kg, mas os exames parasitológicos de fezes, colhidos dessa vez e no outro episódio, foram negativos. O residente pensou na possibilidade de infecção por Clostridioides difficile.

Para confirmação do quadro em ambiente hospitalar e proposição de um tratamento ideal, o residente deve:

A febre maculosa é uma doença que pode cursar com quadro fulminante, levando os pacientes rapidamente a óbito.
Avalie se as seguintes opções de tratamento antimicrobiano exibem ação contra o micro-organismo causador da doença:

I – ceftriaxona
II – doxiciclina
III – cloranfenicol

Está correto o que se apresenta em
Um paciente do sexo masculino, 35 anos de idade, é internado para tratamento de indução de uma leucemia mieloide aguda. Depois de administrados os medicamentos que fazem parte do bloco de tratamento, o paciente entra em aplasia de medula óssea, com profunda neutropenia (< 500 neutrófilos/µL), anemia e plaquetopenia, mas ainda não apresenta febre.
O esquema de antibioticoterapia profilática deve incluir os seguintes medicamentos:

O Mycobacterium leprae, bacilo álcool-ácido resistente, é um parasita intracelular com predileção pela célula de Schwann e pele.

Sobre a hanseníase, é correto afirmar que:

Em relação à tuberculose vertebral, é correto afirmar que:
A peritonite bacteriana espontânea é uma das complicações mais comuns em pessoas com cirrose hepática.
Em relação a essa condição patológica, é correto afirmar que:
Paciente jovem soropositivo para os vírus HBV (HBsAg reativo, HBeAg) e HIV apresenta manifestações extra-hepáticas do vírus da hepatite B.
NÃO é considerada manifestação extra-hepática do HBV a seguinte condição:
Uma mulher de 30 anos internou-se com perda ponderal de 20 kg (peso atual: 56 kg; peso usual: 76 kg), candidíase, diarreia crônica, baixo índice de Karnofsky, anemia e contagem de linfócitos totais iguais a 800 cél/dl. O diagnóstico de tuberculose pulmonar cavitária, concomitante a padrão miliar, levou a residente de clínica médica a investigar a infecção pelo HIV. O diagnóstico firmado de infecção pelo HIV, no dia seguinte, foi seguido de orientação e condução clínica.
Considerando R – rifampicina, H – isoniazida, Z – pirazinamina, E – etambutol, a terapia recomendada para a coinfecção HIV - tuberculose, segundo o último PCDT HIV 2024, é:
Um paciente com 45 anos de idade apresenta lesões esbranquiçadas em placas, localizadas nas bordas da língua. As lesões não são removidas com uso de espátulas.
Essa condição patológica está ligada à(ao):
M.A.S, 39 anos, sexo feminino, com diagnóstico de hanseníase borderline, completou seu tratamento com poliquimioterapia única (PQT-U) em período de 16 meses. Ao término da PQT-U, não se observou mudança no aspecto clínico das lesões. Foram realizadas duas baciloscopias com intervalo de 7 meses. O índice baciloscópico ao início da PQT-U era igual a 1. A paciente manteve acompanhamento clínico na unidade de saúde devido a reações hansênicas reentrantes, com pouca resposta ao tratamento com corticosteroides sistêmicos. Foi sugerida investigação de resistência do Mycobacterium leprae (M.leprae) a antimicrobianos.
Um dos critérios para essa investigação é:
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