Questões de Concursos

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A gravidez ectópica ou extrauterina é aquela, cujo blastocisto fica implantado em qualquer lugar diferente do revestimento endometrial da cavidade uterina. Ela permanece sendo a principal causa dos óbitos relacionados à gravidez inicial. Sobre a biópsia endometrial no contexto de gravidez ectópica associada, assinale a afirmativa INCORRETA.
A placenta prévia, definida como a presença de tecido placentário total ou parcialmente inserido no segmento inferior do útero, após 28 semanas de gestação, aumenta o risco de hemorragia anteparto, intraparto e também no período pós-parto. Trata-se de uma conduta INADEQUADA no tratamento da placenta prévia, no contexto de sangramento materno:
As fraturas do fêmur proximal em criança são graves e estão associadas a altos índices de complicações. Geralmente, são ocasionadas por traumas que envolvem alta energia cinética como quedas de altura, acidentes automobilísticos e prática de esportes radicais; podendo acarretar, também, importantes lesões dos tecidos moles. A classificação de Delbet-Colonna é empregada para orientar o tratamento, bem como avaliar o prognóstico. De acordo com tal classificação, o tipo mais comum de fratura do fêmur proximal em crianças é:
Uma sociedade comercial possuía apenas duas unidades de mercadorias em seu estoque. O custo unitário das mercadorias era R$ 16.400,00, totalizando saldo de estoque de R$ 32.800,00. Necessitando reabastecer seus estoques, a sociedade comercial comprou novas mercadorias. O preço inicialmente estipulado pelo fornecedor era R$ 24.000,00 a unidade. A sociedade comercial negociou o preço e adquiriu dez unidades da mercadoria pelo valor unitário de R$ 22.000,00, totalizando R$ 220.000,00 (valor total da nota fiscal). O valor total da compra inclui ICMS de R$ 40.000,00 e IPI de R$ 20.000,00. Adicionalmente, na compra, a sociedade pagou R$ 8.000,00 de seguro para todo lote de mercadorias adquiridas. Poucos dias após reabastecer seu estoque, a sociedade comercial vendeu oito unidades das mercadorias pelo valor unitário de R$ 25.000,00, o qual inclui ICMS de R$ 5.000,00. O critério adotado pela sociedade comercial para custeio do estoque é o custo médio ponderado. A sociedade comercial também incorreu em gastos com frete de R$ 6.000,00 para entregar todas as mercadorias ao cliente. Com base exclusivamente nas informações anteriores, após a contabilização das transações descritas, o valor do lucro bruto e o valor do estoque final, respectivamente, foram de:
Estão descritos três instrumentos no novo modelo orçamentário da Constituição Federal de 1988: Plano Plurianual; Lei de Diretrizes Orçamentárias; e, Lei Orçamentária Anual, que buscam relacionar o planejamento de médio prazo aos orçamentos anuais e atender ao Princípio da Universalidade. Considerando a Constituição Federal de 1988, assinale a afirmativa INCORRETA.
A Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde (SUS) é um conjunto de normativas e diretrizes que visam incorporar e implementar as Práticas Integrativas e Complementares (PICS) no SUS. Entre os principais objetivos da PNPIC está o aumento da resolutividade dos serviços de saúde, que ocorre a partir da integração entre o modelo convencional de cuidado – de racionalidades – e um olhar e uma atuação mais ampliados, agindo de forma integrada e/ou complementar no diagnóstico, na avaliação e no cuidado.

(Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/pnpic. Acesso em: 09/08/2023. Adaptado.)

Atualmente, contribui para a ampliação das abordagens de cuidado e das possibilidades terapêuticas para os usuários, garantindo uma maior integralidade e resolutividade da atenção à saúde, o número total de práticas:
Tricotomia é um procedimento de enfermagem que deve ser realizado em alguns momentos específicos, como na região de cirurgia. É possível afirmar que o procedimento de tricotomia se refere à remoção de
A estratégia da situação-problema contempla as categorias da dialética no processo de construção de conhecimento quando estimula ou amplia a significação dos elementos apreendidos em relação à realidade. Exige uma constante continuidade e ruptura no levantamento e na análise dos dados e na busca e construção de diferentes alternativas para a solução do problema. Possibilita a práxis, a problematização, a criticidade na identificação da solução e a totalidade, pois tudo está interligado. Uma equipe de educadores em saúde desenvolveu uma situação-problema com a finalidade de desenvolver em um grupo de pacientes a capacidade de analisar criticamente a sua realidade e decidir ações conjuntas para resolver problemas e modificar situações frente a questões relacionadas aos pacientes de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão. Utilizando a metodologia dialética, foram planejadas as atividades da seguinte forma; analise-as.

1. Atividade 01: apresentar aos pacientes a situação-problema “A família de Teresinha”, solicitar que leiam a situação e, em grupo, refletir sobre suas questões: “O que você sentiu ao ler a história?” e “Que elementos apresentam semelhanças com o seu cotidiano?”. Objetivo: mobilizar os pacientes a buscar conhecimentos relativos ao tema aguçando a curiosidade deles ao apresentar uma situação relacionada ao seu cotidiano.

2. Atividade 02: estabelecer uma relação dialógica abordando os principais temas relacionados a diabetes e hipertensão, os respectivos cuidados e agravos à saúde e as formas de enfrentamento dos problemas levantados. Objetivo: organizar o conhecimento prévio dos pacientes desmistificando possíveis crenças, valores e tabus; apresentar conteúdos relacionados às patologias; estimular a reflexão; e, possibilitar questionamentos relacionados aos problemas levantados.

3. Atividade 03: reelaborar a situação-problema em subgrupos de pacientes. Objetivo: refazer a situação-problema com finalidade de sistematizar e expressar os conhecimentos construídos e reconstruídos de forma que os pacientes possam repensar suas respostas e formular propostas para enfrentar, solucionar ou minimizar problemas.

4. Atividade 04: apresentar e discutir a reelaboração da situação-problema para o grupo. Objetivo: discutir a situação- -problema retificando as ideias equivocadas; possibilitar a reflexão e questionamentos através do confronto de opiniões como forma de materializar o conhecimento; e, socializar as propostas formuladas para enfrentar, solucionar ou minimizar os problemas.


As atividades planejadas para a situação-problema, pela ordem em que foram propostas, exploram as seguintes etapas da dialética:
A didática é a ciência que estuda os princípios, os métodos e as técnicas do ensino. Seus fundamentos incluem a compreensão das necessidades e características dos alunos; a seleção adequada de conteúdos; a utilização de estratégias pedagógicas eficazes; a promoção do aprendizado significativo; e, a avaliação contínua do processo educativo. A busca pela motivação, interação e participação ativa dos estudantes é essencial para alcançar resultados de ensino-aprendizagem mais efetivos. Como prática pedagógica sistematizada, surge de um relacionamento social específico e de um tempo histórico determinado. Nos diferentes contextos históricos, existiram e existem diferentes abordagens que fundamentaram e fundamentam, bem como caracterizam as ações operacionais metodológicas; analise-as.

I. É na instituição escolar tradicional que se inicia a transmissão do conhecimento como atuação didática por meio de aulas expositivas. Em uma visão existencialista, o homem é imutável, considerado como tábula rasa e receptor passivo de conhecimentos preestabelecidos e determinados pela humanidade.

II. Na instituição escolar tradicional, a transmissão de conteúdo pelo professor é a ênfase do processo didático, cabendo ao aluno aprender o conteúdo. O professor, centro do processo, detém o conteúdo preestabelecido e, em uma relação horizontalizada, espera que o aluno, passivo, assimile o conteúdo.

III. O movimento da Escola Nova, aprender a aprender, surge para modificar o eixo da aprendizagem. O principal ator do processo é o aluno, e o professor é um orientador do processo de ensino. Sob uma visão essencialista, o homem está em evolução contínua e sua formação também se dá de forma constante ao longo da vida. Em um contexto histórico democrático, o conhecimento é renovado pelo entendimento de “aprender o método de aprender” para poder ter a autonomia no aprender.

IV. Na concepção de aprender a fazer, a tecnologia educacional racionaliza o aprendizado, e o contexto social pede por estratégias didáticas com o propósito da eficiência e da produtividade. O processo de ensino e aprendizado é fragmentado, assim como a atuação do professor é compartimentalizada (especialistas). O comportamento uniforme dos alunos visa objetivos operacionais como executores de tarefas, caracterizando a abordagem tecnicista.

Está correto o que se afirma apenas em
A educação profissional é uma importante ferramenta para a qualificação da mão de obra e para a inclusão social. Seus cursos oferecem aos alunos a oportunidade de adquirir conhecimentos e habilidades técnicas que podem ser aplicados no mercado de trabalho. A educação profissional também auxilia a reduzir o índice da desigualdade social, pois possibilita aos alunos de baixa renda adquirirem conhecimentos e habilidades necessários para obter um emprego de qualidade e promover o crescimento econômico. A demanda por profissionais técnicos qualificados é crescente, sendo uma importante ferramenta para o desenvolvimento do Brasil. A respeito da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) Abrange cursos de qualificação profissional, habilitação técnica, graduação tecnológica e de pós-graduação, além de prever a integração com os diferentes níveis e modalidades da educação e as dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia.

( ) É um nível educacional previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que contribui para a preparação dos jovens e estudantes no mercado de trabalho.

( ) A EPT brasileira teve início em 1949 com as Escolas de Aprendizes Artífices. Já a regulamentação do Ensino Industrial aconteceu no governo de Getúlio Vargas, em 1962, ano de criação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).

( ) Em 1978, foram criados os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets); após um hiato de quase duas décadas, a EPT foi reconhecida com a publicação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), em 1996. Uma década depois, em 2008, outro marco histórico vem com a criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia a partir dos Cefets, Escolas Técnicas e Escolas Agrotécnicas Federais.

( ) Mais recentemente criou-se o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), além da recente reforma do ensino médio, que estabeleceu a formação técnica e profissional como um possível itinerário formativo para os estudantes.

A sequência está correta em
Determinado economista, analisando a estrutura de custos de certa empresa, calculou que o seu Custo Marginal (CMg) de x unidades é dado por CMg(x) = 6x2 – 6x + 20 e o seu custo fixo é 400 unidades monetárias. Considerando os dados, assinale o custo médio da empresa, quando forem produzidas 5 unidades do produto.
Determinada indústria produtora de um bem de consumo durável tem sua estrutura de custos dada pela função C(q) = 0,33q3 –7,5q2 + 100q +1000. Assinale, respectivamente, os valores dos custos fixos, marginais e médios (em reais – R$), quando são produzidas 1.000 unidades nesta indústria
Os bens públicos podem ser definidos como bem público puro ou impuro, de acordo com as características rivalidade e exclusividade. Considerando os conceitos dos bens públicos, é correto afirmar que:
“Em 24 de janeiro de 2023, durante a abertura do seminário ‘Hanseníase no Brasil: da evidência à prática’, foi anunciado que a partir de fevereiro o Ministério da Saúde dará início à distribuição de 150 mil testes rápidos para o apoio ao diagnóstico da hanseníase no Sistema Único de Saúde (SUS). A entrega dos testes coloca o Brasil como o primeiro país no mundo a ofertar insumos para a detecção da doença na rede pública. Trata-se de um teste imunocromatográfico capaz de determinar de forma qualitativa, a presença de anticorpos IgM anti-Mycobacterium leprae em amostras biológicas de soro, plasma ou sangue total; a determinação do resultado é realizada por análise visual, não necessitando de auxílio de outros equipamentos para leitura, devendo ser interpretado em tempo inferior ou igual a _________ minutos.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.

O caso clínico a seguir contextualiza a questão. Leia-o atentamente.


João Paulo, 75 anos, evidencia longa história de tabagismo, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e não adesão ao tratamento farmacológico; apresentou dispneia progressiva e febre há dois dias. Seus sinais vitais são pressão arterial 140 x 90 mmHg; frequência cardíaca (FC) 122 bpm; FR 32/min; e, temperatura 37,5° C. Apresentava tosse produtiva. Em uso da musculatura respiratória acessória com sibilos difusos bilaterais. Estava alerta, mas sem a capacidade de falar frases completas. A gasometria arterial apresentava: pH: 7,25; PaO2: 57mmHg; PaCO2: 62mmHg. Uma radiografia de tórax evidenciou imagem de consolidação em lobo inferior direito. Iniciou terapia broncodilatadora e esteroides venosos e oxigenoterapia com cateter nasal. Foram coletadas hemocultura e cultura de secreção traqueal e iniciada antibioticoterapia. Foi colocado em VNI e, por ter evoluído com piora do quadro (taquipneia, diminuição do sensório), sedado, intubado e colocado em ventilação invasiva.

Sabe-se que João Paulo melhorou da pneumonia, estava afebril; e, a equipe avaliou a possibilidade de desmame. As drogas sedativas foram interrompidas e no primeiro TRE foi utilizado pressão de suporte de 7 cmH2O. Considerando os parâmetros necessários para que o paciente realize o TRE, assinale a alternativa correta.
Procrastinação: entenda essa inimiga. E livre-se dela.

Adiar tarefas importantes em prol de atividades inúteis é uma tendência universal, com raízes biológicas.
Mas quando o problema se torna crônico pode (e vai) arruinar sua carreira. Conheça as causas
da procrastinação e veja estratégias científicas para combatê-la. Só não deixe para ler depois.

“O homem que adia o trabalho está sempre a lutar com desastres.” A frase é da obra “Os trabalhos e os dias”, do poeta grego Hesíodo, que viveu e escreveu no século 8 a.C. No texto em questão, ele aconselha o seu irmão Perses, com quem tem desavenças, sobre a questão do trabalho – alertando-o para nunca deixar as tarefas importantes para depois.
“Não adies para amanhã nem depois de amanhã, pois não enche o celeiro o homem negligente, nem aquele que adia: a atenção faz o trabalho prosperar”, continua o poeta.
A obra grega em questão é tão antiga quanto os trechos mais ancestrais da Bíblia, escritos na mesma época. E registra a luta da humanidade contra um demônio persistente: a procrastinação – o ato de não deixar para amanhã aquilo que pode ser feito depois de amanhã.
Pior. Tecnologias que facilitam a vida sempre trouxeram como efeito colateral um convite ao adiamento sem fim. Em 1920, por exemplo, a escritora inglesa Virginia Woolf reclamou sobre estar perdendo tempo demais com as novidades de sua época em vez de se concentrar naquilo que realmente importava. “Planejei uma manhã de escrita tão boa, e gastei a nata do meu cérebro no telefone”, escreveu em seu diário.
Tudo bem, Mrs. Woolf. Até este texto foi finalizado poucas horas antes do prazo derradeiro – em parte por conta da procrastinação deste que vos escreve.
A culpa não é (só) nossa. A procrastinação é um fenômeno universal e atemporal porque tem causas biológicas, psicológicas e sociais. Embora alguns sofram mais com ela do que outros, ninguém consegue fugir totalmente da tentação de adiar tarefas.
Na dúvida, culpe Darwin. Humanos não são muito afeitos a tarefas cuja recompensa só vem em longo prazo. “Nosso cérebro é bom em escolher o que nos traz benefício no aqui e agora”, explica Claudia Feitosa-Santana, neurocientista pela Universidade de São Paulo (USP) e autora do livro “Eu controlo como eu me sinto” (2021). “Tudo que é visto como algo que está lá no futuro, o cérebro é bom em literalmente não escolher”.
Curtir memes no TikTok, jogar um game ou ver aquele episódio a mais de uma série na Netflix à 1h da manhã trazem doses de prazer e felicidade instantaneamente. Adiantar o relatório, estudar para a prova ou organizar o guarda-roupas são tarefas que, além de desagradáveis, seguem uma lógica de longo prazo – e podem (quase) sempre ser deixadas para depois. O lado primitivo do seu cérebro sempre vai preferir gastar energia e atenção com algo que traga resultado imediato.
Os primatas do gênero Homo, que deram origem à nossa espécie, evoluíram por dois milhões de anos em ambiente selvagem. Nossa massa cinzenta foi forjada ali, não no relativo conforto da civilização. E segue programada para viver sob aquelas condições. Gastar energia com tarefas que só trarão algum benefício lá na frente simplesmente não é a melhor opção para um cérebro que está a todo momento tentando achar comida e fugir de predadores. O melhor mesmo é focar no agora.
Mas claro que nosso cérebro também tem um lado 100% racional – é o córtex pré-frontal, a parte que, como o nome diz, fica bem na frente da nossa cabeça. Ele é responsável por aquilo que nos diferencia dos animais – o pensamento a longo prazo, o planejamento. O córtex pré-frontal sabe que estudar matemática, ler um pouquinho por dia e adiantar o trabalho para não deixar acumular em cima do prazo são decisões importantes.
A procrastinação, no fim das contas, é o resultado de uma briga entre a parte primitiva do cérebro, que quer guardar sua energia para missões mais imediatistas, e a parte racional, que puxa para empreitadas desagradáveis, mas necessárias. E o resultado às vezes é um “bug” que faz a gente travar, sem saber se inicia ou não a tarefa – tudo isso enquanto sente culpa e tensão, porque seu córtex pré-frontal faz questão de te lembrar que deveria estar na ação.
Mas, para ser justo, apontar o dedo para Darwin não é lá a melhor desculpa. É que as origens biológicas são apenas uma parte da causa – e nem são as mais relevantes. O vício de adiar até o último momento não afeta todo mundo de maneira igual. “Embora todo mundo procrastine, nem todo mundo é um procrastinador”, diz Joseph Ferrari, professor de psicologia da Universidade de Chicago (EUA).
Uma das estratégias mais indicadas para vencer a procrastinação é tentar vencer a ideia de que as tarefas são difíceis ou desafiadoras demais. Lembra daquele conceito de que, quanto mais procrastinamos, mais a bola de neve aumenta e parece ameaçadora? Para evitar isso, quebre as obrigações em missões menores, e vá cumprindo-as uma a uma ao longo de todo o prazo. Ao vencer as primeiras etapas, as restantes vão se tornando menos e menos amedrontadoras – afinal, você percebe que consegue cumpri-las mais rápido do que pensava.
Nessa mesma lógica, é preciso elencar o que fazer primeiro. Gastar tempo com atividades fáceis e deixar o grosso para o final do prazo é justamente uma estratégia de procrastinação. E fazer o mais difícil primeiro serve de incentivo para matar o resto – na lógica do “o pior já passou”. Também dá para aplicar a estratégia das recompensas aqui. Para cada “etapa” da empreitada cumprida com antecedência, se dê algum benefício – uma pausa maior, um episódio da série, uma partida de seu game favorito etc. Se você estiver numa posição de liderança, considere o mesmo para toda a equipe.
Para aquelas tarefas pequenas e simples, a dica é encaixá-las nos momentos em que a produção de outras atividades já está rolando, de modo que elas não fiquem sendo eternamente procrastinadas.
Outra dica realista é aceitar um pouco de procrastinação. Como vimos, ela é um comportamento universal, que não será 100% evitável. Mesmo rotinas saudáveis e organizadas, com períodos de descanso e lazer bem encaixados, vão eventualmente encontrar a tentação de deixar atividades para depois do planejado inicialmente.

(Bruno Carbinatto. Disponível em: https://vocesa.abril.com.br/desenvolvimento-pessoal/procrastinacao-entenda-essa-inimiga-e-livre-se-dela/. Acesso em: 20/07/2023. Fragmento.)
No título do texto – “Procrastinação: entenda essa inimiga. E livre-se dela.”, os verbos expressam o sentido de:
Procrastinação: entenda essa inimiga. E livre-se dela.

Adiar tarefas importantes em prol de atividades inúteis é uma tendência universal, com raízes biológicas.
Mas quando o problema se torna crônico pode (e vai) arruinar sua carreira. Conheça as causas
da procrastinação e veja estratégias científicas para combatê-la. Só não deixe para ler depois.

“O homem que adia o trabalho está sempre a lutar com desastres.” A frase é da obra “Os trabalhos e os dias”, do poeta grego Hesíodo, que viveu e escreveu no século 8 a.C. No texto em questão, ele aconselha o seu irmão Perses, com quem tem desavenças, sobre a questão do trabalho – alertando-o para nunca deixar as tarefas importantes para depois.
“Não adies para amanhã nem depois de amanhã, pois não enche o celeiro o homem negligente, nem aquele que adia: a atenção faz o trabalho prosperar”, continua o poeta.
A obra grega em questão é tão antiga quanto os trechos mais ancestrais da Bíblia, escritos na mesma época. E registra a luta da humanidade contra um demônio persistente: a procrastinação – o ato de não deixar para amanhã aquilo que pode ser feito depois de amanhã.
Pior. Tecnologias que facilitam a vida sempre trouxeram como efeito colateral um convite ao adiamento sem fim. Em 1920, por exemplo, a escritora inglesa Virginia Woolf reclamou sobre estar perdendo tempo demais com as novidades de sua época em vez de se concentrar naquilo que realmente importava. “Planejei uma manhã de escrita tão boa, e gastei a nata do meu cérebro no telefone”, escreveu em seu diário.
Tudo bem, Mrs. Woolf. Até este texto foi finalizado poucas horas antes do prazo derradeiro – em parte por conta da procrastinação deste que vos escreve.
A culpa não é (só) nossa. A procrastinação é um fenômeno universal e atemporal porque tem causas biológicas, psicológicas e sociais. Embora alguns sofram mais com ela do que outros, ninguém consegue fugir totalmente da tentação de adiar tarefas.
Na dúvida, culpe Darwin. Humanos não são muito afeitos a tarefas cuja recompensa só vem em longo prazo. “Nosso cérebro é bom em escolher o que nos traz benefício no aqui e agora”, explica Claudia Feitosa-Santana, neurocientista pela Universidade de São Paulo (USP) e autora do livro “Eu controlo como eu me sinto” (2021). “Tudo que é visto como algo que está lá no futuro, o cérebro é bom em literalmente não escolher”.
Curtir memes no TikTok, jogar um game ou ver aquele episódio a mais de uma série na Netflix à 1h da manhã trazem doses de prazer e felicidade instantaneamente. Adiantar o relatório, estudar para a prova ou organizar o guarda-roupas são tarefas que, além de desagradáveis, seguem uma lógica de longo prazo – e podem (quase) sempre ser deixadas para depois. O lado primitivo do seu cérebro sempre vai preferir gastar energia e atenção com algo que traga resultado imediato.
Os primatas do gênero Homo, que deram origem à nossa espécie, evoluíram por dois milhões de anos em ambiente selvagem. Nossa massa cinzenta foi forjada ali, não no relativo conforto da civilização. E segue programada para viver sob aquelas condições. Gastar energia com tarefas que só trarão algum benefício lá na frente simplesmente não é a melhor opção para um cérebro que está a todo momento tentando achar comida e fugir de predadores. O melhor mesmo é focar no agora.
Mas claro que nosso cérebro também tem um lado 100% racional – é o córtex pré-frontal, a parte que, como o nome diz, fica bem na frente da nossa cabeça. Ele é responsável por aquilo que nos diferencia dos animais – o pensamento a longo prazo, o planejamento. O córtex pré-frontal sabe que estudar matemática, ler um pouquinho por dia e adiantar o trabalho para não deixar acumular em cima do prazo são decisões importantes.
A procrastinação, no fim das contas, é o resultado de uma briga entre a parte primitiva do cérebro, que quer guardar sua energia para missões mais imediatistas, e a parte racional, que puxa para empreitadas desagradáveis, mas necessárias. E o resultado às vezes é um “bug” que faz a gente travar, sem saber se inicia ou não a tarefa – tudo isso enquanto sente culpa e tensão, porque seu córtex pré-frontal faz questão de te lembrar que deveria estar na ação.
Mas, para ser justo, apontar o dedo para Darwin não é lá a melhor desculpa. É que as origens biológicas são apenas uma parte da causa – e nem são as mais relevantes. O vício de adiar até o último momento não afeta todo mundo de maneira igual. “Embora todo mundo procrastine, nem todo mundo é um procrastinador”, diz Joseph Ferrari, professor de psicologia da Universidade de Chicago (EUA).
Uma das estratégias mais indicadas para vencer a procrastinação é tentar vencer a ideia de que as tarefas são difíceis ou desafiadoras demais. Lembra daquele conceito de que, quanto mais procrastinamos, mais a bola de neve aumenta e parece ameaçadora? Para evitar isso, quebre as obrigações em missões menores, e vá cumprindo-as uma a uma ao longo de todo o prazo. Ao vencer as primeiras etapas, as restantes vão se tornando menos e menos amedrontadoras – afinal, você percebe que consegue cumpri-las mais rápido do que pensava.
Nessa mesma lógica, é preciso elencar o que fazer primeiro. Gastar tempo com atividades fáceis e deixar o grosso para o final do prazo é justamente uma estratégia de procrastinação. E fazer o mais difícil primeiro serve de incentivo para matar o resto – na lógica do “o pior já passou”. Também dá para aplicar a estratégia das recompensas aqui. Para cada “etapa” da empreitada cumprida com antecedência, se dê algum benefício – uma pausa maior, um episódio da série, uma partida de seu game favorito etc. Se você estiver numa posição de liderança, considere o mesmo para toda a equipe.
Para aquelas tarefas pequenas e simples, a dica é encaixá-las nos momentos em que a produção de outras atividades já está rolando, de modo que elas não fiquem sendo eternamente procrastinadas.
Outra dica realista é aceitar um pouco de procrastinação. Como vimos, ela é um comportamento universal, que não será 100% evitável. Mesmo rotinas saudáveis e organizadas, com períodos de descanso e lazer bem encaixados, vão eventualmente encontrar a tentação de deixar atividades para depois do planejado inicialmente.

(Bruno Carbinatto. Disponível em: https://vocesa.abril.com.br/desenvolvimento-pessoal/procrastinacao-entenda-essa-inimiga-e-livre-se-dela/. Acesso em: 20/07/2023. Fragmento.)
Os termos são classificados sintaticamente de acordo com as funções que exercem dentro da oração. A partir dessa consideração, assinale a alternativa cujo trecho ou termo sublinhado exerce a mesma função que “um convite” em: “Tecnologias que facilitam a vida sempre trouxeram como efeito colateral um convite ao adiamento sem fim.” (5º§)
A Lei Federal nº 8.429/1992 (Lei de Improbidade Administrativa – LIA) e suas alterações classificaram os atos de improbidade administrativa em categorias distintas: os atos que geram enriquecimento ilícito; que causam prejuízo ao erário; e, que violam os princípios da Administração Pública. Na LIA, considera-se ato que gera enriquecimento ilícito quando o agente
As etapas da despesa orçamentária são: fixação; empenho; liquidação; e, pagamento.
(BRASIL, 1964.)

Considerando as referidas etapas, em conformidade com a legislação vigente, analise as afirmativas a seguir.

I. O empenho de despesa é o ato pelo qual a autoridade competente cria uma obrigação de pagamento para o Estado, seja ela pendente ou não de alguma condição a ser cumprida.

II. É proibida a realização de despesas sem que tenha sido previamente feito o empenho; somente em situações especiais previstas em lei específica pode haver dispensa da emissão da nota de empenho.

III. A liquidação da despesa consiste na verificação do direito do credor com base nos documentos que comprovem o respectivo crédito.

IV. O pagamento da despesa somente será realizado após sua regular liquidação, sendo emitida a ordem de pagamento, despacho emitido por autoridade competente, determinando que a despesa seja paga.

V. A emissão da nota de empenho tem como objetivo confirmar a origem e o objeto do pagamento do que deve ser quitado pela Fazenda Pública.

Está correto o que se afirma apenas em
Receitas orçamentárias podem ser conceituadas como “disponibilidades de recursos financeiros que ingressam durante o exercício e que aumentam o saldo financeiro da instituição”. Instrumento por meio do qual se viabiliza a execução das políticas públicas, as receitas orçamentárias são fontes de recursos empregadas pelo Estado em programas e ações, cuja finalidade precípua é atender às necessidades públicas e demandas da sociedade. Contudo, existem as espécies de renúncia de receita; analise-as.

I. A anistia é o perdão da multa, que visa excluir o crédito tributário na parte relativa à multa aplicada pelo sujeito ativo ao sujeito passivo, por infrações cometidas por este anteriormente à vigência da lei que a concedeu. A anistia pode ou não abranger o crédito tributário já em cobrança, em débito para com a Fazenda.

II. A remissão é o perdão da dívida, que se dá em determinadas circunstâncias previstas na Lei, tais como valor diminuto da dívida, situação difícil que torna impossível ao sujeito ativo solver o crédito, inconveniência do processamento da cobrança dado o alto custo não compensável com a quantia em cobrança, probabilidade de não receber, erro ou ignorância escusáveis do sujeito passivo, equidade etc.

III. O crédito presumido é aquele que representa o montante do imposto cobrado na operação anterior e objetiva neutralizar o efeito de recuperação dos impostos não cumulativos, pelo qual o Estado se apropria do valor da isenção nas etapas subsequentes da circulação da mercadoria.

IV. A isenção é defina como a dispensa legal, pelo Estado, do débito tributário devido. Neste caso, o montante da renúncia será considerado no momento da elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), ou seja, a estimativa da receita orçamentária já contempla a renúncia e, portanto, não há registro orçamentário ou patrimonial.

Está correto o que se afirma apenas em
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