Em uma de suas histórias geniais, Monteiro Lobato nos apresenta o reformador da natureza, Américo PiscaPisca. Questionando o perfeito equilíbrio do mundo natural, Américo Pisca-Pisca apontava um desequilíbrio flagrante no fato de uma enorme árvore, como a jabuticabeira, sustentar frutos tão pequeninos, enquanto a colossal abóbora é sustentada pelo caule fino de uma planta rasteira. Satisfeito com sua grande descoberta, Américo deita-se sob a sombra de uma das jabuticabeiras e adormece. Lá peias tantas, uma frutinha lhe cai bem na ponta do seu nariz. Aturdido, o reformador se dá conta de sua lógica.
Se os reformadores da natureza, como Américo Pisca-Pisca, já caíram no ridículo, os reformadores da língua ainda gozam de muito prestígio. Durante muito tempo era possível usar a expressão “fulano não corre mais risco de vida”. Qualquer falante normal decodificava a expressão “risco de vida" como “ter a vida em risco”. E tudo ia muito bem, até que um desses reformadores da língua sentenciou, do alto da sua vã inteligência: “"não é risco de vida, é risco de morte”. Quer dizer que só ele teve essa brilhante percepção, todos os outros falantes da língua não passavam de obtusos irrecuperáveis, é o tipo de sujeito que acredita ter inventado a roda. E impressiona a fortuna crítica de tal asneira. Desde então, todos os jornais propalam “o grande líder sicrano ainda corre o risco de morte”. E me desculpem, mas risco de morte é muito pernóstico.
Assim como o reformador da natureza não entende nada da dinâmica do mundo natural, esses gramáticos que pretendem reformar o uso linguístico invocando sua pretensa racionalidade não percebem coisa alguma da lógica de funcionamento da língua. Como bem ensinou Saussure, fundador da linguística moderna, tudo na língua é convenção. A expressão “risco de vida", estava consagrada pelo uso e não se criava problemas na comunicação, porque nenhum falante, ao ouvir tal expressão, pensava que o sujeito corra risco de viver.
A relação entre as formas linguísticas e o seu conteúdo é arbitrária e convencionada socialmente. Em Japonês, por exemplo, o objeto precede o verbo. Diz-se "João o bolo comeu" em vez de “João comeu o bolo”, como em português. Se o nosso reformador da língua baixasse por lá, tentaria convencer os japoneses de que o verbo preceder o seu objeto é muito mais lógico!
Mas os ingênuos poderiam argumentar: o nosso oráculo gramatical não melhorou a língua tornando-a mais lógica? Não, meus caros, ele a empobreceu. Pois, ao lado da expressão mais trivial “correr o risco de cair do cavalo”, a língua tem uma expressão mais sofisticada: correr risco de vida. Tal construção dissonante amplia as possibilidades expressivas da língua, criando um veio que pode vir a ser explorado por poetas e demais criadores da língua. “Corrigir" risco de vida por risco de morte é substituir uma expressão mais sutil e sofisticada por sua versão mais imediata, trivial e óbvia. E um recurso expressivo passou a correr risco de vida pela ação nefanda dos fariseus no templo democrático da língua.
Uma empresa possui, para determinado produto, demanda de 1.000 unidades ao ano. 0 custo de aquisição do produto é de R$ 100,00 por unidade, os custos fixos associados a cada ressuprimento totalizam R$ 200,00, e a empresa estabeleceu uma taxa de oportunidade do capital de 10% ao ano. Considerando, segundo Peter Wanke (2011), a expressão para a determinação do tamanho de lote econômico pelo critério de minimização dos custos totais, com demanda constante e assumindo que toda a demanda para o produto deve ser atendida, isto é, não havendo faltas ou pendências, assinale a opção correta.
De acordo com o Ministério da Saúde, o adiamento da vacinação é recomendado em situações muito específicas, como no uso de medicamentos ou tipos de tratamento que provoquem imunodepressão. Após transplante de medula óssea, o adiamento deve ser por:
Considerando o assunto rede de computadores, analise as afirmativas abaixo,
I - Local Area Networks (LAN) sem fio, padrão 802.11b da IEEE, também conhecido como Wi-FI, usam Carrier Sense Multíple Acess With Collision Avoidance (CSMA/CA), que antes de transmitir um quadro de dados, um remetente transmite uma pequena mensagem de controle à qual o receptor responde.
II - Uma rede usa uma topologia de estrela se todos os computadores são organizados de forma que um cabo conecta o primeiro computador a um segundo, outro cabo conecta a um terceiro, e assim por diante, até que um cabo conecte o computador final de volta ao primeiro.
III- Uma rede que usa topologia de barramento consiste em um único cabo longo ao qual computadores se acoplam. Qualquer computador acoplado a um barramento pode enviar um sinal através do cabo, e todos os computadores receberão esse sinal.
IV - Uma tecnologia de rede que usa anéis de rotação contrária é chamada de autocura (self healing) porque o hardware pode detectar uma falha catastrófica e se recuperar automaticamente.
V - Uma topologia em anel torna mais fácil aos computadores coordenarem o acesso e detectarem se a rede está operando corretamente. Porém, uma rede inteira em anel é desativada se um dos cabos é cortado.
O aumento da exaustividade aumenta a revocaçao e diminui a precisão. Por outro lado, o aumento da especificidade diminui a revocação e aumenta a precisão. Como é chamada a extensão ou número de conceitos escolhidos para representar o conteúdo de determinado documento, na linguagem de indexação?
Processos melhorados continuamente, com o entendimento dos objetivos de negócio e através de inovações, caracterizam benefícios do Capability Maturity Model Integration forServices (CMMI-SVC) para qual nível de maturidade?
Que tipo de protocolo de acesso múltiplo faz com que, após detecção de uma colisão, uma estação cancele sua transmissão, aguarde um intervalo de tempo aleatório e, em seguida, transmita novamente, supondo que nenhuma outra estação tenha começado a transmitir nesse interim?
A descentralização de créditos orçamentários é a transferência, feita por uma unidade orçamentária ou administrativa para outra unidade, do poder de utilizar os créditos que lhe foram dotados ou que lhe tenham sido transferidos. A descentralização realizada entre unidades, no âmbito do próprio Ministério ou órgão equivalente, é chamada de:
Com relação ao afastamento do servidor público para o exercício de mandato eletivo, nos termos do art. 94 da Lei n° 8.112/1990, assinale a opção INCORRETA.
Qual é o método de conservação de acervo bibliográfico que consiste em exterminar todos os organismos vivos que afetam acervos documentais, por meio da volatização de substâncias específicas em câmaras herméticas?
Segundo SCHECHTER (1998), no tratamento do paciente com queimadura, para previnir a ocorrência de infecção, a balneoterapia deve ser diária. Para esse tratamento que solução deve ser evitada, por inibir a ação da solução de polivinilpirrolidona - iodo e da sulfadiazina de prata?
Um número crescente e significativo de neoplasias é atribuído, em parte, a fatores relacionados a enfermidades de transmissão sexual. Assinale a opção que apresenta uma dessas neoplasias.
O tratamento nutricional da resistência à insulina é de extrema importância por ser ela o elemento central do desenvolvimento de diversas doenças como diabetes mellitus e síndrome do ovário policístico. Assinale a opção que apresenta apenas nutrientes e/ou fitoterápicos importantes na prevenção e tratamento desta disfunção.
Você me dirá que uma das coisas que mais preza é sua opinião. Prezá-la é considerado virtude. Fulano? É uma pessoa de opinião”. É preciso força e decisão para “ter opinião". Não é fácil.
Você me dirá, ainda, do que é capaz de fazer para defender a própria opinião. Ter opinião é tão importante que há até um direito dos mais sagrados, o direito à opinião, ultimamente, aliás, bastante afetado, pois vivemos tempos de ampliação do delito de opinião. Ter opinião, em vez de ser considerado um estágio preliminar da convicção, passa a ser ameaçador.
Mas sem contrariar a força com que você defende as próprias opiniões e, sobretudo, defendendo o seu inalienável direito de tê-las, eu lhe proporei pensar sobre se a opinião é uma instância realmente profunda ou se é, tão-somente, uma das primeiras reações que se tem diante dos acontecimentos.
Será a opinião uma reação profunda ou superficial? Ouso afirmar que, quase sempre, é das mais superficiais.
Opinião é reação, e expressa um sentimento ou julgamento. Ao reagir, o sentimento realiza uma síntese do que e como somos. Esta síntese aparece na forma pela qual reagimos. A primeira reação é reveiadora do sentimento com que julgamos a vida, o mundo, as pessoas. Quase sempre a opinião surge nessa etapa inicial, patamar superficial do nosso ser. Somos um repositório de primeiras impressões!
Pode-se, efetivamente, garantir que nossas opiniões são fruto de meditação? Ou de conhecimento sedimentado? Positivamente, não. Quem responder sinceramente, vai concluir que tem muito mais opiniões do que coisas que sabe ou conhece. Qualquer conhecimento profundo não leva à opinião; leva à análise, à convicção, à dúvida ou à evidência, e nenhuma dessas quatro instâncias tem a ver com a opinião.
Quem (se) reparar com cuidado, verificará o quanto é levado a opinar, vale dizer, reagir, sentir, julgar, diante dos variados temas. Somos um aluvião de opiniões. Defendemo-nos de analisar, tendo opinião; preservamonos do perigoso e trabalhoso mister de pensar, tendo logo uma opinião.
É mais fácil ter opinião do que dúvida. Opinião traz adeptos e dividendos pessoais de prestígio, respeitabilidade, aura de coragem ou heroísmo.
As opiniões são uma espécie de fabricação em série de idéias sempre iguais, saídas do modelo pelo qual vemos o mundo, e nos faz enfocar a realidade segundo um eterno subjetivismo. Por isso a opinião quase nunca é o reflexo das variadas componentes do real. É eco a repetir a experiência anterior, diante de cada caso novo. A opinião nos defende da complexidade do real, logo, é maneira de impedir a criatividade do homem.
Na origem latina, opinar tem um sentido ambíguo. É muito mais conjecturar do que afirmar. A palavra chega a ter, nos seus vários sentidos, o de disfarçar. A origem do termo é mais fiel ao seu significado do que a tradução que hoje se ihe dá.
Opinar não significa saber nem conhecer. Opinar significa ter uma opinião a respeito de algo, isto é, uma impressão sujeita a retificações, a correções, a mudanças permanentes. O sentido essencial de opinar é conjecturar, ou seja, supor uma realidade para poder discuti-la e, assim, melhor conhecê-la.
No entanto, nos ofendemos se contrariam a nossa opinião; vivemos em busca do respeito à “nossa opinião". E, mais grave e frequente, vivemos a sofrer por causa da opinião ou de opiniões dos outros sem saber que a opinião de alguém é o resultado das manifestações (reações) mais superficiais e fáceis do seu espírito.
A opinião é instância superficial, exercício de dúvida e de conhecimento disfarçado em certeza ou afirmação, uma conjetura em forma de assertiva. É mais a expressão de um sentimento do que a conciliação deste com o conhecimento e a verdade. A partir do momento em que sabemos de tudo isso, temos obrigatoriamente que deixar de dar tanta importância à opinião alheia e à própria. É preciso, sempre, submetê-las ao crivo da permanência, dotempo, da análise, do conhecimento, da vivência, da experimentação em situações diferentes, em estados de espírito diversos, para, só então, considerá-la significativa, válida, profunda.
Qual de nós está disposto a aceitar que a própria opinião, embora válida e respeitável, é uma forma superficial de manifestação? Quem está disposto a se dar ao trabalho de atribuir à opinião sua verdadeira função, que é nobiiíssima: a de ser trânsito, passagem, via, para a Convicção, para a Análise, para Dúvida e para a Evidência - os quatro elementos que compõem a verdade?
Esta é a minha opinião...
TÁVOLA, Artur da. Alguém que já não fui. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985.
Leia o trecho a seguir:
"Defendemo-nos de analisar, tendo opinião; preservamo-nos do perigoso e trabalhoso mister de pensar, exibindo logo uma opinião." (7°§)
Marque a opção que apresenta um sinônimo da palavra destacada acima.