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Morin problematiza a temática do conhecimento em seu célebre Sete saberes necessários à educação do futuro. O autor discute, a título de exemplo, o caso da decodificação da estrutura do código genético (o DNA) empreendida por Watson e Crick, que “surpreenderam e escandalizaram a maioria dos biólogos, que jamais imaginavam que isto poderia ser transcrito em moléculas químicas”. Trata-se de um caso nas ciências que evidencia o funcionamento das ideias normativas, ancorando as causas desse erro

Libâneo (2018) entende o planejamento escolar como um meio para se programar as ações docentes, mas também como

Tardif (2014) apresenta uma concepção da prática educativa caracterizada pela “ideia de que a ação educativa está ligada a realidades contingentes e individuais que não podem ser julgadas de maneira cientificamente rigorosa e necessária”. Segundo essa concepção, o professor “age guiando-se por certas finalidades, e sua prática corresponde a uma espécie de mistura de talento pessoal, de intuição, de experiência, de hábito, de bom senso e de habilidades confirmadas pelo uso”. Trata-se da concepção de educação como

Leia o excerto a seguir, baseado em Saviani (2021).

Representa as bases filosóficas e políticas da renovação escolar. Considera a educação elemento-chave do processo de inovação e modernização da sociedade que em alguns contextos ele denomina processo revolucionário. Sua atuação no campo educacional enfrentou, obviamente, diversos obstáculos, que decorriam das resistências que forças sociais ainda dominantes no Brasil contrapunham às transformações da sociedade brasileira que visassem a superar a desigualdade. Esse grau de desigualdade refletia-se na educação, que era tratada como um objeto de privilégio das elites. Contrapondo-se a essa situação, sua vida foi sempre marcada pelo entendimento segundo o qual a educação é um direito de todos e jamais um privilégio. Esse entendimento atravessa de ponta a ponta toda a sua obra, tendo sido, inclusive, estampado nos títulos de alguns de seus livros como Educação não é privilégio, de 1957.

(SAVIANI, D. História das ideias pedagógicas no Brasil. 2021)

Assinale a alternativa que identifica, corretamente, o relevante educador brasileiro referenciado no excerto.

Azzi (In Pimenta, 2018) observa que a práxis é uma atividade humana em que o sujeito deve passar por uma idealização consciente. Para isso, necessita conhecer a realidade e, então, negá-la. Para a autora, essa negação, no campo da educação, significa

Buckingham (2010) propõe pensar o letramento digital a partir das discussões que o precedem sobre letramento midiático. Entre os aspectos gerais que compõem o letramento midiático, o autor apresenta o seguinte aspecto conceitual geral:

“Letramento envolve também saber quem está comunicando para quem e por quê. No contexto da mídia digital, os jovens precisam estar cientes da crescente importância das influências comerciais – em especial porque estas, com frequência, são invisíveis aos olhos do usuário. Há um aspecto de segurança aí: as crianças precisam saber quando estão sendo alvo de apelos comerciais e como as informações que fornecem podem ser usadas pelas corporações comerciais. Mas o letramento digital envolve também uma consciência mais ampla do papel global de publicação, promoção e patrocínio, e como elas influenciam a natureza da informação inicial disponível. É claro, esta consciência deve ser estendida às fontes não comerciais e aos grupos de interesse, que cada vez usam mais a web como meio de persuasão e de influência”.

(UCKINGHAM, D. Cultura Digital, Educação Midiática e o Lugar da

Escolarização. Educação & Realidade. 2010)



Trata-se do componente conceitual de

Um professor tem pensado a respeito da dificuldade de parte de seus alunos com a leitura, o que fica ainda mais evidente em situações de leitura em voz alta, em frente ao grupo. Conversando com uma colega bastante experiente, esta indicou ao professor que consultasse a obra de Moreira (2023), em especial quando o autor apresenta os princípios de aprendizagem de Rogers. O professor passou, então, a promover um ambiente de apoio e compreensão, sem atribuir notas à atividade da leitura em voz alta. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, qual princípio específico de Rogers esse encaminhamento segue, de acordo com Moreira (2023).

Oliveira (in Veiga, 2013) entende que o avanço tecnológico “reivindica uma formação que permita à pessoa ampliar as diferentes maneiras de ler, interpretar e interagir com a pluralidade dos diferentes mundos que se entrecruzam”. Para a autora, esse avanço exige a criação de novas maneiras de educar as pessoas para lidar com

O descobridor das coisas


A gente vinha de mãos dadas, sem pressa de nada pela rua. Totoca vinha me ensinando a vida. E eu estava muito contente porque meu irmão mais velho estava me dando a mão e ensinando as coisas. Mas ensinando as coisas fora de casa. Porque em casa eu aprendia descobrindo sozinho e fazendo sozinho, fazia errado e fazendo errado acabava sempre tomando umas palmadas. Até bem pouco tempo ninguém me batia. Mas depois descobriram as coisas e vivem dizendo que eu era o cão, que eu era capeta, gato ruço de mau pelo. Não queria saber disso. Se não estivesse na rua eu começava a cantar. Cantar era bonito. Totoca sabia fazer outra coisa além de cantar, assobiar. Mas eu por mais que imitasse, não saía nada. Ele me animou dizendo que era assim mesmo, que eu ainda não tinha boca de soprador. Mas como eu não podia cantar por fora, fui cantando por dentro. Aquilo era esquisito, mas se tornava muito gostoso. E eu estava me lembrando de uma música que Mamãe cantava quando eu era bem pequenininho. Ela ficava no tanque, com um pano amarrado na cabeça para tapar o sol. Tinha um avental amarrado na barriga e ficava horas e horas, metendo a mão na água, fazendo sabão virar muita espuma. Depois torcia a roupa e ia até a corda. Prendia tudo na corda e suspendia o bambu. Ela fazia igualzinho com todas as roupas. Estava lavando a roupa da casa do Dr. Faulhaber para ajudar nas despesas da casa. Mamãe era alta, magra, mas muito bonita. Tinha uma cor bem queimada e os cabelos pretos e lisos. Quando ela deixava os cabelos sem prender, davam até na cintura. Mas bonito era quando ela cantava e eu ficava junto aprendendo.


(José Mauro de Vasconcelos. O meu pé de laranja lima, 1975. Adaptado)

Assinale a alternativa em que o termo destacado pertence à mesma classe gramatical e exerce a mesma função sintática que o destacado em: “Até bem pouco tempo ninguém me batia.”

De acordo com Manfredi (REVISTA Linhas Críticas, 2010), “a qualificação profissional, entendida como direito social, refere-se ao direito de acesso a oportunidades de educação permanente, tanto no âmbito da qualificação profissional, como no âmbito da educação escolar de nível básico (fundamental e médio)”. Nesse contexto, em relação ao sistema escolar formal, a certificação profissional

Pimenta (2010) pontua como a popularização da discussão sobre o conceito de professor reflexivo tem sido marcada pelo “oferecimento de treinamento para que o professor torne-se reflexivo”. Nesse contexto, a autora trata do “mercado do conceito”, destacando que este entende a reflexão como

Discutindo a concepção construtivista e a atenção à diversidade, Zabala (1998) propõe um conjunto de questões que o professor deve se fazer. Entre essas, está se indagar se existem atividades “que possamos inferir que são adequadas ao nível de desenvolvimento de cada aluno”; ou “que provoquem um conflito cognitivo e promovam a atividade mental do aluno, necessária para que estabeleça relações entre os novos conteúdos e os conhecimentos prévios”. Essas questões podem “facilitar pistas para reforçar algumas atividades ou acrescentar outras novas”, tendo ainda o objetivo específico de reconhecer a validade

Qual é o papel de um museu que
conta histórias de vida?

O Museu da Pessoa foi criado em 1991 com o objetivo de registrar e preservar histórias de vida de todo e qualquer indivíduo. A ideia é valorizar essas memórias e torná-las uma fonte de compreensão, conhecimento e conexão entre as pessoas, dos narradores aos visitantes que a instituição atrai.
O Museu da Pessoa é colaborativo, ou seja, qualquer pessoa pode se voluntariar para contar sua história. Todas as pessoas que se dispõem a falar são entrevistadas por colaboradores da instituição, que durante longas conversas buscam estimular os participantes a lembrar os detalhes de sua trajetória. É possível encontrar nos arquivos histórias de professores, poetas, comerciantes e trabalhadores rurais, de variadas idades e regiões do país.
A curadora e fundadora do Museu da Pessoa, Karen Worcman, teve a ideia de criar a instituição no fim dos anos 1980, quando participou de um projeto de entrevistas com imigrantes no Rio e percebeu que os depoimentos ouvidos ajudavam a contar a história mais ampla do país. Mais de 25 anos depois da fundação do museu, Worcman pensa o mesmo. “A história de cada pessoa é uma perspectiva única sobre a história comum que todos nós vivemos como sociedade”, disse a curadora ao jornal Nexo.
Para Worcman, as narrativas do acervo podem fazer o público do museu não só conhecer a vida de outras pessoas mas também “aprender sobre o mundo e a sociedade com o olhar do outro”. Abertas a outros pontos de vista, as pessoas transformam seu modo de ver o mundo e criam uma sociedade mais justa e igualitária.

(Mariana Vick, Nexo Jornal, 29 de junho de 2020. Adaptado)
Bechara (2019) define as conjunções coordenativas como aquelas que “reúnem orações que pertencem ao mesmo nível sintático”. Nesse sentido, é correto afirmar que a alternativa em que a conjunção coordenativa aparece em destaque é:

O descobridor das coisas


A gente vinha de mãos dadas, sem pressa de nada pela rua. Totoca vinha me ensinando a vida. E eu estava muito contente porque meu irmão mais velho estava me dando a mão e ensinando as coisas. Mas ensinando as coisas fora de casa. Porque em casa eu aprendia descobrindo sozinho e fazendo sozinho, fazia errado e fazendo errado acabava sempre tomando umas palmadas. Até bem pouco tempo ninguém me batia. Mas depois descobriram as coisas e vivem dizendo que eu era o cão, que eu era capeta, gato ruço de mau pelo. Não queria saber disso. Se não estivesse na rua eu começava a cantar. Cantar era bonito. Totoca sabia fazer outra coisa além de cantar, assobiar. Mas eu por mais que imitasse, não saía nada. Ele me animou dizendo que era assim mesmo, que eu ainda não tinha boca de soprador. Mas como eu não podia cantar por fora, fui cantando por dentro. Aquilo era esquisito, mas se tornava muito gostoso. E eu estava me lembrando de uma música que Mamãe cantava quando eu era bem pequenininho. Ela ficava no tanque, com um pano amarrado na cabeça para tapar o sol. Tinha um avental amarrado na barriga e ficava horas e horas, metendo a mão na água, fazendo sabão virar muita espuma. Depois torcia a roupa e ia até a corda. Prendia tudo na corda e suspendia o bambu. Ela fazia igualzinho com todas as roupas. Estava lavando a roupa da casa do Dr. Faulhaber para ajudar nas despesas da casa. Mamãe era alta, magra, mas muito bonita. Tinha uma cor bem queimada e os cabelos pretos e lisos. Quando ela deixava os cabelos sem prender, davam até na cintura. Mas bonito era quando ela cantava e eu ficava junto aprendendo.


(José Mauro de Vasconcelos. O meu pé de laranja lima, 1975. Adaptado)

Na rua com Totoca, o narrador sente-se

Moreira (2023), ao apresentar o pensamento de Vygotsky, pergunta como as relações sociais se convertem em funções psicológicas nos indivíduos. Em Vygotsky, a resposta está na

Leia o excerto extraído de Guaresi (REVISTA DA FAEEBA, 2014) a respeito das articulações entre os avanços na neurociência e a linguística:

“As pesquisas mostram que muito daquilo que aprendemos, aprendemos sem que queiramos, aprendemos indiretamente, incidentalmente. Floriani (2005) e Guaresi (2012), cada investigação com suas especificidades, verificaram em experimento que participantes com leitura frequente de textos com frases na voz passiva tendiam a utilizar com mais frequência frases com essa estrutura sem qualquer ensino explícito. Esses resultados mostram que muito daquilo que aprendemos, aprendemos fora do ensino direto, explícito, consciente. Construções presentes na aquisição da fala como fazeu, fazi, sabo, por exemplo, são resultado de abstrações das regularidades da língua e não do ensino de alguém”.

(https://www.revistas.uneb.br/index.php/faeeba/issue/view/65)



Para o autor, esses elementos reforçam a importância

O descobridor das coisas


A gente vinha de mãos dadas, sem pressa de nada pela rua. Totoca vinha me ensinando a vida. E eu estava muito contente porque meu irmão mais velho estava me dando a mão e ensinando as coisas. Mas ensinando as coisas fora de casa. Porque em casa eu aprendia descobrindo sozinho e fazendo sozinho, fazia errado e fazendo errado acabava sempre tomando umas palmadas. Até bem pouco tempo ninguém me batia. Mas depois descobriram as coisas e vivem dizendo que eu era o cão, que eu era capeta, gato ruço de mau pelo. Não queria saber disso. Se não estivesse na rua eu começava a cantar. Cantar era bonito. Totoca sabia fazer outra coisa além de cantar, assobiar. Mas eu por mais que imitasse, não saía nada. Ele me animou dizendo que era assim mesmo, que eu ainda não tinha boca de soprador. Mas como eu não podia cantar por fora, fui cantando por dentro. Aquilo era esquisito, mas se tornava muito gostoso. E eu estava me lembrando de uma música que Mamãe cantava quando eu era bem pequenininho. Ela ficava no tanque, com um pano amarrado na cabeça para tapar o sol. Tinha um avental amarrado na barriga e ficava horas e horas, metendo a mão na água, fazendo sabão virar muita espuma. Depois torcia a roupa e ia até a corda. Prendia tudo na corda e suspendia o bambu. Ela fazia igualzinho com todas as roupas. Estava lavando a roupa da casa do Dr. Faulhaber para ajudar nas despesas da casa. Mamãe era alta, magra, mas muito bonita. Tinha uma cor bem queimada e os cabelos pretos e lisos. Quando ela deixava os cabelos sem prender, davam até na cintura. Mas bonito era quando ela cantava e eu ficava junto aprendendo.


(José Mauro de Vasconcelos. O meu pé de laranja lima, 1975. Adaptado)

Na passagem – Mamãe era alta, magra, mas muito bonita. Tinha uma cor bem queimada e os cabelos pretos e lisos. Quando ela deixava os cabelos sem prender, davam até na cintura. – prevalece o tipo textual

Veiga (1995) sublinha que “o projeto político-pedagógico, ao mesmo tempo em que exige dos educadores, funcionários, alunos e pais a definição clara do tipo de escola que intentam, requer a definição de fins”. Logo, os diferentes sujeitos da escola devem

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