Uma professora de Filosofia, em aula no 3º ano do Ensino Médio
está trabalhando com seus estudantes o desenvolvimento
argumentativo. Como atividade, propõe a seguinte pergunta: “O
ChatGPT pensa?” Após apresentar respostas geradas pela própria
ferramenta, os estudantes se dividem: alguns afirmam que a
inteligência artificial apenas simula pensamento; outros
acreditam que, com o tempo, poderá desenvolver consciência. A
professora então propõe que os estudantes analisem os
argumentos por trás dessas opiniões à luz de teorias da filosofia
da mente, como o dualismo cartesiano, o funcionalismo e a ideia
de inteligência artificial fraca e forte.
Considerando a atividade já realizada pela professora, qual das
seguintes estratégias de aprendizagem é a mais adequada para
fomentar o pensamento crítico dos estudantes e aprofundar esse
aprendizado?
Em uma aula de Filosofia, o professor propõe aos estudantes a
análise da afirmação de Jean-Jacques Rousseau: “O homem nasce
bom, mas a sociedade o corrompe”. Para ilustrar essa ideia,
utiliza a obra A Revolução dos Bichos, de George Orwell,
destacando que os animais, ao assumirem o poder na granja,
passaram a modificar os mandamentos criados inicialmente para
reger a igualdade entre todos. A cada novo episódio, as regras
eram alteradas em benefício dos que ocupavam o comando,
revelando um processo progressivo de distorção ética e política.
Por que a trama apresentada na obra utilizada pelo docente
permite ilustrar a frase de Rousseau discutida na atividade?
Durante uma aula sobre discursos partidários e polarização
política, um estudante afirmou que é impossível dialogar com
pessoas que possuem opiniões políticas divergentes, o que,
segundo ele, torna inviável qualquer acordo sobre problemas
sociais. Diante dessa colocação, o professor decidiu introduzir a
teoria da ação comunicativa, de Jürgen Habermas, para mostrar
uma possível solução para o problema levantado.
Após a explicação, alguns estudantes continuaram céticos e
argumentaram que, na prática, o diálogo racional entre opiniões
opostas é inviável, especialmente em contextos polarizados.
Ao buscar em Habermas a resolução do problema, o professor
estava atento
Um docente está planejando uma aula na qual irá trabalhar com
seus estudantes o tema do meio ambiente e do desenvolvimento
sustentável, e estabelece como objetivo de aprendizagem
promover uma compreensão crítica do dilema entre
desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente.
Como provocação aos estudantes ele apresenta o seguinte
excerto:
"Tendo em vista o grande desafio em garantir a manutenção
do meio ambiente, com o constante avanço e desenvolvimento
da humanidade e o uso ilimitado dos recursos naturais, nos
perguntamos: como é possível manter o desenvolvimento social
de forma ilimitada, com o uso de recursos naturais limitados?
Não seria isso um paradoxo?"
Girotti, Marcio Tadeu. A insustentabilidade do desenvolvimento
sustentável. Gestão, Inovação e Empreendedorismo, v. 1, n. 1, p. 46-58,
ago. 2018. Disponível em:
http://ojs.faculdademetropolitana.edu.br/index.php/revista-gestao- inovacao/article/view/13/6. Acesso em: 6 abr. 2025.
Qual das seguintes estratégias pedagógicas seria a mais
adequada para alcançar esse objetivo?
O futuro do planeta depende da nossa ação hoje! Essa
afirmação feita por um professor durante uma aula sobre meio
ambiente e sustentabilidade levou os estudantes a um debate
sobre o comportamento do ser humano perante as mudanças
climáticas que afetam nosso planeta, e que era preciso pensar
antes de agir, garantido um futuro adequado para as próximas
gerações. Durante o debate, um estudante lembrou da aula de
ética quando estudou a filosofia moral de Immanuel Kant, com a
máxima “Age de tal forma que a norma da tua ação possa ser
tomada como Lei Universal”. Diante disso, o professor chamou a
atenção para outra ética, mais próxima da discussão sobre o
meio ambiente e nossas ações.
KANT, Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos costumes. Lisboa:
Edições 70, 2005, p. 59
O professor, ao trazer para a discussão outros princípios éticos,
que tomavam por base a máxima kantiana, ele trouxe para o
debate a ética
Em uma aula de Filosofia, um professor aborda com seus
estudantes a perspectiva filosófica de Sartre, aprofundando-se
especificamente em como o pensamento existencialista rompe
com as visões essencialistas e deterministas do ser humano,
abrindo espaço para reflexões a partir de diversas disciplinas
éticas, sociais e subjetivas sobre a liberdade, a identidade e a
responsabilidade individual. Diante disso, uma estudante
pergunta: o que Sartre afirma sobre a liberdade humana que
torna seu pensamento interdisciplinar?
Qual das seguintes afirmações do professor permite responder
com precisão conceitual à dúvida da estudante?
A democracia é, como o próprio nome indica, a forma de
governo na qual o povo exerce o poder político. Ora, o povo, viu-se, tem como grau de conhecimento máximo o conhecimento
que Platão designa de opinião [...]. Assim, a rigor, a democracia é
precisamente a forma de governo na qual a opinião pública é
livre para se realizar, por assim dizer.
COMPARINI, Julio de Souza; NUNES, Silvio Gabriel Serrano; TOMELIN,
Georghio Alessandro. Democracia e opinião pública em Platão. Cadernos
de Ética e Filosofia Política, São Paulo, v. 42, n. 2, p. 40–54, 2º sem. 2023.
Segundo o texto, o fundamento da crítica de Platão à democracia
está na
Em uma turma do 3º ano do Ensino Médio, a professora de
Filosofia apresenta a canção “Triste, louca ou má”, da banda
Francisco, el Hombre:
Triste, louca ou má / Será qualificada / Ela quem recusar / Seguir
receita tal A receita cultural / Do marido, da família/ Cuida, cuida da rotina
[...]
Que um homem não te define / Sua casa não te define / Sua
carne não te define / Você é seu próprio lar
A música constitui ponto de partida para uma aula em que
propõe aos estudantes refletirem sobre os papéis sociais
atribuídos às mulheres. Ao executar essa atividade, a professora
tem o seguinte objetivo formativo:
“Seria conveniente observar que o ceticismo, como filosofia,
não é simplesmente dúvida, mas o que se pode chamar dúvida
dogmática. O homem de ciência diz: ‘Penso que isto é assim e
assim, mas não tenho certeza’. O homem de curiosidade
intelectual diz: ‘Não sei como é, mas espero descobrir’. O filósofo
cético diz: ‘Ninguém sabe, e ninguém poderá jamais saber’”.
RUSSEL, Bertrand. História da filosofia ocidental – livro primeiro. São
Paulo: Companhia Editora Nacional, 1957.
Diante da diferenciação apresentada por Russell, caracteriza-se
como um princípio cético:
Durante uma aula de Filosofia, o professor apresenta aos
estudantes a afirmação “Penso, logo existo”, de René Descartes,
explicando seu papel na fundação do racionalismo moderno. Para
aprofundar o conteúdo, propõe aos estudantes uma discussão
aberta sobre a ideia de se a Inteligência Artificial (ChatGPT) pode
“pensar" e afirmar sua "existência” em termos cartesianos.
Considerando a situação apresentada, qual objetivo educativo
orienta a atividade proposta pelo docente ao relacionar a IA com
a afirmação cartesiana?
“Os ‘positivistas lógicos’ [...] eram chamados assim porque
[...] eram vistos como parte de uma linha de comentários da
ciência que enfatizava o conhecimento científico como o
supremo [...], a mais autêntica forma de conhecimento, obtido
por meio do apoio positivo dado às teorias pelas observações
através do método científico”.
FRENCH, Steven. Ciência: conceitos-chave em filosofia. Porto Alegre:
Artmed, 2009.
O grupo mencionado no excerto tinha por objetivo o
desenvolvimento de uma filosofia que
Em uma aula no 3º ano do Ensino Médio, o professor de Filosofia
propõe a seguinte questão: “escolher o que quiser é sempre um
sinal de liberdade?” A partir da provocação, os estudantes
compartilham situações em que se sentiram livres (como sair de
casa sem avisar, faltar às aulas, entre outras). O professor
aproveita os exemplos para introduzir a noção de liberdade moral
em Kant, segundo a qual ser livre não é agir por capricho, mas
agir de acordo com a razão e por dever, mesmo contra a
inclinação.
A estratégia adotada pelo professor evidencia uma prática
docente que:
“O primeiro a ter a ideia de usar linguagens artificiais na
Lógica foi Gottfried Leibniz, no século XVI. Sua ideia era de
desenvolver uma lingua philosophica, que seria uma linguagem
artificial espelhando a estrutura dos pensamentos. Ao lado disso,
ele propôs o desenvolvimento de um calculus ratiocinator, um
cálculo que permitiria tirar automaticamente conclusões a partir
de premissas representadas na lingua philosophica”.
MORTARI, César A. Introdução à lógica. São Paulo: UNESP, 2001.
Adaptado.
De acordo com o excerto, a proposta lógica de Leibniz antecipa
uma concepção segundo a qual a
“Maquiavel provoca uma ruptura com o saber repetido pelos
séculos. Trata-se de uma indagação radical e de uma nova
articulação sobre o pensar e fazer política [...]. A ordem, produto
necessário da política, [...] tem um imperativo: deve ser
construída pelos homens para se evitar o caos e a barbárie, e,
uma vez alcançada, ela não será definitiva, pois há sempre, em
germe, o seu trabalho em negativo, isto é, a ameaça de que seja
desfeita”.
SADEK, Maria Tereza. “Nicolau Maquiavel: o cidadão sem fortuna, o
intelectual de virtù”. In: WEFFORT, Francisco Correia (org.). Os clássicos da política. São Paulo: Ática, 2006. v. 1.
A ruptura promovida por Maquiavel, mencionada no excerto, põe
fim à ideia de que
Pode-se provar a existência de Deus por cinco vias. À primeira
[...] parte do movimento. Nossos sentidos atestam, com toda a
certeza, que neste mundo algumas coisas se movem. Ora, tudo o
que se move é movido por outro. [...] Assim, se o que move é
também movido, o é necessariamente por outro, e este por outro
ainda. Ora, não se pode continuar até o infinito [...]. É então
necessário chegar a um primeiro motor, não movido por nenhum
outro, e este, todos entendem: é Deus.
TOMÁS DE AQUINO. Suma Teológica. Vol. 1. 9. ed. São Paulo: Edições
Loyola, 2009.
Na primeira via, Tomás de Aquino explica o movimento com base
em um princípio da filosofia clássica, qual seja:
“A filosofia não é como a física. Na física, há um amplo corpo
de verdades estabelecidas que os iniciantes têm de dominar. Na
filosofia, em contraste, tudo é controverso. Algumas das
questões fundamentais ainda estão em disputa. A filosofia é do
início ao fim um exercício de razão. Nós devemos abraçar as
ideias que são mais bem apoiadas pelos argumentos”.
RACHELS, James; RACHELS, Stuart. Os elementos da filosofia moral. Porto
Alegre: AMGH, 2013. Adaptado.
Com base no excerto, a natureza do filosofar está relacionada
“A cultura – feita em série, industrialmente, para o grande
número – passa a ser vista não como instrumento de livre
expressão [...], mas como produto trocável por dinheiro e que
deve ser consumido como se consome qualquer outra coisa. E
produto feito de acordo com as normas gerais em vigor: produto
padronizado, como uma espécie de kit para montar, um tipo de
pré-confecção feito para atender necessidades e gostos médios
de um público que não tem tempo de questionar o que
consome”.
COELHO, Teixeira. O que é indústria cultural. São Paulo: Brasiliense,
2001.
No excerto, a crítica à indústria cultural implica, para a dinâmica
do indivíduo em sociedade, a ocorrência de:
Ao planejar uma aula de Filosofia para uma turma do 1º ano do
Ensino Médio, um professor decide abordar a importância dos
debates na democracia ateniense e o papel dos sofistas na
formação da cidadania por meio da retórica. Seu objetivo é
desenvolver nos estudantes habilidades argumentativas e
reflexivas diante de questões políticas atuais, a partir do estudo
da origem da prática discursiva na Grécia Antiga.
Para abordar a aprendizagem planejada pelo professor, ele deve
incluir no planejamento a seguinte proposta de atividade:
Um professor de Filosofia está planejando uma aula sobre ética
ambiental e propõe como objetivo analisar criticamente o
conceito de contrato natural, de Michel Serres. Para isso,
considera revisar a aplicabilidade, na atualidade, da proposta do
autor, que aponta para uma nova relação entre a humanidade e a
natureza, baseada no reconhecimento de que os seres humanos
não podem continuar explorando o meio ambiente como se
fossem seus donos absolutos. Para ilustrar essa ideia, ele mostra
a pintura “Duelo com porretes” (1820), de Francisco de Goya
(1746-1828), no qual dois homens lutam com porretes enquanto
afundam em areia movediça.
Qual das seguintes estratégias pedagógicas é a mais adequada
para atingir o objetivo de aprendizagem planejado pelo
professor?