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Conforme o § 261 de “Os Princípios da Filosofia do Direito” Hegel afirma que: “Em face do direito privado e do interesse particular, da família e da sociedade civil, o Estado é, por um lado, necessidade exterior e poder superior (...) por outro lado, é para eles fim imanente (...)”

A partir da compreensão do Estado hegeliano como “realidade em acto da ideia moral objetiva” considere o que se afirma a seguir e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso.

( ) Esta relação, sociedade civil–estado, expõe uma antinomia sem solução.

( ) Os interesses da sociedade civil estão resguardados pelo Estado como seu fim imanente.

( ) O Estado impede a efetivação dos interesses da sociedade civil.

( ) O Estado sintetiza, na totalidade, os objetivos particulares da sociedade civil.

Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:

Nietzsche é considerado o filósofo que afirma a vida. Mais ainda, ele é o filósofo que relaciona vida e estética. Em O Nascimento da Tragédia, a afirmação está expressa da seguinte maneira: “Só como fenômeno estético a existência e o mundo aparecem eternamente justificados”.

Tendo o aforismo precedente como referência inicial, julgue os itens a seguir, sobre as dimensões apolínea e dionisíaca e sobre os aspectos gerais da filosofia de Nietzsche relacionados à arte.

No estado apolíneo, a natureza força o artista a exprimir-se, a dominar o caos da vontade e a criar um novo mundo de símbolos, no qual se encontram a dança e a música.
Compreende-se assim o alcance de uma reivindicação que surge desde o nascimento da cidade na Grécia antiga: a redação das leis. Ao escrevê-las, não se faz mais que assegurar-lhes permanência e fixidez. As leis tornam-se bem comum, regra geral, suscetível de ser aplicada a todos da mesma maneira.

VERNANT, J . P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992 (adaptado)

Para o autor, a reivindicação atendida na Grécia antiga, ainda vigente no mundo contemporâneo, buscava garantir o seguinte princípio:

(ENEM 2016) Quando refletimos sobre a questão da justiça, algumas associações são feitas quase intuitivamente, tais como a de equilíbrio entre as partes, princípio de igualdade, distribuição equitativa, mas logo as dificuldades se mostram. Isso porque a nossa sociedade, sendo bastante diversificada, apresenta uma heterogeneidade tanto em termos das diversas culturas que coexistem em um mundo interligado como em relação aos modos de vida e aos valores que surgem no interior de uma mesma sociedade.

CHEDIAK, K. A pluralidade como ideia reguladora: a noção de justiça a partir da filosofia de Lyotard. Trans/Form/Ação, n. 1, 2001 (adaptado).

A relação entre justiça e pluralidade, apresentada pela autora, está indicada em:

(Avança SP - 2022) A Fenomenologia é o estudo dos fenômenos. A fenomenologia questiona metafísica na unicidade da verdade e no conhecimento absoluto, bem como reconhece a relatividade da perspectiva do saber e da verdade. Este campo foi inicialmente estruturado por: 

Leia o texto a seguir.
O programa do esclarecimento era o desencantamento do mundo. Sua meta era dissolver os mitos e substituir a
imaginação pelo saber. [..] O mito converte-se em esclarecimento, e a natureza em mera objetividade. O preço
que os homens pagam pelo aumento de poder é a alienação daquilo sobre o que exercem o poder. [...] Quanto
mais a maquinaria do pensamento subjuga o que existe, tanto mais cegamente ela se contenta com essa
reprodução. Desse modo, o esclarecimento regride à mitologia da qual jamais soube escapar.
ADORNO & HORKHEIMER. Dialética do esclarecimento. Fragmentos filosóficos. Trad. Guido Antonio de Almeida.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985. p.17; 21; 34.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a crítica à racionalidade instrumental e a relação
entre mito e esclarecimento em Adorno e Horkheimer, assinale a alternativa correta.
Alguns dos desejos são naturais e necessários; outros, naturais e não necessários; outros, nem naturais nem necessários, mas nascidos de vã opinião. Os desejos que não nos trazem dor se não satisfeitos não são necessários, mas o seu impulso pode ser facilmente desfeito, quando é difícil obter sua satisfação ou parecem geradores de dano.

EPICURO DE SAMOS. Doutrinas principais. In: SANSON, V. F. Textos de filosofia. Rio de Janeiro: Eduff, 1974

No fragmento da obra filosófica de Epicuro, o homem tem como fim

Qual filósofo da Escola de Frankfurt é conhecido por sua teoria da "ação comunicativa" e pela crítica ao pensamento pós-moderno?

Na "Alegoria da Caverna" de Platão, o que o mundo fora da caverna simboliza?

Quem é o filósofo contemporâneo conhecido por seu trabalho em filosofia analítica e lógica matemática, além de ser um proeminente ativista pacifista?

TEXTO I

Olhamos o homem alheio às atividades públicas não como alguém que cuida apenas de seus próprios interesses, mas como um inútil; nós, cidadãos atenienses, decidimos as questões públicas por nós mesmos na crença de que não é o debate que é empecilho à ação, e sim o fato de não se estar esclarecido pelo debate antes de chegar a hora da ação.

TUCÍDIDES. História da Guerra do Peloponeso. Brasília: UnB, 1987 (adaptado).

TEXTO II

Um cidadão integral pode ser definido por nada mais nada menos que pelo direito de administrar justiça e exercer funções públicas; algumas destas, todavia, são limitadas quanto ao tempo de exercício, de tal modo que não podem de forma alguma ser exercidas duas vezes pela mesma pessoa, ou somente podem sê-lo depois de certos intervalos de tempo prefixados.

ARISTÓTELES. Política. Brasília: UnB, 1985

Comparando os textos I e II, tanto para Tucídides (no século V a.C.) quanto para Aristóteles (no século IV a.C.), a cidadania era definida pelo(a)

(UPE) Se a filosofia deve ser, ao mesmo tempo, totalização do saber, método, ideia reguladora, arma ofensiva e comunidade de linguagem; se essa ‘visão do mundo’ é também um instrumento que trabalha as sociedades carcomidas; se essa concepção singular de um homem ou de um grupo de homens torna-se a cultura e, por vezes, a natureza de toda uma classe, fica bem claro que as épocas de criação filosófica são raras.

SARTRE, Jean Paul. Questão de Método. São Paulo: Difel, 1979.

A ideia filosófica de Sartre, no texto acima, considera como o mais alto grau de conhecimento:

(ENEM 2010 PPL) Quando Édipo nasceu, seus pais, Laio e Jocasta, os reis de Tebas, foram informados de uma profecia na qual o filho mataria o pai e se casaria com a mãe. Para evitá-la, ordenaram a um criado que matasse o menino. Porém, penalizado com a sorte de Édipo, ele o entregou a um casal de camponeses que morava longe de Tebas para que o criasse. Édipo soube da profecia quando se tornou adulto. Saiu então da casa de seus pais para evitar a tragédia. Eis que, perambulando pelos caminhos da Grécia, encontrou-se com Laio e seu séquito, que, insolentemente, ordenou que saísse da estrada. Édipo reagiu e matou todos os integrantes do grupo, sem saber que entre eles estava seu verdadeiro pai. Continuou a viagem até chegar a Tebas, dominada por uma Esfinge. Ele decifrou o enigma da Esfinge, tornou-se rei de Tebas e casou-se com a rainha, Jocasta, a mãe que desconhecia.

Disponível em: http://www.culturabrasil.org. Acesso em: 28 ago. 2010 (adaptado).

Ao afirmar que “o mundo da experiência imediata precisa ser transformado para tornar-se o que ele é realmente”, essa linguagem filosófica pressupõe que
Depois da Semana de Arte Moderna de 1922, surge em São Paulo o movimento antropofágico, com a publicação do “Manifesto da Poesia Pau-Brasil”, em 1924, criado pelo escritor Oswald de Andrade. Os artistas “antropofágicos” ofereciam uma via para a arte nacional avessa à imitação do padrão artístico europeu, o qual tomava conta da cultura letrada do período. O movimento antropofágico propunha que a relação dos artistas e pensadores com a cultura europeia poderia ser revista por meio de um processo de “devoração”, “digestão” e “deglutição” das influências estrangeiras. Em outras palavras, os antropofágicos acreditavam que as tendências estrangeiras eram benéficas ao desenvolvimento da cultura brasileira, desde que fossem criativamente reestruturadas de acordo com questões e demandas presentes na nossa cultura. 
Considerando os movimentos que refletiram sobre a produção artística brasileira a partir do início do século XX, é correto afirmar que

Alejandro Cerletti, em O ensino de filosofia como problema filosófico (2009) apresenta, às páginas 31 a 40, a ideia de que o fazer filosofia pode se caracterizar como ?repetição criativa? (concordando com outro autor, Alan Badiou) e, ao mesmo tempo, por defender que aulas de filosofia devam ser exercícios do filosofar, mediados pelo professor e dentro das possibilidades dos alunos, diz que, assumindo isso, pode-se dizer que esta ideia deve ser a ?condição de nosso ensino? (p. 35). Repetição, no caso, tem a ver com o apresentar os problemas postos pela tradição filosófica e as soluções dadas a elas; criação tem a ver com o atualizar estes problemas para a realidade de cada contexto no qual os alunos e o professor estão inseridos. A repetição ele a denomina de ?dimensão objetiva? e a criação de ?dimensão subjetiva?. Diz, também, que tradicionalmente o ensino de filosofia se esgotou na dimensão objetiva (repetição do já produzido). Indica superar isso mantendo a repetição com a atualização criativa dos problemas e das soluções, sempre provisórias.

Segundo o texto,

Descartes se destaca na história do dualismo porque foi o primeiro filósofo a

(ENEM 2020) A sociedade como um sistema justo de cooperação social consiste em uma das ideias familiares fundamentais, que dá estrutura e organização à justiça como equidade. A cooperação social guia-se por regras e procedimentos publicamente reconhecidos e aceitos por aqueles que cooperam como sendo apropriados para regular a sua conduta. Diz-se que a cooperação é justa porque seus termos são tais que todos os participantes podem razoavelmente aceitar, desde que todos os demais também o aceitem.

FERES JR, J. POGREBINSCHI, T Teoria politica contemporânea: uma introdução. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.

No contexto do pensamento político, a ideia apresentada mostra-se consoante o(a)

Em O príncipe, Nicolau Maquiavel dá um destaque especial à relação entre virtude (virtù) e fortuna. Segundo esta relação em especial, é correto afirmar que Maquiavel

Este método é aplicado não só na lógica, mas também em todas as obras sistemáticas de Hegel. Em Fenomenologia do Espírito, por exemplo, procede de modo semelhante, passando da família à sociedade civil e desta para o Estado. Mas a dialética não é apenas uma característica de conceitos; é também de coisas e processos reais. Um ácido e um álcali, por exemplo, (1) estão inicialmente separados e são distintos; (2) dissolvem-se um no outro e perdem suas propriedades individuais quando são reunidos; e (3) resultam num sal neutro, com novas propriedades..

O texto acima sobre a Dialética de Hegel indica que

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