A filosofia clássica apresenta um “ponto de virada” a partir da atuação dos
sofistas. Esses filósofos procuravam situar as discussões filosóficas sobre temas que
não abordavam somente a Physis e o Cosmos. Dentre os temas das questões
levantadas pelos sofistas, estavam aqueles ligados à demonstração de pontos de vista
mediante a persuasão argumentativa. Assim, assinale qual a principal característica do
modo como esses filósofos empregavam o discurso.
Para Sócrates, dois pressupostos são fundamentais para sua perspectiva:
existem ideias inatas e é possível que o homem (re)conheça essas ideias, a partir de
um método baseado em perguntas dirigidas a um interlocutor, de modo a fazer com
que este se “lembre” de tais ideias. Em relação a essa afirmação, é correto dizer que
Considerando a Arte, como elemento do
sistema hegeliano, como espírito absoluto, é correto
afirmar que seu papel libertário é efetivado quando
quem a produz
São regras que instruem as pessoas a fazer algo. Elas orientam o sujeito ético a realizar
ou construir o que se deseja. Como toda regra, elas limitam o leque de coisas que poderiam ser feitas.
Contudo, ao contrário das regras imperativas, as regras constitutivas mais orientam a ação do indivíduo
do que a ordenam ou a proíbem:
A dialética deixa de ser apenas método,
argumentação, para ser a própria expressão
do movimento do real em Hegel. Neste sentido,
sobre a dialética hegeliana, podemos considerar
CORRETO:
Com efeito, se a existência precede a essência, nada
poderá jamais ser explicado por referência a uma natureza humana dada e definitiva; ou seja, não existe
determinismo, o homem é livre, o homem é liberdade.
Por outro lado, se Deus não existe, não encontramos
já prontos valores ou ordens que possam legitimar a
nossa conduta. [...] Estamos condenados a ser livres.
Estamos sós, sem desculpas. [...] Condenado, porque
não se criou a si mesmo, e como, no entanto, é livre,
uma vez que foi lançado no mundo, é responsável por
tudo o que faz.
SARTRE, J.P. O existencialismo é um humanismo. São Paulo:
Nova Cultural, 1987. p. 9.
Conforme se lê no trecho acima, quanto ao existencialismo, Jean-Paul Sartre afirma que
Na discussão de sua “metafísica”, Aristóteles afirma que existem características que
são opostas às substâncias. Na visão do pensador, essas características não alteram a essência do ser
ou do objeto. Que nome o pensador deu a essas características?
O conceito de verdade talvez seja um dos conceitos mais importantes da história da filosofia. Vários são os questionamentos que se pode tecer a seu respeito. Qual é a sua natureza? Quem pode ser seu portador? Qual é o critério para verificarmos o que é ou não verdadeiro? Qual é a definição de verdade? Tais perguntas perpassam os campos da metafísica, da filosofia da linguagem, da estética, da epistemologia, da filosofia política, da lógica, entre tantos outros no escopo da filosofia. Tendo em vista esse conceito crucial para o pensamento filosófico, julgue o item.
O filósofo brasileiro Newton da Costa concebeu a sua
teoria da quase-verdade influenciado pela dinâmica do
pensamento científico, defendendo que teorias
científicas não contêm conteúdos que dissertem sobre a
realidade.
“(...) decisivo para a felicidade são as atividades autênticas
realizadas de acordo com a excelência ética, enquanto as
atividades opostas levam à infelicidade.”
Aristóteles, Ética a Nicômaco. São Paulo: Editora Atlas, p. 33.
Na ética aristotélica vimos que o bem e a virtude
(excelência) não são realidades ideais a serem
contempladas, mas atividades da alma a serem realizadas
pela ação. Para a ética aristotélica, a felicidade é
“Na obra Novum organum, o termo ‘órgão’ é entendido como instrumento do
pensamento. Assim, (o autor) critica a lógica aristotélica, por considerar a dedução inadequada para
o progresso da ciência. A ela opõe o estudo pormenorizado da indução, como método mais eficiente
de descoberta, insistindo na necessidade da experiência e da investigação de acordo com métodos
precisos” (Aranha; Martins, 2016, p. 125). O excerto apresentado refere-se à obra e ao pensamento de:
Argumentação Dedutiva: é a operação própria da
inteligência que consiste em inferir uma
consequência a partir de ponderações anteriores,
que se chamam antecedentes. Diferentemente da
Indução, ela tem a pretensão de não ficar na
probabilidade porque parte de princípios gerais
evidentes por si. A partir desse ponto de vista a
lógica visa as regras que possibilitam o pensamento
de forma correta.
KELLER, C. L. B. V.. Aprendendo Lógica. Petrópolis RJ:
Vozes, 1991, p.41.
Assinale a alternativa abaixo que não contem
princípios algum que fundamenta a lógica formal.
Gaston Bachelard, filósofo francês do século XIX, dedicou-se à filosofia da descoberta
científica. Para ele, o historiador da ciência deve considerar ideias como fatos, enquanto o
epistemólogo deve encarar fatos como ideias em um sistema de pensamento. No ensino elementar,
Bachelard (2002) destaca a importância de extrair o abstrato do concreto, utilizando experiências para
ilustrar teorias. Ele alerta que fenômenos interessantes podem envolver afetividade, prejudicando a
objetividade científica. A ciência busca delinear e ordenar fenômenos, encontrando um equilíbrio entre
concreto e abstrato, matemática e experiência, leis e fatos. Para isso, Bachelard valoriza experiências
que fogem do comum, levando a contradições e discussões que resultam na criação de leis. Para
Bachelard, o espírito científico proíbe que tenhamos uma opinião sobre:
Analise o trecho a seguir, retirado da nona proposição do texto “Ideia de uma História
Universal Com um Propósito Cosmopolita”, de Immanuel Kant:
“Um ensaio filosófico que procure elaborar toda a história mundial segundo um plano da Natureza,
em vista da perfeita associação civil no gênero humano, deve considerar-se não só como possível,
mas também como fomentando esse propósito da Natureza. É decerto um anúncio estranho e, quanto
à aparência, incongruente querer conceber a história segundo uma ideia de como deveria ser o curso
do mundo, se houvesse de se ajustar a certos fins racionais; parece que, num tal intento, apenas
poderia vir à luz uma novela. Mas se a Natureza, por suposição, mesmo no jogo da liberdade humana,
não procede sem plano e meta final, semelhante ideia poderia ser muito útil; e embora sejamos
míopes para divisarmos o mecanismo secreto do seu dispositivo, essa ideia poderia, contudo, servirnos de fio condutor para representar como sistema pelo menos em conjunto, um acervo, aliás sem
plano, das acções humanas. Com efeito, se partirmos da história grega – como aquela pela qual se
nos conservou ou, pelo menos, se deve autenticar toda a outra história mais antiga ou coetânea; se
seguirmos a sua influência na formação e na desintegração do corpo político do povo romano, que
absorveu o Estado grego, e a influência daquele sobre os bárbaros que, por seu turno, destruíram o
Estado romano, e assim sucessivamente até aos nossos dias; se, além disso, acrescentarmos
episodicamente a história política dos outros povos, cujo conhecimento chegou gradualmente até nós
por intermédio dessas nações ilustradas: descobrir-se-á um curso regular da melhoria da constituiçãoestatal na nossa parte do mundo (que, provavelmente, algum dia dará leis a todas as outras)”.
Com base no trecho acima e no sistema filosófico kantiano, analise as assertivas a seguir:
I. A liberdade humana não impede Kant de admitir a possibilidade de um desenvolvimento histórico
guiado por um propósito natural implícito.
II. O progresso histórico é garantido pelas revoluções políticas, que representam, segundo Kant,
rupturas inconciliáveis com qualquer plano racional da Natureza.
III. A história humana, mesmo em sua aparência caótica e acidental, pode ser interpretada
racionalmente a partir da hipótese de um plano teleológico da Natureza.
IV. Kant rejeita por completo a ideia de que o curso da história possa estar vinculado a uma finalidade
racional, considerando essa hipótese fictícia e inútil.
V. A razão humana, embora limitada, pode supor a presença na história de progresso gradual rumo
à realização das potencialidades morais do gênero humano.
Primeiro, então, se algo foi dito com acerto e
detalhadamente pelos pensadores anteriores, passemos em revista
a sua contribuição; depois, à luz das constituições que
colecionamos, examinemos as instituições que preservam ou
destroem as cidades, e as que preservam ou destroem as várias
espécies de constituições, e as razões pelas quais umas cidades
são bem administradas e outras, ao contrário, são mal
administradas. Quando tivermos estudado convenientemente
estes assuntos é mais provável que possamos ver de maneira
mais abrangente qual das várias espécies de constituição é a
melhor, e como cada constituição deve ser estruturada, e quais as
leis e costumes que uma constituição deve incorporar para ser a
melhor.
Aristóteles. Ética a Nicômaco.
Do conjunto da obra de Aristóteles, é correto afirmar que