A técnica de treinamento ideal para transmissão de novos comportamentos e que tem por base a simulação de situações que são utilizadas nos treinamentos em que as relações humanas no trabalho são importantes, como nos cursos para chefias, negociações e enfrentamento de conflitos, é a:
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A técnica de direção imprescindível à atividade administrativa que consiste na apreciação sistemática do mérito de cada pessoa no seu cargo e de seu potencial de desenvolvimento futuro refere-se a:
Com o objetivo de economizar tempo e esforço dos funcionários e obter deles maior dedicação, as empresas oferecem benefícios sociais. Dos benefícios sociais a seguir o que é classificado como espontâneo e não financeiro é:
Considere um texto que apresenta um conjunto harmônico, encaixando de maneira perfeita e complementar todas as suas partes, de modo que nada soe destoante ou ilógico. Este texto atende ao seguinte requisito de qualidade da redação oficial:
O ato assinado por titular de órgão responsável por atividades sistêmicas e que tem por fi nalidade orientar órgãos subordinados quanto à execução de leis, decretos e regulamentos, refere-se a:
O método de avaliação de desempenho desenvolvido para neutralizar os efeitos de halo, subjetivismo e protecionismo que consiste na avaliação do desempenho por meio de frases descritivas contendo alternativas, é denominado:
O pronome de tratamento “Vossa Excelência”, é utilizado nas comunicações dirigidas as seguintes autoridades, dentre outras:
A administração de recursos humanos é a área da empresa que cuida do suprimento, da manutenção e do desenvolvimento de pessoas. Assim, é correto afi rmar que as funções da administração de recursos humanos:
No processo licitatório, constitui anexo ao edital, dele fazendo parte integrante, o seguinte:
A licitação, em qualquer de suas modalidades, é dispensável na seguinte situação:
TEXTO I
INCRA DEVOLVE 122 HECTARES DE TERRA A QUILOMBOLAS
DE SALTO DE PIRAPORA, SP.
ÁREA FOI TOMADA POR GRILEIROS AO LONGO DAS ÚLTIMAS QUATRO
DÉCADAS. DESCENDENTES DE ESCRAVOS VÃO UTILIZAR ESPAÇO PARA
PRODUÇÃO RURAL.
Mayco Geretti
Cânticos africanos e muita dança marcaram a quinta-feira
(02/02) no Cafundó, comunidade quilombola situada em Salto de
Pirapora, no interior de São Paulo. No local há pouco mais de 100
pessoas pertencentes a 24 famílias de descendentes de escravos.
A euforia é resultado de uma reintegração de posse promovida
pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA),
que devolveu aos quilombolas 122 hectares de terra que haviam sido
tomados ao longo das últimas quatro décadas pela ação de grileiros.
A grilagem de terras teria tomado dos quilombolas de Salto de
Pirapora, ao todo, 218, 4 hectares que estão divididos em quatro
glebas. A reintegração desta quinta marca a retomada da primeira
dessas áreas. Na gleba estava instalada a Fazenda Eureka, que
foi avaliada em R$ 1.248.536,28 e teve a ação ajuizada na 3ª
Vara Federal de Sorocaba em 4 de novembro de 2011. Em 15 de
dezembro, a Justiça deu ganho de causa ao INCRA, que desde
2005 buscava a reintegração.
O superintendente regional do INCRA-SP, José Giacomo Ba-
carin, explica que as terras passam imediatamente ao controle da
Associação Remanescente de Quilombo Kimbundu do Cafundó.
“Toda questão que envolve terras demora muito para ser resolvida
no Brasil, mas neste caso conseguimos um desfecho justo. Essa
é, no entanto, apenas uma vitória”, afirma. “Há 45 comunidades de
descendentes de escravos no estado de São Paulo e algumas delas
nem sequer têm a titulação de comunidade quilombola ainda. Nessas
áreas, os conflitos com os grileiros são constantes”, complementa.
O superintendente projeta que até o fi m de 2013 as outras
três glebas hoje ocupadas por propriedades privadas possam ser
devolvidas aos quilombolas.
ANTENA, EUCALIPTO E AREIA GERARÃO RENDA
Na área desapropriada está instalada uma antena de teleco-
municações, um eucaliptal usado como matéria-prima por uma
indústria de papel e uma mineradora que extrai areia. Segundo o
superintendente Bacarin, todas poderão continuar funcionando,
porém gerarão renda para a comunidade do Cafundó. “No caso
da antena eles receberão o valor referente ao aluguel”, explica.
Bacarin diz que na área do eucaliptal a empresa responsável tem até
60 dias para remover a madeira das árvores já cortadas. Os eucaliptos
que crescerem de agora em diante já pertencem aos quilombolas, que
poderão negociar sua madeira da forma como quiserem, ou mesmo
firmar um novo contrato para que a empresa siga explorando a área.
Já no caso da exploração de areia, o INCRA esclarece que 15% de
todo o valor movimentado pela empresa responsável será repassado
à Associação Remanescente Quilombo Kimbundu do Cafundó.
EM MEMÓRIA DOS ANCESTRAIS
Com lágrimas escorrendo pelo rosto, Regina Aparecida Pereira,
uma das líderes da comunidade, relembrou a luta de seus ante-
passados para a recuperação das terras. “Hoje lembro de cada
um deles e vejo que não foi em vão. Demorou demais, mas hoje
sabemos que valeu a pena e que pode haver um futuro diferente
para nossa comunidade.”
A luta dos quilombolas pela propriedade vem de 1972, quando
a comunidade conseguiu garantir ao menos a área onde estavam
instaladas as casas das famílias graças a uma ação de usucapião
movida pelo ex-líder Otávio Caetano, que já morreu.
Regina Aparecida relembra que as terras da comunidade qui-
lombola foram sendo perdidas para pessoas que se aproveitavam
da simplicidade dos moradores do Cafundó. “Chegavam para
nossos bisavôs e pediam que eles plantassem milho, dizendo que
depois a safra seria comprada. Quando o milho estava pronto para
o corte esses invasores cercavam a área e se apropriavam dela.
Foram ações baseadas em documentos que continham apenas as
impressões digitais de nosso antepassados que não sabiam ler.
Eles cediam suas digitais como sinal de boa fé, como forma de fi r-
mar o contrato que, na cabeça deles, lhes renderia algum dinheiro.”
Segundo Regina, a meta principal para o futuro é investir na
produção agrícola, tanto para subsistência quanto para comercia-
lização. Até hoje, na área onde viviam as famílias, existem apenas
pequenas hortas. “Conforme perdemos terras o cultivo se tornou
cada vez mais escasso. Sem condição de trabalhar na lavoura, os
quilombolas começaram a procurar emprego na cidade. Nossa ideia
é resgatar nossas origens e atrair os quilombolas de volta para cá,
para que eles trabalhem no que é nosso.”
(Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2012/02/
incra-devolve-122-hectares-de-terra-quilombolas-de-salto-de-pirapora-sp.html.
Publicado em: 02/02/2012. Acesso: 23/02/2012)
Com base no texto I, resolva as questões de números 01 a 07
INCRA DEVOLVE 122 HECTARES DE TERRA A QUILOMBOLAS
DE SALTO DE PIRAPORA, SP.
ÁREA FOI TOMADA POR GRILEIROS AO LONGO DAS ÚLTIMAS QUATRO
DÉCADAS. DESCENDENTES DE ESCRAVOS VÃO UTILIZAR ESPAÇO PARA
PRODUÇÃO RURAL.
Mayco Geretti
Cânticos africanos e muita dança marcaram a quinta-feira
(02/02) no Cafundó, comunidade quilombola situada em Salto de
Pirapora, no interior de São Paulo. No local há pouco mais de 100
pessoas pertencentes a 24 famílias de descendentes de escravos.
A euforia é resultado de uma reintegração de posse promovida
pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA),
que devolveu aos quilombolas 122 hectares de terra que haviam sido
tomados ao longo das últimas quatro décadas pela ação de grileiros.
A grilagem de terras teria tomado dos quilombolas de Salto de
Pirapora, ao todo, 218, 4 hectares que estão divididos em quatro
glebas. A reintegração desta quinta marca a retomada da primeira
dessas áreas. Na gleba estava instalada a Fazenda Eureka, que
foi avaliada em R$ 1.248.536,28 e teve a ação ajuizada na 3ª
Vara Federal de Sorocaba em 4 de novembro de 2011. Em 15 de
dezembro, a Justiça deu ganho de causa ao INCRA, que desde
2005 buscava a reintegração.
O superintendente regional do INCRA-SP, José Giacomo Ba-
carin, explica que as terras passam imediatamente ao controle da
Associação Remanescente de Quilombo Kimbundu do Cafundó.
“Toda questão que envolve terras demora muito para ser resolvida
no Brasil, mas neste caso conseguimos um desfecho justo. Essa
é, no entanto, apenas uma vitória”, afirma. “Há 45 comunidades de
descendentes de escravos no estado de São Paulo e algumas delas
nem sequer têm a titulação de comunidade quilombola ainda. Nessas
áreas, os conflitos com os grileiros são constantes”, complementa.
O superintendente projeta que até o fi m de 2013 as outras
três glebas hoje ocupadas por propriedades privadas possam ser
devolvidas aos quilombolas.
ANTENA, EUCALIPTO E AREIA GERARÃO RENDA
Na área desapropriada está instalada uma antena de teleco-
municações, um eucaliptal usado como matéria-prima por uma
indústria de papel e uma mineradora que extrai areia. Segundo o
superintendente Bacarin, todas poderão continuar funcionando,
porém gerarão renda para a comunidade do Cafundó. “No caso
da antena eles receberão o valor referente ao aluguel”, explica.
Bacarin diz que na área do eucaliptal a empresa responsável tem até
60 dias para remover a madeira das árvores já cortadas. Os eucaliptos
que crescerem de agora em diante já pertencem aos quilombolas, que
poderão negociar sua madeira da forma como quiserem, ou mesmo
firmar um novo contrato para que a empresa siga explorando a área.
Já no caso da exploração de areia, o INCRA esclarece que 15% de
todo o valor movimentado pela empresa responsável será repassado
à Associação Remanescente Quilombo Kimbundu do Cafundó.
EM MEMÓRIA DOS ANCESTRAIS
Com lágrimas escorrendo pelo rosto, Regina Aparecida Pereira,
uma das líderes da comunidade, relembrou a luta de seus ante-
passados para a recuperação das terras. “Hoje lembro de cada
um deles e vejo que não foi em vão. Demorou demais, mas hoje
sabemos que valeu a pena e que pode haver um futuro diferente
para nossa comunidade.”
A luta dos quilombolas pela propriedade vem de 1972, quando
a comunidade conseguiu garantir ao menos a área onde estavam
instaladas as casas das famílias graças a uma ação de usucapião
movida pelo ex-líder Otávio Caetano, que já morreu.
Regina Aparecida relembra que as terras da comunidade qui-
lombola foram sendo perdidas para pessoas que se aproveitavam
da simplicidade dos moradores do Cafundó. “Chegavam para
nossos bisavôs e pediam que eles plantassem milho, dizendo que
depois a safra seria comprada. Quando o milho estava pronto para
o corte esses invasores cercavam a área e se apropriavam dela.
Foram ações baseadas em documentos que continham apenas as
impressões digitais de nosso antepassados que não sabiam ler.
Eles cediam suas digitais como sinal de boa fé, como forma de fi r-
mar o contrato que, na cabeça deles, lhes renderia algum dinheiro.”
Segundo Regina, a meta principal para o futuro é investir na
produção agrícola, tanto para subsistência quanto para comercia-
lização. Até hoje, na área onde viviam as famílias, existem apenas
pequenas hortas. “Conforme perdemos terras o cultivo se tornou
cada vez mais escasso. Sem condição de trabalhar na lavoura, os
quilombolas começaram a procurar emprego na cidade. Nossa ideia
é resgatar nossas origens e atrair os quilombolas de volta para cá,
para que eles trabalhem no que é nosso.”
(Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2012/02/
incra-devolve-122-hectares-de-terra-quilombolas-de-salto-de-pirapora-sp.html.
Publicado em: 02/02/2012. Acesso: 23/02/2012)
Com base no texto I, resolva as questões de números 01 a 07
O vocábulo do texto que teve sua grafia alterada em virtude do recente Acordo Ortográfico é:
De acordo com o § 2º do art. 3º. da Lei 8666/93, é permitido como critério de desempate, em igualdade de condições entre fornecedores, a preferência para bens e serviços:
O ato oficial que consiste em uma declaração feita por escrito para comprovar assentamento constante de processo ou documento que se encontre em repartição pública é chamado de:
O aviso contendo o resumo dos editais de licitação deverão ser publicados com todas as informações inerentes ao processo. No caso do processo licitatório, na modalidade convite, o prazo mínimo para o recebimento das propostas é de:
TEXTO I
INCRA DEVOLVE 122 HECTARES DE TERRA A QUILOMBOLAS
DE SALTO DE PIRAPORA, SP.
ÁREA FOI TOMADA POR GRILEIROS AO LONGO DAS ÚLTIMAS QUATRO
DÉCADAS. DESCENDENTES DE ESCRAVOS VÃO UTILIZAR ESPAÇO PARA
PRODUÇÃO RURAL.
Mayco Geretti
Cânticos africanos e muita dança marcaram a quinta-feira
(02/02) no Cafundó, comunidade quilombola situada em Salto de
Pirapora, no interior de São Paulo. No local há pouco mais de 100
pessoas pertencentes a 24 famílias de descendentes de escravos.
A euforia é resultado de uma reintegração de posse promovida
pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA),
que devolveu aos quilombolas 122 hectares de terra que haviam sido
tomados ao longo das últimas quatro décadas pela ação de grileiros.
A grilagem de terras teria tomado dos quilombolas de Salto de
Pirapora, ao todo, 218, 4 hectares que estão divididos em quatro
glebas. A reintegração desta quinta marca a retomada da primeira
dessas áreas. Na gleba estava instalada a Fazenda Eureka, que
foi avaliada em R$ 1.248.536,28 e teve a ação ajuizada na 3ª
Vara Federal de Sorocaba em 4 de novembro de 2011. Em 15 de
dezembro, a Justiça deu ganho de causa ao INCRA, que desde
2005 buscava a reintegração.
O superintendente regional do INCRA-SP, José Giacomo Ba-
carin, explica que as terras passam imediatamente ao controle da
Associação Remanescente de Quilombo Kimbundu do Cafundó.
“Toda questão que envolve terras demora muito para ser resolvida
no Brasil, mas neste caso conseguimos um desfecho justo. Essa
é, no entanto, apenas uma vitória”, afirma. “Há 45 comunidades de
descendentes de escravos no estado de São Paulo e algumas delas
nem sequer têm a titulação de comunidade quilombola ainda. Nessas
áreas, os conflitos com os grileiros são constantes”, complementa.
O superintendente projeta que até o fi m de 2013 as outras
três glebas hoje ocupadas por propriedades privadas possam ser
devolvidas aos quilombolas.
ANTENA, EUCALIPTO E AREIA GERARÃO RENDA
Na área desapropriada está instalada uma antena de teleco-
municações, um eucaliptal usado como matéria-prima por uma
indústria de papel e uma mineradora que extrai areia. Segundo o
superintendente Bacarin, todas poderão continuar funcionando,
porém gerarão renda para a comunidade do Cafundó. “No caso
da antena eles receberão o valor referente ao aluguel”, explica.
Bacarin diz que na área do eucaliptal a empresa responsável tem até
60 dias para remover a madeira das árvores já cortadas. Os eucaliptos
que crescerem de agora em diante já pertencem aos quilombolas, que
poderão negociar sua madeira da forma como quiserem, ou mesmo
firmar um novo contrato para que a empresa siga explorando a área.
Já no caso da exploração de areia, o INCRA esclarece que 15% de
todo o valor movimentado pela empresa responsável será repassado
à Associação Remanescente Quilombo Kimbundu do Cafundó.
EM MEMÓRIA DOS ANCESTRAIS
Com lágrimas escorrendo pelo rosto, Regina Aparecida Pereira,
uma das líderes da comunidade, relembrou a luta de seus ante-
passados para a recuperação das terras. “Hoje lembro de cada
um deles e vejo que não foi em vão. Demorou demais, mas hoje
sabemos que valeu a pena e que pode haver um futuro diferente
para nossa comunidade.”
A luta dos quilombolas pela propriedade vem de 1972, quando
a comunidade conseguiu garantir ao menos a área onde estavam
instaladas as casas das famílias graças a uma ação de usucapião
movida pelo ex-líder Otávio Caetano, que já morreu.
Regina Aparecida relembra que as terras da comunidade qui-
lombola foram sendo perdidas para pessoas que se aproveitavam
da simplicidade dos moradores do Cafundó. “Chegavam para
nossos bisavôs e pediam que eles plantassem milho, dizendo que
depois a safra seria comprada. Quando o milho estava pronto para
o corte esses invasores cercavam a área e se apropriavam dela.
Foram ações baseadas em documentos que continham apenas as
impressões digitais de nosso antepassados que não sabiam ler.
Eles cediam suas digitais como sinal de boa fé, como forma de fi r-
mar o contrato que, na cabeça deles, lhes renderia algum dinheiro.”
Segundo Regina, a meta principal para o futuro é investir na
produção agrícola, tanto para subsistência quanto para comercia-
lização. Até hoje, na área onde viviam as famílias, existem apenas
pequenas hortas. “Conforme perdemos terras o cultivo se tornou
cada vez mais escasso. Sem condição de trabalhar na lavoura, os
quilombolas começaram a procurar emprego na cidade. Nossa ideia
é resgatar nossas origens e atrair os quilombolas de volta para cá,
para que eles trabalhem no que é nosso.”
(Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2012/02/
incra-devolve-122-hectares-de-terra-quilombolas-de-salto-de-pirapora-sp.html.
Publicado em: 02/02/2012. Acesso: 23/02/2012)
Com base no texto I, resolva as questões de números 01 a 07
INCRA DEVOLVE 122 HECTARES DE TERRA A QUILOMBOLAS
DE SALTO DE PIRAPORA, SP.
ÁREA FOI TOMADA POR GRILEIROS AO LONGO DAS ÚLTIMAS QUATRO
DÉCADAS. DESCENDENTES DE ESCRAVOS VÃO UTILIZAR ESPAÇO PARA
PRODUÇÃO RURAL.
Mayco Geretti
Cânticos africanos e muita dança marcaram a quinta-feira
(02/02) no Cafundó, comunidade quilombola situada em Salto de
Pirapora, no interior de São Paulo. No local há pouco mais de 100
pessoas pertencentes a 24 famílias de descendentes de escravos.
A euforia é resultado de uma reintegração de posse promovida
pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA),
que devolveu aos quilombolas 122 hectares de terra que haviam sido
tomados ao longo das últimas quatro décadas pela ação de grileiros.
A grilagem de terras teria tomado dos quilombolas de Salto de
Pirapora, ao todo, 218, 4 hectares que estão divididos em quatro
glebas. A reintegração desta quinta marca a retomada da primeira
dessas áreas. Na gleba estava instalada a Fazenda Eureka, que
foi avaliada em R$ 1.248.536,28 e teve a ação ajuizada na 3ª
Vara Federal de Sorocaba em 4 de novembro de 2011. Em 15 de
dezembro, a Justiça deu ganho de causa ao INCRA, que desde
2005 buscava a reintegração.
O superintendente regional do INCRA-SP, José Giacomo Ba-
carin, explica que as terras passam imediatamente ao controle da
Associação Remanescente de Quilombo Kimbundu do Cafundó.
“Toda questão que envolve terras demora muito para ser resolvida
no Brasil, mas neste caso conseguimos um desfecho justo. Essa
é, no entanto, apenas uma vitória”, afirma. “Há 45 comunidades de
descendentes de escravos no estado de São Paulo e algumas delas
nem sequer têm a titulação de comunidade quilombola ainda. Nessas
áreas, os conflitos com os grileiros são constantes”, complementa.
O superintendente projeta que até o fi m de 2013 as outras
três glebas hoje ocupadas por propriedades privadas possam ser
devolvidas aos quilombolas.
ANTENA, EUCALIPTO E AREIA GERARÃO RENDA
Na área desapropriada está instalada uma antena de teleco-
municações, um eucaliptal usado como matéria-prima por uma
indústria de papel e uma mineradora que extrai areia. Segundo o
superintendente Bacarin, todas poderão continuar funcionando,
porém gerarão renda para a comunidade do Cafundó. “No caso
da antena eles receberão o valor referente ao aluguel”, explica.
Bacarin diz que na área do eucaliptal a empresa responsável tem até
60 dias para remover a madeira das árvores já cortadas. Os eucaliptos
que crescerem de agora em diante já pertencem aos quilombolas, que
poderão negociar sua madeira da forma como quiserem, ou mesmo
firmar um novo contrato para que a empresa siga explorando a área.
Já no caso da exploração de areia, o INCRA esclarece que 15% de
todo o valor movimentado pela empresa responsável será repassado
à Associação Remanescente Quilombo Kimbundu do Cafundó.
EM MEMÓRIA DOS ANCESTRAIS
Com lágrimas escorrendo pelo rosto, Regina Aparecida Pereira,
uma das líderes da comunidade, relembrou a luta de seus ante-
passados para a recuperação das terras. “Hoje lembro de cada
um deles e vejo que não foi em vão. Demorou demais, mas hoje
sabemos que valeu a pena e que pode haver um futuro diferente
para nossa comunidade.”
A luta dos quilombolas pela propriedade vem de 1972, quando
a comunidade conseguiu garantir ao menos a área onde estavam
instaladas as casas das famílias graças a uma ação de usucapião
movida pelo ex-líder Otávio Caetano, que já morreu.
Regina Aparecida relembra que as terras da comunidade qui-
lombola foram sendo perdidas para pessoas que se aproveitavam
da simplicidade dos moradores do Cafundó. “Chegavam para
nossos bisavôs e pediam que eles plantassem milho, dizendo que
depois a safra seria comprada. Quando o milho estava pronto para
o corte esses invasores cercavam a área e se apropriavam dela.
Foram ações baseadas em documentos que continham apenas as
impressões digitais de nosso antepassados que não sabiam ler.
Eles cediam suas digitais como sinal de boa fé, como forma de fi r-
mar o contrato que, na cabeça deles, lhes renderia algum dinheiro.”
Segundo Regina, a meta principal para o futuro é investir na
produção agrícola, tanto para subsistência quanto para comercia-
lização. Até hoje, na área onde viviam as famílias, existem apenas
pequenas hortas. “Conforme perdemos terras o cultivo se tornou
cada vez mais escasso. Sem condição de trabalhar na lavoura, os
quilombolas começaram a procurar emprego na cidade. Nossa ideia
é resgatar nossas origens e atrair os quilombolas de volta para cá,
para que eles trabalhem no que é nosso.”
(Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2012/02/
incra-devolve-122-hectares-de-terra-quilombolas-de-salto-de-pirapora-sp.html.
Publicado em: 02/02/2012. Acesso: 23/02/2012)
Com base no texto I, resolva as questões de números 01 a 07
O vocábulo do texto que não apresenta prefixo é:
TEXTO I
INCRA DEVOLVE 122 HECTARES DE TERRA A QUILOMBOLAS
DE SALTO DE PIRAPORA, SP.
ÁREA FOI TOMADA POR GRILEIROS AO LONGO DAS ÚLTIMAS QUATRO
DÉCADAS. DESCENDENTES DE ESCRAVOS VÃO UTILIZAR ESPAÇO PARA
PRODUÇÃO RURAL.
Mayco Geretti
Cânticos africanos e muita dança marcaram a quinta-feira
(02/02) no Cafundó, comunidade quilombola situada em Salto de
Pirapora, no interior de São Paulo. No local há pouco mais de 100
pessoas pertencentes a 24 famílias de descendentes de escravos.
A euforia é resultado de uma reintegração de posse promovida
pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA),
que devolveu aos quilombolas 122 hectares de terra que haviam sido
tomados ao longo das últimas quatro décadas pela ação de grileiros.
A grilagem de terras teria tomado dos quilombolas de Salto de
Pirapora, ao todo, 218, 4 hectares que estão divididos em quatro
glebas. A reintegração desta quinta marca a retomada da primeira
dessas áreas. Na gleba estava instalada a Fazenda Eureka, que
foi avaliada em R$ 1.248.536,28 e teve a ação ajuizada na 3ª
Vara Federal de Sorocaba em 4 de novembro de 2011. Em 15 de
dezembro, a Justiça deu ganho de causa ao INCRA, que desde
2005 buscava a reintegração.
O superintendente regional do INCRA-SP, José Giacomo Ba-
carin, explica que as terras passam imediatamente ao controle da
Associação Remanescente de Quilombo Kimbundu do Cafundó.
“Toda questão que envolve terras demora muito para ser resolvida
no Brasil, mas neste caso conseguimos um desfecho justo. Essa
é, no entanto, apenas uma vitória”, afirma. “Há 45 comunidades de
descendentes de escravos no estado de São Paulo e algumas delas
nem sequer têm a titulação de comunidade quilombola ainda. Nessas
áreas, os conflitos com os grileiros são constantes”, complementa.
O superintendente projeta que até o fi m de 2013 as outras
três glebas hoje ocupadas por propriedades privadas possam ser
devolvidas aos quilombolas.
ANTENA, EUCALIPTO E AREIA GERARÃO RENDA
Na área desapropriada está instalada uma antena de teleco-
municações, um eucaliptal usado como matéria-prima por uma
indústria de papel e uma mineradora que extrai areia. Segundo o
superintendente Bacarin, todas poderão continuar funcionando,
porém gerarão renda para a comunidade do Cafundó. “No caso
da antena eles receberão o valor referente ao aluguel”, explica.
Bacarin diz que na área do eucaliptal a empresa responsável tem até
60 dias para remover a madeira das árvores já cortadas. Os eucaliptos
que crescerem de agora em diante já pertencem aos quilombolas, que
poderão negociar sua madeira da forma como quiserem, ou mesmo
firmar um novo contrato para que a empresa siga explorando a área.
Já no caso da exploração de areia, o INCRA esclarece que 15% de
todo o valor movimentado pela empresa responsável será repassado
à Associação Remanescente Quilombo Kimbundu do Cafundó.
EM MEMÓRIA DOS ANCESTRAIS
Com lágrimas escorrendo pelo rosto, Regina Aparecida Pereira,
uma das líderes da comunidade, relembrou a luta de seus ante-
passados para a recuperação das terras. “Hoje lembro de cada
um deles e vejo que não foi em vão. Demorou demais, mas hoje
sabemos que valeu a pena e que pode haver um futuro diferente
para nossa comunidade.”
A luta dos quilombolas pela propriedade vem de 1972, quando
a comunidade conseguiu garantir ao menos a área onde estavam
instaladas as casas das famílias graças a uma ação de usucapião
movida pelo ex-líder Otávio Caetano, que já morreu.
Regina Aparecida relembra que as terras da comunidade qui-
lombola foram sendo perdidas para pessoas que se aproveitavam
da simplicidade dos moradores do Cafundó. “Chegavam para
nossos bisavôs e pediam que eles plantassem milho, dizendo que
depois a safra seria comprada. Quando o milho estava pronto para
o corte esses invasores cercavam a área e se apropriavam dela.
Foram ações baseadas em documentos que continham apenas as
impressões digitais de nosso antepassados que não sabiam ler.
Eles cediam suas digitais como sinal de boa fé, como forma de fi r-
mar o contrato que, na cabeça deles, lhes renderia algum dinheiro.”
Segundo Regina, a meta principal para o futuro é investir na
produção agrícola, tanto para subsistência quanto para comercia-
lização. Até hoje, na área onde viviam as famílias, existem apenas
pequenas hortas. “Conforme perdemos terras o cultivo se tornou
cada vez mais escasso. Sem condição de trabalhar na lavoura, os
quilombolas começaram a procurar emprego na cidade. Nossa ideia
é resgatar nossas origens e atrair os quilombolas de volta para cá,
para que eles trabalhem no que é nosso.”
(Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2012/02/
incra-devolve-122-hectares-de-terra-quilombolas-de-salto-de-pirapora-sp.html.
Publicado em: 02/02/2012. Acesso: 23/02/2012)
Com base no texto I, resolva as questões de números 01 a 07
INCRA DEVOLVE 122 HECTARES DE TERRA A QUILOMBOLAS
DE SALTO DE PIRAPORA, SP.
ÁREA FOI TOMADA POR GRILEIROS AO LONGO DAS ÚLTIMAS QUATRO
DÉCADAS. DESCENDENTES DE ESCRAVOS VÃO UTILIZAR ESPAÇO PARA
PRODUÇÃO RURAL.
Mayco Geretti
Cânticos africanos e muita dança marcaram a quinta-feira
(02/02) no Cafundó, comunidade quilombola situada em Salto de
Pirapora, no interior de São Paulo. No local há pouco mais de 100
pessoas pertencentes a 24 famílias de descendentes de escravos.
A euforia é resultado de uma reintegração de posse promovida
pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA),
que devolveu aos quilombolas 122 hectares de terra que haviam sido
tomados ao longo das últimas quatro décadas pela ação de grileiros.
A grilagem de terras teria tomado dos quilombolas de Salto de
Pirapora, ao todo, 218, 4 hectares que estão divididos em quatro
glebas. A reintegração desta quinta marca a retomada da primeira
dessas áreas. Na gleba estava instalada a Fazenda Eureka, que
foi avaliada em R$ 1.248.536,28 e teve a ação ajuizada na 3ª
Vara Federal de Sorocaba em 4 de novembro de 2011. Em 15 de
dezembro, a Justiça deu ganho de causa ao INCRA, que desde
2005 buscava a reintegração.
O superintendente regional do INCRA-SP, José Giacomo Ba-
carin, explica que as terras passam imediatamente ao controle da
Associação Remanescente de Quilombo Kimbundu do Cafundó.
“Toda questão que envolve terras demora muito para ser resolvida
no Brasil, mas neste caso conseguimos um desfecho justo. Essa
é, no entanto, apenas uma vitória”, afirma. “Há 45 comunidades de
descendentes de escravos no estado de São Paulo e algumas delas
nem sequer têm a titulação de comunidade quilombola ainda. Nessas
áreas, os conflitos com os grileiros são constantes”, complementa.
O superintendente projeta que até o fi m de 2013 as outras
três glebas hoje ocupadas por propriedades privadas possam ser
devolvidas aos quilombolas.
ANTENA, EUCALIPTO E AREIA GERARÃO RENDA
Na área desapropriada está instalada uma antena de teleco-
municações, um eucaliptal usado como matéria-prima por uma
indústria de papel e uma mineradora que extrai areia. Segundo o
superintendente Bacarin, todas poderão continuar funcionando,
porém gerarão renda para a comunidade do Cafundó. “No caso
da antena eles receberão o valor referente ao aluguel”, explica.
Bacarin diz que na área do eucaliptal a empresa responsável tem até
60 dias para remover a madeira das árvores já cortadas. Os eucaliptos
que crescerem de agora em diante já pertencem aos quilombolas, que
poderão negociar sua madeira da forma como quiserem, ou mesmo
firmar um novo contrato para que a empresa siga explorando a área.
Já no caso da exploração de areia, o INCRA esclarece que 15% de
todo o valor movimentado pela empresa responsável será repassado
à Associação Remanescente Quilombo Kimbundu do Cafundó.
EM MEMÓRIA DOS ANCESTRAIS
Com lágrimas escorrendo pelo rosto, Regina Aparecida Pereira,
uma das líderes da comunidade, relembrou a luta de seus ante-
passados para a recuperação das terras. “Hoje lembro de cada
um deles e vejo que não foi em vão. Demorou demais, mas hoje
sabemos que valeu a pena e que pode haver um futuro diferente
para nossa comunidade.”
A luta dos quilombolas pela propriedade vem de 1972, quando
a comunidade conseguiu garantir ao menos a área onde estavam
instaladas as casas das famílias graças a uma ação de usucapião
movida pelo ex-líder Otávio Caetano, que já morreu.
Regina Aparecida relembra que as terras da comunidade qui-
lombola foram sendo perdidas para pessoas que se aproveitavam
da simplicidade dos moradores do Cafundó. “Chegavam para
nossos bisavôs e pediam que eles plantassem milho, dizendo que
depois a safra seria comprada. Quando o milho estava pronto para
o corte esses invasores cercavam a área e se apropriavam dela.
Foram ações baseadas em documentos que continham apenas as
impressões digitais de nosso antepassados que não sabiam ler.
Eles cediam suas digitais como sinal de boa fé, como forma de fi r-
mar o contrato que, na cabeça deles, lhes renderia algum dinheiro.”
Segundo Regina, a meta principal para o futuro é investir na
produção agrícola, tanto para subsistência quanto para comercia-
lização. Até hoje, na área onde viviam as famílias, existem apenas
pequenas hortas. “Conforme perdemos terras o cultivo se tornou
cada vez mais escasso. Sem condição de trabalhar na lavoura, os
quilombolas começaram a procurar emprego na cidade. Nossa ideia
é resgatar nossas origens e atrair os quilombolas de volta para cá,
para que eles trabalhem no que é nosso.”
(Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2012/02/
incra-devolve-122-hectares-de-terra-quilombolas-de-salto-de-pirapora-sp.html.
Publicado em: 02/02/2012. Acesso: 23/02/2012)
Com base no texto I, resolva as questões de números 01 a 07
Os verbos impessoais, segundo as regras de concordância verbal, são empregados na terceira pessoa do singular. O exemplo do texto em que o verbo se encontra no singular por ser considerado impessoal é:
TEXTO I
INCRA DEVOLVE 122 HECTARES DE TERRA A QUILOMBOLAS
DE SALTO DE PIRAPORA, SP.
ÁREA FOI TOMADA POR GRILEIROS AO LONGO DAS ÚLTIMAS QUATRO
DÉCADAS. DESCENDENTES DE ESCRAVOS VÃO UTILIZAR ESPAÇO PARA
PRODUÇÃO RURAL.
Mayco Geretti
Cânticos africanos e muita dança marcaram a quinta-feira
(02/02) no Cafundó, comunidade quilombola situada em Salto de
Pirapora, no interior de São Paulo. No local há pouco mais de 100
pessoas pertencentes a 24 famílias de descendentes de escravos.
A euforia é resultado de uma reintegração de posse promovida
pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA),
que devolveu aos quilombolas 122 hectares de terra que haviam sido
tomados ao longo das últimas quatro décadas pela ação de grileiros.
A grilagem de terras teria tomado dos quilombolas de Salto de
Pirapora, ao todo, 218, 4 hectares que estão divididos em quatro
glebas. A reintegração desta quinta marca a retomada da primeira
dessas áreas. Na gleba estava instalada a Fazenda Eureka, que
foi avaliada em R$ 1.248.536,28 e teve a ação ajuizada na 3ª
Vara Federal de Sorocaba em 4 de novembro de 2011. Em 15 de
dezembro, a Justiça deu ganho de causa ao INCRA, que desde
2005 buscava a reintegração.
O superintendente regional do INCRA-SP, José Giacomo Ba-
carin, explica que as terras passam imediatamente ao controle da
Associação Remanescente de Quilombo Kimbundu do Cafundó.
“Toda questão que envolve terras demora muito para ser resolvida
no Brasil, mas neste caso conseguimos um desfecho justo. Essa
é, no entanto, apenas uma vitória”, afirma. “Há 45 comunidades de
descendentes de escravos no estado de São Paulo e algumas delas
nem sequer têm a titulação de comunidade quilombola ainda. Nessas
áreas, os conflitos com os grileiros são constantes”, complementa.
O superintendente projeta que até o fi m de 2013 as outras
três glebas hoje ocupadas por propriedades privadas possam ser
devolvidas aos quilombolas.
ANTENA, EUCALIPTO E AREIA GERARÃO RENDA
Na área desapropriada está instalada uma antena de teleco-
municações, um eucaliptal usado como matéria-prima por uma
indústria de papel e uma mineradora que extrai areia. Segundo o
superintendente Bacarin, todas poderão continuar funcionando,
porém gerarão renda para a comunidade do Cafundó. “No caso
da antena eles receberão o valor referente ao aluguel”, explica.
Bacarin diz que na área do eucaliptal a empresa responsável tem até
60 dias para remover a madeira das árvores já cortadas. Os eucaliptos
que crescerem de agora em diante já pertencem aos quilombolas, que
poderão negociar sua madeira da forma como quiserem, ou mesmo
firmar um novo contrato para que a empresa siga explorando a área.
Já no caso da exploração de areia, o INCRA esclarece que 15% de
todo o valor movimentado pela empresa responsável será repassado
à Associação Remanescente Quilombo Kimbundu do Cafundó.
EM MEMÓRIA DOS ANCESTRAIS
Com lágrimas escorrendo pelo rosto, Regina Aparecida Pereira,
uma das líderes da comunidade, relembrou a luta de seus ante-
passados para a recuperação das terras. “Hoje lembro de cada
um deles e vejo que não foi em vão. Demorou demais, mas hoje
sabemos que valeu a pena e que pode haver um futuro diferente
para nossa comunidade.”
A luta dos quilombolas pela propriedade vem de 1972, quando
a comunidade conseguiu garantir ao menos a área onde estavam
instaladas as casas das famílias graças a uma ação de usucapião
movida pelo ex-líder Otávio Caetano, que já morreu.
Regina Aparecida relembra que as terras da comunidade qui-
lombola foram sendo perdidas para pessoas que se aproveitavam
da simplicidade dos moradores do Cafundó. “Chegavam para
nossos bisavôs e pediam que eles plantassem milho, dizendo que
depois a safra seria comprada. Quando o milho estava pronto para
o corte esses invasores cercavam a área e se apropriavam dela.
Foram ações baseadas em documentos que continham apenas as
impressões digitais de nosso antepassados que não sabiam ler.
Eles cediam suas digitais como sinal de boa fé, como forma de fi r-
mar o contrato que, na cabeça deles, lhes renderia algum dinheiro.”
Segundo Regina, a meta principal para o futuro é investir na
produção agrícola, tanto para subsistência quanto para comercia-
lização. Até hoje, na área onde viviam as famílias, existem apenas
pequenas hortas. “Conforme perdemos terras o cultivo se tornou
cada vez mais escasso. Sem condição de trabalhar na lavoura, os
quilombolas começaram a procurar emprego na cidade. Nossa ideia
é resgatar nossas origens e atrair os quilombolas de volta para cá,
para que eles trabalhem no que é nosso.”
(Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2012/02/
incra-devolve-122-hectares-de-terra-quilombolas-de-salto-de-pirapora-sp.html.
Publicado em: 02/02/2012. Acesso: 23/02/2012)
Com base no texto I, resolva as questões de números 01 a 07
INCRA DEVOLVE 122 HECTARES DE TERRA A QUILOMBOLAS
DE SALTO DE PIRAPORA, SP.
ÁREA FOI TOMADA POR GRILEIROS AO LONGO DAS ÚLTIMAS QUATRO
DÉCADAS. DESCENDENTES DE ESCRAVOS VÃO UTILIZAR ESPAÇO PARA
PRODUÇÃO RURAL.
Mayco Geretti
Cânticos africanos e muita dança marcaram a quinta-feira
(02/02) no Cafundó, comunidade quilombola situada em Salto de
Pirapora, no interior de São Paulo. No local há pouco mais de 100
pessoas pertencentes a 24 famílias de descendentes de escravos.
A euforia é resultado de uma reintegração de posse promovida
pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA),
que devolveu aos quilombolas 122 hectares de terra que haviam sido
tomados ao longo das últimas quatro décadas pela ação de grileiros.
A grilagem de terras teria tomado dos quilombolas de Salto de
Pirapora, ao todo, 218, 4 hectares que estão divididos em quatro
glebas. A reintegração desta quinta marca a retomada da primeira
dessas áreas. Na gleba estava instalada a Fazenda Eureka, que
foi avaliada em R$ 1.248.536,28 e teve a ação ajuizada na 3ª
Vara Federal de Sorocaba em 4 de novembro de 2011. Em 15 de
dezembro, a Justiça deu ganho de causa ao INCRA, que desde
2005 buscava a reintegração.
O superintendente regional do INCRA-SP, José Giacomo Ba-
carin, explica que as terras passam imediatamente ao controle da
Associação Remanescente de Quilombo Kimbundu do Cafundó.
“Toda questão que envolve terras demora muito para ser resolvida
no Brasil, mas neste caso conseguimos um desfecho justo. Essa
é, no entanto, apenas uma vitória”, afirma. “Há 45 comunidades de
descendentes de escravos no estado de São Paulo e algumas delas
nem sequer têm a titulação de comunidade quilombola ainda. Nessas
áreas, os conflitos com os grileiros são constantes”, complementa.
O superintendente projeta que até o fi m de 2013 as outras
três glebas hoje ocupadas por propriedades privadas possam ser
devolvidas aos quilombolas.
ANTENA, EUCALIPTO E AREIA GERARÃO RENDA
Na área desapropriada está instalada uma antena de teleco-
municações, um eucaliptal usado como matéria-prima por uma
indústria de papel e uma mineradora que extrai areia. Segundo o
superintendente Bacarin, todas poderão continuar funcionando,
porém gerarão renda para a comunidade do Cafundó. “No caso
da antena eles receberão o valor referente ao aluguel”, explica.
Bacarin diz que na área do eucaliptal a empresa responsável tem até
60 dias para remover a madeira das árvores já cortadas. Os eucaliptos
que crescerem de agora em diante já pertencem aos quilombolas, que
poderão negociar sua madeira da forma como quiserem, ou mesmo
firmar um novo contrato para que a empresa siga explorando a área.
Já no caso da exploração de areia, o INCRA esclarece que 15% de
todo o valor movimentado pela empresa responsável será repassado
à Associação Remanescente Quilombo Kimbundu do Cafundó.
EM MEMÓRIA DOS ANCESTRAIS
Com lágrimas escorrendo pelo rosto, Regina Aparecida Pereira,
uma das líderes da comunidade, relembrou a luta de seus ante-
passados para a recuperação das terras. “Hoje lembro de cada
um deles e vejo que não foi em vão. Demorou demais, mas hoje
sabemos que valeu a pena e que pode haver um futuro diferente
para nossa comunidade.”
A luta dos quilombolas pela propriedade vem de 1972, quando
a comunidade conseguiu garantir ao menos a área onde estavam
instaladas as casas das famílias graças a uma ação de usucapião
movida pelo ex-líder Otávio Caetano, que já morreu.
Regina Aparecida relembra que as terras da comunidade qui-
lombola foram sendo perdidas para pessoas que se aproveitavam
da simplicidade dos moradores do Cafundó. “Chegavam para
nossos bisavôs e pediam que eles plantassem milho, dizendo que
depois a safra seria comprada. Quando o milho estava pronto para
o corte esses invasores cercavam a área e se apropriavam dela.
Foram ações baseadas em documentos que continham apenas as
impressões digitais de nosso antepassados que não sabiam ler.
Eles cediam suas digitais como sinal de boa fé, como forma de fi r-
mar o contrato que, na cabeça deles, lhes renderia algum dinheiro.”
Segundo Regina, a meta principal para o futuro é investir na
produção agrícola, tanto para subsistência quanto para comercia-
lização. Até hoje, na área onde viviam as famílias, existem apenas
pequenas hortas. “Conforme perdemos terras o cultivo se tornou
cada vez mais escasso. Sem condição de trabalhar na lavoura, os
quilombolas começaram a procurar emprego na cidade. Nossa ideia
é resgatar nossas origens e atrair os quilombolas de volta para cá,
para que eles trabalhem no que é nosso.”
(Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2012/02/
incra-devolve-122-hectares-de-terra-quilombolas-de-salto-de-pirapora-sp.html.
Publicado em: 02/02/2012. Acesso: 23/02/2012)
Com base no texto I, resolva as questões de números 01 a 07
De acordo com o superintendente regional do INCRA-SP, José Giacomo Bacarin, devolução de 122 hectares de terra a quilombolas de Salto de Pirapora é “apenas uma vitória”, porque:
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