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Roberto foi preso em flagrante pela suposta participação no delito de furto de uma b...

Responda: Roberto foi preso em flagrante pela suposta participação no delito de furto de uma bicicleta. Na lavratura do respectivo auto foram ouvidos os policiais responsáveis pela prisão e o indiciado. A...


1Q172578 | Direito Processual Penal, Inquérito Policial, Defensor Público, DPE MA, FCC, 2018

Roberto foi preso em flagrante pela suposta participação no delito de furto de uma bicicleta. Na lavratura do respectivo auto foram ouvidos os policiais responsáveis pela prisão e o indiciado. A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva em sede de audiência de custódia. Concluídas as investigações e relatado o inquérito policial, os autos foram encaminhados ao Ministério Público. Ao analisar o caso, no entanto, o Promotor de Justiça entendeu haver diligência imprescindível para o oferecimento da denúncia, consistente na oitiva da vítima proprietária da bicicleta, eis que Roberto disse ter com ela negociado a compra do referido objeto. Nesse caso, deverá o Promotor de Justiça

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Camila Duarte
Por Camila Duarte em 31/12/1969 21:00:00
Gabarito: e)

No caso apresentado, o Promotor de Justiça identificou a necessidade de diligência imprescindível para o oferecimento da denúncia, que é a oitiva da vítima. Segundo o Código de Processo Penal, especificamente no artigo 10, o inquérito policial pode ser devolvido para complementação quando houver necessidade de diligências essenciais para o esclarecimento dos fatos.

Assim, o Promotor deve requerer o retorno dos autos à Delegacia de origem para que seja realizada a oitiva da vítima. Isso é fundamental para garantir a ampla defesa e o contraditório, além de assegurar que a denúncia seja oferecida com base em elementos suficientes.

Além disso, a imediata soltura do indiciado deve ser requerida caso não haja fundamentação para a manutenção da prisão preventiva, conforme o artigo 316 do Código de Processo Penal, que trata da revogação da prisão preventiva quando cessarem os motivos que a justificaram.

As outras alternativas não são adequadas: o arquivamento não é indicado porque há diligência a ser feita; a denúncia não pode ser oferecida sem a oitiva da vítima; a intimação da vítima com ameaça de crime de desobediência não é procedimento previsto; e a transação penal não é cabível para furto qualificado, que é crime de maior potencial ofensivo e não tratado pela Lei 9.099/95 para transação penal.

Portanto, a resposta correta é a alternativa e).
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