Um agente de determinada autarquia estadual, em fiscalização de rotina, au...

Um agente de determinada autarquia estadual, em fiscalização de rotina, autuou estabelecimento comercial em razão de infração administrativa verificada. Procedeu ainda, naquela mesma ocasião, à ...


Um agente de determinada autarquia estadual, em fiscalização de rotina, autuou estabelecimento comercial em razão de infração administrativa verificada. Procedeu ainda, naquela mesma ocasião, à interdição cautelar do estabelecimento em questão.

Acerca dessa situação hipotética, do poder de polícia e da disciplina dos atos administrativos, assinale a opção correta.

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  • Marcos de Castro
    Marcos de Castro
    31/12/1969 • 21:00
    Gabarito: d)

    Vamos analisar cada alternativa para entender por que a letra d é a correta.

    A alternativa a afirma que os atos administrativos possuem presunção absoluta de conformidade à lei, o que não é correto. Os atos administrativos têm presunção relativa (ou juris tantum) de legitimidade e veracidade, ou seja, podem ser contestados e anulados caso se prove ilegalidade.

    A alternativa b menciona que, se o agente tivesse agido por vingança pessoal, haveria nulidade por abuso de poder na modalidade excesso de poder. Na verdade, isso configura abuso de poder, mas a modalidade correta seria desvio de finalidade, não excesso de poder. Portanto, a alternativa está incorreta.

    A alternativa c diz que a cobrança da multa poderia ser executada diretamente pela administração pública. Contudo, a execução da multa administrativa deve seguir o devido processo legal, podendo ser cobrada via processo judicial, não sendo automática a execução direta pela administração.

    A alternativa d está correta ao afirmar que a aplicação de punição administrativa está submetida ao princípio da legalidade, previsto no artigo 37 da Constituição Federal, que determina que a administração pública só pode agir conforme a lei, inclusive para instituir sanções.

    Por fim, a alternativa e está incorreta porque a interdição cautelar, por ser medida de urgência e caráter provisório, pode ser realizada sem prévio contraditório, respeitando o devido processo legal em sentido amplo, mas admitindo-se a defesa posterior (princípio do contraditório diferido).

    Portanto, a alternativa d é a que melhor se adequa à disciplina do poder de polícia e dos atos administrativos.
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