No estudo sobre a razão, Kant distingue a realidade em si, da realidade para nós, ou conhecida por nós. Para fazer isso, Kant faz uso de duas palavras gregas, sendo elas:
Os pensamentos de Friedrich Nietzsche (1844-1900) e de Michel Foucault (1926-1984) possuem pontos de aproximação, sobretudo suas críticas à modernidade e ao poder. Sobre as ideias desses dois pensadores, analise as afirmações a seguir:

I. Nietzsche afirma que a vontade de potência abrange a busca do poder e afirmação da vida, negando o sofrimento. Foucault, por sua vez, defende a noção de poder como uma força estática e centralizada.
II. Tanto Nietzsche quanto Foucault rejeitam a noção de verdade absoluta e objetiva, defendendo que o conhecimento é construído por meio de relações de poder.
III. Foucault, inspirado no método genealógico de Nietzsche, tem como objetivo colocar à mostra as estruturas veladas de poder, por meio da desconstrução histórica das ideias.
IV. Nietzsche vê a moralidade cristã como uma moralidade de rebanho, imposta pelos fracos aos que valorizam a vida terrena, enquanto Foucault considera as instituições religiosas como importantes mecanismos de poder e controle social ao longo da história.

É correto o que se afirma em:

Na Summa contra gentiles, falando a propósito das verdades relativas a Deus, Tomás escreve: “há algumas verdades que superam todo poder da razão humana, como, por exemplo, a verdade de que Deus é uno e trino. Outras verdades podem ser pensadas pela razão natural, como, por exemplo, as verdades de que Deus existe, de que Deus é uno, e outras mais”.

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REALE, G.; ANTISIERI, D. História da filosofia: patrística e escolástica.

Volume 2. Tradução de Ivo Storniolo. São Paulo: Paulus, 2003.

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Com base no texto e em seus conhecimentos a respeito de Tomás de Aquino, assinale a alternativa correta.

Um dos maiores embates que ocorreram na história da Filosofia foi travado, no século XVII, entre racionalistas e empiristas. Os primeiros enfatizavam o papel da razão na epistemologia, enquanto os segundos davam ênfase à primazia da experiência no modo como conhecemos. Acerca desse rico debate histórico, julgue o item.

David Hume questionou as relações de causalidade, mostrando que elas não podem ser conhecidas a priori; por isso, voltou-se para a razão pelo fato de o experimentalismo estar comprometido.
Leia atentamente o seguinte excerto: “Desse modo, o pensamento toma corpo no belo artístico e a matéria não é determinada externamente por ele, mas existe livre por si mesma, na medida em que o natural, o sensível, o ânimo e assim por diante possuem em si mesmos medida, finalidade e concordância e a intuição e o sentimento são igualmente elevados à universalidade espiritual,enquanto que o pensamento não só renuncia à sua hostilidade com a natureza, mas nela se asserena e o sentimento, o prazer e o fruir são legitimados e santificados; de tal modo que natureza e liberdade, sensibilidade e conceito encontram seu direito e satisfação em um só termo”.
A partir do excerto do item “A Filosofia Kantiana”, da obra Introdução à Estética de Hegel, atente para o que se afirma a seguir, e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso:
( ) Na consideração da Crítica do Juízo, pensamento e matéria determinam-se por si mesmos, repetindo o dualismo coisa-em-si e fenômeno característico da outra Crítica.
( ) A arte pela lógica da gratificação, sobrepõe-se à lógica da repressão, o princípio de razão predominante. ( ) A verdade da arte é a libertação da sensibilidade através de sua reconciliação com a razão. ( ) A verdade não conceitual dos sentidos, como valor estético transcendente, veda a liberdade em face do princípio de realidade.
Está correta, de cima para baixo, a seguinte sequência:
A revolução científica resultante das descobertas feitas por Nicolau Copérnico e Galileu Galilei, nos séculos XVI e XVII, deu origem:
“Aliás, não é difícil ver que nosso tempo é um tempo de nascimento e trânsito para uma nova época. O espírito rompeu com o mundo de seu ser-aí e de seu representar, que até hoje durou; está a ponto de submergi-lo no passado, e se entrega à tarefa de sua transformação. Certamente, o espírito nunca está em repouso, mas sempre tomado por um movimento para a frente. Na criança, depois de longo período de nutrição tranquila, a primeira respiração - um salto qualitativo - interrompe o lento processo do puro crescimento quantitativo; e a criança está nascida. Do mesmo modo, o espírito que se forma lentamente, tranquilamente, em direção à sua nova figura, vai desmanchando tijolo por tijolo o edifício de seu mundo anterior. Seu abalo se revela apenas por sintomas isolados; a frivolidade e o tédio que invadem o que ainda subsiste, o pressentimento vago de um desconhecido são os sinais precursores de algo diverso que se avizinha. Esse desmoronar-se gradual, que não alterava a fisionomia do todo, é interrompido pelo sol nascente, que revela num clarão a imagem do mundo novo.” In: HEGEL, G.W.F. Fenomenologia do Espírito. 2.ed. Trad: Paulo Meneses, com a colaboração de Karl-HeinzEfken e José Nogueira Machado. Petrópolis: Vozes, 2003. p.31

Quando Hegel afirma que estamos em um momento de nascimento e trânsito para uma nova época, está se referindo

Dentre as ideias defendidas por Immanuel Kant, renomado pensador do chamado “Século das Luzes”, uma das mais conhecidas é o conceito de esclarecimento.
Assinale a alternativa correta a respeito do pensamento de Kant acerca do conceito de esclarecimento.
Karl Popper desenvolveu uma abordagem crítica em relação ao papel da base empírica na ciência. Em relação à concepção de Popper acerca desse problema, assinale a alternativa correta.
Uma das fontes filosóficas da Bioética é o filósofo alemão Hans Jonas. Para este filósofo, a ética trata do respeito à vida não só no plano individual, mas se refere à toda espécie humana. Para Jonas agir com ética é
Segundo Marcuse, a estética é uma experiência fundamental para o processo de libertar a consciência e o comportamento dos indivíduos. A arte torna-se uma “fantasia”, na qual o “aparente” desvela a verdade das coisas. Para Marcuse, a arte se manifesta diante das contradições internas e externas, buscando a contraposição com a representação da forma estética. Na expressão do próprio Marcuse:
“A separação da arte do processo da produção material deu-lhe a possibilidade de desmistificar a realidade reproduzida neste processo. A arte desafia o monopólio da realidade estabelecida em determinar o que é ‘real’ e fá-lo criando um mundo fictício que, no entanto, é ‘mais real que a própria realidade’.”
(Fonte: MARCUSE, H. A dimensão estética. Trad. Maria Elisabete Costa. Lisboa: Edições 70, 1999; p. 33).
Refletindo sobre o texto acima e a Teoria Estética de Marcuse em geral, assinale a alternativa correta.
É virtual toda entidade desterritorializada capaz de gerar diversas manifestações concretas em diferentes momentos e locais determinados, sem estar ela mesma presa em algum lugar ou tempo em particular. A palavra “virtual”, para Pierre Levi, pode ser entendida ao menos com três sentidos. São eles:
Na busca que chamamos filosofia, muitos caminhos foram trilhados. São as diversas escolas, tendências, correntes filosóficas históricas. A fenomenologia é uma dessas correntes e procuras, nascida da busca de um novo método crítico para captar a realidade; ela se se tornou uma doutrina metafísica da procura do:
A respeito do tratamento que pensadores deram a questões relativas ao desenvolvimento tecnológico, julgue os seguintes itens.

I Horkheimer e Adorno valorizam o avanço tecnológico, afirmando que a miséria no mundo tem diminuído à medida que tem crescido a capacidade técnica de eliminar toda a miséria.
II Benjamin postula que as mudanças ocorridas nos processos de produção não se refletiram na área da cultura, pois são atividades de natureza diferente.
III Segundo Heidegger, a tecnologia, além de elaborar instrumentos para fins práticos, é uma forma de conhecer a natureza oculta das coisas.
IV Benjamin analisou que, mesmo com a reprodutibilidade técnica, a obra de arte não se tornou um fenômeno de massa.

Assinale a opção correta.

A filosofia helenística foi marcada por várias escolas, que no período pós-socrático, do final do período clássico (320 a.C.) até o começo da Era Cristã, caracterizou-se por uma preocupação com questões morais e subjetivas, tendo como um dos temas a felicidade. Sobre este período é correto afirmar, EXCETO:

Considerando a concepção de justiça de Aristóteles e Tomás de Aquino, podemos afirmar, EXCETO:

No caso do segundo Wittgenstein, pode-se dizer que na obra Investigações filosóficas a linguagem, entendida como tendo uma estrutura básica, uma forma lógica, desaparece, dissolve-se, fragmenta-se, dando lugar aos jogos de linguagem, múltiplos, multifacetados. Se adotamos a noção de jogo de linguagem, o significado não é mais estabelecido pela forma da proposição, nem pelo sentido de seus componentes, nem por sua relação com fatos, como ele defendia anteriormente (Marcondes, 2010).
Para o segundo Wittgenstein, o significado se estabeleceria

A filosofia moderna, iniciada no século XVII, marcou uma ruptura significativa com as tradições medievais, voltando-se para o indivíduo e a razão como as principais fontes de conhecimento. Esse período é caracterizado pelo surgimento do racionalismo, com um de seus principais expoentes propondo que opensamento humano, através do uso da razão, poderia alcançar verdades indubitáveis (GARCIA, 2018).

Assinale a opção correta em relação à filosofia moderna.

O que o Antropoceno põe em cheque, justamente, é a própria noção de anthropos, de um sujeito universal (espécie, mas também classe ou multidão) capaz de agir como um só povo. A situação propriamente etnopolítica do “humano” como multiplicidade intensiva e extensiva de povos deve ser reconhecida como implicada diretamente na crise do Antropoceno. Se não existe um interesse universal humano positivo, é porque existe uma diversidade de alinhamentos políticos dos diversos povos ou “culturas” mundiais com muitos outros actantes e povos não humanos (formando o que Latour chama de “coletivos”) contra os autointitulados porta-vozes do Universal. (DANOWSKI; CASTRO, 2014, p. 121, grifos dos autores)

DANOWSKI, D.; CASTRO, E. V. Humanos e terranos na terra de Gaia.

In: Há mundo por vir? - ensaio sobre os medos e os fins. Florianópolis: Cultura e Barbárie, 2014.


De acordo com o texto,

O filósofo argentino Enrique Dussel (1934-2023), um dos expoentes da filosofia da libertação, questiona as dimensões eurocêntricas presentes na história e na filosofia. Com relação à crítica de Dussel ao eurocentrismo, marque (V) para as afirmativas verdadeiras e (F) para as falsas.

( ) O helenocentrismo é um dos componentes da visão ideológica da história da filosofia.

( ) O discurso filosófico crítico sobre as origens da modernidade deve incluir a filosofia elaborada na península ibérica e na América Latina nos séculos XVI e XVII.

( ) A transmodernidade, como projeto filosófico crítico ao eurocentrismo, implica a negação de todos os elementos da modernidade.

( ) O eurocentrismo confunde universalidade abstrata com mundialidade concreta hegemonizada pela Europa.

Assinale a sequência CORRETA:

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