Os debates acerca das concepções biomédica e social da
deficiência são distintos e estão em disputa no âmbito da
sociedade, no âmbito acadêmico e profissional, nas ações e nas
lutas dos diversos segmentos que se relacionam à questão dos
direitos, demandas e necessidades das Pessoas com Deficiência na
contemporaneidade. O modelo social da deficiência tem como
escopo a transformação das condições sociais através de políticas
públicas, sendo atribuído ao Estado e à sociedade o papel de
abolição das barreiras para a acessibilidade das Pessoas com
Deficiência aos serviços, lugares, informações e bens necessários
ao seu desenvolvimento pessoal, social, educacional e profissional.
Portanto, no modelo social da deficiência, as políticas públicas
devem ser direcionadas às especificidades das Pessoas com
Deficiência, em um enfoque
Simone, uma mulher de 49 anos, mãe solteira, vítima de violência
doméstica por parte do namorado, reside com seus dois filhos,
Fátima, de 9 anos, e Fábio, de 14 anos de idade. No momento, Simone está passando por dificuldades financeiras
severas, pois não consegue arrumar emprego e sua condição de
moradia é precária. Fátima encontra-se acolhida em programa de
acolhimento familiar e Fábio, que se envolveu com o tráfico de
drogas, está cumprindo medida socioeducativa de liberdade
assistida.
No contexto da assistência social no Brasil, em relação ao
atendimento a Simone diante de cada risco vivenciado, é correto
afirmar que:
O Estatuto da Pessoa Idosa determina que à pessoa idosa
internada ou em observação é assegurado o direito a
acompanhante, devendo o órgão de saúde proporcionar as
condições adequadas para a sua permanência em tempo integral,
segundo o critério médico.
A autorização para o acompanhamento da pessoa idosa cabe
Uma família composta por mãe, um filho de 6 anos e um filho
adulto com síndrome de Down vive exclusivamente com renda
aproximada de dois salários mínimos, fruto de trabalho informal
da mãe como faxineira. Diante da precariedade da situação, agravada pelo fato de ainda
ter que pagar aluguel, a mãe requereu a concessão do Benefício
de Prestação Continuada (BPC) e aguarda resposta.
Esse pedido será:
O Bolsa Família, atual Auxílio Brasil, é um programa de
transferência de renda que, em suas origens, fez parte de um
receituário orientado e /ou financiado pelo Banco Mundial, e que
foi aplicado, a partir da década de 1990, em países da América
Latina, Ásia e África. Considerando o alcance e a estrutura do programa, pode-se
caracterizá-lo como:
A Política Nacional de Assistência Social (PNAS) estabelece que os
cidadãos e os grupos sociais que se incluem entre seus usuários
são aqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade e
risco.
As opções a seguir apresentam grupos que se enquadram nas
condições acima, à exceção de uma. Assinale-a.
O professor de Carla, 11 anos, percebe que o comportamento da
aluna vem mudando significativamente. Carla está irritadiça,
agressiva com os colegas, desatenta e frequentemente é vista
chorando pelos cantos. Outros professores e colegas também
notam a mudança, mas nenhuma providência é tomada, pois
Carla insiste em dizer que não há nada de errado. Os pais não
foram chamados na escola, uma visita domiciliar não foi
realizada, o Conselho Tutelar não foi acionado. Algum tempo
depois, Carla aparece grávida e o padrasto é preso, acusado de
estupro, desfecho que provavelmente poderia ter sido evitado
caso o professor ou a direção da escola não tivessem se omitido. Esse tipo de omissão está tipificado no ECA como:
O cordão de fita com desenhos de girassóis foi incluído na Lei
Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, em 2023, como
símbolo nacional de identificação de pessoas com deficiências
Quando pensamos em emancipação, uma das primeiras ideias
remete, geralmente, à esfera legal, àquilo que é disposto nas leis.
Segundo o Código Civil Brasileiro (BRASIL, 2002), a emancipação
acontece, regularmente, aos 18 anos, quando as pessoas são
consideradas aptas para a prática de todos os atos da vida civil.
De algum tempo para cá, tornou-se corrente no campo de algumas
ações governamentais que têm a juventude como foco sua
qualificação como políticas emancipadoras ou emancipatórias. Uma
importante medida, no sentido da consolidação do termo tanto na
esfera legal quanto no campo das políticas públicas, relaciona-se ao
fato de o Estatuto da Juventude (BRASIL, 2013) destacar, desde seus
artigos iniciais, a promoção da autonomia e emancipação juvenis
com um dos princípios norteadores das políticas públicas
direcionadas para os jovens. De acordo com o Estatuto da Juventude,
a emancipação juvenil diz respeito à “trajetória de inclusão,
liberdade e participação do jovem na vida em sociedade” (Art. 2º,
parágrafo único).
Sobre esse aspecto, observa-se que muito do que se tem definido
como políticas emancipatórias no campo da juventude emerge da
contraposição dessas às chamadas políticas
A família é uma instância central na proteção social brasileira e por
consequência o serviço social tem um longo percurso no trabalho
com famílias. A partir dos anos setenta observou-se uma
influência da teoria sistêmica nas práticas com famílias e, ao
mesmo tempo, um esvaziamento do debate sobre família âmbito
da teoria social crítica no serviço social.
Esse esvaziamento, que se estendeu por cerca de três décadas, até
os anos 1990, pode ser atribuído
Segundo o Art. 6o
A da Lei nº 8742, de 7 de dezembro de 2003 (Lei
Orgânica da Assistência Social), a assistência social organiza-se por
dois tipos de proteção: a proteção social básica e a proteção
especial. Em relação à proteção social básica, de acordo com a
legislação, é correto afirmar que
Hortz e Mioto afirmam que continuamos assistindo no trabalho
com famílias a uma “reatualização do conservadorismo”, na
responsabilização da família pelos cuidados e, com isso, no reforço
do papel da mulher pela “falha” nos cuidados, na proteção e na
socialização.
Assinale a alternativa que está em acordo com a assertiva acima.
A Lei nº 13.010, de 26/06/2014, também conhecida como Lei
Menino Bernardo, altera o Estatuto da Criança e do Adolescente
para estabelecer o direito de serem educados e cuidados sem o
uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante.
A Lei determina que os pais, os integrantes da família ampliada,
os responsáveis, os agentes públicos executores de medidas
socioeducativas ou qualquer pessoa encarregada de cuidar de
crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los ou protegê-los que
utilizarem castigo físico ou tratamento cruel ou degradante como
formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro
pretexto estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções cabíveis,
a medidas que serão aplicadas de acordo com a gravidade do caso.
Nesse contexto, as medidas previstas serão aplicadas
Conforme dispõe a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), uma
mulher que frequentemente é obrigada pelo marido a pedir
desculpas por "desobedecê-lo" e a calar-se sempre que tenta
emitir uma opinião, pode ser enquadrada como vítima de:
Desde a entrada em vigor do Estatuto da Criança e do Adolescente,
as ações voltadas a esta população, no âmbito do Poder Judiciário
brasileiro, são norteadas pelo princípio do melhor interesse da
criança. Apesar dos avanços nos marcos legais, materializados pela
legislação em vigor, as contradições se mostram persistentes.
Entre as afirmativas abaixo, assinale a que expressa a mais evidente
das contradições existentes na adesão ao princípio do super
interesse.
No Brasil, as questões relacionadas ao uso e abuso do álcool e
outras drogas só começaram a ser abordadas, no campo da justiça,
no século XX. A partir dos anos 1970 é que esse tema começa a ser
estudado pela Medicina.
Para Barcellos & Duarte (2020), esta díade, no que concerne aos
usuários de álcool e outras drogas, reforça um processo de