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Uma breve história da expectativa de vida


No início do século 20, quando a expectativa de vida era de 47 anos nos países industrializados e de 33 no nosso, o que mais matava eram as doenças infecciosas: pneumonia, tuberculose, gastroenterite.
A pandemia, ao tirar 5,5 milhões de vidas nos últimos dois anos, trouxe as infecções de volta aos holofotes. O caminho natural, porém, é a ciência vencer essa luta novamente, como fez antes. O desenvolvimento de vacinas e antibióticos, além de condições mais humanas de saneamento básico, foi diminuindo as doenças infecciosas ao longo do século passado. E em 1960 a expectativa de vida tinha saltado para 52 anos por aqui (e 69 anos nos países ricos).
Foi aí que as doenças cardiovasculares e os vários tipos de câncer passaram a ser os grandes desafios de longo prazo da medicina. Mas essa é outra guerra que está sendo vencida.
Nos EUA, que mantêm dados históricos precisos, o número de mortes por doenças cardiovasculares caiu de 800 para cada 100 mil habitantes na década de 1960 para 200 hoje.
As batalhas contra o câncer são mais complexas, contudo, não faltam vitórias. Uma das principais é o sucesso das imunoterapias no combate ao melanoma (o mais agressivo dos cânceres de pele). Desde o boom na criação de novos medicamentos, a mortalidade por melanoma passou a cair 5% ao ano.
Tudo isso levou a mais avanços na expectativa de vida. Hoje ela está próxima dos 80 anos, seja no Brasil, seja nos países do topo da pirâmide. Por aqui, sempre vale lembrar, boa parte disso se deve a um fato central: sermos o único país com mais de 200 milhões de habitantes a contar com um sistema universal de assistência médica gratuita, o SUS.
E hoje há 22 milhões de pessoas com 65 anos ou mais no país. Uma vitória. Mas o aumento na longevidade traz outro desafio para a medicina: as enfermidades mentais que surgem nas fases mais avançadas da vida – principalmente o Alzheimer, que atinge 1,2 milhão de brasileiros.

(Disponível em: uper.abril.com.br/coluna/. Acesso em: 10/07/2024. Adaptado.)

No trecho “Hoje ela está próxima dos 80 anos, seja no Brasil, seja nos países do topo da pirâmide.” (6º§), as palavras destacadas expressam:
Clara, 48 anos, veio à consulta de enfermagem para discutir o climatério. Ela está experimentando sintomas como ondas de calor, irritabilidade, insônia e ciclos menstruais irregulares. Está preocupada com os efeitos a longo prazo do climatério e menopausa em sua saúde, como o risco de osteoporose e doenças cardiovasculares. A intervenção inicial que o enfermeiro deverá adotar para cuidar de Clara neste momento é:

A rua, a fila, o acaso


Eu ia dando a minha voltinha num silêncio interior de paz. Está difícil flanar nas ruas de hoje. Muito barulho, carros voando ou atravancando a calçada, anda sobrecarregado o ar que respiramos. Mas há sempre o que ver, se levamos olhos desprevenidos, de simpatia. Me lembrei do tempo em que o pai de família saía depois do jantar pra fazer o quilo. A expressão tem a ver com o mistério da nossa usina interior.


Com o perdão da palavra, tem a ver com as nossas tripas. Hoje é o cooper, que traz um afã de competição. Cronometrado e exibido, tira o fôlego e impede a conversinha mole. É mais uma fábrica de ansiedade nesta época que fabrica estresse. Pois eu ia andando pra clarear as ideias, ou pra pensar em nada. Nessa hora de entrega e de inocência é que acontece a iluminação. A luzinha do entendimento acende onde quer.


Sem nenhum objetivo, ia eu bem satisfeitinho na minha disponibilidade. Aberto a qualquer convite, podia comprar um bombom, ou uma flor. Ou uma dessas canetinhas que acertam comigo e, bem ordinária, me traz um estremecimento de colegial. A gente sabe que o endereço da felicidade é no passado e é mentira. Mas é bom que exista, a felicidade. Nem que seja um momentinho só. Tão rico que dá pra ir vivendo. E se renova com qualquer surpresa boba. Encontrar por exemplo na banca uma revista fútil e dar com a foto daquela moça bonita. Olhar seus olhos e entendê-los, olhos adentro.


A vida é um mundo de possibilidades. Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência. Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da lua. Quando dei comigo de volta, estava espiando uma fila que coleava pela calçada. Curioso: etimologicamente, aposentado é quem se recolhe aos aposentos. De repente, os aposentados saíram da toca e estão na rua, pacientes em fila ou irados aos magotes.


Mas aquela fila não podia ser de aposentados. Tinha uma moça de short e pernas fortes de atleta. E muitos jovens. E vários boys. Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo. Misterioso caminho, esse, que aproxima as pessoas por um instante e depois as separa. Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram e, distraídas, disso não se deram conta. O acaso, o destino, quanta coisa passa por uma cabeça vadia! Ou por um frívolo coração.


(Otto Lara Resende. Folha de São Paulo. Publicada no livro Bom dia para nascer, Companhia da Letras, 2011.)

Considere o trecho “Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo.” (5º§). A concordância verbal sugere que, em caso de indicação de exclusão ao usar a preposição “ou”, como o do excerto, o verbo concorda:

O estudo do tempo e do clima é fundamental para diversas áreas do conhecimento, como a meteorologia, a agricultura e o planejamento urbano. No contexto das mudanças climáticas globais, compreender a diferença entre tempo e clima é essencial para interpretar os dados meteorológicos e fazer previsões adequadas. Sobre tempo e clima, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) O tempo refere-se às condições atmosféricas em um período curto e específico, como um dia ou uma semana.


( ) O clima é determinado pelas condições médias de tempo observadas ao decorrer de um longo período, geralmente trinta anos ou mais.


( ) Mudanças no tempo podem ocorrer rapidamente e são frequentemente previsíveis com alta precisão a longo prazo.


( ) O clima de uma região pode influenciar os padrões de vegetação e a distribuição das espécies.


A sequência está correta em

A autora Fabiola Colombani é uma das organizadoras da obra “Psicologia escolar e a práxis no século XXI: Desafios e perspectivas” do ano de 2023. Para essa autora, “a psicologia escolar é uma esfera dentro da Psicologia que se dedica ao estudo e intervenção da aprendizagem e do desenvolvimento de crianças e adolescentes inseridas no contexto escolar”.

(Colombani, 2023 p. 38.)


Na perspectiva da autora citada, sobre a psicologia escolar, seus objetivos e competências, analise as afirmativas a seguir.


I. A psicologia escolar tem como objetivo principal promover o bem-estar psicológico dos estudantes, orientando e auxiliando a desenvolver competências emocionais, sociais e acadêmicas necessárias, a fim de que alcancem sucesso na escola e no decorrer de suas vidas.


II. Atualmente, o psicólogo escolar busca desempenhar um papel importante no apoio aos alunos, professores e familiares, atuando no desenvolvimento de programas de prevenção e promoção da saúde mental, combate ao bullying, orientação vocacional, estendendo tais orientações à família e a profissionais dentro da instituição.


III. Na parte prática, é esperado que o profissional designado atue nas diversas situações escolares e familiares em todas as instituições escolares no Brasil onde for designado. Contudo, quando o profissional está atuando em campo, o psicólogo escolar vem sendo chamado pelo corpo docente com a finalidade de prestar atendimento clínico dentro da instituição escolar, o que também é sua função.


Está correto o que se afirma em

As concepções de conhecimento e aprendizagem são fatores importantes para se pensar em estratégias ao ato de aprender. Autores como Nunes e Silveira (2015) afirmam que o conceito de aprendizagem não é um conceito simples e unânime e que há uma variedade de concepções de conhecimento que abordam a aprendizagem de forma diversificada”.

(Nunes e Silveira 2015 p. 12.)


Sobre as concepções de conhecimentos de aprendizagem no cenário da psicologia da educação, relacione adequadamente os conceitos às suas respectivas concepções.


1. Empirista.

2. Inatista.

3. Construtivista.

4. Histórico-cultural.


( ) Essa visão de conhecimento considera que as condições do indivíduo para aprender são predeterminadas.


( ) A concepção de conhecimento com base nessa visão enfatiza o papel da cultura na formação da consciência humana e da atividade do sujeito.


( ) A denominação dessa visão refere-se ao movimento filosófico, surgido na Inglaterra, no século XVII, que defendia a tese de que o conhecimento humano tem origem a partir da experiência.


( ) Essa concepção considera o conhecimento humano construído graças à interação sujeito e meio (físico e social) externo. O desenvolvimento intelectual-afetivo passa por etapas de organização, não sendo inato, nem apenas fruto de estimulações do ambiente.


A sequência está correta em

As Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DANTs) são responsáveis por mais da metade do total de mortes no Brasil. Em 2019, 54,7% dos óbitos registrados no Brasil foram causados por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) e 11,5% por agravos. As DCNTs, principalmente as doenças cardiovasculares, cânceres, diabetes e doenças respiratórias crônicas, são causadas por vários fatores ligados às condições de vida dos sujeitos.
(Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/. Acesso em: agosto de 2024.)
O câncer de mama ocorre pela multiplicação desordenada de células anormais, podendo formar um tumor de grande potencial e invadir outros órgãos. O Ministério da Saúde preconiza que a mamografia de rastreamento, nos casos em que não há sinais nem sintomas, seja ofertada a cada dois anos para as mulheres a partir da faixa etária de:
O alarmante apagão docente

Há crescente escassez de professores qualificados, comprometendo o ensino.

Em texto para o jornal português Diário de Notícias, o professor António Nóvoa afirmou que, das muitas profissões que desaparecerão no futuro, os professores não estarão nesse grupo. A partir disso, o pesquisador destaca o papel insubstituível do docente, mesmo diante de uma escola cada vez mais influenciada pelas tecnologias, que, de início, parecem ameaçar seu trabalho.
De fato, em um cenário de transformações estruturais na educação, o professor é a base das mudanças – realidade exposta em estudos recentes de pesquisadores escoceses, os quais reforçam que reformas “de cima para baixo” são ineficazes, sendo necessária a liderança docente nesse caminho de inovação.
Porém, há um contexto de desvalorização dessa classe no Brasil, especialmente no que diz respeito à formação inicial e à continuada, tornando a profissão cada vez menos atraente, satisfatória e, por fim, impactante.
O apagão docente já é uma realidade preocupante no nosso cenário educacional. Estudos divulgados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) indicam uma crescente escassez de professores qualificados, comprometendo a qualidade do ensino. Para ilustrar a gravidade da situação, há escolas pelo território brasileiro que enfrentam dificuldades para preencher vagas em disciplinas essenciais, como matemática e língua portuguesa, gerando turmas superlotadas, sobrecarga de trabalho e impactando negativamente o aprendizado e a equidade.
Faltam, ainda, incentivo, definição clara da carreira, salários coerentes e condições de trabalho, contribuindo para o desinteresse, a desmotivação e a evasão de profissionais, além da dificuldade na atração de novos talentos para a carreira.
A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) destaca a importância da valorização do educador e da promoção de uma formação de qualidade, além de ressaltar que o desenvolvimento profissional deve ser pautado por princípios éticos, políticos e estéticos, buscando a formação integral do estudante e a garantia de uma educação de qualidade.
Destaca, ainda, a necessidade da reflexão sobre a prática pedagógica, que inclui novas metodologias ativas, abordagens como a cultura maker e a robótica, atualização constante e busca por aprimoramento profissional. Assim, deve-se fazer valer esse documento para reverter o jogo. Para isso, são necessárias políticas públicas efetivas e a compreensão do docente como agente crucial na construção de uma sociedade mais justa e desenvolvida, com medidas que busquem a valorização profissional e a preocupação com sua saúde física e mental.
Para a valorização profissional, deve-se promover planos de carreira atrativos que ofereçam perspectivas de crescimento e valorizem sua experiência e qualificação, a exemplo da Secretaria Municipal da Educação de São Paulo, que se destaca nessa área. Convém, também, implementar programas de formação continuada de qualidade para a atualização e o aprimoramento de práticas e habilidades alinhadas à atualidade.
Além disso, a saúde mental precisa ser considerada para promover o bem-estar dos educadores, visto que a sobrecarga, o estresse, a pressão por resultados e a falta de apoio emocional são fatores que podem impactá-los negativamente. Por isso, é fundamental adotar programas de apoio psicológico e acompanhamento emocional através de espaços de acolhimento e orientação profissional; promover a capacitação para o autocuidado, a gestão do estresse e da saúde mental para que possam lidar com as demandas diárias; e incentivar a prática de atividades físicas e de lazer. Criar espaços de interação entre os educadores também fortalece as relações de apoio e o sentimento de pertencimento.
A educação é pilar essencial para o progresso da nação, e os docentes são cruciais nesse processo. Na verdade, ousamos dizer que educação se faz com professores no centro do debate. É urgente reconhecer e valorizar seu trabalho, garantindo condições necessárias para que possam exercê-lo com excelência e equidade e, então, impactar a aprendizagem. Só assim será possível superar esse alarmante apagão e construir um futuro promissor para a educação e o nosso país.


(Débora Garofalo e Bernardo Soares. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/. Acesso em: julho de 2024.)
Quanto ao uso do acento grave indicador de crase no trecho “Porém, há um contexto de desvalorização dessa classe no Brasil, especialmente no que diz respeito à formação inicial e à continuada, [...]” (3º§), assinale a justificativa correta.
Feliz por nada

Geralmente, quando uma pessoa exclama Estou tão feliz!, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.
Digamos: feliz porque maio recém começou e temos longos oito meses para fazer de 2010 um ano memorável. Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou.
Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama.
Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.
Feliz por nada, nada mesmo?
Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza.
“Faça isso, faça aquilo”. A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?
Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma.
Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.
Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.
Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre.
Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?
A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.
Ser feliz por nada talvez seja isso.
(MEDEIROS, Martha. Feliz por nada, 2011. Ediora L&PM., 216 p.)
Em “Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando ‘realizado’, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma.” (8º§) há a presença do vocábulo “felicíssimo”. Independente do contexto, é possível afirmar que esse termo exprime a ideia de:

Sobre as orientações didáticas contidas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e o componente curricular denominado educação física, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.


( ) A educação física é o componente curricular que reproduz as práticas corporais em suas diversas formas de codificação e significação social, entendidas como manifestações das possibilidades expressivas dos sujeitos, produzidas por diversos grupos sociais no decorrer da história. Nessa concepção, o movimento humano está sempre inserido no âmbito da cultura e se limita a um deslocamento espaço-temporal de um segmento corporal.


( ) Nas aulas, as práticas corporais devem ser abordadas como fenômeno biológico, diversificado, unidimensional, singular e contraditório. Desse modo, é possível assegurar aos alunos a reprodução de um conjunto de conhecimentos que permitam ampliar sua consciência a respeito de seus movimentos e dos recursos para o cuidado de si e dos outros e desenvolver autonomia para apropriação e utilização da cultura corporal de movimento em diversas finalidades humanas, favorecendo sua participação de forma confiante e dependente na sociedade.


( ) É fundamental frisar que a educação física oferece uma série de possibilidades para enriquecer a experiência das crianças, jovens e adultos na educação básica, permitindo o acesso a um vasto universo cultural. Esse universo compreende saberes corporais, experiências estéticas, emotivas, lúdicas e agonistas, que se inscrevem, mas não se restringem, à racionalidade típica dos saberes científicos que, comumente, orienta as práticas pedagógicas na escola.


( ) Há três elementos fundamentais comuns às práticas corporais: movimento corporal como elemento essencial; organização interna (de maior ou menor grau), pautada por uma lógica específica; e, produto cultural vinculado com o lazer/entretenimento e/ou o cuidado com o corpo e a saúde. Portanto, entende-se que essas práticas corporais são aquelas realizadas fora das obrigações laborais, domésticas, higiênicas e religiosas, nas quais os sujeitos se envolvem em função de propósitos específicos, sem caráter instrumental.


A sequência está correta em

Fazer nada
Como a visita de um pássaro nos fez pensar no tempo.

Conseguimos uns dias de folga e fomos passar um tempo cuidando um do outro. No hotel, em Itatiba, deram-nos o quarto 37, que se abre para um mar de morros verdes, com plantações, pastos, florestas. Fica no piso superior, tem pé-direito alto e uma varanda abraçada por árvores repletas de pássaros. À noite, entrou pela janela um passarinho. Minúsculo, branco no peito e na parte inferior da face, preto no dorso e na metade de cima da cabeça. Entrou pelo quarto, acelerado. Voava junto ao teto e não conseguia baixar até a altura da porta por onde havia entrado. Temíamos que se machucasse. Apagamos as luzes. Ele se acalmou e parou para descansar no toucador. Pulou em pé, no chão. Caminhou um pouco, ofegante. Usamos um chapéu para levá-lo à varanda, onde ficou ainda um tempo, refazendo-se.
Depois, vimos que deixou de lembrança um cocozinho na nossa cama. De onde teria vindo essa ave? Qual o significado do carimbo de passarinho sobre o lençol? Resisti à ideia de lembrar que excremento de pássaro é sinal de boa fortuna em antigas tradições. Augúrio? Sinal? Ali não havia mistério. Era apenas um bichinho assustado, acelerado demais. Talvez apenas apavorado por haver entrado em um lugar de onde parecia impossível sair. Mais do que um significado oculto, sua visita pode é nos inspirar, quem sabe, uma analogia. Quantas vezes o homem não se debate, na ilusão de que está acuado? Quantas vezes sofre sem perceber que está saturado por estímulos que ele próprio foi buscar? A sensação de que seu tempo é estrangulado, sem se dar conta de que é ele quem cultiva desassossego para si. Um amigo, sobrinho de um sábio do interior, costuma usar a imagem da trajetória errática e vã das formigas para ilustrar a ilusão que acomete o homem em movimentos inócuos e sem sentido, o esforço inútil. Não é à toa que se fale tanto na necessidade de ir com mais calma.
Afinal, nós nunca aceleramos tanto. Na ilusão de anteciparmos o futuro, roubamos o momento seguinte e deixamos de vivê-lo. Convivemos sem prestar atenção no outro, respiramos com sofreguidão, comemos sem sentir o sabor. Fugimos do presente, o único tempo que existe e sobre o qual criamos a referência para um passado reconstruído na memória e um futuro sonhado. Como parar e fazer nada? Como apenas ser, sem se debater por ter entrado em uma porta estranha? Há quem não consiga relaxar e, simplesmente, fazer nada. Alguém já disse que fazer nada não é a completa falta de ação, mas a ação feita com desapego, sem visar resultado para si mesmo. Há algo de bom em atingir esse momento em que só se é parte da paisagem e não um observador separado. Se ainda quiséssemos procurar um significado para a visita da pequena ave, poderíamos dizer que ela veio trazer o tema para estas linhas que você lê agora. Como se nos dissesse: que bom que vocês conseguiram uns dias de folga e vieram aqui, cuidar um do outro. Sejam bem-vindos a este momento e esqueçam o resto. Fui.

(NOGUEIRA, Paulo. Vida Simples, ed. 37. São Paulo: Abril, 2006.)
Um texto argumentativo apresenta um ponto de vista sobre o mundo, defende uma tese. Assinale, a seguir, a alternativa que apresenta a tese defendida pelo autor.
Em bibliotecas, a função da Classificação Decimal de Dewey (CDD) é:
O número de novas matrículas em uma escola, ao longo dos 12 meses do ano passado, formou uma sequência regida por uma progressão aritmética. Se nos meses de maio e agosto houve 32 e 53 matrículas, respectivamente, quantas matrículas, no total, foram contabilizadas nos 10 primeiros meses do ano passado?

Considere o fragmento reflexivo a seguir:

A educação, por si só, não transforma diretamente a estrutura social. Para que este fato se concretize é importante isso que aconteça a transformação das consciências dos que passam pela escola. Para transformar essas consciências é fundamental buscar uma metodologia e uma lógica que deem conta de apreender o movimento do real com todas as contradições presentes.

(CFP, 2013 p. 53-54.)

A escola tem como meta socializar os conteúdos e os instrumentos possibilitando o aprendizado; tem, ainda, como objetivo promover a socialização e a experiência apontadas pelos sujeitos, valorizando-os independente de classe, cultura, religião e etnia. Neste campo, pode-se afirmar que o psicólogo entende que:


I. A sua ação pode ser encaminhada para a transformação ou para a manutenção da sociedade, tal como está organizada.


II. Em contextos educativos, sua ação tem muito a contribuir em busca de uma prática pedagógica voltada à humanização.


III. Poderá contribuir como mediador, fortalecendo o papel do professor como agente principal do processo de ensino e aprendizagem.


IV. Nem sempre educadores e psicólogos têm clareza da visão de homem e educação que per meia a sua prática profissional.


Está correto o que se afirma em

A gravidez é um evento resultante da fecundação do óvulo (ovócito) pelo espermatozoide.Habitualmente, ocorre dentro do útero e é responsável pela geração de um novo ser. Este é um momento de grandes transformações para a mulher, para seu (sua) parceiro (a) e para toda a família.
(Ministério da Saúde)

Em qual período se formam os dedos, as mãos, as orelhas e os órgãos internos do bebê?

Uma breve história da expectativa de vida


No início do século 20, quando a expectativa de vida era de 47 anos nos países industrializados e de 33 no nosso, o que mais matava eram as doenças infecciosas: pneumonia, tuberculose, gastroenterite.
A pandemia, ao tirar 5,5 milhões de vidas nos últimos dois anos, trouxe as infecções de volta aos holofotes. O caminho natural, porém, é a ciência vencer essa luta novamente, como fez antes. O desenvolvimento de vacinas e antibióticos, além de condições mais humanas de saneamento básico, foi diminuindo as doenças infecciosas ao longo do século passado. E em 1960 a expectativa de vida tinha saltado para 52 anos por aqui (e 69 anos nos países ricos).
Foi aí que as doenças cardiovasculares e os vários tipos de câncer passaram a ser os grandes desafios de longo prazo da medicina. Mas essa é outra guerra que está sendo vencida.
Nos EUA, que mantêm dados históricos precisos, o número de mortes por doenças cardiovasculares caiu de 800 para cada 100 mil habitantes na década de 1960 para 200 hoje.
As batalhas contra o câncer são mais complexas, contudo, não faltam vitórias. Uma das principais é o sucesso das imunoterapias no combate ao melanoma (o mais agressivo dos cânceres de pele). Desde o boom na criação de novos medicamentos, a mortalidade por melanoma passou a cair 5% ao ano.
Tudo isso levou a mais avanços na expectativa de vida. Hoje ela está próxima dos 80 anos, seja no Brasil, seja nos países do topo da pirâmide. Por aqui, sempre vale lembrar, boa parte disso se deve a um fato central: sermos o único país com mais de 200 milhões de habitantes a contar com um sistema universal de assistência médica gratuita, o SUS.
E hoje há 22 milhões de pessoas com 65 anos ou mais no país. Uma vitória. Mas o aumento na longevidade traz outro desafio para a medicina: as enfermidades mentais que surgem nas fases mais avançadas da vida – principalmente o Alzheimer, que atinge 1,2 milhão de brasileiros.

(Disponível em: uper.abril.com.br/coluna/. Acesso em: 10/07/2024. Adaptado.)

Considere o excerto: “Nos EUA, que mantêm dados históricos precisos, o número de mortes por doenças cardiovasculares caiu de 800 para cada 100 mil habitantes na década de 1960 para 200 hoje.” (4º§) As vírgulas foram usadas no trecho anterior para:
Feliz por nada

Geralmente, quando uma pessoa exclama Estou tão feliz!, é porque engatou um novo amor, conseguiu uma promoção, ganhou uma bolsa de estudos, perdeu os quilos que precisava ou algo do tipo. Há sempre um porquê. Eu costumo torcer para que essa felicidade dure um bom tempo, mas sei que as novidades envelhecem e que não é seguro se sentir feliz apenas por atingimento de metas. Muito melhor é ser feliz por nada.
Digamos: feliz porque maio recém começou e temos longos oito meses para fazer de 2010 um ano memorável. Feliz por estar com as dívidas pagas. Feliz porque alguém o elogiou.
Feliz porque existe uma perspectiva de viagem daqui a alguns meses. Feliz porque você não magoou ninguém hoje. Feliz porque daqui a pouco será hora de dormir e não há lugar no mundo mais acolhedor do que sua cama.
Esquece. Mesmo sendo motivos prosaicos, isso ainda é ser feliz por muito.
Feliz por nada, nada mesmo?
Talvez passe pela total despreocupação com essa busca. Essa tal de felicidade inferniza.
“Faça isso, faça aquilo”. A troco? Quem garante que todos chegam lá pelo mesmo caminho?
Particularmente, gosto de quem tem compromisso com a alegria, que procura relativizar as chatices diárias e se concentrar no que importa pra valer, e assim alivia o seu cotidiano e não atormenta o dos outros. Mas não estando alegre, é possível ser feliz também. Não estando “realizado”, também. Estando triste, felicíssimo igual. Porque felicidade é calma.
Consciência. É ter talento para aturar o inevitável, é tirar algum proveito do imprevisto, é ficar debochadamente assombrado consigo próprio: como é que eu me meti nessa, como é que foi acontecer comigo? Pois é, são os efeitos colaterais de se estar vivo.
Benditos os que conseguem se deixar em paz. Os que não se cobram por não terem cumprido suas resoluções, que não se culpam por terem falhado, não se torturam por terem sido contraditórios, não se punem por não terem sido perfeitos. Apenas fazem o melhor que podem.
Se é para ser mestre em alguma coisa, então que sejamos mestres em nos libertar da patrulha do pensamento. De querer se adequar à sociedade e ao mesmo tempo ser livre.
Adequação e liberdade simultaneamente? É uma senhora ambição. Demanda a energia de uma usina. Para que se consumir tanto?
A vida não é um questionário de Proust. Você não precisa ter que responder ao mundo quais são suas qualidades, sua cor preferida, seu prato favorito, que bicho seria. Que mania de se autoconhecer. Chega de se autoconhecer. Você é o que é, um imperfeito bem-intencionado e que muda de opinião sem a menor culpa.
Ser feliz por nada talvez seja isso.
(MEDEIROS, Martha. Feliz por nada, 2011. Ediora L&PM., 216 p.)
Analise os trechos a seguir e assinale a associação INCORRETA dos termos em destaque.
As frases a seguir contextualizam a questão. Leia-as atentamente.

1. Não é exatamente uma religião. A doutrina surgiu na França e se expandiu pelo mundo.

2. Atualmente, a maior parte dos seus seguidores no mundo vive em Israel e nos Estados Unidos.

3. É a principal doutrina no Camboja, Laos, Birmânia e Tailândia. No Japão, é a segunda mais praticada.

4. Representa mais de 80% da população na Índia e no Nepal. É a terceira maior religião do mundo.
Um professor de ensino religioso do ensino fundamental desenvolveu um modelo de aula baseado em um esquema de charadas sobre as religiões do mundo a partir das frases apresentadas. Com a sala dividida em grupos, a cada charada respondida se avançava para uma nova fase. Sobre essa aula, é correto afirmar que o professor:

Read the text to aswer the question.


The enduring joy of Golden Girls: a wildly sassy sitcom that will always cheer you up


A comedic masterclass with the best sitcom theme song of all time, Golden Girls pulled back the curtains on ageing and dealt with big-ticket issues.


A zinger-infused maelstrom of shoulder pads, pastels and perms. Rattan furniture, DayGlo linen and Formica. There’s such a distinctive look, feel and vibe to The Golden Girls, the iconic sitcom that ran from 1985 to 1992, scooping up 68 Emmy nominations and 11 wins in the process. The brainchild of producer Susan Harris, the show spawned several acclaimed spinoffs and became an enduring work of high camp in the process.

The premise? Three older women decide to live together: the stern, witty ex-teacher Dorothy Zbornak (Bea Arthur), the sweet but fantastically dense Rose Nylund (Betty White) and southern hornbag Blanche Devereaux (Rue McClanahan). At first it’s a matter of convenience, but before long, they become fast friends. During the pilot they’re joined by a fourth: Dorothy’s mother Sophia Petrillo (Estelle Getty), a nitpicky little shrew whose ability to cockblock our heroines saw her gradually become the Scrappy-Doo of the house. (Don’t @ me, Goldies, you know I’m right.)

For a comedy that primarily took place within a Floridian kitchen, The Golden Girls boasted some serious talent. The four leads were all astoundingly adept at their craft.

The golden girls themselves proved that the family you make is sometimes stronger than the one you’re born with. Dorothy, Rose and Blanche feel, at times, aged out of their previous lives. Careers, spouses, the world: all seem to be pushing them away. But the girls are proof that you can – and should – forge new bonds, even if it seems like your old life is done for. That you can make a new family, even if your old one rejects you.

The Golden Girls pulled back the curtains on ageing, showing the ways in which old people can be flawed, passionate, monumentally stupid, brave – even at times, almost heroically horny. And it did so with an almost reckless willingness to be as wildly funny as it possibly could.

The show ended up doing what many sitcoms do: use antagonism as heat to push the plot forward. It takes truly hack writers to defend needless antagonism as the only source of fuel to propel a story (I’m looking at you, post-Sorkin West Wing). The last two seasons of The Golden Girls aren’t terrible, but Sophia morphs from an old lady without boundaries to an ancient sociopathic prankster. But even with this odd acceleration towards a caricatured sitcom event horizon, the show still manages to roll out the hits. The two-part finale, written by Mitch Hurwitz (the creator of Arrested Development) and starring Leslie Nielsen as Dorothy’s love interest, ranks as some of the best in the show’s history.

It also has – and I cannot stress this enough – the best sitcom theme song in the history of sitcom theme songs. In 2023, there are few things that will haul you out of whatever psychic muck you find yourself in than whacking on an episode of The Golden Girls. I promise you, once the credits roll, you’ll find yourself lying on the lanai in your mind, feeling somehow much lighter than you did before.


(The Guardian 2024, The Guardian website. Accessed: 06 February 2024. Available: <https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2023/aug/02/goldengirls-tv-sitcom-enduring-joy-dorothy-rose-betty-white-blanche>. Adapted.)

According to the title, the tv show The Golden Girls is:
A educação infantil é considerada uma etapa importante no desenvolvimento da criança; momento no qual ela amplia o círculo de convivência social, assim como as possibilidades de desenvolvimento, suas habilidades físicas, sociais e culturais. Nesse sentido, a interseccionalidade entre os saberes e as práticas pedagógicas e o desenvolvimento da linguagem são fundamentais para o início da caminhada escolar até o letramento e a alfabetização. Assinale a afirmativa que possui a associação correta entre a idade, o objetivo e atividade pedagógica.
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