Questões de Concursos
selecione os filtros para encontrar suas questões de concursos e clique no botão abaixo para filtrar e resolver.
O problema da sociedade de consumo é que as necessidades são artificialmente estimuladas, sobretudo pelos meios de comunicação de massa, levando os indivíduos a consumirem de maneira alienada.
Multiplicam-se, de maneira intensa e rápida, as ofertas de possibilidades de consumo e a única coisa a que não se tem escolha é não consumir!
Os centros de compras se transformam em “catedrais do consumo", verdadeiros templos cujo apelo ao novo torna tudo descartável e rapidamente obsoleto.
Vendem-se coisas, serviços, ideias. Basta ver como em tempos de eleição é “vendida" a imagem de certos políticos...
A estimulação artificial das necessidades provoca aberrações do consumo: montamos uma sala completa de som, sem gostar de música; compramos biblioteca “a metro", deixando volumes “virgens" nas estantes; adquirimos quadros famosos, sem saber apreciá-los (ou para mantê-los no cofre). A obsolescência dos objetos, rapidamente postos “fora de moda", exerce uma tirania invisível, obrigando as pessoas a comprarem a televisão nova, o refrigerador ou o carro porque o design se tornou antiquado ou porque uma nova engenhoca se mostrou indispensável.
E, quando bebemos Coca-Cola porque “É emoção pra valer!", bebemos o slogan, o costume norte-americano, imitamos os jovens cheios de vida e alegria. Com nosso paladar é que menos bebemos...
Como o consumo alienado não é um meio, mas um fim em si, torna-se um poço sem fundo, desejo nunca satisfeito, um sempre querer mais. A ânsia do consumo perde toda relação com as necessidades reais do homem, o que faz com que as pessoas gastem sempre mais do que têm. O próprio comércio facilita tudo isso com as prestações, cartões de crédito, liquidações e ofertas de ocasião, “dia das mães" (...)
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda & MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à filosofia. 2 ed. São Paulo: Moderna, 1993.
Sobre itens de hardware de computadores, analise as afirmativas a seguir.
I. O monitor de vídeo é um dispositivo de saída que tem a função de enviar ao usuário as informações impressas na tela.
II. O teclado e o mouse são considerados dispositivos de saída, pois ambos permitem a inserção de dados no computador.
III. A memória ROM é uma memória volátil que é utilizada para armazenar dados importantes de configuração do computador.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
RIO DE JANEIRO – Temo estar perdendo maravilhas, mas
nunca vi um filme com Katie Holmes. Sei que é mulher de um
ator chamado Tom Cruise, de quem também só assisti a “De Olhos
Bem Fechados”, por causa do diretor Stanley Kubrick, e que o
casal tem uma filha de 3 anos, Suri, que vive saindo na mídia por
usar sapatos de salto alto, tomar vinho tinto e ter seu próprio
cartão de crédito.
Holmes e Cruise devem ter suas razões – despreparo, carreirismo
ou deslumbramento – para permitir tal precocidade na
biografia da filha. Nas reportagens sobre Suri, os ortopedistas
alertam para o fato de que saltos altos são incompatíveis com uma
estrutura óssea cuja formação, segundo eles, só se completará aos
12 ou 13 anos. Além de serem uma garantia de dores, calos e
joanetes para Suri e, na vida adulta, de pernas curtas e dificuldade
para caminhar. Esses alertas, pelo visto, caem no vazio.
O problema não se limita a Hollywood ou a filhos de pais
famosos. No Brasil, talvez mais que em outros países, há meninas
entre 3 e 10 anos com hora marcada no salão para depilar a sobrancelha,
aplicar “luzes” no cabelo ou fazer tratamento contra
celulite. Toda garota quer se parecer com a mãe, é normal. O
problema é quando os fabricantes de cosméticos, sutiãs etc. assumem
o controle dessa estética infantil e passam a impô-la às
crianças com a conivência das mães.
O humanista americano Neil Postman (1931-2003) alertou para
esse problema num grande livro de 1982, “O Desaparecimento da
Infância” (há versão brasileira, pela editora Graphia). Todas as
previsões de Postman se confirmaram: sem saber, estamos gerando
crianças-adultos, que dificilmente chegarão à maturidade.
(Folha de S.Paulo, 14.12.2009)
Você sabia que os arquivos também têm ciclo de vida?
É verdade, e este é contado a partir da produção do documento e
do encerramento do ato, da ação ou do fato que motivou a sua
produção e a sua frequência de uso. Na arquivologia, diz-se que
essa fase tem relação com a vigência do documento (a razão de
ser do documento). Depois de destituído dessa vigência, o
documento pode ser guardado em função da importância das
informações nele contidas, para a história da administração ou
mesmo para tomadas de decisões pautadas nas ações do passado.
Lembre-se: é importante saber esses conceitos, porque os
métodos de organização em cada fase do ciclo poderão sofrer
algumas alterações, devido à frequência de uso e mesmo ao perfil
do usuário.
Neire do Rossio Martins. Manual técnico de
organização de arquivos correntes e intermediários.
Campinas: UNICAMP, 2005, p. 16-7 (com adaptações).
Considerando o texto acima, julgue os itens a seguir.
Fase corrente é a fase em que os documentos estão ativos, em curso ou que, mesmo sem movimentação, ainda são muito consultados pela administração e, por isso, são conservados junto aos órgãos produtores.
Para responder às questões de números 6 a 10,
considere as funções originais dos produtos, versões
escritas em Português do Brasil:
MS-Windows XP − Home − modo clássico.
MS-Office 2003 (Word, Excel e Power Point).
Leia a oração abaixo.
Todos que chegaram atrasados, não conseguiram um bom lugar para assistir ao espetáculo.
Na sentença acima, ocorre um ERRO de
Texto 1
[...]
Já lá se vão cinco dias. E ainda não houve aclamações, ainda não houve delírio. O choque foi rude demais. Acalma ainda não renasceu.
Mas o que há de mais interessante na vida dessa mó de povo que se está comprimindo e revoluteando na Avenida, entre a Prainha e o Boqueirão, é o tom das conversas, que o ouvido de um observador apanha aqui e ali, neste ou naquele grupo.
Não falo das conversas da gente culta, dos “doutores” que se julgam doutos.
Falo das conversas do povo - do povo rude, que contempla e critica a arquitetura dos prédios: “Não gosto deste... Gosto mais daquele... Este é mais rico... Aquele tem mais arte... Este é pesado... Aquele é mais elegante...”.
Ainda nesta sexta-feira, à noite, entremeti-me num grupo e fiquei saboreando uma dessas discussões. Os conversadores, à luz rebrilhante do gás e da eletricidade, iam apontando os prédios: e - cousa consoladora - eu, que acompanhava com os ouvidos e com os olhos a discussão, nem uma só vez deixei de concordar com a opinião do grupo. Com um instintivo bom gosto subitamente nascido, como por um desses milagres a que os teólogos dão o nome de “mistérios da Graça revelada” - aquela simples e rude gente, que nunca vira palácios, que nunca recebera a noção mais rudimentar da arte da arquitetura, estava ali discernindo entre o bom e o mau, e discernindo com clarividência e precisão, separando o trigo do joio, e distinguindo do vidro ordinário o diamante puro.
É que o nosso povo - nascido e criado neste fecundo clima de calor e umidade, que tanto beneficia as plantas como os homens - tem uma inteligência nativa, exuberante e pronta, que é feita de sobressaltos e relâmpagos, e que apanha e fixa na confusão as ideias, como a placa sensibilizada de uma máquina fotográfica apanha e fixa, ao clarão instantâneo de uma faísca de luz oxídrica, todos os objetos mergulhados na penumbra de uma sala...
E, pela Avenida em fora, acotovelando outros grupos, fui pensando na revolução moral e intelectual que se vai operar na população, em virtude da reforma material da cidade.
A melhor educação é a que entra pelos olhos. Bastou que, deste solo coberto de baiucas e taperas, surgissem alguns palácios, para que imediatamente nas almas mais incultas brotasse de súbito a fina flor do bom gosto: olhos, que só haviam contemplado até então betesgas, compreenderam logo o que é a arquitetura. Que não será quando da velha cidade colonial, estupidamente conservada até agora como um pesadelo do passado, apenas restar a lembrança?
[...]
E quando cheguei ao Boqueirão do Passeio, voltei-me, e contemplei mais uma vez a Avenida, em toda sua gloriosa e luminosa extensão. [...]
Gazeta de Notícias - 19 nov.1905. Bilac, Olavo. Vossa Insolência: crônicas. São Paulo: Companhia de Letras, 1996, p. 264-267.
Vocabulário:
baiuca: local de última categoria, malfrequentado.
betesga: rua estreita, sem saída,
mó: do latim “mole” , multidão; grande quantidade,
revolutear: agitar-se em várias direções,
tapera: lugar malconservado e de mau aspecto
Texto 2
Curvado no guidão lá vai ele numa chispa. Na esquina dá com o sinal vermelho e não se perturba - levanta voo bem na cara do guarda crucificado. No labirinto urbano persegue a morte com o trim-trim da campainha: entrega sem derreter sorvete a domicílio.
É a sua lâmpada de Aladino a bicicleta e, ao sentar-se no selim, liberta o gênio acorrentado ao pedal. Indefeso homem, frágil máquina, arremete impávido colosso, desvia de fininho o poste e o caminhão; o ciclista por muito favor derrubou o boné.
Atropela gentilmente e, vespa furiosa que morde, ei-lo defunto ao perder o ferrão. Guerreiros inimigos trituram com chio de pneus o seu diáfano esqueleto. Se não se estrebucha ali mesmo, bate o pó da roupa e - uma perna mais curta - foge por entre nuvens, a bicicleta no ombro.
Opõe o peito magro ao para-choque do ônibus. Salta a poça d’água no asfalto. Num só corpo, touro e toureiro, golpeia ferido o ar nos cornos do guidão.
Ao fim do dia, José guarda no canto da casa o pássaro de viagem. Enfrenta o sono trim-trim a pé e, na primeira esquina, avança pelo céu na contramão, trim-trim.
Sobre o conto de Dalton Trevisan, leia as afirmativas.
I. O texto constitui um conjunto narrativo de ações que remetem ao universo do subemprego, que caracteriza a vida de uma parcela pobre que vive no “labirinto urbano”.
II. A narrativa possui uma escrita lenta, a linguagem indireta, repleta de sugestões e de contextos de diferentes culturas.
III. O conto entrecruza, em uma única imagem, a figura do homem simples, do trabalhador, do esportista e do semideus.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):
Em um colégio, há apenas duas turmas de oitava série. Aplicada uma mesma prova de Matemática, a média da primeira turma foi 6,4, e a da segunda turma foi 5,8. Se, na primeira turma, há 30 alunos, e, na segunda, há 20 alunos, qual foi a média da oitava série nessa prova?
Lima Barreto
O carteiro Joaquim dos Anjos não era homem de serestas
e serenatas, mas gostava de violão e de modinhas. Ele
mesmo tocava flauta, instrumento que já foi muito estimado,
não o sendo tanto atualmente como outrora. Acreditava-se
até músico, pois compunha valsas, tangos e
acompanhamentos para modinhas.
Aprendera a “artinha” musical na terra de seu nascimento,
nos arredores de Diamantina, e a sabia de cor e salteado; mas
não saíra daí.
Pouco ambicioso em música, ele o era também nas
demais manifestações de sua vida. Empregado de um
advogado famoso, sempre quisera obter um modesto
emprego público que lhe desse direito à aposentadoria e ao
montepio, para a mulher e a filha. Conseguira aquele de
carteiro, havia quinze para vinte anos, com o qual estava
muito contente, apesar de ser trabalhoso e o ordenado ser
exíguo.
Logo que foi nomeado, tratou de vender as terras que
tinha no local de seu nascimento e adquirir aquela casita de
subúrbio, por preço módico, mas, mesmo assim, o dinheiro
não chegara e o resto pagou ele em prestações. Agora, e
mesmo há vários anos, estava de plena posse dela. Era
simples a casa. Tinha dois quartos, um que dava para a sala
de visitas e outro, para a de jantar. Correspondendo a um
terço da largura total da casa, havia, nos fundos, um puxadito
que era a cozinha. Fora do corpo da casa, um barracão para
banheiro, tanque, etc; e o quintal era de superfície razoável,
onde cresciam goiabeiras maltratadas e um grande
tamarindeiro copado.
A rua desenvolvia-se no plano, e, quando chovia,
encharcava que nem um pântano; entretanto, era povoada e
dela se descortinava um lindo panorama de montanhas que
pareciam cercá-la de todos os lados, embora a grande
distância. Tinha boas casas a rua. Havia até uma grande
chácara de outros tempos com aquela casa característica de
velhas chácaras de longa fachada, de teto acaçapado,
forrada de azulejos até a metade do pé-direito, um tanto feia, é
fato, sem garridice¹, mas casando-se perfeitamente com as
anosas² mangueiras, com as robustas jaqueiras e com todas
aquelas grandes e velhas árvores que, talvez, os que as
plantaram não tivessem visto frutificar.
1- Brilho, elegância.
2- Velhas.
( COUTINHO, Afrânio., 4ª ed. vol. I RJ: EDLE, 1970, págs. 248/249.) Clara dos Anjos. In Antologia Brasileira de Literatura.
O futuro das cidades é verde
Cada vez mais humanos vivem em cidades. Somos
3,3 bilhões de pessoas em áreas urbanas – o que
corresponde a 51% da população mundial, contra 49% de
habitantes de áreas rurais, segundo dados da ONU. Apesar
da escalada das megalópoles ao longo do século XX, essa
inversão ocorreu em escala global apenas em 2008. No
Brasil, o fenômeno consolidou-se já na década de 70. Hoje,
apenas 16% dos 192 milhões de brasileiros vivem na zona
rural, de acordo com o IBGE. Com tanta gente ocupando o
mesmo espaço, agravam-se os problemas de saneamento,
transporte e uso de recursos naturais, entre muitos outros.
Como solucionar esses problemas é a pergunta do
momento.
Durante o mês de março, o Brasil transforma-se
em sede de três eventos que pretendem respondê-la. A
Conferência Internacional das Cidades Inovadoras
(CICI2010) recebeu especialistas e prefeitos de diversas
partes do mundo entre os dias 10 e 13, em Curitiba (PR). Na
sequência, acontecem a Conferência Latino-Americana de
Saneamento (Latinosan 2010), de 14 a 18 em Foz do Iguaçu
(PR), e a Primeira Jornada Internacional sobre Energias
Renováveis, Eficiência Energética e Poder Local, em Betim
(MG), entre os dias 17 e 19.
Um dos especialistas escalados para a CICI2010 é o
americano Marc Weiss, presidente da organização Global
Urban Development (Desenvolvimento Global Urbano). O
gestor acredita que o principal desafio à nossa frente é
gerar crescimento econômico sustentável e qualidade de
vida para todos em todos os lugares. “Com uma
combinação de inovação tecnológica e uma elevada
eficiência, as cidades poderão gerar uma expansão
substancial de negócios e empregos – o que vai culminar
em comunidades mais saudáveis e em harmonia com os
ciclos da natureza”, diz. O fato de eventos como esses
acontecerem por aqui não é mera coincidência. O País vem
se tornando protagonista no combate às mudanças
climáticas, principalmente depois da Conferência do Clima
da ONU (COP-15), realizada em dezembro em Copenhague,
na Dinamarca.
Na ocasião, o governo brasileiro apresentou metas
ambiciosas de redução de emissões de gases do efeito
estufa, um dos grandes problemas gerados pela
concentração de automóveis em centros urbanos. “O Brasil
está se tornando um líder mundial no trabalho de
estabelecer um novo e alto padrão de desenvolvimento
urbano e industrial sustentável”, acredita Weiss. “O
desenvolvimento sustentável é política de governo em
algumas cidades, e não apenas um conjunto de medidas
dirigidas a questões pontuais”, diz Laura Valente de
Macedo, diretora regional para América Latina e Caribe do
ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. Ela cita
Freiburg, Bonn (ambas na Alemanha), Malmö e Växjo (as
duas na Suécia) como exemplos. “Entre suas muitas
iniciativas, todas têm em comum a ênfase no uso de
energias renováveis, como a solar, o biogás e a eólica”,
afirma. Há quem esteja ousando ainda mais nesse desafio.
O escritório Gale International está construindo – em
parceria com a gigante de tecnologia Cisco – a cidade mais
sustentável do mundo. Nova Songdo, na Coreia do Sul, deve
ficar pronta em 2015 e contará com tecnologias que
reduzem o consumo de energia e utilizam materiais naturais
e reciclados.
Existem planos para construir mais 20 centros
urbanos parecidos na China e na Índia nos próximos anos.
Uma excelente oportunidade para o Brasil ter cidades que
se aproximem desse sonho são os eventos esportivos que o
País vai sediar nos próximos anos. Para receber a Copa do
Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, os
organizadores tiveram de se submeter a uma série de
medidas ambientais. Coleta seletiva do lixo, uso racional de
água, economia de energia e transportes que usem
combustível de forma racional são algumas delas. Mesmo
que não houvesse essa obrigatoriedade, até lá já viveremos
um outro tempo. O Protocolo de Kyoto vence em 2012. Ou
seja: o mundo terá uma nova política de emissões de gases
estufa. No mesmo ano, acontece a Conferência das Nações
Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de
Janeiro – reedição da Rio-92. A bola está conosco.
(André Julião. IstoÉ, ed. 2105, março de 2010, com
adaptações)
Julgue os itens subsequentes, relativos aos programas de navegação Microsoft Internet Explorer e Mozilla Firefox
No Internet Explorer 10, por meio da opção Sites Sugeridos, o usuário pode registrar os sítios que considera mais importantes e recomendá-los aos seus amigos.