Questões de Concursos
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Nada por aqui
For question, consider the following collocation: “Congratulations on” and choose the best-suited alternatives.
Atenção! Leia o texto a seguir para responder à questão.
Are functional and situational language the same thing?
The two labels represent different ways of organising this kind of social language. Functional language comprises expressions that do different things, for example: make a request, invite someone to do something or suggest something. Situational language comprises expressions we use in specific situations, for example: at a restaurant, shopping for clothes or asking for tourist information.
Clearly, there is overlap between the two. In the situation of a doctor’s appointment, different functions will be used. The patient makes a request at a doctor’s appointment, the doctor invites the patient into their consulting room and gives advice on dealing with the medical problem. It is important that you, the teacher, know the primary focus of the lesson. Is it to present and practise expressions associated with a particular function, or to present and practise language related to a specific situation?
THAINE, Craig. Key considerations for teaching functional/situational language. Disponível em: https://www.cambridge.org/elt/blog/2021/11/24/teachingfunctional-situational-language/. Acesso em: 11 jul. 2024. Adaptado.
READ TEXT IV AND ANSWER THE QUESTION THAT FOLLOWS IT:
TEXT IV
What is the global situation in relation to literacy?
Great progress has been made in literacy with most recent data (UNESCO Institute for Statistics) showing that more than 86 per cent of the world’s population know how to read and write compared to 68 per cent in 1979. Despite this, worldwide at least 754 million adults still cannot read and write, two thirds of them women, and 250 million children are failing to acquire basic literacy skills. Before the COVID-19 pandemic, which caused the worst disruption to education in a century, 617 million children and teenagers had not reached minimum reading levels.
Acquiring literacy is not a one-off act. Beyond its conventional concept as a set of reading, writing and counting skills, literacy is now understood as a means of identification, understanding, interpretation, creation, and communication in an increasingly digital, text-mediated, information-rich and fast-changing world.
Literacy is a continuum of learning and proficiency in reading, writing and using numbers throughout life and is part of a larger set of skills, which include digital skills, media literacy, education for sustainable development and global citizenship as well as jobspecific skills. Literacy skills themselves are expanding and evolving as people engage more and more with information and learning through digital technology.
Literacy is a continuum of learning and proficiency in reading, writing and using numbers throughout life and is part of a larger set of skills, which include digital skills, media literacy, education for sustainable development and global citizenship as well as jobspecific skills. Literacy skills themselves are expanding and evolving as people engage more and more with information and learning through digital technology.
Adapted from https://www.unesco.org/en/literacy/need-know
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma defensiva.
Quando somos expostos a uma opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior (CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista contrário.
Além disso, diversas crenças estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais. Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição, diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades, há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo, especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas, como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas, claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.