Questões de Concursos
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I. O projeto de Tecnologia Assistiva para Lucas é individualizado e foi elaborado a partir da avaliação de suas necessidades, de suas habilidades e do contexto escolar, considerando, inclusive, os recursos já disponíveis. II. Antônio atua de forma colaborativa com o professor da classe comum de Lucas para definir estratégias pedagógicas que favoreçam o acesso do aluno ao currículo. III. A capacitação de Lucas para a utilização dos recursos adequados à sua necessidade educacional é de responsabilidade da sua mãe, já que ela é quem mais conhece as dificuldades que ele apresenta. IV. Para implementar o projeto de Tecnologia Assistiva para o aluno, Antônio mantém contato com os professores de violão e de xadrez das oficinas que Lucas frequenta no Recanto Dia Feliz.
I. Existe um padrão único de comportamento denominado conduta típica. II. Seus determinantes são variados, podendo ser de natureza biológica, psicológica, comportamental e/ou social. III. Seus efeitos, caso o problema não seja abordado, geralmente são destrutivos para o desenvolvimento e a aprendizagem do aluno, bem como para o seu desenvolvimento e a sua integração social.
Está CORRETO o que se afirma:
A inclusão social compreende todos os cidadãos.Não haverá inclusão da pessoa com deficiência enquanto a sociedade não for inclusiva, ou seja, realmente democrática, onde todos possam igualmente se manifestar nas diferentes instâncias de debate e de tomada de decisões da sociedade, tendo disponível o suporte que for necessário para viabilizar essa participação.
Assim, as pessoas com deficiência devem ter acesso aos serviços que necessitem para seu melhor tratamento e desenvolvimento. E, por outro lado, a sociedade deve se reorganizar de forma a garantir o acesso imediato da pessoa, por meio da provisão das adaptações que se mostrem necessárias.
5 – 1 + 2 x 2 – ( 4² + 2³ ) / 4
Assinale a alternativa que apresenta o resultado da expressão numérica na hipótese de serem substituídos os sinais de adição por sinais de subtração, e vice-versa.
I. Oferecido prioritariamente em salas de recursos multifuncionais, afastando os alunos do contexto da sala de aula regular.
II. Planejado de forma a complementar o ensino regular, considerando as necessidades específicas de cada aluno.
III. Realizado para promover a autonomia dos alunos com deficiência, visando prepará-los para uma vida independente após a conclusão da Educação Básica.
IV. Concretizado por um professor com formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação específica para a Educação Especial.
Está correto o que se afirma em:
I – Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.
II - Nenhuma pessoa com deficiência terá direito a igualdade de oportunidades com as demais pessoas, contudo não sofrerá nenhuma espécie de discriminação.
Crônica: tempo de despedida Metáforas que se impõem
Temos muitas imagens armazenadas em nosso cérebro. Metáforas guardadas em nosso imaginário. Algumas, temos de admitir, são dolorosamente evidentes. Amanhecia. Véspera de Natal. Manhã fresca de um dia que seria muito quente. Havíamos passado a noite tomando vinho, ouvindo Roberto Carlos, só as mais tristes, tipo “Jovens tardes de domingo”, comemorando nossa formatura de Segundo Grau. Então eu saí pelos trilhos, de volta para casa, sentindo uma brisa empurrar meus cabelos longos, típicos dos anos 1970, para trás. Podia haver uma imagem mais óbvia e mais certeira para uma separação, uma ruptura, uma metamorfose?
Lembro como se fosse ontem, para continuar com imagens comuns, que olhei para trás, para os lados, para cima e para baixo, como se tentasse me situar. Vi a estação, que parecia mais melancólica do que nunca, vi alguns vagões estacionados em trilhos paralelos à linha central, vi um cachorro magro saltitar em três pernas e ouvi um galo retardatário cantar. Na metade do caminho, parei de novo e contemplei o cenário no qual me achava imerso. Eu sabia que a minha vida nunca mais seria a mesma. Em breve, eu tomaria o caminho da capital. Estava na encruzilhada. Passei por uma chave de trilhos, um mecanismo usado para desviar trens para uma linha secundária. Brinquei de tentar mudar o meu destino. Eu estava pesadamente consciente de que dava os meus últimos passos no universo que me definia.
Até hoje me pergunto: por que tanto realismo na metáfora que marcou minha passagem da adolescência para o mundo adulto? Uma semana depois, em 1º de janeiro de 1980, botei o pé na estrada e nela continuo. Só tenho voltado ao ponto de partida como visitante. Retornarei algum dia em definitivo para fechar o ciclo? Éramos três naquela despedida. Continuei ligado a um dos amigos daquela noite de despedida. O outro, o anfitrião, encontrei uma única vez, por acaso, num estádio de futebol. Não deve ter passado uma semana, porém, que não tenha pensando neles e em nossa turma.
O que nos faz pensar em detalhes de experiências tão distantes? Lembro-me de ter caminhado mais de um quilômetro pelos trilhos. Cada vez que parava ou olhara para trás, com os olhos apertados pela luz da manhã, sentia o coração pulando. Estava deixando tudo o que me importava. Como foi possível que eu não sentisse medo, não duvidasse, não tentasse escapar da mudança? A minha convicção era férrea como os trilhos que eu pisava. Hoje, quando encontro a gurizada de 17 anos, nunca deixo de concluir com certo paternalismo: são crianças. Eu era uma criança quando saí de casa.
Quando penso naquele momento de partida, inevitavelmente penso nos trilhos daquela manhã de verão. Venho trilhando meu caminho. Não me arrependo de não ter mudado a chave. Ainda ouço a voz de Roberto Carlos, pois “canções usavam formas simples”, ressoando na madrugada: “O que foi felicidade me mata agora de saudade, velhos tempos, belos dias”. Depois de 40 anos de separação, estamos nos reencontrando num grupo de WhatsApp.
Disponível em:<https://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/ cr%C3%B4nica-tempo-de-despedida-1.371025>
A necessidade educacional especial que corresponde à descrição acima é