Questões de Concursos
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Nada por aqui
“As feias que me desculpem, mas a beleza é fundamental.” Um rosto bonito pode não ser tão importante quanto achava o poeta Vinícius de Moraes (1913-1980), mas é sempre bem-vindo. E, muitas vezes, ardentemente desejado. Das partes do corpo, a pele é a que tem uma relação mais direta com a vaidade. E também a que revela de forma mais ostensiva a ação devastadora do tempo. Na velhice, as fibras de colágeno da derme – a camada debaixo da pele – perdem a elasticidade. Sem sustentação, a superfície fica frouxa. Resultado: rugas.
Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/o-tempo-eimplacavel-envelhecimento/. Acessado em 06/09/2018.
Sobre o colágeno é CORRETO afirmar:
Uma fábrica de sucos realizou analises físico-químicas em um laboratório de controle de qualidade do suco de limão com manjericão e do suco de tomate e obteve os seguintes resultados:
• Suco de limão com manjericão: pH = 2,3.
• Suco de tomate: pH = 4,3.
Dados:
log 5= 0,7
Com base nos resultados, é CORRETO afirmar que:
“Uma mancha escura apareceu no Rio São Francisco e está visível entre os territórios sergipano e alagoano. O fenômeno já está sendo analisado por especialistas e o Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco defende o aumento da vazão como alternativa para dissipar a mancha escura ...............”.
Disponível em: (http://www.infonet.com.br/noticias/cidade//ler.asp?id=171550) Acesso em out. 2017. (Adaptado)
O fenômeno citado na notícia foi provocado pela presença de um dinoflagelado, identificado como Cerarium furcoides. Assinale a alternativa que cita o grupo a que pertence o organismo causador do fenômeno.
"Sem a propagação do domínio britânico pelo mundo, é difícil acreditar que as estruturas do capitalismo liberal tivessem se estabelecido com tanto sucesso em tantas economias diferentes do mundo"
Fonte: FERGUSON, NialL Império. São Paulo: Planeta, 2016, p. 376.
Durante o século XIX, o imperialismo europeu rompeu os Simítes dos estados nacionais, ampliando o largo processo de globalização da economia. Assinale a alternativa que melhor define os motivos da expansão das potências imperiais europeias,
O estrangeiro apertou a mão calosa e áspera do velho, que abriu os lábios numa rude expressão de riso, mostrando as gengivas roxas e desdentadas. A cafuza não se mexeu; apenas, mudando vagarosamente o olhar, descansou-o, cheio de preguiça e desalento, no rosto do viajante. A criança acolheu-se a ela, boquiaberta, com a baba a escorrer dos beiços túmidos.
[...]
— Mora aqui há muito tempo? perguntou Milkau.
— Fui nascido e criado nessas bandas, sinhô moço... Ali perto do Mangaraí.
— E, tateando o espaço, estendia a mão para o outro lado do rio. — Não vê um casarão lá no fundo? Foi ali que me fiz homem, na fazenda do Capitão Matos, defunto meu sinhô, que Deus haja!
O estrangeiro, acompanhando o gesto, apenas divisava ao longe um amontoado de ruínas que interrompia a verdura da mata.
E a conversa foi continuando por uma série de perguntas de Milkau sobre a vida passada daquela região, às quais o velho respondia gostoso, por ter ocasião de relembrar os tempos de outrora, sentindo-se incapaz, como todos os humildes e primitivos, de tomar a iniciativa dos assuntos.
[...]
— Ah, tudo isto, meu sinhô moço, se acabou... Cadê fazenda? Defunto meu sinhô morreu, filho dele foi vivendo até que governo tirou os escravos. Tudo debandou. Patrão se mudou com a família para Vitória, onde tem seu emprego; meus parceiros furaram esse mato grande e cada um levantou casa aqui e acolá, onde bem quiseram. Eu com minha gente vim para cá, para essas terras do seu coronel. Tempo hoje anda triste. Governo acabou com as fazendas, e nos pôs todos no olho do mundo, a caçar de comer, a comprar de vestir, a trabalhar como boi para viver. Ah! tempo bom de fazenda!
[...]
— Mas, meu amigo — disse Milkau
—, você aqui ao menos está no que é seu, tem sua casa, sua terra, é dono de si mesmo.
— Qual terra, qual nada... Rancho é do marido de minha filha, que está aí sentada, terra é de seu coronel, arrendada por dez mil-réis por ano. Hoje em dia tudo aqui é de estrangeiro, Governo não faz nada por brasileiro, só pune por alemão... ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.
Dentre os trechos extraídos do diálogo dos personagens, indique aquele em que predomina a intenção crítica do
autor acerca da política da época.