O Município Alfa fez editar um decreto expropriatório por
utilidade pública do bem de propriedade de Constância, sob o
fundamento de que o imóvel é necessário para a construção de
uma escola.
Constância recusou-se a formalizar acordo na via administrativa,
na medida em que tem robustas provas de que, na realidade, o
objetivo da desapropriação é uma vingança pessoal de seu excônjuge, Rosalvo, que é o atual prefeito do município, que
subscreve o mencionado decreto. Diante da ausência de acordo, o
Município ajuizou a respectiva ação de desapropriação.
Em razão disso, Constância procurou você, como advogado(a), a
fim de elucidar questões atinentes ao problema por ela
enfrentado.
Considerando estritamente os fatos narrados, assinale a afirmativa
que apresenta, corretamente, sua orientação.
✂️ a) A desapropriação não apresenta qualquer vício, considerando
que o motivo invocado no decreto é válido,
independentemente de Rosalvo ter dela se utilizado para fins
de vingança. ✂️ b) Em sede de contestação na ação de desapropriação,
Constância pode invocar qualquer matéria de fato ou de
direito, mediante a produção de provas que viabilizem ao
Poder Judiciário a verificação da existência ou não da situação
de utilidade pública invocada no decreto. ✂️ c) A utilização da desapropriação por Rosalvo para se vingar da
ex-cônjuge constitui desvio de finalidade, vício insanável que
deverá ser alegado em ação própria, na medida em que a
contestação na ação de desapropriação só pode versar sobre
vício processual ou impugnação do preço. ✂️ d) O município não poderia ter ajuizado a ação de
desapropriação, na medida em que esta depende da realização
de acordo na via administrativa para a consumação da perda
da propriedade.