Questões de Concursos

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Durante uma atividade em sala de aula, crianças de seis anos foram incentivadas a organizar objetos diversos (brinquedos, materiais escolares e peças coloridas) em grupos que fizessem sentido para elas. Durante o processo, algumas crianças agruparam os objetos por cor, outras por função, e algumas misturaram os critérios, explicando que determinados objetos “combinam” ou “ficam bem juntos”.

Ao observar essa atividade, a professora notou que as crianças demonstraram diferentes níveis de organização e explicações sobre suas escolhas, algumas mais sistemáticas, outras mais intuitivas. Ela refletiu sobre o desenvolvimento cognitivo dessas crianças a partir das teorias de Piaget, Vygotsky e Wallon.

Com base nas contribuições desses três teóricos, assinale a alternativa correta.
Durante entrevista clínica, uma paciente de 35 anos apresenta discurso acelerado, mudando rapidamente de um tema para outro, sem manter o encadeamento lógico das ideias. Sua fala é rica em detalhes superficiais e frequentemente retorna a assuntos anteriormente abordados. Quando questionada, demonstra capacidade de compreender as perguntas, mas tem dificuldade de manter uma linha narrativa coesa.

Pode-se dizer que, nesse quadro, a função psíquica alterada mais evidente é
Nos termos da Constituição Federal, assinale a alternativa correta acerca do regime próprio de previdência social dos servidores públicos.
Homem de 34 anos, relata quadro de disfagia para alimentos sólidos, há 5 anos, com piora progressiva. O histórico é notável para tabagismo e obesidade. A endoscopia digestiva alta revela uma lesão submucosa no meio esôfago. A ultrassonografia endoscópica demonstra que essa lesão é anecóica, mede 15 mm e não apresenta espessamento da parede ou linfadenopatia associada. O diagnóstico mais provável no esôfago é
O reconhecimento da hiperglicemia durante a assistência pré-natal é extremamente importante, tanto pelo risco de piores desfechos perinatais quanto para a prevenção de distúrbios metabólicos maternos a longo prazo.
Em relação ao diagnóstico de diabetes na gravidez, assinale a alternativa correta.
Estamos sempre em contato com nossos sentimentos, mas a parte complicada é que nossas emoções e nossos sentimentos não são a mesma coisa. Tendemos a confundi-los, mas sentimentos são estados subjetivos internos que, falando em sentido estrito, são conhecidos apenas por aqueles que os possuem. Conheço meus sentimentos, mas não conheço os seus, exceto pelo que você me conta sobre eles. Nós nos comunicamos sobre nossos sentimentos pela linguagem. Emoções, por outro lado, são estados corporais e mentais − a raiva, o medo, a afeição, bem como a busca de vantagens − que movem o comportamento. Desencadeadas por certos estímulos e acompanhadas de mudanças comportamentais, as emoções são detectáveis externamente na expressão facial, na cor da pele, no timbre da voz, nos gestos, no odor e assim por diante. Somente quando a pessoa que experimenta essas mudanças toma consciência delas é que elas se tornam sentimentos, que são experiências conscientes. Mostramos nossas emoções, mas falamos sobre nossos sentimentos.

(Frans de Waal, O último abraço da matriarca:
as emoções dos animais e o que elas revelam sobre nós.)
Assinale a alternativa em que os trechos − Conheço meus sentimentos... – e – ...que movem o comportamento. – foram reescritos de acordo com a norma-padrão de colocação pronominal.
Assinale a alternativa correta com relação ao estado de biofilme de microorganismos.
Homem de 30 anos é encaminhado para avaliação de sopro. Ele não relata sintomas e não há histórico médico significativo. Ao exame físico: altura de 175 cm; peso: 84 kg; pressão arterial: 135 x 70 mmHg; frequência cardíaca: 78 bpm; ausculta pulmonar: limpa; pulsações carotídeas proeminentes; pulso venoso jugular está ao nível da fúrcula esternal; impulso apical é ligeiramente aumentado e deslocado lateralmente para a linha axilar anterior; bulhas cardíacas: B1 e B2 normais, mas ausculta-se uma B3; ausculta-se um clique sistólico precoce que não muda com a inspiração; tanto um sopro sistólico suave (grau 2/6) crescendo-decrescendo, quanto um sopro diastólico suave (grau 3/6) decrescendo estão presentes ao longo da borda esternal esquerda.
O diagnóstico mais provável é
Assinale a alternativa correta com relação às técnicas de reparo de nervos em lesões de membro superior.

Havia baile em São Clemente

Aurélia ali estava como sempre, deslumbrante de formosura, de espírito e de luxo. Seu trajo era um primor de elegância; suas joias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso. O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor.

O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. Semelhante às flores tropicais, filhas do sol, que ostentam o brilhante matiz nas horas mais ardentes do dia, era justamente nesse pélago de luz e paixões, que Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza.

Seixas a contemplava de parte.

As outras moças, de meia-noite em diante, começavam a fanar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto. O talhe denunciava o excesso da fadiga na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto.

Aurélia, ao contrário, à medida que se adiantava a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça. A correção artística de seu trajo ia desaparecendo no bulício do baile. Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques.

(José de Alencar, Senhora)

No texto, um pronome que mantém relação de coesão referencial com o termo “Aurélia” é o destacado em:
Assinale a alternativa correta acerca da fasciíte necrosante da região do períneo e genitália (gangrena de Fournier).

Oliveira (in Veiga, 2013) entende que o avanço tecnológico “reivindica uma formação que permita à pessoa ampliar as diferentes maneiras de ler, interpretar e interagir com a pluralidade dos diferentes mundos que se entrecruzam”. Para a autora, esse avanço exige a criação de novas maneiras de educar as pessoas para lidar com

Leia o texto a seguir para responder à questão.


A vida humana


Certa feita, segundo os índios bororo, a pedra e a taquara deram início a um debate para saber qual das duas se assemelhava mais à vida humana.

– Sem dúvida alguma, a vida humana se parece mais comigo – disse a pedra, categoricamente –, pois a vida humana é tão resistente sobre a Terra quanto as pedras.

Neste ponto, a taquara contestou:

– De forma alguma, amiga pedra. A vida humana se parece comigo, e não com você. Os homens morrem como as taquaras, ao invés de durarem perpetuamente como as pedras.

A pedra alterou-se ligeiramente.

– Ora, tolices! A vida humana se parece comigo! Não vê, então, como ela resiste ao frio e ao calor, não se dobrando nem ao vento, nem às intempéries?

– Não, não, enganas-te – disse a taquara. – O homem, na verdade, tem bem pouco de pedra. Ele morre como nós, as taquaras, morremos, porém renasce nos seus filhos.

Então, mostrando à pedra os seus filhos – a taquara estava dentro de um enorme e ruidoso taquaral –, ela pôs, por assim dizer, uma pedra sobre a questão:

– Veja como somos parecidos com os homens: somos maleáveis, temos a pele frágil e, finalmente, nos reproduzimos sem parar.

Então a pedra, reconhecendo a derrota, ficou muda e nunca mais disse palavra.


(Franchini, A. S. As 100 Melhores Lendas do Folclore Brasileiro)


O uso do acento indicativo da crase atende à norma-padrão em:
Leia um trecho do conto “Moto de mulher”, de Jarid Arraes, para responder:

Comprei uma Honda que tava na promoção e saí da loja dirigindo. Feliz demais, me sentindo que nem uma passarinha em cima da moto. O vento vem direto na cara, até arde o olho, mas é um sentimento gostoso de quase voar.
Primeiro eu vesti o colete de mototáxi que guardei por três meses enquanto esperava a oportunidade da moto. Saí pilotando pelo bairro, não andei nem três quarteirões e uma mulher fez sinal com a mão.
Para aí, mototáxi.
Parei e ela me olhou assustada quando chegou perto.
Oxe, e é mulher, é?
Eu dei um sorrisinho meio troncho. Disse que pois é. Ela montou na garupa e falou que pelo menos ficava mais à vontade pra segurar na minha cintura. Não segurava na cintura de mototáxi homem que era pra não dar liberdade. Eu disse que pois é de novo.
Fui deixar essa mulher tão longe que eu nem sabia onde era aquilo. Ela foi me ensinando. Parecia que não ia chegar nunca. O sol rachando.
Quando a gente chegou lá, na frente de uma casa de taipa toda se desmontando, ela perguntou quanto tinha dado a corrida. Eu fiquei pensando por um tempo e ela me olhando impaciente, mas eu tava juntando a cara pra falar que era dez reais. Achando que ela ia reclamar do preço, falei oito, mas ela me entregou o dinheiro e sumiu pra dentro da casa.
Fiquei tomando coragem pra voltar. Não sabia voltar, na verdade. Fiquei olhando pra todo lado, o celular quase sem sinal. Longe demais, longe de um jeito que nem dez conto pagava. O resumo era, então, a minha burrice. Otária demais, só oito reais. Dirigindo na chinelada, com medo de qualquer cara de macho que aparecia nas calçadas. Eu só achava que iam me roubar. Imagina se levam minha moto zerada…
Fiquei nessa angústia, duas horas perdida. Até que avistei a estrada de volta pra Matriz. Depois, comecei a reconhecer melhor as casinhas, as cercas, as placas. Entrei de novo na cidade com a maior alegria. Mais feliz do que quando peguei a moto pela primeira vez.

(Redemoinho em dia quente. Alfaguara, 2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que as expressões destacadas nos trechos do texto indicam, respectivamente, causa, intensidade e reiteração.
A alegria da música

Eu gosto muito de música clássica. Comecei a ouvir música clássica antes de nascer, quando ainda estava na barriga da minha mãe. Ela era pianista e tocava... Sem nada ouvir, eu ouvia. E assim a música clássica se misturou com minha carne e meu sangue. Agora, quando ouço as músicas que minha mãe tocava, eu retorno ao mundo inefável que existe antes das palavras, onde moram a perfeição e a beleza.
Em outros tempos, falava-se muito mal da alienação. A palavra “alienado” era usada como xingamento. Alienação era uma doença pessoal e política a ser denunciada e combatida. A palavraalienaçãovem do latimalienum, que quer dizer “que pertence a um outro”. Daí a expressãoalienar um imóvel. Pois a música produz alienação: ela me faz sair do meu mundo medíocre e entrar num outro, de beleza e formas perfeitas. Nesse outro mundo eu me liberto da pequenez e das picuinhas do meu cotidiano e experimento, ainda que momentaneamente, uma felicidade divina. A música me faz retornar à harmonia do ventre materno. Esse ventre é, por vezes, do tamanho de um ovo, como naRêverie, de Schumann; por vezes é maior que o universo, como noConcerto nº 3de Rachmaninoff. Porque a música é parte de mim, para me conhecer e me amar é preciso conhecer e amar as músicas que amo.
Agora mesmo estou a ouvir uma fita cassete que me deu Ademar Ferreira dos Santos, um amigo português. Viajávamos de carro a caminho de Coimbra. O Ademar pôs música a tocar. Ele sempre faz isso. Fauré, numa transcrição para piano. A beleza pôs fim à nossa conversa. Nada do que disséssemos era melhor do que a música. A música produz silêncio. Toda palavra é profanação. Faz-se silêncio porque a beleza é uma epifania do divino, ouvir música é oração. Assim, eu e o Ademar adoramos juntos no altar da beleza. Terminada a viagem, o Ademar retirou a fita e m’a deu. “É sua”, ele disse de forma definitiva. Protestei. Senti-me mal, como se fosse um ladrão. Mas não adiantou. Existem gestos de amizade que não podem ser rejeitados. Assim, trouxe comigo um pedaço do Ademar que é também um pedaço de mim.

(Rubem Alves,Na morada das palavras.Adaptado)

No segundo parágrafo do texto, o autor afirma:
Em outros tempos, falava-se muito mal da alienação. A palavra “alienado” era usada como xingamento. Alienação era uma doença pessoal e política a ser denunciada e combatida. A palavra alienação vem do latim alienum, que quer dizer “que pertence a um outro”. Daí a expressão alienar um imóvel.
É correto afirmar que a abordagem do autor acerca da palavra “alienado” reporta-se à estilística, com foco
Leia o texto para responder à questão.
Conquistar o diploma universitário, arranjar emprego, sair da casa dos pais. É um desenrolar natural do ciclo da vida para aqueles jovens já com alguma renda. Certo? Não, muitos jovens preferem manter-se na casa dos pais. (Veja, 8 de julho de 2020, p. 62. Adaptado)
Koch e Elias (2011, p. 152-173) tratam da sequenciação textual, indicando “os diversos tipos de atividades realizadas pelo produtor para fazer o texto progredir, mantendo o fio discursivo”. Assim, de acordo com as autoras, a sequenciação desse texto caracteriza-se por
A hipótese de uma depressão “vascular” nos idosos com quadro depressivo foi descrita inicialmente pelo geriatra George Alexopoulos. Assinale a alternativa que apresenta o fator que é considerado um componente central dessa hipótese “vascular” em pacientes idosos.
O critério diagnóstico que é um requisito essencial para o diagnóstico dos transtornos do espectro do autismo de acordo com o DSM-5 é:
Diante dos desafios de sua época, como o racionalismo, o humanismo e o liberalismo, tendências na teologia protestante no século XIX, Karl Barth produz uma resposta retomando a unicidade e o paradoxo da fé bíblica. Com efeito, elabora a seguinte obra:
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