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A decomposição por aquecimento de certa mistura contendo CaCO3, NaHCO3 e material inerte não volátil produz gases e 640g de resíduo seco. Sabendo-se que a quantidade de calor absorvida na decomposição é 298 kcal, a percentagem de material inerte presente na mistura inicial é de:
Dados:
-Na=23 // Ca=40.
-Calores de decomposição do:
a) CaCO3 = 44,0 kcal.
b) NaHCO3 = 15,5 kcal com formação de H2O(g).
Acerca do processo legislativo, pode-se afirmar que:
A coloração de Gram recebeu este nome em homenagem a seu descobridor, o médico dinamarquês Hans Cristian Joaquim Gram. Em 1884, Gram observou que as bactérias adquiriram cores diferentes, quando tratadas com diferentes corantes. Isso permitiu classificá-las em dois grupos distintos: as que ficavam roxas, que foram chamadas de gram-positivas, e as que ficavam vermelhas, chamadas de gram-negativas. A coloração Gram:
A legislação sanitária não relacionada com a matéria sobre a qual dispõe é
Além da chamada “lei dos arquivos”, os arquivos de universidades federais devem basear seu planejamento e ações voltados para o interesse público e social na legislação arquivística que a complementa, composta de:
MINHA CALÇADA

   
  Morreu na semana passada, atropelado pela multidão que vinha na direção oposta, o último cronista andarilho. Ele insistia em fazer como seus antepassados, João do Rio, Lima Barreto, Benjamim Costallat, Antônio Maria, Carlinhos Oliveira, e flanava em busca de assuntos. Descanse em paz, pobre coitado.
      O cronista andarilho estava na calçada par da Avenida Rio Branco, em frente à Galeria dos Empregados no Comércio, às 13h15m de quarta-feira, quando foi abalroado por um pelotão de transeuntes que marchava apressado no contrafluxo. Caiu, bateu com a cabeça num fradinho. Morreu constrangido por estar atrapalhando o tráfego de pedestres, categoria à qual sempre se orgulhou de pertencer.
      A perícia encontrou em seu bolso um caderno com a anotação “escrever sobre as mulheres executivas que caminham de salto alto sobre as pedras portuguesas do Centro, o que lhes aumenta ainda mais a sensualidade do rebolado”. O documento, entregue ao museu da Associação Brasileira de Imprensa, já está numa vitrine de relíquias cariocas.
      O cronista que ora se pranteia era um nostálgico das calçadas e tinha como livro de cabeceira “Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro”. Nele, Joaquim Manuel de Macedo descreve uma caminhada pela Rua do Ouvidor como um dos grandes prazeres da vida. No apartamento do cronista, de quem no momento se faz este funéreo, foi encontrada também a gravura de J. Carlos em que um grupo de almofadinhas observa, deslumbrado, a passagem de uma melindrosa de vestido curto e perna grossa pela Avenida Central dos anos 1920.
      As calçadas inspiravam o morto. Fez dezenas de crônicas sobre a poesia do flanar sem rumo, às vezes lambendo uma casquinha de sorvete. Numa delas chegou a falar da perda de tempo que era subir até o Corcovado para admirar o Rio. O cronista andarilho, agora de saudosa memória, dizia não haver melhor jeito e lugar para se entender a cidade do que bater perna descompromissadamente, mas em passos mais curtos do que essa palavra imensa, pelas calçadas.
      Ele ia assim como quem não quer nada, na terapia gratuita de atravessar de um lado para o outro e não estar focado em nada — enfim, na exata contramão do que recomenda o odioso estresse moderno que o atropelou próximo ao turbilhão da Galeria.
      O cronista andarilho gostava de ouvir os torcedores discutindo futebol na banca do botafoguense Tolito, na esquina com a Sete de Setembro. Também podia rir da pregação moralista do profeta Gentileza no Largo da Carioca, ou dar uma parada no Cineac Trianon, na Rio Branco 181, e avaliar as fotos das strippers que naquele momento estariam tirando a roupa lá dentro, na tela do cinema.
      A vida era o que lhe ia pelas calçadas do Rio, um espaço historicamente sem entraves para se analisar como caminhava a Humanidade. O cronista andarilho, desde já saudoso como o frapê de coco do Bar Simpatia, não percebeu o fim das calçadas — e, na distração habitual, foi vítima da confusão que se estabeleceu sobre elas, uma combinação criminosa das novas multidões apressadas com fradinho, anotador do jogo do bicho, bicicleta, burro sem rabo, mesa de botequim, gola de árvore acimentada, esgoto, banca de jornal, segurança de loja sentado no meio do caminho e o escambau a quatro.
      Calçadas não há mais. Eram passarelas onde os vizinhos se encontravam, perpetuavam os hábitos do bairro e tocavam a vida em frente com certa intimidade pública — no subúrbio chegava-se a colocar as cadeiras para curtir com mais conforto o mundo que passava. O cronista andarilho acreditava que na calçada pulsava a alma carioca. Com o caderno sempre à mão, anotava os modismos, os pequenos acontecimentos. No dia seguinte publicava o que achava ser a história afetiva da cidade, aquela em que as pessoas se reconhecem, pois são as obreiras.
      O homem gastava sola de sapato. Uma outra inspiração para o seu ofício era o livro “A arte de caminhar pelas ruas do Rio de Janeiro”, escrito pelo contista e pedestre Rubem Fonseca nos anos 1990. Ainda havia calçada suficiente para o protagonista descer andando das ladeiras do Morro da Conceição, se esgueirar pelos becos nos fundos da Rua Larga e, sem GPS, chegar à Rua Senador Dantas. Não há mais.
      O cronista peripatético costumava cruzar na vida real com Rubem Fonseca, os dois flanando pelas calçadas do Leblon. As meninas do Leblon não olhavam para eles, não tinha importância. O mestre seguia em aparente calma, enquanto a mente elucubrava cenas cruéis de sexo e violência para um próximo conto. Mas, como sabem todos os que têm passado por ali, as calçadas do Leblon também desapareceram embaixo de tapume do metrô e da multidão trazida pelo shopping center. O engarrafamento agora é de gente — e foi aí que se deu o passamento do último cronista andarilho, vítima da absoluta impossibilidade de se caminhar pelas agressivas calçadas da sua cidade.

                                                                                        (SANTOS, J. Ferreira dos. O Globo, 17/03/2014.)
“Calçadas não há mais.” (§ 9)

Das alterações feitas abaixo na redação da frase acima, está em DESACORDO com as normas de concordância verbal a seguinte:
Os difusores e os bocais são dispositivos que alteram a velocidade e a pressão no escoamento de um fluido. Nesse sentido, verifica-se que:
O processo de maturação de carnes ocorre a vácuo, e as mesmas são mantidas em câmaras
Servidor público nomeado para cargo efetivo por meio de concurso público possui estabilidade após o efetivo exercício no cargo de:
Ao servidor que possuir educação formal superior ao exigido para o cargo de que é titular será concedido(a): 
Em relação à Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), observe as afirmativas a seguir.
I A PNAB é resultado da experiência acumulada por um conjunto de atores envolvidos historicamente com o desenvolvimento e a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS).
II Esta Política Nacional de Atenção Básica tem no Programa “Mais Médicos” sua estratégia prioritária para expansão e consolidação da Atenção Básica.
III A PNAB estabelece que a melhora das condições de saúde das pessoas e coletividades passa por diversos fatores, dos quais grande parte pode ser abordada na Atenção Curativa e ambulatórios de especialidades.
IV O acolhimento à demanda espontânea na Atenção Básica pode constituir-se como mecanismo de ampliação/facilitação do acesso e dispositivo de (re)organização do processo de trabalho em equipe.
Das afirmativas acima, estão corretas apenas:
O dispositivo lógico programável que possui uma arquitetura baseada em blocos lógicos configuráveis, chamados de CLB (Configuration Logical Blocks), formados por portas lógicas e flip-flops que implementam funções lógicas, é denominado:

Com relação à orientação a objetos em JAVA, leia as afirmativas abaixo.

I. JAVA permite a declaração de campos de instância e estáticos.

II. JAVA permite apenas que sejam declarados campos de tipos básicos (double, float, byte, short, int, long, boolean e char).

III. JAVA não permite a declaração de métodos estáticos.

Sobre as afirmativas acima, pode-se dizer que:

Para atender uma prescrição de 3.000.000UI de penicilina cristalina, o técnico de enfermagem deverá aspirar de um frasco de 5.000.000 UI, que foi diluído em 8 ml de água destinada, o volume, em mililitros, de: 
Considere as sentenças abaixo:

I. 32 = 9 ou 7 não é número primo.
II. Se 2 > 10, então 5 < 0;
III. zero é número par e 49 possui apenas dois divisores distintos.

Pode-se afirmar que:
De acordo com o artigo 17 da Lei nº 8.666/93, para alienação de bens imóveis, faz-se imprescindível a autorização legislativa, bem como a licitação na modalidade concorrência. O mesmo artigo, no entanto, contempla algumas exceções a essa modalidade de licitação. A opção em que três das hipóteses previstas de dispensa de licitação na modalidade concorrência estão rigorosamente de acordo com o referido artigo é:
Considerar-se-á impedido de atuar em processo administrativo o servidor ou autoridade que:
Haemophilus influenzae é uma das espécies clinicamente mais importante do gênero Haemophilus, relacionada com diferentes infecções em seres humanos. Em relação a H. influenzae, é correto afirmar que:
TEXTO 1

APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA

                    Eu tenho o sono muito leve, e numa noite
                dessas notei que havia alguém andando
                sorrateiramente no quintal de casa. Levantei em
                silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que
5              vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela
                janela do banheiro. Como minha casa era muito
                segura, com grades nas janelas e trancas internas nas
                portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro
                que eu não ia deixar um ladrão ali, espiando
10            tranquilamente.
                    Liguei baixinho para a polícia, informei a
                situação e o meu endereço.
                    Perguntaram-me se o ladrão estava armado ou
                se já estava no interior da casa.
15                Esclareci que não e disseram-me que não
                havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que
                iriam mandar alguém assim que fosse possível.
                    Um minuto depois, liguei de novo e disse com a
                voz calma:
20                 — Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém
                no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já
                matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12,
                que tenho guardada em casa para estas situações. O
                tiro fez um estrago danado no cara!
25                  Passados menos de três minutos, estavam na
                minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma
                unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos
                direitos humanos, que não perderiam isso por nada
                neste mundo.
30                  Eles prenderam o ladrão em flagrante, que
                ficava olhando tudo com cara de assombrado. Talvez
                ele estivesse pensando que aquela era a casa do
                    Comandante da Polícia.
                    No meio do tumulto, um tenente se aproximou
35             de mim e disse:
                    — Pensei que tivesse dito que tinha matado o
                ladrão.
                        Eu respondi:
                        — Pensei que tivesse dito que não havia
40             ninguém disponível.

                                VERÍSSIMO, Luís Fernando. Aprenda a chamar a polícia.
                                                                                                        Disponível em:
                      https://portuguesemdestaque.blogspot.com/p/cronicas.html.
                                                                                               Acesso em jan. 2019.
Na passagem “Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.” (linhas 1-3), a relação estabelecida pelo conector “e” é de 
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