Fernando Azevedo, em seu livro A Cultura Brasileira (1971), diz que não podemos separar a Educação, da história da cultura de nosso país. Segundo esta abordagem, o papel do Orientador Educacional, será, em primeiro lugar:
Em artigo da Associação Brasileira de Recursos Humanos, escrito por Nádia Bonan, lemos que:
"Estamos na era da globalização da economia, com avanços tecnológicos que facilitam a comunicação e mudam a gestão e o perfil do emprego, mudando também, em decorrência disso, a atitude que o Orientador Educacional deverá ter frente ao seu orientando, no sentido de não apenas auxiliá-lo a identificar suas áreas de aptidão como também orientá-lo em seu ingresso no cenário profissional, mostrando a nova realidade que irá enfrentar".
A realidade que observamos no cotidiano das nossas escolas aponta para uma dificuldade anterior à que foi apontada no artigo que é a escolha da profissão influenciada por �fatores ocultos�. Dulce Whitaker (2000) descreve uma relação com 5 (cinco) desses fatores. Dos pares abaixo, o único que NÃO está contido na relação apontada pela autora é:
Nos anos 90, a luta pela afirmação da cidadania de alguns grupos organizados, deu origem a formas alternativas de educação. O papel da Orientação Educacional face às formas alternativas de educação baseia-se em pontos significativos, que são:
I - o Orientador Educacional é um profissional que deve estar engajado com o contexto onde sua prática se efetiva.
II - a Orientação Educacional exerce uma função básica de relação de ajuda que deve ocorrer onde e quando se desenvolve a educação.
III - o Orientador Educacional deve colocar-se a serviço das formas alternativas de educação, engajando-se em projetos de erradicação do analfabetismo e educação popular.
IV - a Orientação Educacional deve promover os meios disponíveis para que ocorram diferentes manifestações, traduzidas nas formas alternativas de educação.
V - a Orientação Educacional deve estar atenta às questões das relações pedagógicas, procurando compreender as aspirações coletivas subjacentes às formas alternativas de educação.
As afirmativas corretas são:
No início de sua caminhada na escola brasileira, o Orientador deveria se preparar para resolver, satisfatoriamente, os problemas com que o adolescente se defronta, que iam de problemas de saúde e desenvolvimento físico, a problemas de sexo, sociais e econômicos. Observe, agora, as afirmações sobre a identidade do Orientador Educacional:
I - O Orientador Educacional é uma aparição do amor e da verdade.
II - O coração universal do Orientador Educacional deve poder alojar, no seu carinho, cada um, segundo a necessidade do momento.
III - O Orientador Educacional deve se reconhecer e estudar teoricamente, participar das lutas sindicais, das lutas dos grupos e da luta políticopartidária.
IV - O Orientador Educacional deve ser uma figura neutra para guiar os jovens em sua formação cívica, moral e religiosa.
Estão coerentes com aquele momento inicial da Orientação Educacional, as afirmativas:
Roberto é conhecido na escola em que trabalha por fazer questão de propor trabalhos em grupo. No entanto, muitos pais procuraram a direção para fazer reclamações sobre a proposta do professor, alegando que trabalhos em grupo prejudicam o desenvolvimento individual das crianças. Diante da situação, o professor aproveitou a oportunidade para conversar com os pais e justificar suas práticas em sala de aula a partir dos estudos da teoria históricocultural. De acordo com os pressupostos desse referencial teórico, pode-se afirmar que Roberto tenha feito uma abordagem alegando que o trabalho em grupo é fundamental para o desenvolvimento, porque:
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto citado.
Família: conceito, evolução e tipos
A família representa a união entre pessoas que possuem laços sanguíneos, de convivência e baseados no afeto. No entanto, segundo a Constituição brasileira, o conceito de família abrange diversas formas de organização fundamentadas na relação afetiva entre seus membros.
Entretanto, não se trata de um conceito rígido ou imutável. Ao longo da história, o conceito de família já assumiu diversos significados.
Atualmente, após debates envolvendo diversos setores da sociedade, o direito brasileiro assumiu de que a constituição familiar fundamenta-se no afeto. Esse entendimento substitui o anterior, que baseava a família no matrimônio e na procriação.
O conceito de família abrange diversas formas de organização baseadas na convivência, na relação afetiva entre seus membros e o cuidado com os indivíduos mais jovens.
Segundo o artigo 226 da Constituição da República de 1988, a família é compreendida como a base da sociedade e recebe uma proteção especial do Estado.
Ao longo dos anos, o significado de família vem sendo alterado. A família tradicional, família nuclear, composta por pai, provedor da casa; mãe, cuidadora da família, e seus filhos foi sendo substituída por novos tipos de família.
Atualmente, o entendimento jurídico sobre a família comporta vários tipos de agregado familiar e visa dar conta de toda a complexidade dos fatores que unem as pessoas. Assim temos:
1. Família nuclear e família extensa
A família nuclear é compreendida de forma restrita, composta por pais e seus filhos. Por sua vez, a família extensa ou alargada é compreendida como sendo composta também por avós, tios, primos e outras relações de parentesco.
2. Família matrimonial
A família matrimonial comporta a ideia tradicional de família, constituída a partir da oficialização do matrimônio (casamento). Na lei vigente, a família matrimonial compreende os casamentos civis e religiosos, podendo ser hétero ou homoafetivo.
3. Família informal
Família informal é o termo utilizado para os agregados familiares formados a partir da união estável entre seus elementos. Esse tipo de famíliarecebe todo o tipo de amparo legal mesmo sem a oficialização do matrimônio.
4. Família monoparental
As famílias monoparentais são formadas pela criança ou o jovem e apenas um de seus progenitores (pai ou mãe).
5. Família reconstituída
A família reconstituída é formada quando pelo menos um dos cônjuges possui um filho de um relacionamento anterior.
6. Família anaparental
São as famílias que não possuem a figura dos pais, onde os irmãos tornam-se responsáveis uns pelos outros. A lei vigente abrange também a formação de um agregado a partir de laços afetivos, como no caso de amigos, onde não há uma relação de parentalidade.
7. Família unipessoal
As famílias unipessoais cumprem uma função jurídica importante por se tratarem de pessoas que vivem sozinhas (pessoas solteiras, viúvas ou separadas). Essas pessoas recebem amparo legal e não podem ter suas heranças familiares penhoradas pela justiça.
Ao longo da história, o termo família foi assumindo novos significados. Nota-se que o termo Família tem origem no latim famulus, que era compreendido como o grupo de servos domésticos.
No Império Romano, o conceito de família passou a designar a união entre duas pessoas e seus descendentes. Nesse momento, tem início também a ideia de matrimônio. Isso assegurava a transmissão de bens e estatuto social de forma hereditária (dos pais para os filhos).
Durante a Idade Média, houve o estabelecimento da união matrimonial como um sacramento da Igreja. Essa mudança é uma marca da relação entre a Igreja e o Estado.
Surge a ideia do casamento como uma instituição sagrada, indissolúvel e destinada à reprodução. É durante esse período que se consolida o conceito de família tradicional composto por pai, mãe e seus filhos.
No período após a Revolução Industrial e a consolidação da contemporaneidade, houve o aumento da complexidade das relações e das possibilidades de formação de diversos tipos de famílias. Essa mudança fez com que houvesse uma evolução do próprio conceito.
Questões relativas ao matrimônio e à reprodução perdem força e o fator determinante paraa formação de uma unidade familiar torna-se o afeto.
MENEZES, Pedro. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/familia-conceitotipos/
Libâneo (1994, p. 222) afirma que: “[...] a ação de planejar, portanto, não se reduz ao simples preenchimento de formulários para
controle administrativo, é, antes, a atividade consciente da previsão das ações político-pedagógicas, e tendo como referência
permanente às situações didáticas concretas (isto é, a problemática social, econômica, política e cultural), que envolve a escola,
os professores, os alunos, os pais, a comunidade, que integram o processo de ensino”. Considerando os tipos e os níveis de
planejamento da educação, sendo um deles o planejamento curricular, trata-se da sua função:
I. O currículo deveria ser adaptado às necessidades das crianças com necessidades educativas especiais; e as escolas deveriam, portanto, prover oportunidades curriculares que sejam apropriadas a criança com habilidades e interesses diferentes. II. As crianças com necessidades educativas especiais deveriam receber apoio instrucional adicional no contexto do currículo regular, e não de um currículo diferente. III. As tecnologias assistivas deveriam ser usadas, quando necessário, para aprimorar a implementação do currículo adaptado da escola, contribuindo na comunicação, mobilidade e aprendizagem das crianças com necessidades educativas especiais. IV. Uma gestão escolar bem-sucedida depende do envolvimento ativo de professores, orientadores e supervisores num projeto de cooperação efetiva e de trabalho interdisciplinar para que as crianças com necessidades educativas especiais possam ter garantido seu direito de aprender. V. As crianças com necessidades educativas especiais devem ter acesso à escola regular, a partir de uma proposta curricular baseada na pedagogia centrada na criança, oportunizando atingir e manter um nível qualitativo de aprendizagem.
Assinale a alternativa CORRETA.
Conforme argumenta Libâneo (2002), na escola produzem-se saberes científicos ou não, sistematizados ou não, conduzidos por professores e alunos. No entanto, os resultados de pesquisas têm mostrado que, em geral, crianças e jovens concluem suas etapas escolares sem demonstrarem grandes avanços da qualidade da aprendizagem escolar, esta que é tão almejada pela sociedade. Considerando esse contexto, analise as asserções a seguir.
I. Para Libâneo (2002, p. 13), “a precariedade da formação profissional dos professores está implicada nos baixos resultados da aprendizagem escolar”. Deficiências de formação inicial, insuficiência na formação continuada, atreladas a um contexto de diversos fatos à realidade que atinge a escola hoje resultaram, como aponta Libâneo “em um grande contingente de professores mal preparados para as exigências mínimas da profissão (domínio dos conteúdos, sólida cultura geral, domínio dos procedimentos de docência, bom senso pedagógico)”.
II. A responsabilidade por esses problemas da educação brasileira não é exclusiva do professor. Sabe-se que esses problemas existem, mas por detrás do declínio da qualidade de aprendizagem escolar, há outros fatores relevantes. Dentre eles, políticas educacionais mal desenvolvidas, baixa remuneração dos professores, insuficiência de infraestrutura das escolas e, sobretudo, de condições mínimas de trabalho do professor e demais profissionais da escola. Além disso, a falta de coordenação adequada e acompanhamento pedagógico dos trabalhos realizados na escola contribuem para agravar esta conjuntura
Está correto o que se afirma em