Para responder à questão considere os textos 1, 2 e 3.
Texto 1
Disponível em:
Texto 2
Disponível em:
Texto 3
Disponível em:<https://poesiaspoemaseversos.com.br/cruz-e-sousa-poemas>. Acesso em: 07 nov. 2016.
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Para responder à questão considere os textos 1, 2 e 3.
Texto 1
Disponível em:
Texto 2
Disponível em:
Texto 3
Disponível em:<https://poesiaspoemaseversos.com.br/cruz-e-sousa-poemas>. Acesso em: 07 nov. 2016.
Texto II e III:base para a questão.
VASO GREGO
(Texto 2)
Esta de áureos relevos, trabalhada
De divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de ais deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia.
Era o poeta de Teos que a suspendia
Então, e, ora repleta ora esvasada,
A taça amiga aos dedos seus tinia,
Toda de roxas pétalas colmada.
Depois...Mas o lavor da taça admira,
Toca-a, e de ouvido aproximando-a, às bordas
Finas hás de lhe ouvir, canora e doce,
Ignota voz, qual se da antiga lira
Fosse a encantada música das cordas,
Qual se fosse a voz de Anacreonte fosse.
(Alberto de Oliveira)
CÁRCERE DAS ALMAS
(Texto3)
Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,
Soluçando nas trevas, entre as grades
Do calabouço olhando imensidades,
Mares, estrelas, tardes, natureza.
Tudo se veste de uma igual grandeza
Quando a alma entre grilhões as liberdades
Sonha e sonhando, as imortalidades
Rasga no etéreo Espaço da Pureza.
Ó almas presas, mudas e fechadas
Nas prisões colossais e abandonadas,
Da Dor no calabouço atroz, funéreo!
Nesses silêncios solitários, graves,
Que chaveiro do Céu possui as chaves
Para abrir-vos as portas do Mistério?!
(Cruz e Souza)
Para calcular o preço do consumo elétrico de seu banho, Roberta utiliza suas aulas de física para a realização dessa tarefa. Primeiramente, ela verifica que, no manual de instruções de seu chuveiro, a potência é de 5.000W quando ligado em 127V. Além disso, ela verifica em sua conta de energia que o preço de 1kWh é igual a R$ 0,70.
Supondo que Roberta tome um banho de 15 minutos por dia, assinale a alternativa que apresenta o custo aproximado de cada banho.
(Considere que o chuveiro esteja ligado corretamente em 127V.)
Tempo e espaço confundo
e a linha do mundo
é uma reta fechada.
Périplo, ciclo, jornada
de luz consumida
e reencontrada.
Não sei de quem visse o começo
e sequer reconheço
o que é meio e o que é fim.
Pra viver no teu tempo é que faço
viagens ao espaço
de dentro de mim.
Das conjunções improváveis
de órbitas instáveis
é que me mantenho.
E venho arrimado nuns versos
tropeçando universos
pra achar-te no fim
deste tempo cansado
de dentro de mim.
PauloVanzolini. [s..d.]
Um leitor desprevenido da ciência, mas familiarizado com textos literários, poderá interpretar o sentido poético da letra da música como um desabafo existencial do ser humano no início do terceiro milênio, contente que o mundo não tenha acabado, porém preocupado com as tentativas de muitos em destruí-lo. Um estudante de Física, atento, poderá dar outro sentido para os versos, em função de várias de suas palavras serem ricas de significados científicos, como tempo, espaço, reta, luz, órbita, entre outras. Menezes (1988), na análise a seguir, passou por essas duas fases de interpretação:
"O samba “Tempo e Espaço”, de Paulo Vanzolini, por exemplo, eu já conhecia há muito tempo. Sempre havia entendido este samba como sendo a descrição do que vive um cidadão apaixonado, confundindo tempo e espaço, tropeçando universos.
Ouvindo este samba, nessa manhã, percebi que ele incorporava o conceito da relatividade geral de Einstein. A seguir, fui surpreendido com conceitos de eletrodinâmica quântica! Toquei de novo... de novo... e fui encontrando outros elementos da Física."
Febre é a elevação da temperatura do corpo humano acima dos limites considerados normais (36,0 a 37,3 °C), intervalo que compreende 95% da população sadia. A regulação da temperatura é realizada pelo hipotálamo. A febre pode ser causada por uma série de fatores, que incluem: infecção, sequelas de lesão tecidual, inflamação, rejeição de enxerto e processo maligno. Ela não é uma doença e, geralmente, não necessita de rápida intervenção; é um sintoma que possui papel de defesa do organismo.
Considerando as informações, qual a variação dos limites considerados normais da população sadia na escala Fahrenheit?
Leia o texto, a seguir, atentando para responder à questão
Brazil must legalise drugs – its existing policy just destroys lives
For decades, guns and imprisonment have been the hallmarks of Brazil’s war against the drug trafficking. But the only way to beat the gangs is to stop creating criminals, says a top Brazilian judge
“The war raging in Rocinha, Latin America’s largest favela, has already been lost. Rooted in a dispute between gangs for control of drug trafficking, it has disrupted the daily life of the community in Rio de Janeiro since mid-September. With the sound of shots coming from all sides, schools and shops are constantly forced to close. Recently, a stray bullet killed a Spanish tourist. The war is not the only thing being lost.
For decades, Brazil has had the same drug policy approach. Police, weapons and numerous arrests. It does not take an expert to conclude the obvious: the strategy has failed. Drug trafficking and consumption have only increased. […]
In a case still before the Brazilian supreme court, I voted for decriminalising the possession of marijuana for private consumption. […]
Drugs are an issue that has a profound impact on the criminal justice system, and it is legitimate for the supreme court to participate in the public debate. So here are the reasons for my views.
First, drugs are bad and it is therefore the role of the state and society to discourage consumption, treat dependents and repress trafficking. The rationale behind legalisation is rooted in the belief that it will help in achieving these goals.
Second, the war on drugs has failed. Since the 1970s, under the influence and leadership of the US, the world has tackled this problem with the use of police forces, armies, and armaments. The tragic reality is that 40 years, billions of dollars, hundreds of thousands of prisoners and thousands of deaths later, things are worse. At least in countries like Brazil.
Third, as the American economist Milton Friedman argued, the only result of criminalisation is ensuring the trafficker’s monopoly.
With these points in mind, what would legalisation achieve?
In most countries in North America and Europe, the greatest concern of the authorities is users and the impact drugs have on their lives and on society. These are all important considerations. In Brazil, however, the principal focus must be ending the dominance drug dealers exercise over poor communities. Gangs have become the main political and economic power in thousands of modest neighbourhoods in Brazil. This scenario prevents a family of honest and hard-working people from educating their children away from the influence of criminal factions, who intimidate, co-opt and exercise an unfair advantage over any lawful activity. Crucially, this power of trafficking comes from illegality.
Another benefit of legalisation would be to prevent the mass incarceration of impoverished young people with no criminal record who are arrested for trafficking because they are caught in possession of negligible amounts of marijuana. A third of detainees in Brazil are imprisoned for drug trafficking. Once arrested, young prisoners will have to join one of the factions that control the penitentiaries – and on that day, they become dangerous.
[…]
We cannot be certain that a progressive and cautious policy of decriminalisation and legalisation will be successful. What we can affirm is that the existing policy of criminalisation has failed. We must take chances; otherwise, we risk simply accepting a terrible situation. As the Brazilian navigator Amyr Klink said: “The worst shipwreck is not setting off at all.”
Disponível em:<https://www.theguardian.com/global-development/2017/nov/15/brazil-must-legalise-drugs-existing-policy-destroys-lives-luis-roberto-barroso-supreme-court-judge>
Leia o trecho do poema “Os sapos”, de Manuel Bandeira.
O sapo-tanoeiro
[...]
Diz: — “Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Que arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.
O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.
Vai por cinquenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A formas a forma.
Clame a saparia
Em críticas céticas:
Não há mais poesia
Mas há artes poéticas...”
(Estrela da vida inteira, 1993.)