Questões de Concursos
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Nada por aqui
No decorrer do século XV, surgiram nações, as divisões nacionais se tornaram acentuadas, as literaturas nacionais fizeram seu aparecimento, e regulamentações nacionais para a indústria substituíram as regulamentações locais. Passaram a existir leis nacionais, línguas nacionais e até mesmo Igrejas Nacionais. Os homens começaram a considerar-se não como cidadãos de Madri, de Kent ou Paris, mas como da Espanha, Inglaterra ou França. Passaram a dever fidelidade não a sua cidade ou ao senhor feudal, mas ao rei, que é monarca de toda uma nação. Quais os fatores que possibilitaram essa evolução ao Estado Nacional?
I - Políticos e religiosos.
II - Sociais e Econômicos.
III - Científicas e Culturais.
Julgue (C ou E) os itens seguintes a respeito da descolonização, uma das características da ordem internacional surgida após a Segunda Guerra Mundial.
A Holanda concedeu a independência política às suas colônias na América (Suriname) e na Ásia (Indonésia) em 1954, mas manteve privilégios comerciais mediante a assinatura de tratados comerciais com os novos países.
Alguns dos mais importantes fundamentos da civilização ocidental foram lançados na Antiguidade Clássica (Grécia e Roma). Esse legado apresenta-se em múltiplos aspectos, entre os quais podem ser citados as artes, a filosofia, a política e o direito. Nos mil anos que se seguem à queda de Roma, a Europa se ruraliza, a economia mercantil sofre grande refluxo e verifica-se a ascendência, não apenas religiosa, de uma instituição centralizada e de extrema capilaridade - a Igreja Católica. A Baixa Idade Média anuncia profundas transformações que atingem a culminância no início da Idade Moderna. Entre os séculos XVI e XVIII, o Ocidente se reinventa geográfica, política e culturalmente. Em fins do século XVIII, a partir da Inglaterra, a Revolução Industrial inaugura uma nova era para uma história crescentemente globalizada.
Tendo as informações acima como referência inicial, julgue os itens de 71 a 80, relativos à história do mundo ocidental.
Situam-se na Grécia as mais antigas bases do pensamento filosófico ocidental, especialmente a partir das contribuições de Sócrates, Platão e Aristóteles.Das figuras citadas abaixo, assinale aquela que foi pioneira no estabelecimento da imprensa em Campinas, assim como a fotografia, em meados do século 19.
Analise as afirmativas abaixo e, em seguida, assinale a opção correta.
I. As Cruzadas, inseridas no processo de reformas gregorianas, tiveram como um dos seus objetivos mais destacados, o fortalecimento do poder da Igreja sobre a cristandade.
II. O movimento cruzadista objetivava submeter infiéis, cismáticos e hereges ao poder da Igreja.
III. Nos séculos finais da Idade Média, o poder da Igreja limitava-se ao julgamento dos clérigos, pois a sua autoridade não se estendia à população civil.
Analise as afirmativas abaixo, relativas ao processo de independência das colônias espanholas na América, e assinale a opção correta.
I. Os conflitos com a Inglaterra, no final do século XVIII, levaram a Espanha a estabelecer regras mais flexíveis de comércio entre suas colônias e o mundo externo.
II. A relativa liberdade comercial decretada pelo governo espanhol para as suas colônias em finais do século XVIII foi motivada pelas rebeliões que ocorreram em território americano.
III. Para a Espanha do final do século XVIII, a abertura do comércio colonial foi uma consequência das posições francesas, ansiosas por subverter o panorama político nas regiões coloniais espanholas.
Entre fins do século XVIII e a primeira metade do século XIX, a Era Revolucionária anuncia a chegada da Idade Contemporânea. Sob o ponto de vista material, a Revolução Industrial praticamente sepultava o anterior modelo de produção, subvertendo radicalmente o sistema produtivo e os padrões de vida da sociedade. Com ela, começava o processo de consolidação do capitalismo e sua expansão em escala planetária. Politicamente, as Revoluções Liberais Burguesas substituíam as arcaicas instituições do Antigo Regime por um novo tipo de regime político e de Estado. A expansão capitalista não se faz de maneira homogênea nem pacífica. Atritos e rivalidades marcam a corrida imperialista. Em larga medida, as duas guerras mundiais que explodem na primeira metade do século XX refletem esse cenário de acirrada disputa entre os países.
Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens seguintes, relativos ao quadro histórico do mundo contemporâneo.
O neo-colonialismo foi uma das faces — provavelmente a mais visível — da expansão imperialista da segunda metade do século XIX. A necessidade de evitar guerras dispendiosas levou as principais potências européias a serem bastante prudentes na exploração da África, fixando as fronteiras de suas colônias de acordo com as culturas locais e tendo o cuidado de nelas desenvolver o mercado interno.
Há algo que não se pode dizer do século XX: que foi um
tempo de brumas, silêncios e mistérios. Tudo nele foi a céu aberto,
agressivamente iluminado, escancarado e estridente. E, no entanto,
ele é ainda um enigma - um claro en igma, parafraseando
Drummond -, e dele não podemos fazer o necrológio completo. E
porque findou como uma curva inesperada da história, em um
astucioso desencontro do que achávamos ser o futuro, turvou nossa
memória e nosso olhar. E tornou-se pedra e esfinge, com um brilho
que ainda cega e desafia.
O século XX foi, sem dúvida, um século das utopias.
O seu andamento coincidiu com a máxima expansão das categorias
fundamentais do mundo moderno - sujeito e trabalho -, eixos que
presidiram a atualização e exasperaram os limites do liberalismo e do
socialismo, as duas grandes utopias da modernidade. E talvez por isso
exiba uma característica única e contraditória: parece ter sido o mais
preparado e explicado pelos séculos anteriores e,simultaneamente,
o que mais distanciou a humanidade de seu passado, mesmo o mais
próximo, decretando o caráter obsoleto de formas de vida e
sociabilidade consolidadas durante milênios.
O século XX sancionou o Estado-nação como a forma, por
excelência, de organização das sociedades em peregrinação para o
futuro e em busca de transparência. Os Estados nacionais ergueramse
como personagens privilegiadas de uma história humana cada vez
mais cosmopolita, para lembrar Kant, modificando de forma radical
a paisagem do mundo. Com eles, o direito assumiu progressivamente
a condição de um idioma universal, reagindo sobre o passado e
destruindo velhas estruturas hierárquicas fundadas em privilégios e na
tradição.
Mas o século XX não é apenas um tempo de esperanças.
É também o século do medo e das tragédias injustificáveis. A dura
realidade dos interesses provoca dois grandes conflitos mundiais, um
tenso período de guerra fria e uma interminável série deguerras
localizadas. Um século de violência dos que oprimem e dos que se
revoltam.
Rubem Barboza Filho. Século XX: uma introdução (em forma
de prefácio). Apud: Alberto Aggio e Milton Lahuerta (Org.).
Pensar o século XX. São Paulo: Unesp, 2003, p. 15-9 (com
a d a p t a ç õ e s ) .
Considerando o texto acima, julgue os itens seguintes, rel ativos
ao cenário histórico do mundo contemporâneo.
Uma " curva inesperada da história", como diz o texto ao se referir à forma pela qual o século XX chegou ao fim, pode ser identificada na desintegração da Uni ão das Repúblicas Socialistas Sov i ét i cas (URSS) e no desmonte do d enominado sociali s mo real do Les t e eu ro p eu , sacramentando a morte de um sistema bipolar de poder mundial que vigorou, com maior ou menor intensidade, desde o pós-Segunda Guerra.
Não podemos comparar o mundo do final do breve
século XX ao mundo de seu início, em termos de
contabilidade histórica de mais e menos. Tratava-se de um
mundo qualitativamente diferente em pelo menos três
aspectos.
Primeiro, ele tinha deixado de ser eurocêntrico.
Trouxera o declínio e a queda da Europa, ainda centro
inquestionado de poder, riqueza, intelecto e civilização
ocidental quando o século começou. A segunda
transformação foi mais significativa. Entre 1914 e o início
da década de 1990, o globo foi muito mais uma unidade
operacional única, como não era e não poderia ter sido em
1914. Na verdade, para muitos propósitos, notadamente em
questões econômicas, o globo é agora unidade operacional
básica, e unidades mais velhas como as economias
nacionais, definidas pelas políticas de Estados territoriais,
estão reduzidas a complicações das atividades
transnacionais. A terceira transformação, em certos
aspectos a mais perturbadora, é a desintegraçãode velhos
padrões de relacionamento social humano, e com ela, aliás,
a quebra dos elos entre as gerações, quer dizer, entre
passado e presente.
Eric Hobsbawm. Era dos extremos: o breve século XX (1914-1991).
São Paulo: Companhia das Letras, 1995, p. 23-4 (com adaptações).
A partir da análise contida no texto acima, julgue os itens
seguintes, relativos ao processo histórico do mundo
contemporâneo.
O mundo que o século XX deixa para o XXI é, em linhas gerais, uma aldeia global, possível também pela acelerada revolução das comunicações e dos transportes. Nessa perspectiva, a globalização em marcha na atualidade corresponde a uma ruptura histórica com o capitalismo que a precedeu, tamanhas e fundas as diferenças entre o modelo econômico gestado pela Revolução Industrial e o praticado, em escala planetária, nos dias de hoje.