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Nasce daqui uma questão: se vale mais ser amado que temido ou temido que amado. Responde-se que ambas as coisas seriam de desejar; mas porque é difícil juntá-las, é muito mais seguro ser temido que amado, quando haja de faltar uma das duas. Porque dos homens que se pode dizer, duma maneira geral, que são ingratos, volúveis, simuladores, covardes e ávidos de lucro, e enquanto lhes fazes bem são inteiramente teus, oferecem-te o sangue, os bens, a vida e os filhos, quando, como acima disse, o perigo está longe; mas quando ele chega, revoltam-se.

MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Rio de Janeiro: Bertrand, 1991.

A partir da análise histórica do comportamento humano em suas relações sociais e políticas, Maquiavel define o homem como um ser

(UEL) De onde vem o mundo? De onde vem o universo? Tudo o que existe tem que ter um começo. Portanto, em algum momento, o universo também tinha de ter surgido a partir de uma outra coisa. Mas, se o universo de repente tivesse surgido de alguma outra coisa, então essa outra coisa também devia ter surgido de alguma outra coisa algum dia. Sofia entendeu que só tinha transferido o problema de lugar. Afinal de contas, algum dia, alguma coisa tinha de ter surgido do nada. Existe uma substância básica a partir da qual tudo é feito? A grande questão para os primeiros filósofos não era saber como tudo surgiu do nada. O que os instigava era saber como a água podia se transformar em peixes vivos, ou como a terra sem vida podia se transformar em árvores frondosas ou flores multicoloridas.

Adaptado de: GAARDER, J. O Mundo de Sofia. Trad. de João Azenha Jr. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. p.43-44.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o surgimento da filosofia, assinale a alternativa correta.

Michel Foucault, na obra História da sexualidade I – a vontade de saber –, afirma haver uma radical distinção entre a política tal qual a concebia Aristóteles e a política moderna, porque
Um dos argumentos em favor do direito amplo ao armamento individual é o que afirma que cabe ao próprio indivíduo, e não ao Estado, a proteção de sua vida e de sua propriedade. Esse argumento pode ser entendido, nos termos da filosofia de Thomas Hobbes, como um “direito de natureza”, que o pensador inglês define no seguinte modo: “O direito de natureza é a liberdade que cada homem possui de usar seu próprio poder, da maneira que quiser, para a preservação de sua própria natureza, ou seja, de sua vida; e consequentemente de fazer tudo aquilo que seu próprio julgamento e razão lhe indiquem como meios adequados a esse fim”.
HOBBES, Thomas. Leviatã, Parte I, cap. XIV. Trad. br. Tradução de João Paulo Monteiro e Maria Beatriz Nizza da Silva. São Paulo: Abril Cultural, 1983 – adaptado.
Com base na definição acima, considere as seguintes afirmações:
I. O direito de natureza não garante a vida de ninguém.
II. O direito de natureza não garante a propriedade individual.
II. O direito de natureza é igual para todos.
É correto o que se afirma em

Partindo do pressuposto que cabe ao professor de filosofia definir a temática filosófica com a qual trabalhará com os alunos, uma pergunta que se coloca é a seguinte: como desencadear o processamento da aula? Lídia Maria Rodrigo (2009, p. 57) indica o seguinte: ?Definido o tema filosófico a ser abordado, pode-se promover uma primeira aproximação, ainda pré-filosófica, empregando recursos e materiais que sejam familiares e do interesse do estudante, como por exemplo, música, poesia, trechos literários, textos de jornal, filmes, etc.? Ao mesmo tempo esta autora afirma que ?esse ponto de partida deve ser rapidamente superado, se quisermos ingressar no terreno da filosofia, uma vez que uma postura filosófica implica a ruptura com uma visão comum de mundo?. A partir do que é dito acima, considere as afirmações abaixo.

I. Poesia, literatura, filmes, textos de jornais têm pouco valor na educação por serem expressões do senso-comum, ou de uma visão comum de mundo.

II. Só há uma maneira de fazer ocorrer aulas de filosofia no ensino médio: utilizar recursos relacionados à experiência dos alunos, como os da poesia, da música, dos trechos literários, dos filmes, de textos de jornais, etc.

III. Pontos de partida não são pontos de chegada. São iniciadores de uma caminhada que, no caso da caminhada em direção a uma formação filosófica de estudantes do ensino médio, devem ser superados com o alcance do ponto de chegada que é a superação de uma visão comum de mundo.

IV. Filmes, músicas, poesias ou quaisquer outras formas literárias não devem ser utilizadas como conteúdos em aulas de filosofia no ensino médio.

V. Os recursos mencionados no enunciado desta questão, familiares e do interesse dos alunos, podem ser utilizados com proveito como desencadeadores do processo reflexivo e crítico do filosofar que se deseja instaurar nas aulas de filosofia com o objetivo de promover a ruptura ou superação da maneira de pensar, própria do senso comum, relativa aos temas filosóficos.

Está correto o que se afirma APENAS em:

O que vemos aí é uma completa mudança de todos os valores anteriores. O mito, que estava relegado às posições inferiores, foi subitamente elevado à suprema dignidade.

Essa afirmação, retirada de O Mito do Estado (Cassirer), descreve uma forma de conceber o mito que é representativa da transição do pensamento

Assinale a alternativa que caracteriza corretamente a concepção de conhecimento em Tomás de Aquino.

Todo o poder criativo da mente se reduz a nada mais do que a faculdade de compor, transpor, aumentar ou diminuir os materiais que nos fornecem os sentidos e a experiência. Quando pensamos em uma montanha de ouro, não fazemos mais do que juntar duas ideias consistentes, ouro e montanha, que já conhecíamos. Podemos conceber um cavalo virtuoso, porque somos capazes de conceber a virtude a partir de nossos próprios sentimento, e podemos unir a isso a figura e a forma de um cavalo, animal que nos é familiar.
HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1995.
Hume estabelece um vínculo entre pensamento e impressão ao considerar que

“Os filósofos de Mileto haviam notado o ‘dinamismo universal’ das coisas que nascem, crescem e perecem, bem como do mundo – aliás, dos mundos –, submetido ao mesmo processo. Além disso, haviam pensado o dinamismo como característica essencial do próprio ‘princípio’ que gera, sustenta e reabsorve todas as coisas. Entretanto, não haviam levado adequadamente tal aspecto da realidade ao nível temático. E é precisamente isso o que faz Heráclito.” (Reale, 1990. V 1. p. 35.) Analise as afirmativas a seguir.

I. “‘Tudo se move’, ‘tudo escorre’ (panta rhei), nada permanece imóvel e fixo, tudo muda e se transmuta, sem exceção.”

PORQUE

II. “Não se pode descer duas vezes o mesmo rio e não se pode tocar duas vezes uma substância mortal no mesmo estado, pois, por causa da impetuosidade e da velocidade da mudança, ela se dispersa e se reúne, vem e vai.”

Assinale a alternativa correta.

Assim como Thomas Hobbes e John Locke, Jean Jacques Rousseau é um filósofo contratualista – concebe a sociedade política como objeto do contrato social que transforma os indivíduos em cidadãos. É correto afirmar que o contrato sugerido por Rousseau:

A chamada teoria da divisão dos poderes em Poder Judiciário, Poder Executivo e Poder Legislativo, que se tornaria a pedra angular do chamado Estado Democrático de Direito, tal como o vemos hoje em dia em vigor em muitos países, inclusive no Brasil, teria sido desenvolvida por

O conjunto das relações de produção (que corresponde ao grau de desenvolvimento das forças produtivas materiais) constitui a estrutura econômica da sociedade, a base concreta sobre a qual se eleva uma superestrutura jurídica e política à qual correspondem determinadas formas de consciência social. O modo de reprodução de vida material determina o desenvolvimento da vida social, política e intelectual em geral. Não é a consciência dos homens que determina seu ser; é seu ser social que, inversamente, determina sua consciência.

É correto afirmar que o texto acima apresenta uma visão característica:

No século XVIII, para o ateísmo dos filósofos, suprimese a noção de Deus, mas não a idéia de que a essência precede a existência. O existencialismo ateu, que eu represento, é mais coerente. Declara ele que há pelo menos um ser no qual a existência precede a essência, um ser que existe antes de poder ser definido por qualquer conceito, e que este ser é o homem (...).

É sabido que Sartre considerava seu ateísmo mais completo que o de seus antecessores. A partir do texto supracitado é correto afirmar:

Segundo Thomas Kuhn, revoluções científicas são aqueles episódios de desenvolvimento não cumulativo, nos quais um paradigma mais antigo é total ou parcialmente substituído por um novo, incompatível com o anterior, conforme defende na obra A Estrutura das Revoluções Científicas. No que diz respeito à filosofia da ciência de Thomas Kuhn, julgue os itens que se seguem. Para ocorrer uma revolução científica, é necessário que haja a passagem de um período de ciência normal para outro período de ciência normal, intercalada por um período de ciência revolucionária, no qual, em geral, os paradigmas entram em crise.

Com o advento da Idade Moderna, começam a ocorrer mudanças, como:

I. A técnica passa a se vincular à ciência.

II. A filosofia começa a perder a primazia para a ciência.

III. A matemática passa a ser mais valorizada em detrimento da lógica.

IV. A teologia começa a se tornar o principal objeto de estudos.

V. A física passa a investigar as finalidades internas a cada ser natural.

Está correto o que se afirma APENAS em

A estética corresponde ao ramo da filosofia que se ocupa das manifestações artísticas, buscando apontar, por exemplo, os diferentes critérios e modos como em diferentes momentos ou culturas se percebe e classifica algo como belo, sublime ou agradável. Trata-se, assim, de uma forma de conhecimento que não nega a razão, ao certo, mas que coloca em relevo a forma como ela se relaciona com a imaginação e com a sensibilidade.

A partir do exposto acima, é correto afirmar:

O método criado por Karl Marx e Friedrich Engels para identificar as leis do desenvolvimento histórico é denominado de materialismo histórico e dialético. Está de acordo com o materialismo de Marx e Engels a ideia de que:

“A preocupação em perguntar e compreender a natureza do mundo (a physis) era comum. Queria entender a origem, aquilo que originou todas as coisas, o princípio delas.”

(Disponível em: mundoeducacao.bol.uol.com.br.)

Essa afirmação se refere estritamente à filosofia:

Em Defesa de Sócrates, Platão registra que o motivo da acusação foi o fato de Sócrates ter corrompido a mocidade e não crer nos mesmos deuses que o povo, e sim em outras divindades. Com base nessa afirmação e na doutrina socrática, julgue os itens que se seguem.

Para Sócrates, a filosofia consiste, entre outras possíveis concepções, em um método de reflexão que conduz o indivíduo a uma compreensão de si mesmo, da sua experiência e da realidade que o cerca.

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