Questões de Concursos

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Segundo Marcondes (1997), a filosofia analítica considera que o tratamento e a solução de problemas filosóficos devem se dar por meio:

No início do Discurso do Método, Descartes mostra uma certa reserva no que se refere à erudição enquanto fonte de conhecimentos científicos. Este posicionamento está intimamente ligado à concepção de que

Na obra Crítica da faculdade do juízo, Kant assinala que os juízos estéticos são reflexivos, não determinantes, porque
A tragédia revela o desejo do herói em busca de segurança
e felicidade, entretanto, em sua caminhada, ele se dirige a um
destino maior que suas forças, sucumbindo à desgraça. Em Édipo
Rei e em Hamlet, o ato trágico inaugural se estrutura em torno da
figura paterna. As duas tragédias encenam a violação da lei de
proibição do assassinato do pai (parricídio). A transgressão da lei
instaura o ato trágico, que produz a consequência de se habitar um
mundo desgovernado, pois a lei — não matar o pai — porta a
estrutura fundante da civilização. Essas duas tragédias foram
motivo de interesse para o fundador da psicanálise, Freud, que via
nelas o retorno do recalcado. A vingança nesses textos é mais antiga
do que mostram as tragédias: trata-se de desejos recalcados que
polarizam a criança entre o amor e o ódio pelo pai. O conflito
encenado no palco produz no espectador um sentimento de
identificação que ele aceita como parte de sua realidade, o que já
fora estudado pelo filósofo grego Aristóteles como parte do seu
conceito de catarse.
Tendo esse texto como referência inicial, julgue os itens seguintes,
a respeito dos gêneros teatrais.
O herói trágico representa, de modo geral, o fundamento da filosofia de Nietzsche, uma vez que, no processo de expansão da sua vontade de potência, não inclui a possibilidade de seu próprio perecimento. 

“Platão descobriria e procuraria demonstrar que a realidade ou o ser não é de um único gênero e que, além do cosmos sensível, existe também uma realidade inteligível que transcende o sensível.”

(Reale, 1990. V 1. P 24.)

Ao pensar assim, Platão estaria constatando o que mais tarde seria chamado de:

Texto I
1 No filme Eu, Robô, um policial encarregado de
investigar o assassinato de um humano supostamente cometido
por uma máquina interroga um robô. Esse policial demonstra,
4 desde o início do filme, uma atitude de reprovação em relação
ao desenvolvimento tecnológico dessas máquinas. Na cena do
interrogatório, ocorre o seguinte diálogo entre o policial e o robô.
7 Policial: Por que se escondeu na cena do crime?
Robô: Eu tive medo.
Policial: Robôs não sentem medo. Eles não sentem nada. Não
10 sentem fome, não sentem sono.
Robô: Eu tenho. E tenho até mesmo sonhos.
Policial: Seres humanos é que têm sonhos. Até cães têm
13 sonhos. Você não. Você é só uma máquina. Uma imitação da
vida. Um robô consegue compor uma sinfonia? Um robô
consegue pintar uma bela obra-prima?
16 Robô: Você consegue?
(O policial fica em silêncio, constrangido).
Texto II
1 É preciso estender os dedos, completamente, nessa
direção e fazer o ensaio de captar essa assombrosa finesse —
de que o valor da vida não pode ser avaliado. Por um vivente
4 não, porque este é parte interessada, e até mesmo objeto de
litígio, e não juiz; por um morto não, por outra razão. Da parte
de um filósofo, ver no valor da vida um problema permanece,
7 dessa forma, até mesmo uma objeção contra ele, um ponto de
interrogação diante de sua sabedoria, uma falta de sabedoria.
F Nietzsche Crepúsculo dos ídolos O problema de Sócrates, #2
Tendo como referência os fragmentos de texto apresentados e
considerando as noções filosóficas de natureza humana e a noção
de vida em Nietzsche, julgue os itens de 91 a 95 e assinale a opção
correta nos itens 96 e 97, que são do tipo C.
No texto I, a forma de o policial conduzir o interrogatório — a partir da perspectiva de que o robô não é humano — é eticamente adequada, pois deriva de sua crença de que não há humanidade possível nessas máquinas.
No texto I, a forma de o policial conduzir o interrogatório — a partir da perspectiva de que o robô não é humano — é eticamente adequada, pois deriva de sua crença de que não há humanidade possível nessas máquinas.

Precisamos nos desfazer de todas as idéias, de todas as crenças recebidas, ou seja, libertarmo-nos de todas as tradições, de todas as autoridades, se quisermos alguma vez reencontrar a pureza nativa da nossa razão, chegar à certeza da verdade.

(A. Koyré)

É correto afirmar que, nessa passagem, Koyré se refere

Uma ideia somente terá validade se for evidente e distinta. De acordo com Descartes, para que haja conhecimento, é necessário que as ideias sejam representações. Para demonstrar tal teoria, identifica os seguintes tipos de ideias:
Texto I
1 No filme Eu, Robô, um policial encarregado de
investigar o assassinato de um humano supostamente cometido
por uma máquina interroga um robô. Esse policial demonstra,
4 desde o início do filme, uma atitude de reprovação em relação
ao desenvolvimento tecnológico dessas máquinas. Na cena do
interrogatório, ocorre o seguinte diálogo entre o policial e o robô.
7 Policial: Por que se escondeu na cena do crime?
Robô: Eu tive medo.
Policial: Robôs não sentem medo. Eles não sentem nada. Não
10 sentem fome, não sentem sono.
Robô: Eu tenho. E tenho até mesmo sonhos.
Policial: Seres humanos é que têm sonhos. Até cães têm
13 sonhos. Você não. Você é só uma máquina. Uma imitação da
vida. Um robô consegue compor uma sinfonia? Um robô
consegue pintar uma bela obra-prima?
16 Robô: Você consegue?
(O policial fica em silêncio, constrangido).
Texto II
1 É preciso estender os dedos, completamente, nessa
direção e fazer o ensaio de captar essa assombrosa finesse —
de que o valor da vida não pode ser avaliado. Por um vivente
4 não, porque este é parte interessada, e até mesmo objeto de
litígio, e não juiz; por um morto não, por outra razão. Da parte
de um filósofo, ver no valor da vida um problema permanece,
7 dessa forma, até mesmo uma objeção contra ele, um ponto de
interrogação diante de sua sabedoria, uma falta de sabedoria.
F Nietzsche Crepúsculo dos ídolos O problema de Sócrates, #2
Tendo como referência os fragmentos de texto apresentados e
considerando as noções filosóficas de natureza humana e a noção
de vida em Nietzsche, julgue os itens de 91 a 95 e assinale a opção
correta nos itens 96 e 97, que são do tipo C.
Na fala do robô no texto I, a indagação “Você consegue?” (R.16) é um exemplo de sofisma da composição, que consiste em um vício de raciocínio que atribui a um todo aquilo que seja característica de suas partes. 

Tendo a filosofia de René Descartes como referência, julgue os itens subseqüentes.

O principal atributo do espírito é o pensamento; nesse sentido, a alma humana é substancialmente distinta do corpo.

O Falsificacionismo é uma corrente de pensamento representada por:

?A compreensão da Filosofia como disciplina reforça, sem paradoxo, sua vocação transdisciplinar, tendo contato natural com toda ciência que envolva descoberta ou exercite demonstrações, solicitando boa lógica ou reflexão epistemológica. Da mesma forma, pela própria valorização do texto filosófico, da palavra e do conceito, verifica-se a possibilidade de estabelecer proveitoso intercâmbio com a área de linguagens?. O texto citado afirma que:

I. Não há contradição entre o fato de a filosofia, no ensino médio, ser uma disciplina com suas especificidades e a afirmação de seu caráter transdisciplinar.

II. A busca de relações e intercâmbios com outras disciplinas do currículo escolar compromete a especificidade da filosofia como disciplina com identidade própria.

III. O exercício de demonstrações (argumentação), o respeito à boa lógica no pensar e reflexões relativas ao conhecimento e seus fundamentos - aspectos epistemológicos -, são preocupações comuns a todas as disciplinas e, por isso, aspectos a serem considerados em uma metodologia transdisciplinar no ensino de filosofia.

IV. O trabalho com o texto filosófico é algo específico da filosofia e não cabe levá-lo em conta em uma metodologia transdisciplinar no ensino desta disciplina.

V. Há aspectos importantes presentes tanto na filosofia quanto na área de linguagens que devem ser levados em conta numa abordagem transdisciplinar no ensino de filosofia no ensino médio.

De acordo com o recomendado pelo excerto retirado das Diretrizes Curriculares para o Ensino de Filosofia do MEC, está correto o que se afirma em

Thomas Hobbes é conhecido por sua descrição do estado de natureza como um estado de guerra de todos os homens contra todos os homens. Para superar essa condição inicial de insegurança Hobbes propõe a instituição de um Estado

A respeito da Filosofia como componente da área de Ciências Humanas no currículo do ensino médio, assinale a opção correta.

Hans Jonas, na obra O Princípio Responsabilidade, afirma que “sob o signo da tecnologia, a ética tem a ver com ações de um alcance causal que carece de precedentes (...); tudo isso coloca a responsabilidade no centro da ética)” (JONAS, 1995, p.16-17). A esse respeito, podemos considerar que Jonas compreende o “princípio responsabilidade” como um princípio

Kant, no decorrer da obra Fundamentação da Metafísica dos Costumes (1960), afirma que: a) neste mundo, e até também fora dele, nada é possível pensar que possa ser considerado como bom sem limitação a não ser uma só coisa: uma boa vontade; b) embora muitas coisas que o dever ordena possam acontecer em conformidade com ele, é, contudo, ainda duvidoso que elas aconteçam verdadeiramente por dever e que tenham, portanto, valor moral; c) o imperativo categórico é, portanto, só um único, que é este: age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal.

Considerando os trechos acima transcritos e a problemática da ética kantiana, julgue os itens a seguir.

Considerando o trecho a), é correto afirmar que a ética kantiana se direciona na realidade para uma ética do desinteresse, em que a boa vontade é boa sem limites, precisamente por ser uma manifestação da razão puramente prática e por cumprir o dever unicamente pelo dever.

Quanto ao pensamento de Auguste Comte, principal representante do positivismo, julgue os itens que se seguem.

Para Augusto Comte, cada ramo do conhecimento humano passa sucessivamente por três estados diferentes: o teológico, o metafísico e o positivo.

Nas reflexões éticas em filosofia, há, pelo menos, duas estratégias, abordadas pelos mais diversos autores, que podem ser consideradas como de suma importância. Uma dessas estratégias discursivas tem a ética kantiana como representante, enquanto a outra tem a ética utilitarista.

Quanto às estratégias discursivas da filosofia nas questões éticas e, em particular, à ética kantiana e à ética utilitarista, julgue os itens seguintes.

Na ética utilitarista, comportamentos como mentir ou assassinar são considerados como essencialmente errados.
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