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As políticas econômicas neoliberais aplicadas em países como Chile, Reino Unido e Estados Unidos, nas décadas de 1970 e 1980, serviram para a realização, em 1989, do Consenso de Washington, que preconizou uma série de medidas a serem adotadas por países em desenvolvimento, como o Brasil. Entre as diretrizes, definidas no Consenso é possível destacar:
Como e por que leio o romance brasileiro

Leitora apaixonada, fã de carteirinha, me envolvo com os romances de que gosto: curto, torço, roo as unhas, leio de novo um pedaço que tenha me agradado de forma particular. Se não gosto, largo no meio ou até no começo. O autor tem vinte ou trinta páginas para me convencer de que seu livro vai fazer diferença. Pois acredito piamente que a leitura faz a diferença. Se não, adeus! O livro volta para a estante e vou cuidar de outra coisa...
Ao terminar a leitura de um romance de que gosto, fico com vontade de dividi-lo com os amigos. Recomendar a leitura, emprestar, dar de presente. Mas, sobretudo, discutir. Nada melhor do que conversar sobre livros... eu acho uma coisa, meu amigo acha outra, a colega discorda de nós dois...
Na discussão, pode tudo, só não pode não achar nada nem concordar com todo mundo. No fim do papo, cada um fica mais cada um, ouvindo os outros. Quem sabe o livro tem mais de um sentido? Como foi mesmo aquele lance? E aquele personagem... vilão ou herói?
Na minha geração e nas minhas relações, é assim que se lê romance.
A leitura de romance, no entanto, não é só esta leitura envolvida e vertiginosa. Junto com o suspense, ao lado do mergulho na história, transcorre o tempo de decantação. Enredo, linguagem e personagens depositam-se no leitor. Passam a fazer parte da vida de quem lê. Vêm à tona meio sem aviso, aos pedaços, evocados não se sabe bem por quais articulações...
Vida e literatura enredam-se em bons e em maus momentos, e os romances que leio passam a fazer parte da minha vida, me expressam em várias situações.

Marisa Lajolo. Como e por que ler o romance brasileiro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2004, p. 13-14.
As normas sintáticas da concordância e da regência verbal foram integralmente respeitadas na seguinte alternativa:
Recentemente, pela primeira vez na história das viagens espaciais, duas mulheres realizaram uma “caminhada” fora da Estação Espacial Internacional, para realizar reparos em uma bateria. Considerando a influência da ausência de gravidade no corpo humano por período prolongado, pode-se inferir alguns efeitos, dentre estes:

1) aumento do raciocínio e de funções cerebrais.
2) maior velocidade de movimentos.
3) menor absorção de cálcio pelos ossos.
4) atrofia muscular.

Estão corretas apenas:
Em agosto de 2018, foi anunciada uma descoberta importante na área de evolução humana: o registro de um fóssil híbrido de 50 mil anos que, possivelmente, derivou de relações sexuais entre neandertais e hominídeos de Denisova (uma caverna no Sul da Sibéria). Considerando que os traços genéticos de ambas as populações são observados em tribos atuais da Nova Guiné, é possível concluir que neandertais e hominídeos de Denisova:

1) produziram uma prole que apresentava descendência fértil. 2) são espécies alopátricas que tiveram isolamento reprodutivo parcial. 3) apresentaram troca de genes e viveram em situação de simpatria. 4) são raças geográficas isoladas devido a desastres naturais.

Estão corretas apenas:
A quase completa ocupação das terras litorâneas do Brasil, para o cultivo da cana-de-açúcar, pode ser considerada como uma das principais motivações para que a atividade pecuária, no século XVIII, se expandisse pelas terras mais longínquas dos Sertões.
Dentre os desdobramentos dessa ocupação, é possível salientar:

TEXTO 2


A “A língua dos índios é muito rudimentar”


Assim como outros mitos, esse aqui já começa completamente equivocado. Sua formulação já é, de saída, imprópria: não há uma “língua dos índios”. Há, na verdade, diversas línguas indígenas, faladas por diferentes comunidades indígenas. E nenhuma dessas línguas é “rudimentar”, em qualquer sentido que se possa pensar. As línguas indígenas são extremamente complexas – tão complexas quanto qualquer outra língua natural, como o português, o francês, o chinês ou o japonês.

Para tentar desconstruir a primeira parte deste mito (sobre haver apenas uma única “língua dos índios”), precisamos falar um pouco sobre a variedade linguística reinante entre as populações indígenas brasileiras.

Hoje, no Brasil, são faladas cerca de 180 línguas indígenas, por cerca de 220 povos indígenas. Por trás desse número, devo fazer algumas ressalvas. Em primeiro lugar, todo e qualquer método de contagem de línguas é impreciso por natureza, já que os limites entre língua e dialeto são corredios. O critério normalmente utilizado para afirmar que determinada língua é, de fato, uma língua e não um dialeto de uma outra – não é um critério de natureza estritamente linguística, mas de viés marcadamente político. Daí por que, entre os sociolinguistas, se diz que “uma língua é um dialeto com um exército e uma marinha”.

Além de o critério de contagem das línguas, em especial o de línguas indígenas, não ser preciso e uniforme, há ainda a questão que envolve a destruição das culturas indígenas, e, consequentemente, o desaparecimento de suas línguas. Se hoje temos cerca de 180 línguas indígenas faladas no Brasil, estima-se que, em 1500, à época da chegada portuguesa em terras brasileiras, o número era de 1.270 línguas, ou seja, um número sete vezes maior. Além de o número total de línguas ter sido drasticamente reduzido – e, com isso, o número de populações indígenas – todas as línguas indígenas brasileiras podem hoje ser consideradas línguas ameaçadas.

Isso significa que, a cada ano que passa, podemos perder uma língua no país. É uma perda terrível, não só para a linguística, mas para o patrimônio mundial cultural e humano. Quando uma língua deixa de existir, perdemos mais do que um sistema de comunicação complexo e estruturado; perdemos uma maneira de ver e de compreender o mundo.

Gabriel de Ávila Othero.Mitos de Linguagem. São Paulo: Editora Parábola, 2017, p. 109-111. (Adaptado).

O Texto 2 aborda um tema que tem implicações interdisciplinares, como se mostra a seguir. Interessa à:
O papel de Alagoas na ocupação do Nordeste brasileiro pelos holandeses, no século XVII, pode ser compreendido, entre outras variáveis, por
As rebeliões que aconteceram no Brasil ameaçaram o poder de Portugal mas conseguiram conquistas importantes. No século XVIII, por exemplo, as rebeliões:
As alergias representam reações de hipersensibilidade do sistema imunológico, quando o organismo dos afetados é exposto a certos antígenos. Essas reações podem provocar sintomas diversos, tais como falta de ar, vômitos, coceira, o que pode ser explicado devido:
A fecundação na espécie humana depende de uma série de fatores para ter sucesso, como, por exemplo:

TEXTO 2


A “A língua dos índios é muito rudimentar”


Assim como outros mitos, esse aqui já começa completamente equivocado. Sua formulação já é, de saída, imprópria: não há uma “língua dos índios”. Há, na verdade, diversas línguas indígenas, faladas por diferentes comunidades indígenas. E nenhuma dessas línguas é “rudimentar”, em qualquer sentido que se possa pensar. As línguas indígenas são extremamente complexas – tão complexas quanto qualquer outra língua natural, como o português, o francês, o chinês ou o japonês.

Para tentar desconstruir a primeira parte deste mito (sobre haver apenas uma única “língua dos índios”), precisamos falar um pouco sobre a variedade linguística reinante entre as populações indígenas brasileiras.

Hoje, no Brasil, são faladas cerca de 180 línguas indígenas, por cerca de 220 povos indígenas. Por trás desse número, devo fazer algumas ressalvas. Em primeiro lugar, todo e qualquer método de contagem de línguas é impreciso por natureza, já que os limites entre língua e dialeto são corredios. O critério normalmente utilizado para afirmar que determinada língua é, de fato, uma língua e não um dialeto de uma outra – não é um critério de natureza estritamente linguística, mas de viés marcadamente político. Daí por que, entre os sociolinguistas, se diz que “uma língua é um dialeto com um exército e uma marinha”.

Além de o critério de contagem das línguas, em especial o de línguas indígenas, não ser preciso e uniforme, há ainda a questão que envolve a destruição das culturas indígenas, e, consequentemente, o desaparecimento de suas línguas. Se hoje temos cerca de 180 línguas indígenas faladas no Brasil, estima-se que, em 1500, à época da chegada portuguesa em terras brasileiras, o número era de 1.270 línguas, ou seja, um número sete vezes maior. Além de o número total de línguas ter sido drasticamente reduzido – e, com isso, o número de populações indígenas – todas as línguas indígenas brasileiras podem hoje ser consideradas línguas ameaçadas.

Isso significa que, a cada ano que passa, podemos perder uma língua no país. É uma perda terrível, não só para a linguística, mas para o patrimônio mundial cultural e humano. Quando uma língua deixa de existir, perdemos mais do que um sistema de comunicação complexo e estruturado; perdemos uma maneira de ver e de compreender o mundo.

Gabriel de Ávila Othero.Mitos de Linguagem. São Paulo: Editora Parábola, 2017, p. 109-111. (Adaptado).

Analisando as ideias expostas na sequência do texto 2, fica evidente:
Read the text below and answer the following question.


Redefining the Kilogram


The kilogram is shrinking.

The official object that defines the mass of a kilogram is a tiny, 139-year-old cylinder of platinum and iridium that resides in a triple-locked vault near Paris. Because it is so important, scientists almost never take it out; instead they use copies called working standards. But the last time they did inspect the real kilogram, they found it is roughly five parts in 100 million heavier than all the working standards, which have been leaving behind a few atoms of metal every time they are put on scales. This is one of the reasons the kilogram may soon be redefined not by a physical object but through calculations based on fundamental constants.

“This [shrinking] is the kind of thing that happens when you have an object that needs to be conserved in order to have a standard,” says Peter Mohr, a physicist at the National Institute of Standards and Technology (NIST), who serves on the committee that oversees the International System of Units (SI). “Fundamental constants, on the other hand, are not going to change over time.”

The redefinition of the kilogram will be part of a planned larger overhaul to make SI units fully dependent on constants of nature. Representatives from 57 countries will vote on the proposed change this month at a conference in Versailles, France, and the new rules are expected to pass.

What will happen to the old kilogram artifacts after the redefinition? Rather than packing them off to museums, scientists plan to keep studying how they fare over time. “There is so much measurement history on these,” says physicist Stephan Schlamminger of NIST. “It would be irresponsible to not continue to measure them.”

Adaptado de:<https://www.scientificamerican.com/article/redefining-thekilogram/> Acessado em 10 de outubro de 2018.
The Kilogram as we know it
O ácido cítrico e o ácido ascórbico, atribuem características ácidas às frutas cítricas. O limão possui cerca de 500 mg de ácido ascórbico e 50 g de ácido cítrico a cada litro de seu sumo. Sabendo que em 10 mL de sumo de limão, a concentração de íons H+ livre em solução é de 10-1 mol.L-1 , qual será o seu pH?
A temperatura de solidificação da água pura é 0°C a uma pressão de 1 atm, mas a adição de cloreto de sódio à água, formando uma solução de 20%, provocará mudança na temperatura de solidificação e na pressão de vapor desse líquido.
Em relação às mudanças provocadas no líquido, é CORRETO afirmar que haverá
O gás natural é uma substância composta associada ao petróleo. É composto, em maior proporção, pelos hidrocarbonetos metano, etano e propano, sendo encontrado também nitrogênio e dióxido de carbono como contaminantes. Qual é a natureza da mistura presente no gás natural e a classificação dos hidrocarbonetos citados?
Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas que partem do centro da circunferência, que, quanto mais continuadas, tantos menos unidas. (..) A razão natural de toda essa diferença é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso quanto mais o amor?
(Padre Antonio Vieira, Sermão do mandato)
Padre António Vieira é reconhecido como um dos expoentes do período literário conhecido como o Barroco, período:
1) que reflete um momento conturbado da história do continente europeu. 2) caracterizado pelo desequilíbrio entre razão e emoção, pela expressão da dualidade humana. 3) cuja visão conflitante se manifestava pelo uso reiterado de figuras de linguagem, sobretudo de inversões e de antíteses. 4) em que à retórica argumentativa foi atribuída uma função socialmente relevante, como no trecho do sermão mostrado acima.
Estão corretas:
O transplante de órgãos a partir de doador falecido é autorizado, do ponto de vista médico, após confirmada a morte encefálica, condição que representa a perda completa e irreversível das funções cerebrais; ou seja, a interrupção das funções do córtex cerebral e do tronco cerebral. Considerando o exposto, qual função não está associada ao tronco cerebral?
Considere uma região com campo magnético uniforme de módulo 5,0 T. Qual é o módulo da força magnética sobre um pedaço de fio reto de tamanho 2,0 cm, percorrido por uma corrente elétrica de 50 μA com direção perpendicular ao campo magnético? Dado: 1 μA = 10−6 A.
A emissão de gases na atmosfera afeta diretamente o equilíbrio do ecossistema terrestre provocando o aquecimento global. Dentre os gases mais poluentes, se destacam o dióxido de carbono (CO2) e o metano (CH4). Sobre o metano, cerca de 70% do total emitido vem da criação de gado bovino e o gás tem potencial de geração de energia, como vem sendo realizado a partir da biomassa. Na queima de 5,0 g de metano são produzidos 278,2 kJ de calor. Portanto, qual é a quantidade de calor gerada na combustão de um mol de metano?

Dado: massa molecular do metano = 16 g.mol-1.
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