Legado

Que lembrança darei ao país que me deu

tudo que lembro e sei, tudo quanto senti?

Na noite do sem-fim, breve o tempo esqueceu

minha incerta medalha, e a meu nome se ri.

E mereço esperar mais do que os outros, eu?

Tu não me enganas, mundo, e não te engano a ti.

Esses monstros atuais, não os cativa Orfeu,

a vagar, taciturno, entre o talvez e o se.

Não deixarei de mim nenhum canto radioso,

uma voz matinal palpitando na bruma

e que arranque de alguém seu mais secreto espinho.

De tudo quanto foi meu passo caprichoso

na vida, restará, pois o resto se esfuma,

uma pedra que havia em meio do caminho.

Disponível em:<https://www.companhiadasletras.com.br/trechos/13225.pdf> . Acesso em: 20 ago. 2019.

Considerando-se a obra Claro Enigma, de Carlos Drummond de Andrade, no contexto histórico em que foi escrita, e o poema Legado, marque com V as afirmativas verdadeiras e com F, as demais.

( ) A obra Claro Enigma foi publicada durante o período da Guerra Fria, e alguns dos seus poemas fazem questionamentos sobre o futuro em tom pessimista.

( ) O poema Legado exemplifica uma fonte de inspiração comum aos poemas da obra Claro Enigma: foi inspirado pelas incertezas e angústias da época em que foram escritos.

( ) No poema Legado, pode-se constatar o tom melancólico do poeta.

( ) No poema Legado, fica claro que o sujeito poético passa de um estado contemplativo e melancólico para outro de renovação e de descoberta.

( ) No poema Legado, assim como na obra como um todo (Claro Enigma), o sujeito poético esboça um projeto de vida voltado para a superação da amargura e do sofrimento que o acompanharam durante toda a sua existência.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a

A Escherichia coli é um organismo procarionte. Isso significa que esse organismo

I.“Nossa constituição política não segue as leis de outras cidades, antes lhes serve de exemplo. [...] a administração serve aos interesses da maioria e não de uma minoria.” (PÉRICLES. IN: AQUINO. 2006.p. 201).

II.“Numerosas são as maravilhas da Natureza, mas, de todas, a maior é o Homem! Singrando os mares espumosos,impelido pelos ventos do sul, ele avança, e arrosta as vagas imensas que surgem ao redor! [...] Industrioso e hábil, ele se dirige ora para o bem, ora para o mal”. (SÓFOCLES. IN: AQUINO. 2006. p. 211).



Os textos I e II se referem, respectivamente, à

De acordo com a Primeira Lei da Termodinâmica, a variação da energia interna de um sistema, ΔU, é dada pela diferença entre o calor trocado com o meio exterior, Q, e o trabalho,W, realizado no processo termodinâmico.Considerando-se essas informações, se um gás monoatômico expande de modo a manter-se sempre com a mesma temperatura, essa transformação pode ser representada pela equação
A sociedade na Idade Média era basicamente rural e tinha como base produtiva o campo. Sendo assim, o principal membro dessa cadeia produtiva era
Na pecuária, o método conhecido como manejo diferenciado inclui medidas simples, como a retirada do gado do pasto por um período até que o capim cresça e permita seu retorno. Além de conter o avanço dos animais para novas áreas, a prática fornece a engorda do gado. Ainda, o rebanho é criado obedecendo a métodos modernos que permitem a seleção para corte, reprodução ou leite, utilizando pasto plantado e rações suplementares.
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, esse tipo de pecuária.
Um corpo de 30 kg parte do repouso sob a ação de uma força constante paralela à trajetória 15 segundos depois atinge a velocidade de 45 m/s. A energia cinética no instante 15 segundos será:
É comum se afirmar que Sócrates era um filósofo dado ao diálogo e que se encontrar com ele para debater era sempre uma atividade de risco. Isso porque a forma dialogal preferida desse pensador consistia em colocar em prática a sua Maiêutica, cuja primeira parte era a Ironia. Essa Ironia Socrática deve ser interpretada como
A indústria de alimentos cresceu e se diversificou muito nos últimos anos. São alimentos light, diet, transgênicos, orgânicos, os quais motivam pesquisas e polêmicas, porém milhões de pessoas ainda passam fome em diversas partes do mundo.
Com relação aos meios de produção e de conservação dos alimentos, pode-se afirmar:
O animal satisfeito dorme,
Mário Sérgio Cortella

O sempre surpreendente Guimarães Rosa dizia: “o animal satisfeito dorme”. Por trás dessa aparente obviedade está um dos mais fundos alertas contra o risco de cairmos na monotonia existencial, na redundância afetiva e na indigência intelectual. O que o escritor tão bem percebeu é que a condição humana perde substância e energia vital toda vez que se sente plenamente confortável com a maneira como as coisas já estão, rendendo-se à sedução do repouso e imobilizando-se na acomodação.
A advertência é preciosa: não esquecer que a satisfação conclui, encerra, termina; a satisfação não deixa margem para a continuidade, para o prosseguimento, para a persistência, para o desdobramento. A satisfação acalma, limita, amortece. Por isso, quando alguém diz “fiquei muito satisfeito com você” ou “estou muito satisfeita com teu trabalho”, é assustador. O que se quer dizer com isso? Que nada mais de mim se deseja? Que o ponto atual é meu limite e, portanto, minha possibilidade? Que de mim nada mais além se pode esperar? Que está bom como está? Assim seria apavorante; passaria a ideia de que desse jeito já basta. Ora, o agradável é quando alguém diz: “teu trabalho (ou carinho, ou comida, ou aula, ou texto, ou música etc.) é bom, fiquei muito insatisfeito e, portanto, quero mais, quero continuar, quero conhecer outras coisas.
Um bom filme não é exatamente aquele que, quando termina, ficamos insatisfeitos, parados, olhando, quietos, para a tela, enquanto passam os letreiros, desejando que não cesse? Um bom livro não é aquele que, quando encerramos a leitura, o deixamos um pouco apoiado no colo, absortos e distantes, pensando que não poderia terminar? Uma boa festa, um bom jogo, um bom passeio, uma boa cerimônia não é aquela que queremos que se prolongue?
Com a vida de cada um e de cada uma também tem de ser assim; afinal de contas, não nascemos prontos e acabados. Ainda bem, pois estar satisfeito consigo mesmo é considerar-se terminado e constrangido ao possível da condição do momento.
Quando crianças (só as crianças?), muitas vezes, diante da tensão provocada por algum desafio que exigia esforço (estudar, treinar, EMAGRECER etc.) ficávamos preocupados e irritados, sonhando e pensando: por que a gente já não nasce pronto, sabendo todas as coisas? Bela e ingênua perspectiva. É fundamental não nascermos sabendo e nem prontos; o ser que nasce sabendo não terá novidades, só reiterações. Somos seres de insatisfação e precisamos ter nisso alguma dose de ambição; todavia, ambição é diferente de ganância, dado que o ambicioso quer mais e melhor, enquanto que o ganancioso quer só para si próprio.
Nascer sabendo é uma limitação porque obriga a apenas repetir e, nunca, a criar, inovar, refazer, modificar. Quanto mais se nasce pronto, mais refém do que já se sabe e, portanto, do passado; aprender sempre é o que mais impede que nos tornemos prisioneiros de situações que, por serem inéditas, não saberíamos enfrentar.
Diante dessa realidade, é absurdo acreditar na ideia de que uma pessoa, quanto mais vive, mais velha fica; para que alguém quanto mais vivesse mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando…
Isso não ocorre com gente, e sim com fogão, sapato, geladeira. Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta, e vai se fazendo. Eu, no ano que estamos, sou a minha mais nova edição (revista e, às vezes, um pouco ampliada); o mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado e não no presente.
Demora um pouco para entender tudo isso; aliás, como falou o mesmo Guimarães, “não convém fazer escândalo de começo; só aos poucos é que o escuro é claro”…

Excerto do livro “Não nascemos prontos! – provocações filosóficas”. De Mário Sérgio Cortella.
Disponível em:<http://www.contioutra.com/o-animal-satisfeito-dorme-texto-de-mario-sergio-cortella/>
A aplicação das regras de regência, previstas pelos manuais de gramática da língua portuguesa, só não está adequada na alternativa:
Segundo Durkheim, “Mesmo estando de acordo com sentimentos que me são próprios, sentindo-lhes interiormente a realidade, esta não deixa de ser objetiva; pois não fui eu quem os criou, mas recebi-os através da educação [...]. Assim também o devoto, ao nascer,encontra prontas as crenças e as práticas da vida religiosa; existindo antes dele, é porque existem fora dele.
No trecho de “As Regras do Método Sociológico”, esse autor explica a exterioridade do fato social.
Sobre o papel da sociedade no processo educacional, a partir das análises desse autor, é correto afirmar:
Em 1965 a China rompeu definitivamente relações com os soviéticos e ficou isolado por quase uma década até se ingressar no Conselho de Segurança da ONU. Somente a partir de 1978 que iniciou se processo de abertura econômica. As reformas foram realizadas em quatro setores: indústria, agricultura, defesa e tecnologia. O início se deu pela agricultura; o setor industrial, porém, só começou nas décadas de 1980 e 1990. Com a entrada do capital misto, as empresas estatais enfrentaram o preço da concorrência e foram criados verdadeiros “oásis capitalistas”, em que capital, experiência e tecnologia estrangeiros eram muito bem-vindos. Essas áreas receberam o nome de:
A localização dos elementos químicos na Tabela Periódica permite propor os tipos de ligações químicas que eles estabelecem entre si nas substâncias.A partir desta afirmação, é possível concluir:
O ser humano pode conseguir muitos benefícios por meio do solo, mas também pode contrair vários tipos de doenças, se o solo estiver contaminado. Entre essas doenças, destacam-se as verminoses, causadas por diferentes vermes parasitas que se instalam no organismo do hospedeiro. Uma das verminoses mais comuns em todo o mundo é a ascaridíase, doença causada pelo verme Ascaris lumbricoides, conhecido popularmente como lombriga.
A respeito desse helminto e da doença que ele poderá proporcionar, é correto afirmar:
Leia o texto a seguir e responda à questão:

Viver em cima do muro é prejudicial à saúde
Élida Ramirez
Ocre. Sempre me incomodou essa cor. Sabe aquele marrom amarelado? O tal burro fugido? Exato isso! Quando vejo alguém com roupa ocre, tenho maior aflição. Certa feita, entrei em um consultório médico to-di-nho ocre. Paredes, chão, quadros. Tive uma gastura horrorosa. A sensação é que o ocre existe no dilema de não ser amarelo nem marrom. Invejando o viço das outras colorações definidas e nada fazendo para mudar sua tonalidade. Isso explica meu desconforto. O ocre, para mim, ultrapassa o sentido de cor. Ele dá o tom da existência do viver em cima do muro. E conviver com gente assim é um transtorno.
É fato que a tal “modernidade líquida”, definida por Bauman, favorece o comportamento. Pensemos. Segundo o sociólogo, a globalização trouxe o encurtamento das distâncias, borrando fronteiras. E, ao reconfigurar esses limites geográficos, mudou a concepção de si do sujeito bem como sua relação com as instituições. Muito rapidamente houve um esfacelamento de estruturas rígidas como a família e o estado. Essa mudança do sólido para líquido detonou o processo de individualização generalizado no mundo ocidental reforçando o conceito de que “Nada é para durar” (Bauman). Então, desse jeito dá para ser mutante pleno nesse viver em cima do muro. Nem amarelo ou marrom. Ocre. Por isso, discursos ocos de pessoas com personalidades fluidas ganham espaço. E vão tomando a forma do ambiente, assim como a água. Uma fusão quase nebulosa que embaça o comprometimento.
Nota-se ainda certo padrão do viver em cima do muro. Como uma receitinha básica. Vejam só: Misture meias palavras em um discurso politicamente correto. Inclua, com ar de respeito, a posição contrária. Cozinhe em banho-maria. Deixe descansar, para sempre, se puder. Se necessário, volte ao fogo brando. Não mexa mais. Sirva morno. Viu? Simples de fazer. Difícil é digerir.
É porque, na prática, a legião de ocres causa a maior complicação. Quem vive do meio de campo, sem decidir sua cor publicamente, não tem o inconveniente de arcar com as escolhas. Quase nunca se tornará um desafeto. Fará pouco e, muitas vezes, será visto com um sujeito comedido. Quem não escolhe tem mais liberdade para mudar de ideia. Não fica preso ao dito anteriormente. Exatamente porque não disse nada. Não se comprometeu com nada. Apenas proferiu ideias genéricas e inconclusivas estando liberado para transitar por todos os lados, segundo sua necessidade. Ao estar em tudo não estando em nada, seja para evitar responsabilidades, não se expor à crítica ou fugir de polêmicas, o em cima do muro se esconde, sobrecarrega e expõe aqueles que bancam opiniões.
Portanto, conviver com quem não toma posição, de forma crônica, atrasa a vida. Ao se esquivar de escolher, o indivíduo condena o outro a fazê-lo em seu lugar. Reconheço que, às vezes, a gente leva tempo para se decidir por algo. Todos temos medos que nos impedem de agir. Mas ouso dizer: nunca tomar partido nas situações é covardia. Parece, inclusive, que o viver em cima do muro é mais confortável que a situação do mau-caráter. É que o sacana, ao menos, se define. Embora atue na surdina, sua ação reflete um posicionamento. Já o indefinido, não. Ele vive na toada do alheio. E, curiosamente, também avacalha o próprio percurso por delegar ao outro a sua existência.
Recorro outra vez a Bauman para esclarecer: “Escapar da incerteza é um ingrediente fundamental presumido, de todas e quaisquer imagens compósitas da felicidade genuína, adequada e total, sempre parece residir em algum lugar à frente”. Por isso, atenção! Viver em cima do muro é prejudicial à sua própria saúde. Facilita a queda e impede novos caminhos. Um deles, o da alegria de poder ser. Talvez seja isso a que Bauman se refere quando trata da fuga da incerteza para alcançar a felicidade genuína. E, pensando bem, desconheço imagem de alegria predominantemente ocre.
Texto adaptado e disponível em: https://www.revistabula.com/16514-viver-em-cima-do-muro-e-prejudicial-a-saude/. Acesso em 14 de ago. 2018.
No texto, as palavras comedido, genéricas, avacalhar, toada e compósitas significam, respectivamente,
Em “A causa secreta”, conto de Machado de Assis, incluído em Várias histórias, é INcorreto afirmar que
“A filosofia encontra-se escrita neste grande livro que continuamente se abre perante nossos olhos (isto é, o Universo), que não se pode compreender antes de entender a língua e conhecer os caracteres com os quais está escrito. [...]” (GALILEI, Galileu. O ensaiador. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 119). O Italiano Galileu Galilei foi responsável pelo advento da concepção moderna de ciência. A ele atribui-se:
Uma bebida muito apreciada, principalmente por consumidores do sul do Brasil, é o produto da infusão de folhas de ervamate (Ilex paraguariensis), comumente chamada de chimarrão. Diversas propriedades interessantes têm sido atribuídas à erva-mate, tais como anti-inflamatória, antioxidante, antirreumática, entre outras. Dentre as diversas substâncias presentes na erva-mate, estão vitaminas, sais minerais, proteínas, lipídios, glicose, sacarose e cafeína. Com relação a algumas dessas substâncias, é INcorreto afirmar:
Nessa era de globalismo, com seu elevado senso de diversidade étnica e cultural, é fundamental, portanto, que os ocidentais se tornem sensíveis às histórias e tradições de todas as culturas e extirpem para sempre todas as ideias racistas, sexistas e irracionais que envenenaram gravemente as percepções e a história do Ocidente. (PERRY, 2019).
Em relação à essência do texto apresentado, marque V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmativas.
( ) Prioriza a utilização indiscriminada da tecnologia militar na solução dos conflitos interétnicos. ( ) Confirma a heterogeneidade cultural e a necessidade de preservá-la como fonte de conhecimento. ( ) Considera a era do globalismo como um fenômeno social em defesa das tradições culturais de cada povo. ( ) Defende o respeito às minorias e aos “excluídos da história”, a exemplo dos negros, dos gays e das mulheres. ( ) Enfatiza a responsabilidade dos ocidentais na busca pela convivência pacífica entre culturas diversas.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
Em busca de um avanço naturalista nas suas obras, os artistas Degas, Renoir e Monet passaram a explorar novas composições artísticas, que resultaram no estilo denominado Impressionismo.
Esses artistas impressionistas passaram a
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