Credo


“Padre Nosso que estás no Céu,”

perdi meu Credo que tu me deste.

Eu era menino: Creio em Deus Padre...

Que força me dava a tua oração!

Santa Maria, mãe de Jesus,

perdi as armas que Deus me deu!

“Padre Nosso que estás no Céu,”

santificado seja teu nome,

seja feita — a tua vontade,

e faze que eu ache meu credo de novo!

Eu era menino: Creio em Deus Padre...

Que força me dava a tua oração!

Santa Maria, mãe de Jesus,

Procura pra mim, meu Creio em Deus Padre,

Santa Maria, mãe de Jesus!

LIMA, Jorge de. Poesia completa. 2. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980. v. 1. p. 135-6.

Em Credo, o poeta muda o tratamento do "Pai Nosso", normalmente apresentado na segunda pessoa do plural, para a segunda pessoa do singular

Se voltarmos a segunda pessoa do plural, as formas em negrito no poema passariam a ser, nessa ordem, grafadas assim:

Leia o texto a seguir e responda à questão:

Viver em cima do muro é prejudicial à saúde
Élida Ramirez
Ocre. Sempre me incomodou essa cor. Sabe aquele marrom amarelado? O tal burro fugido? Exato isso! Quando vejo alguém com roupa ocre, tenho maior aflição. Certa feita, entrei em um consultório médico to-di-nho ocre. Paredes, chão, quadros. Tive uma gastura horrorosa. A sensação é que o ocre existe no dilema de não ser amarelo nem marrom. Invejando o viço das outras colorações definidas e nada fazendo para mudar sua tonalidade. Isso explica meu desconforto. O ocre, para mim, ultrapassa o sentido de cor. Ele dá o tom da existência do viver em cima do muro. E conviver com gente assim é um transtorno.
É fato que a tal “modernidade líquida”, definida por Bauman, favorece o comportamento. Pensemos. Segundo o sociólogo, a globalização trouxe o encurtamento das distâncias, borrando fronteiras. E, ao reconfigurar esses limites geográficos, mudou a concepção de si do sujeito bem como sua relação com as instituições. Muito rapidamente houve um esfacelamento de estruturas rígidas como a família e o estado. Essa mudança do sólido para líquido detonou o processo de individualização generalizado no mundo ocidental reforçando o conceito de que “Nada é para durar” (Bauman). Então, desse jeito dá para ser mutante pleno nesse viver em cima do muro. Nem amarelo ou marrom. Ocre. Por isso, discursos ocos de pessoas com personalidades fluidas ganham espaço. E vão tomando a forma do ambiente, assim como a água. Uma fusão quase nebulosa que embaça o comprometimento.
Nota-se ainda certo padrão do viver em cima do muro. Como uma receitinha básica. Vejam só: Misture meias palavras em um discurso politicamente correto. Inclua, com ar de respeito, a posição contrária. Cozinhe em banho-maria. Deixe descansar, para sempre, se puder. Se necessário, volte ao fogo brando. Não mexa mais. Sirva morno. Viu? Simples de fazer. Difícil é digerir.
É porque, na prática, a legião de ocres causa a maior complicação. Quem vive do meio de campo, sem decidir sua cor publicamente, não tem o inconveniente de arcar com as escolhas. Quase nunca se tornará um desafeto. Fará pouco e, muitas vezes, será visto com um sujeito comedido. Quem não escolhe tem mais liberdade para mudar de ideia. Não fica preso ao dito anteriormente. Exatamente porque não disse nada. Não se comprometeu com nada. Apenas proferiu ideias genéricas e inconclusivas estando liberado para transitar por todos os lados, segundo sua necessidade. Ao estar em tudo não estando em nada, seja para evitar responsabilidades, não se expor à crítica ou fugir de polêmicas, o em cima do muro se esconde, sobrecarrega e expõe aqueles que bancam opiniões.
Portanto, conviver com quem não toma posição, de forma crônica, atrasa a vida. Ao se esquivar de escolher, o indivíduo condena o outro a fazê-lo em seu lugar. Reconheço que, às vezes, a gente leva tempo para se decidir por algo. Todos temos medos que nos impedem de agir. Mas ouso dizer: nunca tomar partido nas situações é covardia. Parece, inclusive, que o viver em cima do muro é mais confortável que a situação do mau-caráter. É que o sacana, ao menos, se define. Embora atue na surdina, sua ação reflete um posicionamento. Já o indefinido, não. Ele vive na toada do alheio. E, curiosamente, também avacalha o próprio percurso por delegar ao outro a sua existência.
Recorro outra vez a Bauman para esclarecer: “Escapar da incerteza é um ingrediente fundamental presumido, de todas e quaisquer imagens compósitas da felicidade genuína, adequada e total, sempre parece residir em algum lugar à frente”. Por isso, atenção! Viver em cima do muro é prejudicial à sua própria saúde. Facilita a queda e impede novos caminhos. Um deles, o da alegria de poder ser. Talvez seja isso a que Bauman se refere quando trata da fuga da incerteza para alcançar a felicidade genuína. E, pensando bem, desconheço imagem de alegria predominantemente ocre.
Texto adaptado e disponível em: https://www.revistabula.com/16514-viver-em-cima-do-muro-e-prejudicial-a-saude/. Acesso em 14 de ago. 2018.
O título recorre a um enunciado que circula cotidianamente nas campanhas/propagandas contra o tabagismo. Tal procedimento constitui o que se chama de
Os conhecimentos acerca do espaço da produção e da circulação brasileira e mundial permitem afirmar:
No interior do núcleo celular, encontram- se pequenos filamentos denominados cromossomos, ao longo dos quais se situam os genes, constituídos por DNA e proteínas. Ao conjunto de cromossomos dá- se o nome de:
A soda cáustica (NaOH) comercial é preparada a partir da reação entre carbonato de sódio e hidróxido de cálcio. Utilizando-se 318g de carbonato e admitindo-se que a reação é completa, a massa de soda produzida será: (Dados: Na=23; O=16; Ca=40; H=1; C=12)
Chamamos pejorativamente de maquiavélica a pessoa sem escrúpulos, traiçoeira, astuciosa, que, para atingir seus fins, usa de mentira e de má-fé e nos engana com tanta sutileza que não percebemos a manipulação de que somos vítimas. O mito do maquiavelismo nasceu da leitura da obra:
Um vôo saiu às 19 horas do dia 20/03 do aeroporto de Guarulhos – São Paulo/Brasil, localizado a 23° 25' 55" S, e 46° 28' 10" W, com destino ao aeroporto Leonardo da Vinci – Fiumicino – Roma/Itália, localizado a 41° 48´1´´ N e 12° 14´20´´E. A duração do vôo direto é de 11 horas. Calcule o horário em que os passageiros chegaram a Roma (horário local) e assinale a alternativa correta.
O esporte adquire importância cada vez maior na sociedade. É um fenômeno histórico social.
Acerca desse fenômeno, pode-se afirmar:
Quando uma mistura de CaCO3 , Na2 CO3 e SiO2 é fundida, forma-se um líquido bastante viscoso, que, após resfriamento, se transforma numa massa rígida e transparente, denominada vidro. Sobre esse processo e os materiais nele envolvidos, pode-se afirmar:
O Estado do Paraná, assim como os demais estados brasileiros, abriga reservas especialmente delimitadas (algumas não demarcadas) de vários grupos indígenas. Porém, um desses grupos foi identificado tardiamente, por volta da década de 1950. Há poucos representantes desta etnia, que foi praticamente dizimada em função do contato com o homem não indígena. Conforme notícias veiculadas recentemente, o último membro legitimo deste povo já morreu. Assinale a alternativa que indica esta etnia.
Para o exercício abaixo, considere que os pontos, as retas e os planos citados são distintos e assinale a única alternativa correta:
O conhecimento geográfico não é exclusivo de geógrafos, cientistas e técnicos de planejamento. Ele envolve conhecimentos e impressões que vamos construindo e adquirindo à medida que nos relacionamos com os lugares que compõem o espaço que nos rodeia. O lugar onde vivemos não é uma realidade isolada. Ele faz parte de um conjunto de lugares, marcados por diferentes aspectos naturais e sociais, que passam por vários processos históricos e que fazem parte de uma realidade ampla. As relações entre os diferentes lugares do espaço geográfico acontecem por meio de...

Leia o trecho a seguir para responder a questão


Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema. Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira. O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado. Mais rápida que a corça selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas. Um dia, ao pino do Sol, ela repousava em um claro da floresta. Banhava-lhe o corpo a sombra da oiticica, mais fresca doque o orvalho da noite. Os ramos da acácia silvestre esparziam flores sobre os úmidos cabelos. Escondidos na folhagem os pássaros ameigavam o canto. Iracema saiu do banho: o aljôfar d'água ainda a roreja, como à doce mangaba que corou em manhã de chuva. Enquanto repousa, empluma das penas do gará as flechas de seu arco, e concerta com o sabiá da mata, pousado no galho próximo, o canto agreste. A graciosa ará, sua companheira e amiga, brinca junto dela. Às vezes sobe aos ramos da árvore e de lá chama a virgem pelo nome; outras remexe o uru de palha matizada, onde traz a selvagem seus perfumes, os alvos fios do crautá, as agulhas da juçara com que tece a renda, e as tintas de que matiza o algodão. Rumor suspeito quebra a doce harmonia da sesta. Ergue a virgem os olhos, que o sol não deslumbra; sua vista perturba-se. Diante dela e todo a contemplá-la está um guerreiro estranho, se é guerreiro e não algum mau espírito da floresta. Tem nas faces o branco das areias que bordam o mar; nos olhos o azul triste das águas profundas. Ignotas armas e tecidos ignotos cobrem-lhe o corpo. Foi rápido, como o olhar, o gesto de Iracema. A flecha embebida no arco partiu. Gotas de sangue borbulham na face do desconhecido. De primeiro ímpeto, a mão lesta caiu sobre a cruz da espada; mas logo sorriu. O moço guerreiro aprendeu na religião de sua mãe, onde a mulher é símbolo de ternura e amor. Sofreu mais d'alma que da ferida. O sentimento que ele pôs nos olhos e no rosto, não o sei eu. Porém a virgem lançou de si o arco e a uiraçaba, e correu para o guerreiro, sentida da mágoa que causara. A mão que rápida ferira, estancou mais rápida e compassiva o sangue que gotejava. Depois Iracema quebrou a flecha homicida: deu a haste ao desconhecido, guardando consigo a ponta farpada. O guerreiro falou: — Quebras comigo a flecha da paz? — Quem te ensinou, guerreiro branco, a linguagem de meus irmãos? Donde vieste a estas matas, que nunca viram outro guerreiro como tu? — Venho de bem longe, filha das florestas. Venho das terras que teus irmãos já possuíram, e hoje têm os meus. — Bem-vindo seja o estrangeiro aos campos dos tabajaras, senhores das aldeias, e à cabana de Araquém, pai de Iracema. (José de Alencar. Iracema. Brasília: Ministério da Cultura. Fundação Nacional do Livro)

Percebe-se um desvio relativo ao emprego ou ausência da pontuação, especificamente, no emprego da vírgula em:
Pode-se dizer que o acúmulo de mercúrio afeta a sobrevivência e o funcionamento dos (I). Tanto a transmissão do impulso nervoso, que ocorre sempre dos (II) para os (III) quanto a liberação de neurotransmissores são prejudicadas. Indique a alternativa que substitui os algarismos I, II e III:
Para a realização de um vestibular, foram inscritos de 2000 a 2200 candidatos. Sabe-se que, se eles forem distribuídos em salas com capacidade para 40, 45 ou 54 candidatos cada uma, sempre haverá uma sala com apenas 20 candidatos.
Com base nessas informações, pode-se concluir que o número de inscritos foi igual a

O freio ABS ou travão ABS é um sistema de frenagem que evita que a roda bloqueie (quando o pedal de freio é pisado fortemente) e entre em derrapagem, deixando o automóvel sem aderência à pista. Assim, evita-se o descontrole do veículo, permitindo que obstáculos sejam desviados enquanto se freia. A derrapagem é uma das maiores causas ou agravantes de acidentes; na Alemanha, por exemplo, 40% dos acidentes são causados por derrapagens. (O FREIO ABS, 2019).



A principal diferença observada nos veículos equipados com esse sistema e os sem ABS é o tempo para eles pararem completamente. Um veículo que não dispõe do freio ABS demora, em média, 7s para ser desacelerado de 90km/h até parar completamente, enquanto um veículo com ABS, durante um frenagem, é desacelerado a uma taxa de 5m/s2, de 90km/h até o repouso.



Com base nessas informações, é possível concluir que a diferença do tempo de frenagem, entre os dois sistemas de freios, é igual a

O tecido conjuntivo frouxo possui diversos tipos de célula em sua constituição. Considerando a constituição dos tecidos conjuntivos, relacione o tipo de célula, na coluna da esquerda, com suas principais características, na coluna da direita.

(I) Fibroblastos.

(A) Possuem forma ameboide e núcleo grande; atacam agentes invasores e alertam o sistema imunitário.

(II) Macrófagos.

(B) Possuem forma estrelada e núcleo grande; produzem substância amorfa da matriz extracelular.

(III) Mastócitos.

(C) Possuem núcleo central e longos prolongamentos citoplasmáticos; produzem fibras e substância amorfa da matriz óssea.

(IV) Adipócitos.

(D) Possuem forma ovoide, núcleo central arredondado e grânulos citoplasmáticos; participam das reações alérgicas.

(V) Osteoblastos.

(E) Possuem forma arredondada, com grande vacúolo central contendo lipídios; armazenam substâncias energéticas.

Assinale a alternativa que contém a associação correta.

O Trypanosoma cruzi é o protozoário causador da doença de Chagas. A relação entre a doença e o protozoário foi descoberta por Carlos Chagas ao investigar a presença do protozoário no sangue de indivíduos que moravam em casas infestadas por barbeiros.
A principal forma de transmissão da doença se dá por meio

Sobre catalisadores, são feitas as quatro afirmações seguintes.


I. São substâncias que aumentam a velocidade de uma reação.

II. Reduzem a energia de ativação da reação.

III. As reações nas quais atuam não ocorreriam nas suas ausências.

IV. Enzimas são catalisadores biológicos.



Com base nos conhecimentos sobre cinética química, dentre as afirmações apresentadas estão corretas:

Sobre o processo da Revolução Industrial, assinale a alternativa incorreta:
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