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A ética, como ramo da filosofia, trata das questões morais que orientam o comportamento humano e os princípios que fundamentam as ações consideradas corretas ou incorretas. Desde a Grécia Antiga, pensadores como Sócrates, Platão e Aristóteles dedicaram-se ao estudo da ética, estabelecendo bases que ainda hoje influenciam as discussões contemporâneas. Sócrates, por exemplo, enfatizava a importância da autoconhecimento e da busca pela virtude, afirmando que "uma vida não examinada não vale a pena ser vivida". Para ele, o entendimento da própria moralidade era fundamental para a construção de um caráter ético (PESSOA, 2005).
Assinale a alternativa correta sobre a Ética na Filosofia.
Assinale a alternativa que apresenta as duas características do conhecimento puramente apriorístico, como descreve Kant em sua obra “Crítica da Razão Pura”.

Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. Segundo o antropólogo Lévi-Strauss (2000), a passagem da natureza à cultura foi produzida pela instauração da lei, pela proibição do incesto, mediante a qual se estabeleceram as relações de parentesco e de aliança e o mundo humano, simbólico, foi construído. Essa orientação normativa da conduta, no entanto, é exterior ao indivíduo, de modo que a adequação ou não à norma estabelecida, bem como a variação de tempo e lugar, é que acaba definindo se o ato é moral ou imoral.

II. A moral é apenas um conjunto de regras impostas aos indivíduos, mas a livre e consciente adesão a elas, razão pela qual um ato só pode ser considerado moral se passar pela aceitação da norma, ou seja, não é verdadeiramente moral o ato que for cumprido ou não mediante ameaça de sanções, o que não signifca que uma norma não possa ser questionada, mas também não pode ser persistentemente interrogada, porque isto pode levar à destruição da moral.

III. Segundo Gianotti, a flexibilidade existe, porém não pode levar a um relativismo em todas as formas de conduta: os direitos do homem, tais como em geral têm sido enunciado a partir do século XVIII, estipulam condições mínimas do exercício da moralidade. Por certo, cada um não deixará de aferrar-se à sua moral; deve, entretanto, aprender a conviver com outras, reconhecer a unilateralidade de seu ponto de vista.

IV. Para ser moral um ato não deve ser livre, consciente, intencional e responsável. Isso cria um compromisso de reciprocidade e compromisso com a comunidade. o sujeito, assim, deve saber o que e por que faz, não deve ser coagido ou obrigado a fazer algo e, além disso, deve assumir a autoria do seu ato, reconhecendo-o como seu e respondendo pelas consequências de sua ação.

Estão corretas as afirmativas:

Da antiguidade até o início da modernidade, a ética sempre esteve associada à capacidade de conhecimento do homem. Acerca desse tema, julgue o item seguinte.

A ética agostiniana nega o virtuosismo e o maniqueísmo.

Immanuel Kant rejeitava as concepções morais da filosofia grega e cristã pelo fato de elas afirmarem que a ação moral se funda em condicionantes como felicidade ou interesse. Tendo esse assunto como referência inicial, julgue o item subsequente, de acordo com as ideias de Kant.

A lei moral é descritiva.

“Em comparação com Portugal, a evolução do pensamento filosófico no Brasil Colônia se fez de maneira bastante lenta na sua fase inicial, e de maneira muito mais rápida e radical na sua fase final. Isso foi assim porque na Colônia as novidades chegavam muito depois de terem sido conhecidas ou implantadas na Metrópole, e, além disso, a resistência à divulgação ou implantação delas por parte da administração lusitana era maior no Brasil do que em Portugal. As coisas melhoraram um pouco durante o Ciclo do Ouro, no século XVIII, quando surgiu na região das Minas Gerais uma sociedade mais arejada do que a do engenho de açúcar no Nordeste. Mas os avanços filosóficos introduzidos foram muito modestos e acabaram sendo contrabalançados não só pela crise educacional resultante da expulsão dos jesuítas em 1759, mas também pela fracassada reforma pedagógica que aqui se tentou implantar depois disso. Essa situação de atraso foi subitamente rompida – e de maneira absolutamente radical – pela transferência da Corte ao Brasil”.

(MARGUTTI, P. História da Filosofia do Brasil. O período colonial (1500-1822). São Paulo: Loyola, 2013, p. 355)

Considerando o texto acima e as características da filosofia brasileira no período colonial apontadas por Paulo Margutti, assinale a afirmativa INCORRETA.
“O pensamento conceitual ou lógico opera de maneira diferente e mesmo oposta à do pensamento mítico.”
CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo: Editora Ática, 2010.
Com base na obra citada, assinale a opção que caracteriza corretamente o pensamento mítico e o conceitual, respectivamente.
Considere a definição dada por Matos e Massoni em seu trabalho, “Uma estratégia para introduzir conceitos de física no Ensino Fundamental: o uso dos paradigmas kuhnianos”, para a relação entre a evolução das teorias científicas e sua relação com a manutenção e a quebra de paradigmas.
São paradigmas que serviram de base para a comunidade científica durante longos períodos de ciência normal. Durante esses períodos, o paradigma pode apresentar dificuldades em explicar alguns fatos, fenômenos ou propriedades consideradas relevantes e caso essas anomalias se tornem resistentes podem levar o paradigma à crise, podendo resultar na substituição por outro paradigma. Essa ruptura é caracterizada por Kuhn como uma revolução científica.
Fonte: Jênifer A. de Matos, Neusa T. Massoni. Revista Thema v.16 n.2 (2019).
No estudo, com estudantes de ensino médio, se realizou um debate entre dois grupos defendendo teorias distintas e um terceiro grupo representando um júri. Assim, no ambiente didático se estabelece um embate em torno da compreensão de um fenômeno e a formação de um consenso sobre sua explicação. Uma analogia, portanto, com a disputa que ocorre nos círculos científicos: “cientistas que disputam ~ grupos divergentes”, “comunidade científica como um todo ~ juri”.
Do relato da atividade didática são extraídos (e adaptados) os seguintes excertos numerados:

I. “(...) há muitos materiais instrucionais e livros didáticos que mostram que a ciência é feita por gênios que descobrem fenômenos ao acaso.” II. “(...) as leis são obtidas a partir de observações na medida em que há um método científico seguro que lhes garante a verdade.” III. “Os defensores de Aristóteles argumentaram que o senso comum explica os movimentos, como o de queda dos corpos, com pensamentos aristotélicos.” IV. “Os jurados tiveram um momento para debater e decidir o vencedor. No fim, escolheram a defesa galileana como a vencedora, uma vez que argumentaram melhor e trouxeram materiais extras.”

Conforme a definição dada no texto para o pensamento de Kuhn para o estabelecimento das revoluções científicas em termos dessa analogia “sala ~ comunidade científica”, estabeleça a comparação entre as afirmações trazidas como sendo:
RC - contribuidoras para o processo de ocorrência de revoluções científicas; NR - não contribuidoras para o processo ocorrência de revoluções científicas;

Assinale a alternativa que realiza essa comparação corretamente.
Considerando o tema dos fundamentos filosóficos refletidos por Guerra (2020), é correto afirmar
São regras que instruem as pessoas a fazer algo. Elas orientam o sujeito ético a realizar ou construir o que se deseja. Como toda regra, elas limitam o leque de coisas que poderiam ser feitas. Contudo, ao contrário das regras imperativas, as regras constitutivas mais orientam a ação do indivíduo do que a ordenam ou a proíbem:
A dialética deixa de ser apenas método, argumentação, para ser a própria expressão do movimento do real em Hegel. Neste sentido, sobre a dialética hegeliana, podemos considerar CORRETO:
O conceito de verdade talvez seja um dos conceitos mais importantes da história da filosofia. Vários são os questionamentos que se pode tecer a seu respeito. Qual é a sua natureza? Quem pode ser seu portador? Qual é o critério para verificarmos o que é ou não verdadeiro? Qual é a definição de verdade? Tais perguntas perpassam os campos da metafísica, da filosofia da linguagem, da estética, da epistemologia, da filosofia política, da lógica, entre tantos outros no escopo da filosofia. Tendo em vista esse conceito crucial para o pensamento filosófico, julgue o item.

O filósofo brasileiro Newton da Costa concebeu a sua teoria da quase-verdade influenciado pela dinâmica do pensamento científico, defendendo que teorias científicas não contêm conteúdos que dissertem sobre a realidade.
A sociedade contemporânea viu renascer o interesse pela Filosofia Estoica. No que diz respeito à ética estoica, ela se caracteriza por
Argumentação Dedutiva: é a operação própria da inteligência que consiste em inferir uma consequência a partir de ponderações anteriores, que se chamam antecedentes. Diferentemente da Indução, ela tem a pretensão de não ficar na probabilidade porque parte de princípios gerais evidentes por si. A partir desse ponto de vista a lógica visa as regras que possibilitam o pensamento de forma correta.
KELLER, C. L. B. V.. Aprendendo Lógica. Petrópolis RJ: Vozes, 1991, p.41.

Assinale a alternativa abaixo que não contem princípios algum que fundamenta a lógica formal.
Analise o trecho a seguir, retirado da nona proposição do texto “Ideia de uma História Universal Com um Propósito Cosmopolita”, de Immanuel Kant:

“Um ensaio filosófico que procure elaborar toda a história mundial segundo um plano da Natureza, em vista da perfeita associação civil no gênero humano, deve considerar-se não só como possível, mas também como fomentando esse propósito da Natureza. É decerto um anúncio estranho e, quanto à aparência, incongruente querer conceber a história segundo uma ideia de como deveria ser o curso do mundo, se houvesse de se ajustar a certos fins racionais; parece que, num tal intento, apenas poderia vir à luz uma novela. Mas se a Natureza, por suposição, mesmo no jogo da liberdade humana, não procede sem plano e meta final, semelhante ideia poderia ser muito útil; e embora sejamos míopes para divisarmos o mecanismo secreto do seu dispositivo, essa ideia poderia, contudo, servirnos de fio condutor para representar como sistema pelo menos em conjunto, um acervo, aliás sem plano, das acções humanas. Com efeito, se partirmos da história grega – como aquela pela qual se nos conservou ou, pelo menos, se deve autenticar toda a outra história mais antiga ou coetânea; se seguirmos a sua influência na formação e na desintegração do corpo político do povo romano, que absorveu o Estado grego, e a influência daquele sobre os bárbaros que, por seu turno, destruíram o Estado romano, e assim sucessivamente até aos nossos dias; se, além disso, acrescentarmos episodicamente a história política dos outros povos, cujo conhecimento chegou gradualmente até nós por intermédio dessas nações ilustradas: descobrir-se-á um curso regular da melhoria da constituiçãoestatal na nossa parte do mundo (que, provavelmente, algum dia dará leis a todas as outras)”.

Com base no trecho acima e no sistema filosófico kantiano, analise as assertivas a seguir:

I. A liberdade humana não impede Kant de admitir a possibilidade de um desenvolvimento histórico guiado por um propósito natural implícito.
II. O progresso histórico é garantido pelas revoluções políticas, que representam, segundo Kant, rupturas inconciliáveis com qualquer plano racional da Natureza.
III. A história humana, mesmo em sua aparência caótica e acidental, pode ser interpretada racionalmente a partir da hipótese de um plano teleológico da Natureza.
IV. Kant rejeita por completo a ideia de que o curso da história possa estar vinculado a uma finalidade racional, considerando essa hipótese fictícia e inútil.
V. A razão humana, embora limitada, pode supor a presença na história de progresso gradual rumo à realização das potencialidades morais do gênero humano.

Quais estão corretas?
A ética filosófica apresenta abordagens variadas para a tomada de decisões, cada uma com suas características e aplicações específicas. Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando cada abordagem ética às suas descrições, que incluem suas principais características e exemplos de aplicação.

Coluna 1
1. Ética do cuidado. 2. Ética existencialista. 3. Ética do discurso. 4. Ética pragmatista. 5. Ética da responsabilidade.

Coluna 2
( ) Baseia-se na ideia de que as decisões éticas devem ser testadas pela experiência e pelosresultados práticos. Exemplos incluem decisões no âmbito educacional ou empresarial, em que o aprendizado com a prática é fundamental.

( ) Foca a responsabilidade intergeracional e a proteção das futuras gerações, destacando a sustentabilidade e o cuidado com o planeta. Aplicações incluem decisões relacionadas a mudanças climáticas.

( ) Valoriza o diálogo como meio para alcançar consensos éticos, exigindo justificativa racional e participação igualitária em debates. Aplicações incluem políticas públicas em sociedades plurais.

( ) Destaca as relações e a interdependência, valorizando a empatia e a responsabilidade interpessoal. Aplicações incluem decisões éticas no cuidado de pessoas vulneráveis.

( ) Foca na liberdade individual, autenticidade e criação de valores próprios. Exemplos incluem decisões sobre identidade pessoal ou onde não há regras pré-estabelecidas.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Quanto à sua formulação lógica, o raciocínio “Todo homem é mortal. Sócrates é homem. Logo, Sócrates é mortal.” consiste em
O botão desaparece no desabrochar da flor, e poderia dizer-se que a flor o refuta; do mesmo modo que o fruto faz a flor parecer um falso ser-aí da planta, pondo-se como sua verdade em lugar da flor: essas formas não só se distinguem, mas também se repelem como incompatíveis entre si. Porém, ao mesmo tempo, sua natureza fluida faz delas momentos da unidade orgânica, na qual, longe de se contradizerem, todos são igualmente necessários.
HEGEL, G. W. F. Fenomenologia do Espírito. Petrópolis, RJ: Vozes; Bragança Paulista: Editora Universitária São Francisco, 2014.

O trecho acima ilustra a concepção dialética de Hegel, segundo a qual os contrários
A base ontológico-social da ética se constitui através da sociabilidade, da universalidade, da consciência e da liberdade. Essas são mediações que instituem a diferença do ser social em face aos outros seres da natureza e são postas em movimento através da atividade vital do(da):
Etimologicamente lógica vem do grego logos, que significa ‘palavra’, ‘expressão’, ‘pensamento’, ‘conceito’, ‘discurso’, ‘razão’. Ela se ocupa com a razão e o pensamento. É uma disciplina propedêutica, é o vestíbulo da filosofia, ou seja, a antessala, o instrumento que vai permitir o caminhar rigoroso do filósofo ou do cientista. Portanto, o objeto da lógica é o(a):
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