Questões de Concursos

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Hegel introduz uma noção nova, a de que a razão é histórica, ou seja, a verdade é construída no tempo. Partindo da noção kantiana de que a consciência (ou o sujeito) interfere ativamente na construção da realidade, propõe o que se chama filosofia do devir, do ser como processo, como movimento, como vir-a-ser. Desse ponto de vista, o ser está em constante transformação, donde surge a necessidade de fundar uma lógica que não parta do princípio de identidade, que é estática, mas do princípio de contradição, para dar conta da dinâmica do real.

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ARANHA, M.; ARRUDA, M. Introdução à filosofia.

São Paulo: Moderna, 2009.

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Tendo em vista essas informações, assinale a alternativa que apresenta a nova lógica proposta por Hegel.

A filosofia e a estética são áreas do conhecimento que se entrelaçam ao longo da história para investigar as percepções sensíveis, o belo e o papel da arte na vida humana. A estética, enquanto ramo filosófico, busca compreender como experienciamos o mundo através dos sentidos e como as obras de arte afetam nossa compreensão da realidade, provocando sentimentos, reflexões e questionamentos (LOPES, 2012).
Qual das alternativas abaixo reflete a relação entre filosofia e estética?

A convivência humana exige que todo ser humano viva no mundo com outros seres humanos em uma humanidade compartilhada, por isso a liberdade de cada um é eticamente limitada pela possibilidade de ela poder afetar a vida de outro. Para se ter consciência da própria liberdade, é necessário ter uma visão de alteridade como uma capacidade de olhar:

Sobre a filosofia e seu papel no conjunto da cultura humana contemporânea, marque a alternativa INCORRETA.
Do ponto de vista da Lógica, quando um processo empregado para investigação, descoberta e comprovação da verdade parte do geral para o particular, do desconhecido para o conhecido, pode-se afirmar que se trata de:
O filosofo Immanuel Kant, ao refletir sobre a Filosofia Moral, faz menção de que devemos “agir de maneira que nossa ação possa tornar-se universal”. Ao fazer essa declaração, o filosofo está apresentando a ética como:
De acordo com Carol Gilligan, as formas femininas de pensar sobre as decisões morais são baseadas em uma “ética do cuidado” e não em princípios (masculinos) impessoais e abstratos. Os críticos da ética feminista apontam que, embora uma ética do cuidado possa soar bem, ela é menos útil do que uma ética da justiça para lidar com os problemas gerados nas sociedades ocidentais modernas. A essa crítica, as feministas da linha da “ética do cuidado” respondem que:
“A linguagem disfarça ( ) o pensamento. A tal ponto que da forma exterior da roupagem não é possível inferir a forma do pensamento subjacente, já que a forma exterior da roupagem não foi feita para revelar a forma do corpo, mas com uma finalidade inteiramente diferente. [...] A maioria das proposições e questões encontradas em obras filosóficas não são falsas, mas sem sentido.”

A crítica às obras filosóficas do Tractatus de Wittgenstein é uma crítica à própria linguagem e, nesse sentido, a tarefa de toda filosofia é:
Após a ouvir a pergunta de uma determinada aluna, com o intuito de ser o mais claro possível, o professor responde com os seguintes exemplos:

Exemplo I
Os números, como o 1 e o 2 existem mesmo quando não estão sendo usados. ...tem a função de explorar a natureza dos objetos abstratos.
Exemplo II
Quando você pensa em algo, onde esses pensamentos estão localizados? ...tem a função de investigar a natureza da consciência e como ela se encaixa na realidade.
Exemplo III
Já parou para pensar no que significa realmente existir? ...tem a função de nos ajudar a questionar e explorar a natureza da existência e da realidade a partir do imaginário.
Exemplo IV
Imagine se tudo o que vemos e tocamos é apenas a ponta do iceberg, e há algo mais profundo e invisível que influencia tudo. ...tem a função de tentar explorar esses aspectos invisíveis da existência.

A partir da análise e relação dos exemplos, qual foi a pergunta feita pela aluna?
Texto para a questão.

Discussão sobre ética cresce nas universidades

Debate sobre o tema passa pelo ensino superior e os jovens estão cada vez mais interessados, assim como as empresas.

Guilherme Soares Dias

O que é um comportamento ético? A resposta muda, dependendo da época, do contexto e do interlocutor. Esse conceito, flexível e cultural, vem ganhando, no entanto, cada vez mais importância no campo profissional e as universidades estão atentas.
Segundo o professor da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), Eugênio Bucci, disciplinas que tratam de ética têm ganhado mais espaço no meio acadêmico. "Vejo que os jovens estão interessados e as empresas também valorizam mais, por estarem preocupadas com seus códigos e com quem vai executá-los", afirma.
Para Bucci, as escolas são o melhor lugar para se aprender sobre ética. "Estudar o tema não significa que a pessoa será mais ou menos honesta, mas poderá ajudá-la a compreender o valor das coisas. O estudo aparelha e inspira quem está vocacionado para o viver bem", diz o professor de jornalismo, que continua ensinando sobre filósofos, como Epicuro e Sócrates, mas também promove mais discussões sobre casos reais. "É um novo jeito de aprender. As pessoas assumem papéis diferentes".
Professora de ética do curso de administração da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Elisabete Adami dos Santos tem a mesma percepção de Bucci sobre o interesse dos alunos. "Vejo estudantes buscarem informações sobre o tema com uma postura mais crítica. Esta nova geração é muito mais preocupada com a ética, o que me deixa otimista".
Carlos Alberto Di Franco, diretor do departamento de comunicação do Instituto Internacional de Ciências Sociais (IICS), acredita que uma boa bagagem cultural ajuda até nos dilemas éticos mais recentes, como aqueles relacionados ao ambiente digital. "A leitura é o que dá conceito, contexto, capacidade de reflexão e senso crítico", afirma. O desafio da academia, de acordo com ele, é dosar a discussão prática e teórica para não enfraquecer a formação nem ficar afastada dos novos problemas do mercado.

Internet: <http://educacao.estadao.com.br> (com adaptações).
A respeito da ética e da moral, assinale a alternativa correta.
“Frege hoje é tido como aquele que refez ou procurou refazer o diálogo tradicional no Ocidente (que remonta a Platão) entre filosofia e matemática nos tempos modernos. [...]
[...] Frege achou a linguagem natural incapaz de exprimir as estruturas lógicas com a precisão necessária. [...]”
OLIVEIRA, Manfredo Araújo de. A reviravolta lingüístico-pragmática na Filosofia Contemporânea. São Paulo: Edições Loyola, 2006. p. 58-59.
O trabalho de Gottlob Frege marca um movimento na filosofia que desenvolve a lógica simbólica ou lógica matemática, na qual se articulou a tentativa de construção de uma linguagem artificial que pudesse exprimir com exatidão todas as formas linguísticas. Autores como Rudolf Carnap e o primeiro Wittgenstein seguiram esse propósito.
Analise as afirmações abaixo sobre lógica simbólica ou matemática e o pensamento dos autores mencionados acima e marque a alternativa CORRETA:
Em relação a ética e democracia no exercício da cidadania, assinale a opção correta.
As relações interpessoais construídas dentro da esfera do serviço público, dentre outras coisas, dependem da postura ética dos envolvidos. A ética possui diferentes concepções teóricas que dependem do tipo de abordagem. Nessa sistemática, qual a alternativa que traz um erro interpretativo?
De onde provêm as ideias que temos? São elas reproduções de objetos externos a nós ou, antes, criações de nossa mente? Pode-se pensar que as ideias são exclusivamente fruto da ação do objeto sobre nós, ou vice-versa, que são o resultado somente da ação do sujeito, ou finalmente, que elas são devidas à ação conjunta do sujeito e do objeto.
MONDIN, B.. Introdução à Filosofia. Edições Paulinas, p.21.

O texto acima se baseia na Teoria do Conhecimento. Dentro desta mesma linha filosófica de raciocínio, Kant explica quer o conhecimento sensível quer o intelectivo, dados em parte pelo sujeito e em parte pelo objeto. Nesse caso, o objeto provê a matéria e o sujeito a:
Quando os filósofos usam uma palavra - 'saber', 'ser', 'objeto', 'eu', 'proposição', 'nome' - e procuram apreender a essência da coisa, deve-se sempre perguntar: essa palavra é realmente usada assim na linguagem que ela existe? Nós reconduzimos as palavras do seu emprego metafísico para o seu emprego cotidiano.
(I.F, 116) In: Mauro Lúcio L. Condé. Wittgenstein: linguagem e mundo. São Paulo: Anablume, 1998, p.91.

Wittgenstein sustenta que atribuir nome às coisas é arbitrário, da mesma forma que é arbitrário:
Um dos princípios básicos do existencialismo, tal como proposto por Jean-Paul Sartre no ensaio O existencialismo é um humanismo, é o de que
A perspectiva metodológica consta como referência para uma conjuntura argumentativa, dialeticamente empregada para justificar o saber, sua avaliação e produção discursiva, influenciando a concepção de linguagem na contemporaneidade desde

Descartes e Kant podem ser acomodados sob uma mesma tradição racionalista. Entre Descartes e Kant, porém, houve a interposição de vários importantes filósofos empiristas. O aparecimento desses filósofos empiristas implicou em inúmeras alterações, por Kant, da filosofia cartesiana. Com relação às alterações feitas ou não por Kant com respeito à filosofia cartesiana, julgue o item subsequente.

Kant conclui que há certas proposições cujo valor de verdade não pode mais ser estabelecido de maneira justificada no âmbito do entendimento.

Várias formulações sobre a existência de Deus foram constituídas ao longo da história da filosofia. Dentre muitas, surge o argumento da aposta, em que temos que decidir se Deus existe ou não. Assim, vencendo a aposta (digamos que Deus exista), ganha-se tudo; perdendo (digamos que Deus não exista), não se perde nada. Assim, é sempre melhor apostar que Deus existe sem hesitar.
Que filósofo é autor do argumento da aposta?
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